"Não há pessoas nem sociedades livres, sem liberdade de expressão e de imprensa”.

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*Por Josealdo Silva- filósofo, psicólogo e psicanalista

Gostaria de começar nossa investigação perguntando o que é POLÍTICA? A palavra ou o termo "política" tem sua origem na língua grega, mais precisamente no vocábulo "pólis", que significa   "cidade". Não na acepção apenas física ou topográfica, mas incluindo também aquele espaço público, o espaço da intersecção da vida dos indivíduos numa comunidade, num coletivo. Desse modo podemos dizer ou entender o fenômeno político como uma área específica das relações existentes entre os indivíduos de uma sociedade.

Para o filósofo Aristóteles, a política era uma " continuação" da "ética", só que aplicada a "vida pública". Segundo o mesmo, as instituições públicas e as formas de governo seriam capazes de propiciar e melhorar o viver em sociedade. Para o filósofo, o homem é um animal social e político.

Gostaria de fazer novamente a pergunta o que é política? Para o filósofo Josealdo, a política é a arte da arte de gerir, a arte de administrar é a higiene dos países moralmente sadios, ao contrário da politicagem, que é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. Ruy Barbosa já dizia: "a politicagem é a malária dos povos de moralidade estragada."

Muitas vezes achamos ou acreditamos que não cabe a nós a responsabilidade pelo o que acontece em nosso bairro, em nossa cidade ou em nosso país. Distanciem-se dessa visão simplista equivocada e porque não dizer "tosca" do senso comum, representada pela ideia de que a política é algo dispensável ou, no dizer de muitos, não é discutível. Pensando nessas visões incorporadas por muitas pessoas gostaria de trazer à memória o lúcido texto do poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht:

“O analfabeto político - O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, não participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nascem a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”

 

Política e poder

  Gostaria também de perguntar o que é o PODER? A palavra "poder" vem do latim "potere”, "posse", "ser capaz de”. Refere-se, fundamentalmente, à faculdade, capacidade, força ou recurso para produzir certos efeitos. Assim, dizemos: o poder da palavra, o poder do remédio, o poder da polícia, o poder da imprensa, o poder do presidente. Segundo o filósofo Bertrand Russell, o poder seria "a capacidade de fazer que os outros demais realizem aquilo que queremos". Assim, o indivíduo que detém essa capacidade ou "meios" tem a faculdade de exercer determinada influência ou domínio sobre o outro e, por seu intermédio, alcançar os efeitos que desejar. O fenômeno do poder costuma ser dividido em duas categorias: o poder do ser humano sobre a natureza e o poder do ser humano sobre outros seres humanos. Podemos frequentemente observar que essas duas categorias de poder estão juntas e se completam.

 Formas de poder

Assim, voltando à definição de poder, se levarmos em conta o "meio" do qual se serve o indivíduo para conseguir os efeitos desejados, podemos destacar três formas de poder social, conforme o cientista político Norberto Bobbio:

Poder econômico - é aquele que utilizar a posse de certos "bens" socialmente necessários para induzir os que não os possuem a adotar determinados comportamentos, por exemplo, realizar determinado trabalho;

Poder ideológico - é aquele que utilizar a posse de certas "ideias" "valores" e/ou "doutrinas" para influenciar a conduta alheia, induzindo as pessoas a determinados modos de pensar e agir.

Poder político- é aquele que utilizar a posse dos "meios de coerção social”, isto é, o uso da força física considerada legal ou autorizada pelo "direito" vigente na sociedade. Segundo Bobbio, desses três poderes (econômico, político e ideológico) o poder político seria o mais eficaz, cujo meio específico de atuação consiste na possibilidade de utilizar a força física legalizada para condicionar comportamentos.

Por fim, gostaria de terminar esse pequeno Texto com as palavras de Platão onde o mesmo já dizia: - Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política. Simplesmente serão governados por aqueles que gostam.


SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVAnatural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão. 

  *Por Josealdo Silva- filósofo, psicólogo e psicanalista 

O que caracteriza o ser humano, verdadeiramente, é que ele é um “ser de linguagem”, segundo o filosofo Heidegger, o ser se desvela na linguagem, a linguagem para Heidegger é a casa do ser. E nessa casa habita o homem. Nascer é deixar entrar a palavra, viver é deixa-la sair, já dizia o poeta Bartolomeu Queiroz. Nascemos em um mundo de discurso, um discurso ou linguagem que precede o nosso nascimento e que continuará após a morte. Para o filosofo Hegel foi a linguagem que criou o homem e não o contrário.

Muito antes de uma criança nascer, seu lugar já está preparado para ela no universo dos pais: eles falam da criança que vai nascer, escolhe o nome para ela, começa a exprimir seus próprios desejos e ideias a respeito da vida e do futuro dos filhos que ainda não nasceu. As palavram que usam para falar da criança têm sido usadas, com frequência, por décadas, se não por séculos. Essas palavras lhe são conferidas por séculos de tradição, constituindo o Outro da linguagem.

Lacan afirma em termos categóricos que “o inconsciente é o discurso do outro”. A inovação lacaniana consiste em dissolver a ideia de um inconsciente povoado de conteúdo intrapsíquicos, fechados e estancados em cada ser singular. A ideia de que o inconsciente está estruturado como uma linguagem é a ideia de um estado permanente de relação intersubjetiva e de um processo infinito de produção.

SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVAnatural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão

   *Por Josealdo Silva- filósofo, psicólogo e psicanalista

Segundo Aristófanes, fomos seres redondos com quatros pernas, quatro braços, quatro orelhas, dois rostos e duas genitálias. Tão alto-suficientes e cheios de si nessa completude, fomos divididos ao meio pelos deuses. Desde então cada metade ficou condenado à falta, a incompletude e a tarefa do reencontro da parte perdida da parte perdida da parte que completa nosso ser originário.

No mito de Androgenia de Aristófanes, o amor aparece como signo da busca da completude, estamos condenados a buscar no outro aquilo que nos falta, um pedaço de representação que fica no outro, um pedaço de nós que fica outro e que precisamos reaver, o amor salvaria o sujeito da sua incompletude.

O amor é a forma mais reveladora de reconhecimento do outro, uma vez que possibilita a cada indivíduo ver no outro um “outro de si mesmo” isso significa dizer que o amor é uma forma de procurar por nós mesmos, ou seja, “amar o outro é sempre amar a si próprio”.

 SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVAnatural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão. 

A educação é um típico “que-fazer” humano, ou seja, um tipo de atividade que se caracteriza fundamentalmente por preocupação, por uma finalidade a ser atingida. A educação dentro de uma sociedade não se manifesta como o fim em si mesmo, mas sim como um instrumento de manutenção ou transformação social. Assim sendo, ela necessita de pressupostos, de conceitos que fundamentam e orientem os seus caminhos. A sociedade dentro da qual ela está deve possuir alguns valores norteadores de sua prática. Não é nem pode ser a prática educacional que estabelece os seus fins, quem o faz é a reflexão filosófica sobre a educação dentro de uma dada sociedade. A relação entre educação e filosofia parece ser quase “naturais”.

Enquanto a educação trabalha com os desenvolvimentos dos jovens e das novas gerações de uma sociedade que está “mutante”, a filosofia é a reflexão sobre o que e como devem ser esses jovens e esta sociedade. Ao estudarmos a história da filosofia percebemos que educação e filosofia estão estritamente ligadas. Deve-se mesmo observar que os primeiros filósofos do ocidente, na quase totalidade, tiveram uma “preocupar” com o aspecto educacional. Dentre eles, está o filósofo Sócrates que foi um grande intérprete das aspirações de seus respectivos tempos que se apresentou sempre como educador. Sócrates foi um homem que morreu em função do seu ideal de educar os jovens e estabelecer uma moralização do ambiente grego-ateniense. Platão foi o que pretendeu dar ao filósofo o posto de rei, a fim de que este viesse a imprimir na juventude as ideias do bem, da justiça e da honestidade.

As histórias da filosofia e dos filósofos verificam-se que todos eles tiveram uma preocupação com definição de uma cosmovisão que deveria ser divulgada através dos processos educacionais. Filosofia e educação são dois fenômenos que estão presente em todas as sociedades, uma como interpretação teórica das aspirações, desejos e anseios de um grupo humano, a outra, como instrumento de veiculação dessa interpretação. A filosofia fornece uma reflexão sobre a sociedade na qual está situada, sobre o educando, o educador e para onde esses elementos podem caminhar.

 Nas relações entre filosofia e educação só existem duas opções: ou se pensa e se reflete sobre o que se faz e assim se realiza uma ação educativa consciente; ou não se reflete criticamente e se executa uma ação pedagógica a partir de uma concepção mais ou menos obscura e opaca existente na cultura dia-a-dia e assim se realiza uma educação de baixo nível de consciência. O educando, quem é, o que deve ser, qual o seu papel no mundo; o educador, quem é, qual o seu papel no mundo; a sociedade, o que é, o que pretende; qual deve ser a finalidade da ação pedagógica dos povos para a reflexão filosófica, no sentindo de que está estabeleça pressupostos para aquela.

Assim sendo, não há como se processar uma ação pedagógica sem uma correspondência reflexiva e filosófica. Quando se reflete sobre a educação, ela se processa dentro de uma cultura engessada e perenizada. Isso significa admitir que nada mais há para ser descoberto em termo de interpretação do mundo. Por tanto, segundo este filósofo Josealdo, “educar é um espantar para despertar, e um despertar para transformar.”

Filosofia e educação estão vinculadas no tempo e no espaço não há como fugir dessa a essa “fatalidade” da nossa existência. Assim sendo, parece nos ser mais válido e mais rico, para nós e para vida humana, fazer esta junção de uma maneira consciente como um bem que cabe a qualquer ser humano. É a liberdade no seio da necessidade.

SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVAnatural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão

 Por Josealdo - filósofo, psicólogo e psicanalista

POR QUE AS DEPRESSÕES ESTÃO TÃO COMUNS HOJE?

 As depressões são muito comuns hoje, principalmente as psicológicas, porque na sociedade pós-moderna, consumista, nós nos fixamos entre a categoria do ter. Segundo a metafísica do ter, valemos pelo o que temos e não pelo o que somos. Sob o signo da categoria do ter, a realidade deixa de ter vida, e alegria criadora, transformando-se em voragem de objetos que absorve inexoravelmente quem quer possui-los. Segundo o filósofo Max Horkheimer: "quanto mais intensa é a preocupação do indivíduo com o poder sobre as coisas, mas as coisas o dominarão, mais lhe faltarão os traços individuais e genuínos". Psicanaliticamente falando podemos dizer que isso pode estar relacionado com a tentativa de o sujeito preencher vazios existenciais decorrentes das primitivas angústias de separação, a qual, na imensa maioria das vezes, é consequência das sérias falhas ou faltas dos primitivos cuidados maternos ou paternos.

A sociedade que hoje estamos começou a cobrar das pessoas que o importante é "ter" que "ter” coisas, "ter" que " ter" sucesso, " ter" que ser bonito, ter que ser magro, aumentando assim o conteúdo do depressivo. Nem todo mundo é magro, nem todo mundo é bonito, nem todo mundo tem dinheiro, nem todo mundo tem sucesso.

Na sociedade do ““ter” de viver deixou de ser o princípio. Tem que ser: viver bonito, viver rico, viver feliz, viver cheio de prazer. Então muito desses adolescentes que começam nas drogas (excesso de álcool, maconha etc.) iniciam o uso delas como remédio para mascarar a depressão, porque não são felizes. Não conseguem ser os tops da escola, não vão conseguir a menina ou o menino que querem, porque ela ou ele está de olho em quem "tem" e não em quem "é". A depressão, portanto, aumenta e se mistura com a drogadição, porque o sofrimento hoje é muito maior do que já foi em toda a história da humanidade.

 É a dor de viver nesse contexto. Tenho que seguir alguns preceitos que não tenho. Eu não sou rico, não sou alto, não sou bonito, não sou forte, não sou loiro. Então, hoje na sociedade do "ter” há plásticas, as drogas que anestesiam a angústia, a violência. Como eu não tenho o que acho que tenho que "ter" para ser feliz, eu vou buscar. Vou buscar dinheiro para a droga, para o tênis, dinheiro para "ter poder", para ter festa, para ser reconhecido e admirado pelos os outros, muitas vezes roubando, matando, entrando em contextos patológicos, como vender drogas etc.

  Assim, a violência é uma marca do Estado depressivo porque as pessoas depressivas começam a ficar irritadas, a agredir, se agredir. O suicídio, embora não seja a principal consequência da depressão pode acontecer, mas nem todo depressivo é um suicida.

SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVAnatural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão


 ·        Por Josealdo Silva, filósofo e psicanalista

 O Futuro de sua cidade está em suas mãos

 Gostaria de iniciar com o pensamento platônico que diz: "Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam".

A cada dia, nos aproximamos mais da reta final desta política em nossa cidade, onde todos nós somos responsáveis por esse grande acontecimento democrático, no qual o povo tem a chave de fechar ou abrir a porta do futuro. Segundo o filósofo Sartre, "uma vez que o homem é lançado no mundo, cabe a ele se definir".

Caro eleitor, você é o responsável pelo futuro de sua cidade; não é Deus, não são os anjos que irão fazer aquilo que você pode fazer; você é que definirá o futuro político de sua cidade. Nós, você e eu, somos responsáveis diretos por esse ato de transformação e de mudança política. Já dizia Monteiro Lobato, "o governo deve sair de um povo, como a fumaça de uma fogueira". O melhor sistema de governo não é aquele em que o povo é mero expectador, mas autor ativo desse processo democrático. Ser cidadão é participar ativamente do processo de desenvolvimento, seja ele político ou cultural, de sua cidade.

Nós, eleitores, somos a ponte que dá acesso ao desenvolvimento, não esperemos que isso seja responsabilidade apenas dos políticos, "pois quem conhece pouco repete com frequência", dizia Thomaz Fuller.

Pense bem, eleitor, pois você tem a arma mais poderosa, que é o voto, e o mesmo não tem preço, e sim consequência. Esta arma tem a capacidade de mudar o futuro de sua cidade e de sua vida, por isso peço que analise bem as propostas de governo, para que você não venha a dar um tiro no escuro, pois errar esse tiro poderá lhe causar danos por quatro anos, tais como hospitais sem estruturas, escolas abandonadas, etc.

 Gostaria de terminar essas palavras com uma pequena história: "Numa vila da Grécia Antiga, vivia um sábio famoso por sempre saber a resposta para todas as perguntas que lhe fossem feitas. Um dia, um jovem adolescente, conversando com um amigo, disse: Eu acho que sei como enganar o sábio. Vou pegar um passarinho e o levarei dentro da minha mão. Então perguntarei a ele se o passarinho está vivo ou morto. Se ele responder que está vivo, espremo o passarinho, mato-o e deixo-o cair no chão; mas se disser que está morto, abro a mão e o deixo voar. E assim, chegando ao sábio, o jovem pergunta: Sábio, o passarinho em minhas mãos está vivo ou morto? O sábio olha para o rapaz e diz: Meu jovem, a resposta está em suas mãos!"

O mesmo me digo, caro eleitor: é você quem decide. A maneira como vai usar seu voto depende de você. O futuro de nossa cidade esteve e estará sempre em suas mãos!

  SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVAnatural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão

 

 ·        Por Josealdo Silva, filósofo e psicanalista

FREUD E A GLOBALIZAÇÃO

O homem de hoje, da era da globalização, não é mais como o homem de antigamente. Suas necessidades não são mais as mesmas. Na procura das paixões e dos desejos, desse sujeito globalizado que se transforma, a psicanálise avança para além de seu percurso tradicional.

A psicanálise, ou melhor o pensamento freudiano, é difundido em demasia, onde o mesmo é usado para dar justificativa a tudo: o casamento que se desfez, a morte de alguém próximo, o fracasso escolar, a violência despropositada. Nada mais tem importância porque "Freud explica".

Mas a psicanálise, que não padece pelo o desconhecimento, busca consequência para o que escapa ao sentido, para além do pai, além do Édipo, o ponto de incompreensão repetitiva, a pedra no meio do caminho, o "mais forte do que eu", ao qual ninguém escapa. Se um dia a grande contribuição da psicanálise estava fundamentada em "Freud explica", hoje, mais do que nunca, a preocupação do psicanalista é apresentar ao analisando o osso de sua existência, a "pedra" diante da qual o analisando terá de inventar algo novo.

A psicanálise de hoje privilegia o "Freud não explica" contrariando assim as soluções totalitárias e dando uma oportunidade ao desejo e à invenção do novo.

  SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVAnatural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão. 

·        Por Josealdo Silva, filósofo e psicanalista

“O EU É O OUTRO”

O sujeito busca o outro para descobrir o que lhe falta. ...Quem é você que está diante de mim, feito à imagem e semelhança, feito de um corporalidade que me faz crer até que somos irmãos?

E eu? Quem sou em relação ao outro? Que segurança tenho de que eu sou eu e não um outro? Freud nos despiu de nós mesmos ao mostrar que o "eu não é senhor em sua própria casa” e Lacan seguindo o passo do mestre desfez a ilusão de totalidade, em síntese, o eu é - antes de mais nada - outro.  Já dizia o filósofo Sartre: - Aquele que vejo na minha frente, como outro - foi a partir dele que eu fui feito. Eu é que sou feito a imagem e semelhança do outro.

É isso mesmo, eu projeto no outro conteúdos, intenções e até pensamentos meus. Eu me vejo nesse outro no qual identifico traços meus, eu o vejo como meu ideal, que tanto admiro -como eu gostaria de ser igual a ele!

Podemos afirmar que o eu está para o outro assim como o sujeito está para o outro. O sujeito é constituído pelo o significante do outro. A identidade do eu vem do outro; mas o sujeito é sem identidade.

O sujeito não é isso ou aquilo. Ele é um vazio, um furo no conjunto da linguagem, deslizado nas cadeias do significante. Podemos dizer que o eu é indissociável do outro. Um eu nunca vem sozinho - ele está sempre acompanhado do outro, eis porque a instância do eu é fundamentalmente paranoica. O outro é gêmeo do eu...

 SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVA, natural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão.

·        Por Josealdo Silva, filósofo e psicanalista

  A EXISTÊNCIA: INCERTEZA, RISCOS E DECISÃO

 Mas o que é existir? Se refletirmos sobre o tema, veremos que existir não significa simplesmente “estar vivo”. As plantas e os animais também “existem” no sentido de que estão vivos, mas são poupados da indagação sobre o que isso significa. Já dizia o filósofo Heidegger: Só o homem existe. As pedras são, mas não existem. Os anjos são, mas não existem. Deus é, mas não existe. O ser humano é o único ser vivo consciente de sua existência.

Segundo o filósofo Sartre, as coisas físicas só são “em si”, ao passo que o homem também é “para si”. Ser uma pessoa é, portanto, diferente de ser uma coisa. O homem primeiro cria-se a si mesmo. Em outras palavras, o fato de que sou é anterior à questão de saber o que sou. Daí o aforismo sartreano ao afirmar que “a existência precede a essência”.

Por isso é que segundo o filósofo, não faz sentido perguntar pelo sentido da vida em geral. Em outras palavras estamos condenados à liberdade, ou melhor, a improvisação. Somos como atores que são colocados num palco sem termos decorado um papel, sem um roteiro definido e sem um “ponto” para nos sussurrar ao ouvido o que devemos dizer por fazer. Nós mesmos temos que decidir como queremos viver.

Na condição de sujeito, somos todos responsáveis por nós mesmos, já dizia Lacan. É justamente por existir que o homem só pode definir-se a partir de seu ser existente, quer dizer, é o fato de existir que possibilita ao indivíduo ser ou não ser o que é. Enquanto a pedra é, e assim será sempre, o homem existe e a partir de então define o que deverá ser.

 SOBRE O AUTOR


JOSEALDO SOUSA SILVA, natural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão.


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