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 *Por Josealdo Silva- filósofo, psicólogo e psicanalista, em parceria com Joilson S. Aguiar, filósofo e graduando de Psicologia.

Sem sombras de dúvidas vivemos a era da informação, mas uma era de grande escassez de conhecimento onde o sujeito do conhecimento não mais existe o discurso do mestre e o da academia entrou em ruínas. E é segundo este pensamento que podemos contemplar o que nos diz o Biólogo Estadunidense Edward Osborne Wilson: “Estamos nos afogando em informações e famintos por sabedoria”.

No mundo contemporâneo em que vivemos, a informação está a um clique, não mais existe uma distância entre o sujeito e conhecimento, é claro que toda essa gama de informação está solta e desorganizada é preciso que o sujeito frente a isto tenha um pensamento linear, senso crítico e desconfiança, como nos ensina o Sociólogo Polonês Zygmunt Bauman: “Desconfiança é um senso de sobrevivência. Todos estão em uma posição estável.”.

Nesta perspectiva é que travei um longo debate com o filósofo Josealdo, sobre as questões que permeiam todo o imaginário dos fatores que desencadearam esse declínio no mundo contemporâneo, após visitarmos a história da educação do Brasil e a construção teórica do Educador Paulo Freire, conseguimos traçar possíveis causas para tal declínio, nos colocamos a pensar sobre a ótica dos modelos pedagógicos do sistema educacional brasileiro ao longo do tempo e da obra de Paulo Freire a “Pedagogia do Oprimido”. Verificamos que todos esses modelos tinham em seu bojo, ideais de mudanças e transformações para sociedade e para o sistema educacional, mas que de fato não se consolidaram. Modelos como a pedagogia liberal, pedagogia tradicional, renovada progressista, renovada não diretiva, tecnicista: tendência à formação de mão obra para o mercado de trabalho que ainda é imperativa no País, pedagogia progressista, libertadora, libertária, e a critico social dos conteúdos: cuja tarefa primordial é a difusão de conteúdos vazios e sem sentidos, cabe aqui parafrasear o músico brasileiro Raul Seixas, conteúdos que nada dizem de importante.

 Já na obra de Paulo Freire o próprio autor já aponta muitas questões as quais tomaremos duas para nortear nossos pensamentos, a relação professor e aluno e o sistema educacional como uma forma bancária, iremos nos ater apenas a essas duas questões e apontar uma causa que acreditamos selar esse declínio a qual chamamos de ensino slidiano. Paulo Freire irá dizer que a educação bancária tem por função controlar pensamentos e ações. Nesta lógica ele nos alerta afirmando: se pretendemos a humanização, crescimento e transformação do mundo necessitamos da reflexão dos homens sobre o mundo para transforma-lo. Ele chama nossa atenção para a relação vertical entre professor-aluno que é baseada em falsos valores, o professor sabe tudo e outro nada sabe, cultiva-se assim o silêncio, tolhendo qualquer capacidade criativa e assim reforçando o interesse do opressor.

A academia, como é proposta pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação no artigo. 43, nos leva refletir sobre as propostas para o ensino superior: Temos realmente o que dizem oferecer? Fazemos ciência? O espaço é livre para as múltiplas formas de pensamentos? Qual a relação academia e sociedade? De que forma a academia tem se relacionado e contribuído em respostas para as questões sociais? A visão que temos como filósofos é pessimista e somos forçados a acreditar no que vemos e ouvimos todos os dias em salas de aula e corredores da academia uma paixão avassaladora por textos fragmentados, fotocópias que somam milhares de folhas de papel fora de seus contextos originais o todo não é mais importante os livros são peças de museu a decorar a biblioteca. A sensação que temos é de estarmos vivendo um retrocesso de todo esse processo histórico educativo em um País que parece não ter memória, “retornamos ao conteudismo”.

O que chamamos de "ensino slidiano" é uma referência à inserção de tecnologias no processo ensino-aprendizado, em especial, o slide, um objeto libidinizado pelos mestres, não as tecnologias em si, mas o mau uso das mesmas.

O quadro branco está quase entrando em extinção, servindo apenas como objeto decorativo da sala de aula, a moda agora é esse objeto libidinizado que de alguma forma desobriga os mestres a ter pleno domínio dos conhecimentos a ser repassado o que pode gerar grandes problemas porque agora os alunos não interrogam os mestres em busca de respostas eles querem é verificar as informações que estão sendo transmitidas. Os mestres agora precisam mais do que nunca trabalhar suas contratransferências, não rivalizar com os alunos quando forem questionados ou quando os alunos se mostrarem contrários as suas posições e chamais tomarem como agressividade tal postura, agora todos sabem.

Por fim: não nos julguem como detratores, são apenas provocações e questionamentos a fim de pensarmos formas de relacionamentos os mesmos são frutos de nossa epilepsia de ideias e pensamentos.

SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVA, natural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão.

   *Por Josealdo Silva- filósofo, psicólogo e psicanalista

CULTURA DO CONSUMO

Como podemos definir o termo consumo? Consumo significa utilizar, gastar, dar fim a algo, para alcançar determinado objetivo.  Segundo o filósofo Jean Baudrillard, o consumo baseia-se na "impossibilidade de que todos consumam".

De acordo com Baudrillard, o consumo funciona como uma forma de afirmar a diferença entre os indivíduos. Nas palavras do filósofo, o prazer de mudar de vestuário, de objetos, de carro, vem sancionar psicologicamente constrangimentos de diferenciação social e de prestígio. Nesse contexto, a sociedade seria uma grande mãe que supriria e daria " satisfação das necessidades" (em grande parte induzidas artificialmente pelo sistema midiático) que é funcional para a expansão do consumo e, portando, para o crescimento da sociedade consumista. Essa grande mãe que tem como seu primeiro objetivo manter o indivíduo vivo para estimular e satisfazer nele suas exigências de bens, alimentando ou amamentando, assim, o circuito da produção-consumo.

Entretanto, a " satisfação das necessidades" é uma orientação regressiva, porque remete a uma exigência psicofisiológica da primeira infância. Portando, a sociedade que vivemos é uma sociedade profundamente infantilizada. De certa forma, o consumismo crônico, impulsivo e repetitivamente compulsivo sempre estão ligados a uma tentativa do sujeito de preencher os vazios existenciais decorrentes da primitiva angústia de separação, a qual, na imensa maioria das vezes é consequência das sérias falhas ou faltas dos primitivos cuidados maternos ou paternos.

Em outras palavras, o consumidor age como se a sua felicidade consistisse, apenas, em uma questão de poder sobre "as coisas", ignorando assim o prazer obtido com aquilo que verdadeiramente ama. Para o filósofo alemão Max Horkheimer, "quanto mais intensa é a preocupação do indivíduo com o poder sobre as coisas, mas as coisas o dominarão, mais lhe faltarão os traços individuais genuínos" (Eclipse da razão, p.14). Em outras palavras, o consumo deixar de ser um meio de expressão do prazer pessoal e transforma - se em um fim em si mesmo. Torna-se um ato obsessivo alimentado pelo apetite de novidade e de diferença ou distinção social.



SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVA, natural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão.

 *Por Josealdo Silva- filósofo, psicólogo e psicanalista

Esse texto tem como objetivo esclarecer e tirar as dúvidas sobre as perguntas que as pessoas me fazem com muita frequência acerca da diferença ou das diferenças entre as três psi: psiquiatria, psicologia e psicanálise. É muito comum que estas três áreas sejam confundidas, pois as atividades de seus profissionais não são muito claras para o grande público. Vou tentar dar uma definição para as três áreas.

A Psiquiatria é um ramo da "medicina" que trata do estudo e tratamento das doenças mentais. Então, a psiquiatria como uma parte da medicina vem do alienismo, vem de Pinel, encontra sua independência ou autonomia no final do século 19 e se caracteriza por uma abordagem inicial no sofrimento psíquico como uma doença. O psiquiatra é alguém que estudou medicina e se especializou em Psiquiatria. O tratamento que o psiquiatra fornece a seus pacientes é basicamente medicamentoso, através da utilização de remédios que agem no sistema nervoso, tais como antidepressivos e ansiolíticos etc.

A Psicologia, por sua vez, surge como um estudo das funções mentais: atenção, memória, imaginação, sensação, percepção, pensamento assim por diante. Em síntese, a psicologia é a ciência dos fenômenos psíquicos e do comportamento. A função central da psicologia é corrigir comportamento afim de corrigir dores psíquicas causadas por esses comportamentos. O psicólogo, assim como o psiquiatra, aprende o seu ofício em um curso universitário e, ao contrário deste, não prescreve medicamentos.

Já a Psicanálise é um método de investigação, criado por Sigmund Freud, que consiste essencialmente em evidenciar o significado inconsciente das palavras, das ações, das produções imaginaria, tais como: sonhos, fantasias, delírios de um sujeito. Em síntese, a psicanálise tem como fim último buscar a verdade do sujeito, verdade essa que lhe escapa. Isso só é possível através de um mergulho para dentro de si mesmo. A psicanálise ensina o sujeito a reconhecer as folhas em branco de sua história da quais ele não tem conhecimento por estarem registrada em seu inconsciente. Segundo o psiquiatra e psicanalista Jorge Forbes, o psicanalista é alguém que não deixa você desistir de você mesmo; ele trabalhará permanentemente para que a compreensão do sujeito respeito de si mesmo seja mais e mais profunda, trazendo para sua consciência o que anteriormente residia em seu inconsciente. Quanto maior for o conhecimento de si próprio, mais preparado você estará para enfrentar a vida e a condição de ser humano.


SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVAnatural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão. 

*Por Josealdo Silva- filósofo, psicólogo e psicanalista

Gostaria de começar nossa investigação perguntando o que é POLÍTICA? A palavra ou o termo "política" tem sua origem na língua grega, mais precisamente no vocábulo "pólis", que significa   "cidade". Não na acepção apenas física ou topográfica, mas incluindo também aquele espaço público, o espaço da intersecção da vida dos indivíduos numa comunidade, num coletivo. Desse modo podemos dizer ou entender o fenômeno político como uma área específica das relações existentes entre os indivíduos de uma sociedade.

Para o filósofo Aristóteles, a política era uma " continuação" da "ética", só que aplicada a "vida pública". Segundo o mesmo, as instituições públicas e as formas de governo seriam capazes de propiciar e melhorar o viver em sociedade. Para o filósofo, o homem é um animal social e político.

Gostaria de fazer novamente a pergunta o que é política? Para o filósofo Josealdo, a política é a arte da arte de gerir, a arte de administrar é a higiene dos países moralmente sadios, ao contrário da politicagem, que é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. Ruy Barbosa já dizia: "a politicagem é a malária dos povos de moralidade estragada."

Muitas vezes achamos ou acreditamos que não cabe a nós a responsabilidade pelo o que acontece em nosso bairro, em nossa cidade ou em nosso país. Distanciem-se dessa visão simplista equivocada e porque não dizer "tosca" do senso comum, representada pela ideia de que a política é algo dispensável ou, no dizer de muitos, não é discutível. Pensando nessas visões incorporadas por muitas pessoas gostaria de trazer à memória o lúcido texto do poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht:

“O analfabeto político - O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, não participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nascem a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”

 

Política e poder

  Gostaria também de perguntar o que é o PODER? A palavra "poder" vem do latim "potere”, "posse", "ser capaz de”. Refere-se, fundamentalmente, à faculdade, capacidade, força ou recurso para produzir certos efeitos. Assim, dizemos: o poder da palavra, o poder do remédio, o poder da polícia, o poder da imprensa, o poder do presidente. Segundo o filósofo Bertrand Russell, o poder seria "a capacidade de fazer que os outros demais realizem aquilo que queremos". Assim, o indivíduo que detém essa capacidade ou "meios" tem a faculdade de exercer determinada influência ou domínio sobre o outro e, por seu intermédio, alcançar os efeitos que desejar. O fenômeno do poder costuma ser dividido em duas categorias: o poder do ser humano sobre a natureza e o poder do ser humano sobre outros seres humanos. Podemos frequentemente observar que essas duas categorias de poder estão juntas e se completam.

 Formas de poder

Assim, voltando à definição de poder, se levarmos em conta o "meio" do qual se serve o indivíduo para conseguir os efeitos desejados, podemos destacar três formas de poder social, conforme o cientista político Norberto Bobbio:

Poder econômico - é aquele que utilizar a posse de certos "bens" socialmente necessários para induzir os que não os possuem a adotar determinados comportamentos, por exemplo, realizar determinado trabalho;

Poder ideológico - é aquele que utilizar a posse de certas "ideias" "valores" e/ou "doutrinas" para influenciar a conduta alheia, induzindo as pessoas a determinados modos de pensar e agir.

Poder político- é aquele que utilizar a posse dos "meios de coerção social”, isto é, o uso da força física considerada legal ou autorizada pelo "direito" vigente na sociedade. Segundo Bobbio, desses três poderes (econômico, político e ideológico) o poder político seria o mais eficaz, cujo meio específico de atuação consiste na possibilidade de utilizar a força física legalizada para condicionar comportamentos.

Por fim, gostaria de terminar esse pequeno Texto com as palavras de Platão onde o mesmo já dizia: - Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política. Simplesmente serão governados por aqueles que gostam.


SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVAnatural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão. 

  *Por Josealdo Silva- filósofo, psicólogo e psicanalista 

O que caracteriza o ser humano, verdadeiramente, é que ele é um “ser de linguagem”, segundo o filosofo Heidegger, o ser se desvela na linguagem, a linguagem para Heidegger é a casa do ser. E nessa casa habita o homem. Nascer é deixar entrar a palavra, viver é deixa-la sair, já dizia o poeta Bartolomeu Queiroz. Nascemos em um mundo de discurso, um discurso ou linguagem que precede o nosso nascimento e que continuará após a morte. Para o filosofo Hegel foi a linguagem que criou o homem e não o contrário.

Muito antes de uma criança nascer, seu lugar já está preparado para ela no universo dos pais: eles falam da criança que vai nascer, escolhe o nome para ela, começa a exprimir seus próprios desejos e ideias a respeito da vida e do futuro dos filhos que ainda não nasceu. As palavram que usam para falar da criança têm sido usadas, com frequência, por décadas, se não por séculos. Essas palavras lhe são conferidas por séculos de tradição, constituindo o Outro da linguagem.

Lacan afirma em termos categóricos que “o inconsciente é o discurso do outro”. A inovação lacaniana consiste em dissolver a ideia de um inconsciente povoado de conteúdo intrapsíquicos, fechados e estancados em cada ser singular. A ideia de que o inconsciente está estruturado como uma linguagem é a ideia de um estado permanente de relação intersubjetiva e de um processo infinito de produção.

SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVAnatural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão

   *Por Josealdo Silva- filósofo, psicólogo e psicanalista

Segundo Aristófanes, fomos seres redondos com quatros pernas, quatro braços, quatro orelhas, dois rostos e duas genitálias. Tão alto-suficientes e cheios de si nessa completude, fomos divididos ao meio pelos deuses. Desde então cada metade ficou condenado à falta, a incompletude e a tarefa do reencontro da parte perdida da parte perdida da parte que completa nosso ser originário.

No mito de Androgenia de Aristófanes, o amor aparece como signo da busca da completude, estamos condenados a buscar no outro aquilo que nos falta, um pedaço de representação que fica no outro, um pedaço de nós que fica outro e que precisamos reaver, o amor salvaria o sujeito da sua incompletude.

O amor é a forma mais reveladora de reconhecimento do outro, uma vez que possibilita a cada indivíduo ver no outro um “outro de si mesmo” isso significa dizer que o amor é uma forma de procurar por nós mesmos, ou seja, “amar o outro é sempre amar a si próprio”.

 SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVAnatural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão. 

A educação é um típico “que-fazer” humano, ou seja, um tipo de atividade que se caracteriza fundamentalmente por preocupação, por uma finalidade a ser atingida. A educação dentro de uma sociedade não se manifesta como o fim em si mesmo, mas sim como um instrumento de manutenção ou transformação social. Assim sendo, ela necessita de pressupostos, de conceitos que fundamentam e orientem os seus caminhos. A sociedade dentro da qual ela está deve possuir alguns valores norteadores de sua prática. Não é nem pode ser a prática educacional que estabelece os seus fins, quem o faz é a reflexão filosófica sobre a educação dentro de uma dada sociedade. A relação entre educação e filosofia parece ser quase “naturais”.

Enquanto a educação trabalha com os desenvolvimentos dos jovens e das novas gerações de uma sociedade que está “mutante”, a filosofia é a reflexão sobre o que e como devem ser esses jovens e esta sociedade. Ao estudarmos a história da filosofia percebemos que educação e filosofia estão estritamente ligadas. Deve-se mesmo observar que os primeiros filósofos do ocidente, na quase totalidade, tiveram uma “preocupar” com o aspecto educacional. Dentre eles, está o filósofo Sócrates que foi um grande intérprete das aspirações de seus respectivos tempos que se apresentou sempre como educador. Sócrates foi um homem que morreu em função do seu ideal de educar os jovens e estabelecer uma moralização do ambiente grego-ateniense. Platão foi o que pretendeu dar ao filósofo o posto de rei, a fim de que este viesse a imprimir na juventude as ideias do bem, da justiça e da honestidade.

As histórias da filosofia e dos filósofos verificam-se que todos eles tiveram uma preocupação com definição de uma cosmovisão que deveria ser divulgada através dos processos educacionais. Filosofia e educação são dois fenômenos que estão presente em todas as sociedades, uma como interpretação teórica das aspirações, desejos e anseios de um grupo humano, a outra, como instrumento de veiculação dessa interpretação. A filosofia fornece uma reflexão sobre a sociedade na qual está situada, sobre o educando, o educador e para onde esses elementos podem caminhar.

 Nas relações entre filosofia e educação só existem duas opções: ou se pensa e se reflete sobre o que se faz e assim se realiza uma ação educativa consciente; ou não se reflete criticamente e se executa uma ação pedagógica a partir de uma concepção mais ou menos obscura e opaca existente na cultura dia-a-dia e assim se realiza uma educação de baixo nível de consciência. O educando, quem é, o que deve ser, qual o seu papel no mundo; o educador, quem é, qual o seu papel no mundo; a sociedade, o que é, o que pretende; qual deve ser a finalidade da ação pedagógica dos povos para a reflexão filosófica, no sentindo de que está estabeleça pressupostos para aquela.

Assim sendo, não há como se processar uma ação pedagógica sem uma correspondência reflexiva e filosófica. Quando se reflete sobre a educação, ela se processa dentro de uma cultura engessada e perenizada. Isso significa admitir que nada mais há para ser descoberto em termo de interpretação do mundo. Por tanto, segundo este filósofo Josealdo, “educar é um espantar para despertar, e um despertar para transformar.”

Filosofia e educação estão vinculadas no tempo e no espaço não há como fugir dessa a essa “fatalidade” da nossa existência. Assim sendo, parece nos ser mais válido e mais rico, para nós e para vida humana, fazer esta junção de uma maneira consciente como um bem que cabe a qualquer ser humano. É a liberdade no seio da necessidade.

SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVAnatural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão

 Por Josealdo - filósofo, psicólogo e psicanalista

POR QUE AS DEPRESSÕES ESTÃO TÃO COMUNS HOJE?

 As depressões são muito comuns hoje, principalmente as psicológicas, porque na sociedade pós-moderna, consumista, nós nos fixamos entre a categoria do ter. Segundo a metafísica do ter, valemos pelo o que temos e não pelo o que somos. Sob o signo da categoria do ter, a realidade deixa de ter vida, e alegria criadora, transformando-se em voragem de objetos que absorve inexoravelmente quem quer possui-los. Segundo o filósofo Max Horkheimer: "quanto mais intensa é a preocupação do indivíduo com o poder sobre as coisas, mas as coisas o dominarão, mais lhe faltarão os traços individuais e genuínos". Psicanaliticamente falando podemos dizer que isso pode estar relacionado com a tentativa de o sujeito preencher vazios existenciais decorrentes das primitivas angústias de separação, a qual, na imensa maioria das vezes, é consequência das sérias falhas ou faltas dos primitivos cuidados maternos ou paternos.

A sociedade que hoje estamos começou a cobrar das pessoas que o importante é "ter" que "ter” coisas, "ter" que " ter" sucesso, " ter" que ser bonito, ter que ser magro, aumentando assim o conteúdo do depressivo. Nem todo mundo é magro, nem todo mundo é bonito, nem todo mundo tem dinheiro, nem todo mundo tem sucesso.

Na sociedade do ““ter” de viver deixou de ser o princípio. Tem que ser: viver bonito, viver rico, viver feliz, viver cheio de prazer. Então muito desses adolescentes que começam nas drogas (excesso de álcool, maconha etc.) iniciam o uso delas como remédio para mascarar a depressão, porque não são felizes. Não conseguem ser os tops da escola, não vão conseguir a menina ou o menino que querem, porque ela ou ele está de olho em quem "tem" e não em quem "é". A depressão, portanto, aumenta e se mistura com a drogadição, porque o sofrimento hoje é muito maior do que já foi em toda a história da humanidade.

 É a dor de viver nesse contexto. Tenho que seguir alguns preceitos que não tenho. Eu não sou rico, não sou alto, não sou bonito, não sou forte, não sou loiro. Então, hoje na sociedade do "ter” há plásticas, as drogas que anestesiam a angústia, a violência. Como eu não tenho o que acho que tenho que "ter" para ser feliz, eu vou buscar. Vou buscar dinheiro para a droga, para o tênis, dinheiro para "ter poder", para ter festa, para ser reconhecido e admirado pelos os outros, muitas vezes roubando, matando, entrando em contextos patológicos, como vender drogas etc.

  Assim, a violência é uma marca do Estado depressivo porque as pessoas depressivas começam a ficar irritadas, a agredir, se agredir. O suicídio, embora não seja a principal consequência da depressão pode acontecer, mas nem todo depressivo é um suicida.

SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVAnatural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão


 ·        Por Josealdo Silva, filósofo e psicanalista

 O Futuro de sua cidade está em suas mãos

 Gostaria de iniciar com o pensamento platônico que diz: "Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam".

A cada dia, nos aproximamos mais da reta final desta política em nossa cidade, onde todos nós somos responsáveis por esse grande acontecimento democrático, no qual o povo tem a chave de fechar ou abrir a porta do futuro. Segundo o filósofo Sartre, "uma vez que o homem é lançado no mundo, cabe a ele se definir".

Caro eleitor, você é o responsável pelo futuro de sua cidade; não é Deus, não são os anjos que irão fazer aquilo que você pode fazer; você é que definirá o futuro político de sua cidade. Nós, você e eu, somos responsáveis diretos por esse ato de transformação e de mudança política. Já dizia Monteiro Lobato, "o governo deve sair de um povo, como a fumaça de uma fogueira". O melhor sistema de governo não é aquele em que o povo é mero expectador, mas autor ativo desse processo democrático. Ser cidadão é participar ativamente do processo de desenvolvimento, seja ele político ou cultural, de sua cidade.

Nós, eleitores, somos a ponte que dá acesso ao desenvolvimento, não esperemos que isso seja responsabilidade apenas dos políticos, "pois quem conhece pouco repete com frequência", dizia Thomaz Fuller.

Pense bem, eleitor, pois você tem a arma mais poderosa, que é o voto, e o mesmo não tem preço, e sim consequência. Esta arma tem a capacidade de mudar o futuro de sua cidade e de sua vida, por isso peço que analise bem as propostas de governo, para que você não venha a dar um tiro no escuro, pois errar esse tiro poderá lhe causar danos por quatro anos, tais como hospitais sem estruturas, escolas abandonadas, etc.

 Gostaria de terminar essas palavras com uma pequena história: "Numa vila da Grécia Antiga, vivia um sábio famoso por sempre saber a resposta para todas as perguntas que lhe fossem feitas. Um dia, um jovem adolescente, conversando com um amigo, disse: Eu acho que sei como enganar o sábio. Vou pegar um passarinho e o levarei dentro da minha mão. Então perguntarei a ele se o passarinho está vivo ou morto. Se ele responder que está vivo, espremo o passarinho, mato-o e deixo-o cair no chão; mas se disser que está morto, abro a mão e o deixo voar. E assim, chegando ao sábio, o jovem pergunta: Sábio, o passarinho em minhas mãos está vivo ou morto? O sábio olha para o rapaz e diz: Meu jovem, a resposta está em suas mãos!"

O mesmo me digo, caro eleitor: é você quem decide. A maneira como vai usar seu voto depende de você. O futuro de nossa cidade esteve e estará sempre em suas mãos!

  SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVAnatural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão

 

 ·        Por Josealdo Silva, filósofo e psicanalista

FREUD E A GLOBALIZAÇÃO

O homem de hoje, da era da globalização, não é mais como o homem de antigamente. Suas necessidades não são mais as mesmas. Na procura das paixões e dos desejos, desse sujeito globalizado que se transforma, a psicanálise avança para além de seu percurso tradicional.

A psicanálise, ou melhor o pensamento freudiano, é difundido em demasia, onde o mesmo é usado para dar justificativa a tudo: o casamento que se desfez, a morte de alguém próximo, o fracasso escolar, a violência despropositada. Nada mais tem importância porque "Freud explica".

Mas a psicanálise, que não padece pelo o desconhecimento, busca consequência para o que escapa ao sentido, para além do pai, além do Édipo, o ponto de incompreensão repetitiva, a pedra no meio do caminho, o "mais forte do que eu", ao qual ninguém escapa. Se um dia a grande contribuição da psicanálise estava fundamentada em "Freud explica", hoje, mais do que nunca, a preocupação do psicanalista é apresentar ao analisando o osso de sua existência, a "pedra" diante da qual o analisando terá de inventar algo novo.

A psicanálise de hoje privilegia o "Freud não explica" contrariando assim as soluções totalitárias e dando uma oportunidade ao desejo e à invenção do novo.

  SOBRE O AUTOR

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