"Não há pessoas nem sociedades livres, sem liberdade de expressão e de imprensa”.

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CONFIRA PRINCIPAIS MUDANÇAS NO RELATÓRIO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA


Parecer do deputado Samuel Moreira será votado por comissão especial.
Com economia prevista de R$ 1,13 trilhão em 10 anos, o relatório da reforma da Previdência, apresentado na quinta-feira 13/6 na comissão especial da Câmara dos Deputados, começará a ser debatido na próxima terça-feira 18/6. A data de votação na comissão ainda não está definida.
O relator da proposta de emenda à Constituição (PEC), deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) fez diversas mudanças em relação à proposta original enviada pela equipe econômica no fim de fevereiro. As alterações reduziriam a economia para R$ 913,4 bilhões até 2029. No entanto, o deputado decidiu propor a transferência de 40% de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para a Previdência Social e aumentar tributos sobre os bancos, o que reforçaria as receitas em R$ 217 bilhões, resultando na economia final de R$ 1,13 trilhão, próximo da economia inicial de R$ 1,23 trilhão estipulada pela área econômica.
A retirada de diversos pontos na comissão especial havia sido acertada quando o texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, como a antecipação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o aumento da idade mínima para trabalhadoras rurais.
Outros itens foram alterados após negociações com parlamentares, como a redução do tempo mínimo de contribuição para as mulheres, a retirada da capitalização (poupança individual de cada trabalhador) e a exclusão dos estados e dos municípios da reforma, com a possibilidade de reincluir os governos locais por meio de destaques.
CONFIRA AS PRINCIPAIS MUDANÇAS NO RELATÓRIO
IDADE MÍNIMA PARA TRABALHADOR URBANO
·  Proposta do governo: a idade mínima de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens após o período de transição, com tempo mínimo de contribuição de 20 anos para ambos os sexos.
·  Relatório: idades mínimas mantidas, com tempo de contribuição de 20 anos para homens e 15 anos para as mulheres.
REGRA DE TRANSIÇÃO
·  Proposta do governo: no Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que abrange os trabalhadores do setor privado, a PEC prevê três regras de transição para o setor privado: sistema de pontos por tempo de contribuição e por idade, aposentadoria por tempo de contribuição para quem tem pelo menos 35 anos de contribuição (homens) e 30 anos (mulheres) e pedágio de 50% sobre o tempo faltante pelas regras atuais, desde que restem menos de dois anos para a aposentadoria.
Para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), dos servidores públicos, o texto estipula um sistema de pontuação que permitiria a aposentadoria a partir dos 61 anos para homens e 56 anos para mulheres. A partir de 2022, as idades mínimas subiriam para 62 anos (homens) e 57 anos (mulheres). Nesse caso, no entanto, os servidores receberiam um valor mais baixo. Os trabalhadores públicos que entraram até 2003 precisariam trabalhar até 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) para terem direito à integralidade (último salário da ativa) e paridade (mesmos reajustes salariais dos ativos).

·  Relatório: o texto acrescentou uma regra de transição que valerá tanto para o serviço público como para a iniciativa privada. Os trabalhadores a mais de dois anos da aposentadoria terão um pedágio de 100% sobre o tempo faltante para terem direito ao benefício. No caso dos servidores públicos que entraram antes de 2003, o pedágio dará direito à integralidade e à paridade.
APOSENTADORIA RURAL
·  Proposta do governo: idade mínima de 60 anos para a aposentadoria de homens e mulheres, com 20 anos de tempo de contribuição para ambos os sexos.
·  Relatório: mantidas as regras atuais, com 55 anos para mulheres e 60 anos para homens, incluindo garimpeiros e pescadores artesanais. Apenas o tempo mínimo de contribuição para homens sobe para 20 anos, com a manutenção de 15 anos para mulheres.
PROFESSORES
·  Proposta do governo: idade mínima de 60 anos de idade para a aposentadoria de homens e mulheres, com 30 anos de tempo de contribuição.
·  Relatório: idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, com definição de novos critérios por lei complementar. Regra vale para professores do ensino infantil, fundamental e médio.
CAPITALIZAÇÃO
·  Proposta do governo: Constituição viria com autorização para lei complementar que instituirá o regime de capitalização.
·  Relatório: proposta retirada.
BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA (BPC)
·  Proposta do governo: idosos de baixa renda receberiam R$ 400 a partir dos 60 anos, alcançando um salário mínimo somente a partir dos 70.
·  Relatório: proposta retirada, com manutenção de um salário mínimo para idosos pobres a partir dos 65 anos.
ABONO SALARIAL
·  Proposta do governo: pagamento restrito aos trabalhadores formais que ganham um salário mínimo, contra dois salários mínimos pagos atualmente.
·  Relatório: pagamento aos trabalhadores de baixa renda (até R$ 1.364,43 em valores atuais).
PENSÃO POR MORTE
·  Proposta do governo: pensão por morte começaria em 60% do salário de contribuição, aumentando 10 pontos percentuais por dependente até chegar a 100% para cinco ou mais dependentes. Retirada da pensão de 100% para dependentes com deficiências intelectuais ou mentais. Apenas dependentes com deficiências físicas receberiam o valor máximo.
·  Relatório: mantém nova fórmula de cálculo, mas garante pensão de pelo menos um salário mínimo para beneficiários sem outra fonte de renda. Pagamento de 100% para beneficiários com dependentes inválidos (deficiência física, intelectual ou mental) e para dependentes de policiais e agentes penitenciários da União mortos em serviço.
SALÁRIO-FAMÍLIA E AUXÍLIO-RECLUSÃO
·  Proposta do governo: pagamento restrito a beneficiários com renda de um salário mínimo.
·  Relatório: pagamento a pessoas de baixa renda (até R$ 1.364,43 em valores atuais).
REAJUSTE DE BENEFÍCIOS
·  Proposta do governo: eliminava trecho da Constituição que preservava a reposição das perdas da inflação.
·  Relatório: manutenção do reajuste dos benefícios pela inflação.
ESTADOS E MUNICÍPIOS
·  Proposta do governo: PEC valeria automaticamente para servidores dos estados e dos municípios, sem necessidade de aprovação pelos Legislativos locais.
·  Relatório: retirada de estados e municípios da PEC, com a possibilidade de reinclusão dos governos locais por meio de emenda na comissão especial ou no Plenário da Câmara.
INCORPORAÇÃO DE ADICIONAIS
·  Proposta do governo: PEC não aborda assunto.
·  Relatório: extensão aos estados e municípios da proibição de incorporar adicionais por cargo de confiança ou em comissão ao salário dos servidores, vedação que existe em nível federal.
ACÚMULO DE BENEFÍCIOS
·  Proposta do governo: limite para acúmulo de benefícios a 100% do benefício de maior valor, somado a um percentual da soma dos demais, começando em adicional de 80% para um salário mínimo e caindo para 0% acima de benefícios de mais de quatro salários mínimos. Médicos, professores, aposentadorias do RPPS ou das Forças Armadas ficam fora do limite por terem exceções estabelecidas em lei.
·  Relatório: altera para 10% adicional para benefícios acima de quatro salários mínimos, mantendo os demais pontos.
ENCARGOS TRABALHISTAS
·  Proposta do governo: possibilidade de incidir desconto para a Previdência sobre vale alimentação, vale transporte e outros benefícios trabalhistas.
·  Relatório: proposta retirada.
APOSENTADORIA DE JUÍZES
·  Proposta do governo: PEC não abordava assunto.
·  Relatório: retirada da Constituição da possibilidade de pena disciplinar de aposentadoria compulsória para juízes.
FUNDO DE AMPARO AO TRABALHADOR (FAT)
·  Proposta do governo: PEC não abordava assunto.
·  Relatório: repasse de 40% das receitas do FAT para a Previdência Social, atualmente esses recursos vão para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
TRIBUTO PARA BANCOS
·  Proposta do governo: PEC não abordava assunto.
·  Relatório: elevar de 15% para 20% a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras, retomando a alíquota que vigorou de 2016 a 2018. 
Assista na TV Brasil: Começou hoje reunião para leitura de relatório da Previdência



Copão do Baixo Parnaíba 2019: Lagoa Buritiense encara o Ladeira de Santa Quitéria em desafio pelas oitavas de final


No próximo domingo 16/6, mais uma superpartida de um dos maiores campeonatos da região Leste Maranhense, o Copa do Baixo Parnaíba 2019, vai agitar os fãs de futebol. O LAGOA BURITIENSE vai entrar em campo para enfrentar a equipe Ladeira de Santa Quitéria pelas oitavas de finais do Copão 2019.  O jogo será às 13h30 no município de Brejo/MA, sede do evento futebolístico.
Acima, Lagoa Buritiense; abaixo, Ladeira de Santa Quitéria.


Polícia Militar e Guarda Municipal estouram desmanche de motocicletas em Buriti-MA



Na terça-feira 11/6, por volta de 14h, a guarnição da Policia Militar na cidade de Buriti/MA recebeu uma informação relatando atitude suspeita de pessoas com peças de moto no povoado Fazendinha, e diante das informações a guarnição de serviço deslocou-se até o local, com apoio de um policial de folga e da Guarda Civil Municipal – GCM.  Com a aproximação dos agentes de segurança, os indivíduos suspeitos empreenderam fuga, evadindo-se do local e tomando destino ignorado em meio ao matagal. A PM então checou a veracidade da denúncia e, após busca minuciosa na casa, foi encontrado várias peças e comprovado o desmanche de moto no local. Todo o material apreendido foi entregue na delegacia para providencias.
MATERIAL APREENDIDO
• Honda Pop 100 laranja 13/13 - placa OUD-8097
• Honda Pop 100 preta 12/12 - placa OIS-0347
• Motor com n° KC15E5-125369 ( com registro de roubo/furto )
CG 150 Fan ESI amarela 10/10 - placa NIJ-8086
• Chassi n° CG125BR-1416876
• 02 Bicicletas
• 02 Tanques de motocicletas
• 02 Conjuntos de rodas de motocicletas
• 01 Notebook de cor preto e de marca positivo (quebrado)
• Peças variadas de desmanche


COLUNA SIM, É O BENEDITO: Tira o Tiro


Reflexões sobre os decretos de flexibilização de posse e porte de armas de fogo.

TIRA O TIRO

  Um homem acordou, tarde da noite, com um barulho na parte térrea de sua casa. Desconfiou que fosse um ladrão. Pegou seu revólver calibre 38 e, de pé ante pé, pisando suavemente para surpreender o possível larápio, e, no primeiro degrau da escadaria que separava os dois pavimentos, tomou um tiro certeiro vindo de baixo e caiu morto, ali mesmo. O criminoso fugiu. O fato é real, pois a vítima era o meu dentista nos idos dos anos 70 do século passado.
  Contou-me uma fonte fidedigna que um amigo seu chegara em sua casa e, quando abriu o portão da garagem com o controle remoto, um assaltante conseguiu entrar, sorrateiramente, atrás do veículo. Esperou por alguns instantes e começou a ação. Adentrou a casa e rendeu a esposa e a filha do recém-chegado e gritou: “Sua esposa e sua filha estão comigo. Não vou fazer mal a ninguém; só quero o dinheiro e as joias”. Uma voz firme e segura de si mesmo ecoou do banheiro: “Não faça nada com a minha família; já vou indo com todo o dinheiro que tenho e as joias”. Vestiu seu corpo molhado com a toalha de banho e, de um lugar estratégico, apertou o gatilho. Um tiro certeiro na cabeça do bandido, que caiu ali mesmo. Friamente, o atirador telefonou para a Polícia para ir buscar o cadáver. Nada lhe aconteceu, por configurar-se legítima defesa da vida e do patrimônio.
Outro episódio foi noticiado pela imprensa com a seguinte manchete: “Motorista imprudente mata com arma de fogo em rua movimentada”. O assassino havia batido o seu veículo na traseira de outro que estava à sua frente, sem observar que o sinal vermelho do semáforo estava aceso. Os dois condutores saíram de seus veículos e começou a discussão.
- Veja o que você fez; acabou com a traseira do meu carro; você não viu que o sinal estava fechado, seu barbeiro?    
- Calma, vamos resolver isso numa boa; reconheço o meu erro; deixe-me ir buscar um cartão com meu endereço, para a gente resolver isso depois; olhe que o trânsito já está ficando engarrafado”. Foi ao carro e voltou com um revólver e, sem demora, puxou o gatilho e deitou ao chão quem tinha razão. Sequer avaliou que podia acertar qualquer das pessoas que ali estavam, levadas pela curiosidade do entrevero comum nos trânsitos urbanos. Um policial, que chegava, ali, prendeu-o em flagrante e o levou à Delegacia.
- Não viu o sinal fechado? – indagou o Delegado.
- Doutor, eu sei que errei, mas ele me chamou de “barbeiro” e perdi a cabeça. Agi em legítima defesa de minha honra”... Certamente, foi condenado no processo criminal instaurado por homicídio doloso com a agravante de motivo fútil.
  Esses três episódios, que se prestam ao enredo introdutório desta narrativa, vêm a propósito dos dois decretos baixados pelo Presidente da República, recentemente, flexibilizando a posse e o porte de armas de fogo. Tais decretos estão provocando muitas discussões e, ao que estou informado, já enfrentam questionamentos na Justiça, seja quanto à sua ilegalidade frente ao Estatuto do Desarmamento, seja até mesmo em face da Constituição Federal.
  Não me anima o intuito de comentar os decretos presidenciais, ainda que me ocorram discordâncias de conteúdo e de ordem jurídica, e até do ponto de vista de técnica legislativa. Ademais, o primeiro decreto contém 67 artigos, além dos seus parágrafos, incisos e alíneas, cuja análise não cabe no espaço desta coluna. O que inspira minhas reflexões se apoia em premissas realistas demonstradas nos três episódios narrados a título preambular, e da avaliação dos informes adicionais colhidos na imprensa, o que será revelado em frente.
  No dia 3.6.2019, o IBOPE divulgou uma pesquisa, segundo a qual 61% dos pesquisados se manifestaram contra a posse de arma de fogo, e 73%, contra o porte. Também no corrente mês de junho (dia 5.6.2019), matéria publicada pela UOL dá conta de impactantes informações contidas em pesquisa realizada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), de acordo com a qual, somente no ano de 2017, foram registradas 65.602 mortes violentas no Brasil, e que a taxa de homicídios em nosso país chegou a 31,6 mortes a cada 100 mil habitantes. Ainda conforme a mesma pesquisa, o percentual de mortes com armas de fogo atingiu o maior patamar já registrado   no País, chegando a 72,4% dos homicídios em 2017. Ao todo, foram 47.510 por armas de fogo. Desde 1980, quase 1 milhão (mais precisamente, 955mil) de mortos foram vítimas de armas de fogo. Segundo os pesquisadores, o número poderia ser maior, sem o Estatuto do Desarmamento sancionado em 2003. O Atlas/Violência diz que a ideia de que pessoas armadas vão reduzir o número de mortes é um “erro científico”. Diz mais que “a arma de fogo no ambiente urbano é um bom instrumento de ataque, mas um péssimo instrumento de defesa”. Considero importante transcrever os percentuais apurados de cinco em cinco anos: em 1980-43,9%; em 1985 – 42,3%; em 1990-51,9%; em 1995-60,1%; em 2000-68%; em 2005-70,2%; em 2010-70,4%; em 2015-71,9%; e em 2017-72,4%.
  Não consigo acreditar que haja alguém que não se assuste com esses números de mortes, todas com armas de fogo, nesses 37 anos! Não há o que discutir sobre percentuais tão alarmantes.
No entanto, o Senhor Presidente da República resolveu “cumprir promessas de campanha” e baixou o Decreto n°9.785, no dia 7.5.2019, e, em evidente recuo, o Decreto n°9.797, no dia 21 do mesmo mês, para corrigir distorções, o que fez acossado pela avalanche de críticas dos mais diferentes segmentos da sociedade. Ao que se comenta na imprensa, aumentaram-se as distorções e a questão jurídica continua acirrada nos meios jurídicos e na população em geral.
  Particularmente para mim, entretanto, o tema há de ser analisado sob o prisma dos fundamentos que nortearam a edição desses decretos, ainda mais se levarmos em consideração o ambiente de insegurança que ainda reina em nosso país, no momento em que dezenas de seres humanos são mortos nos presídios de Manaus, classificado o episódio como uma verdadeira chacina.
Com efeito, colho na fala do próprio Presidente a verdadeira motivação para essa chamada “flexibilização de uso de armas de fogo”. Faço questão de transcrever, literalmente, um trecho da fala presidencial à imprensa, durante a cerimônia de assinatura do edito:
“(...) O nosso decreto não é um projeto de segurança pública. É, no nosso entendimento, algo mais importante. É um direito individual daquele que, porventura, queira ter uma arma de fogo, buscar a posse, que seja direito dele, respeitando alguns requisitos”.
  Pelo que se lê no excerto acima, o signatário do criticado decreto, já apelidado de “flexibilização de posse e de porte de armas de fogo”, caminhou nas veredas do “direito de propriedade”, que considerou “mais importante” do que qualquer projeto de segurança para o País. Ficou a impressão de que o Chefe do Poder Executivo da União quis afastar eventuais conjeturas relacionadas com o chamado “Pacote anticrime” do seu Ministro de Justiça e Segurança Nacional, ainda em tramitação no Congresso Nacional. Se esse foi o propósito, o “Pacote anticrime” restou apequenado, na mais lúcida interpretação do discurso presidencial, transcrito acima.
  A esse respeito, não se nega que o direito de propriedade está claramente assegurado no artigo 5° da Constituição Federal, desde que, evidentemente, o objeto seja lícito. Para o “Senhor Presidente”, a sociedade pode ser armada licitamente, mas não para combater a violência e o crime, ou defender-se legitimamente, e, sim, para exercer um direito de propriedade. É o que se pode extrair da explicação presidencial dada à imprensa. É dizer, o sentido é de patrimonialidade, afeiçoada à política econômica do seu governo, que preconiza a privatização até dos bancos oficiais (Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES). Só não vê quem não quer.
  Partindo-se dessa premissa, os chamados “sem-terra”, agregados no MST, também podem reivindicar o seu direito de acesso à terra, de conformidade com o inciso XXII do mesmo artigo 5° da “Lei Maior” do País. E, com esse raciocínio, preocupam-me possíveis enfrentamentos com graves consequências para a paz social. A luta pela terra não é de hoje, nem de ontem, no chamado período do “lulopetismo”. Essa aguerrida luta vem desde o Estatuto da Terra, editado em 1964, em pleno regime de governos militares. Não se pode imaginar que, por efeito do comentado decreto, essa luta vai esmaecer. Na minha percepção, o conflito tornou-se mais aguçado.
  O meu temor é o enfrentamento entre os que buscam ocupações de propriedades ociosas (latifúndios improdutivos) e os que se escoram em escrituras registradas em cartórios imobiliários, sem nenhuma preocupação com o cumprimento da função social da terra, disciplinada na mesma Constituição Federal. É o que se lê, claramente, nos artigos 184 e 186 da Carta Magna.
  Portanto, esses conflitos poderão eclodir, e isso não faz bem ao Brasil, que busca sua afirmação como nação socialmente justa e economicamente fortalecida. Se a liberação de armas de fogo pode ensejar mais mortes do que já vêm ocorrendo, o tiro não traz tranquilidade à sociedade, conforme demonstram as pesquisas do IBOPE, acima anunciadas.
Ainda à guisa de reflexões, fico a imaginar os riscos que armas de fogo em casa - com crianças ou até mesmo com jovens que a elas não podem ter acesso -; fico a pensar em outras situações factíveis, que a própria mídia noticia, tais como: acidentes ocasionais; pessoas que saem de casa deixando problemas internos ou levando problemas externos, estressadas com compromissos a saldar; com o medo de perder o emprego, porque é instável e está atrasado em seu horário; entreveros banais que, a todo momento, ocorrem no trânsito conturbado nos grandes centros urbanos; enfrentamentos marcados por sentimentos de vindita, por ódio, inveja ou ciúmes, e tantas outras causas. Todas essas situações devem ser refletidas por todos que têm responsabilidade e juízo.
Para mim, particularmente, não se sustentam os argumentos favoráveis ao que disciplinam os decretos editados. Alguns dizem que constitui um direito; outros verberam que é uma garantia de segurança, em meio à violência desenfreada que pacotes anticrimes não se mostram eficazes; outros há que advogam o direito de acionarem uma arma de fogo em legítima defesa da vida, da propriedade e da honra.
  Esses raciocínios não se harmonizam com a realidade. Os bandidos estão armados e sabem manusear suas armas. Não se pode garantir o mesmo dos que se classificam como pessoas do BEM.                                 
Ouso manifestar, portanto, enquanto cidadão livre e conscientizado, o meu desagrado aos malsinados decretos – seja o de n°9.785/2019, que acendeu a discussão; seja o de n°9.797/2019, que foi editado para tentar “corrigir distorções”.
Não aos decretos de liberação de posse e porte de armas de fogo; não ao tiro.

SOBRE O AUTOR

BENEDITO FERREIRA MARQUES nasceu no dia 11 de novembro de 1939, no povoado Barro Branco, no município de Buriti/MA. Começou seus estudos em escola pública e, com dedicação, foi galgando os degraus que o levariam à universidade. Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (1964), especialista em Direito Civil, Direito Agrário e Direito Comercial; mestre em Direito Agrário pela Universidade Federal de Goiás (1988); e doutor em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (2004). Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Comercial, atuando principalmente nos seguintes temas: direito agrário, reforma agrária, função social, contratos agrários e princípios constitucionais.NA Universidade Federal de Goiás, foi Vice-reitor, Coordenador do Curso de Mestrado em Direito Agrário e Diretor da Faculdade de Direito. Na Carreira de magistério, foi professor de Português no Ensino Médio; no Ensino Superior foi professor de Direito Civil, Direito Agrário e Direito Comercial, sendo que, de 1976 a 1984, foi professor de Direito Civil na PUC de Goiás. Acompanhou pesquisas, participou de inúmeras bancas examinadoras de mestrado, autor de muitos artigos, textos em jornais, trabalhos publicados em anais de congressos, além de já ter publicado 12 livros, entre eles “A Guerra da Balaiada, à luz do direito”, “Marcas do Passado”, “Direito Agrário para Concursos”; e “Cambica de Buriti”; entre outros 

COLUNA UM OLHAR LITERÁRIO DE BURITI: Igor Aguiar, o Mais Jovem Escritor de Buriti

       O blog iniciou no dia 17 de março deste ano, esta série especial, onde são publicados textos sobre a vida de poetas, escritores, críticas de livros referentes à Buriti de Inácia Vaz, através do escritor e poeta Francisco Carlos Machado, autor de sete livros já publicados.
       Na COLUNA UM OLHAR LITERÁRIO de hoje, domingo 9/6, você vai conhecer é um dos mais jovens, talentosos e profícuos poetas de Buriti. Veja abaixo.

IGOR AGUIAR, O MAIS JOVEM ESCRITOR DE BURITI

*Por Francisco Carlos Machado

Francisco Igor dos Santos Aguiar nasceu em Buriti em 28 de outubro de 1994.  Dentre os jovens poetas e escritores da região Morros Garapenses é um dos mais talentosos e profícuos.   Sua vocação para as letras se revelou cedo, motivado e revelado, principalmente, dentro do ambiente escolar, no qual desde criança sempre gostou de frequentar. Ele “chegava a chorar quando menino nos dias que era impedido de ir pra escola”, nos revelou seus pais, a professora Maria da Conceição Aguiar e o agricultor familiar Arinaldo Pereira.
Logo a aprender a ler e pela vocação nata para as letras e literatura, Igor Aguiar foi mergulhando e se encantando com o mundo dos livros, passando horas trancado lendo e estudando, surgindo assim seus primeiros versos. Neste tempo, Buriti como cidade pequena que não possuía jornal; os escritores locais viviam em anonimato e não possuíam agremiação social literária, nem tão pouca a revolução democrática da internet e redes sociais haviam chegado ao local, os escritos de Igor ficavam só para ele.  Até quer, aos 12 anos, em 2006, na escola Carmem Costa, motivado pela professora Maria do Carmo, a popular Biá, conhecedora da sua inclinação para a escrita, ele é estimulado escrever uma peça teatral, chamada “A Riqueza e Ambição”, no qual ele além de autor e diretor, também encenou. Foi assim nesta e em outras peças escritas por ele, todas apresentadas na escola.  
Quando a AMIB organizou o Festival de Poesia de Buriti, Igor começou participar, sendo classificado e ganhando prêmios, ora pela boa qualidade do poema, ora pelas bonitas performances que interpretava seus textos. Em 2012 ele foi classificado na 2º edição do Festival; sendo premiado no Festival de 2014 com o poema “Manifesto”, uma crítica social contra o espírito de não participação social tanto do povo como da juventude para alcançar mudanças precisas; em 2016, com o poema “Curto, Comento e Compartilho”, ele ganhou o 1 º lugar na categoria juvenil no Festival de Poesia de Buriti, fato que sucedeu em 2018, com outro belo poema “Ei, garota! ”, no qual ficou em 2º Lugar no V FEBUP. Tendo assim viabilidade na cidade de Buriti como um talentoso autor de peças teatrais escolares e poeta premiado do maior festival da cidade – que vivendo novos tempos através de ONGs e das escolas estimulando com mais dinamismo seus talentos literários - Igor Aguiar, em 2017, através do site Clube de Autores, publica, aos 22 anos, o romance “Libertação”, cujo cenário ambientado em Buriti, envolve três amigos do 2º ano do ensino médio, discutindo temas como amizade, amor, cleptomania, homofobia e outros dilemas que envolvem os jovens. Com a obra publicada nacionalmente ele se tornou nosso primeiro romancista que produziu um livro deste gênero vivendo ainda em Buriti.
Em 2018 após a conclusão de sua graduação em Administração pela UEMA, campus Coelho Neto, ele passou para jornalismo na UFMA, campus de Imperatriz, onde atualmente reside, continuando produzindo e tendo diversos projetos e sonhos pessoais e literários em construção.

Alegria que vem com as gotas

Estalos de chuva no teto da casa
Sinto leve alegria
O cheiro do chão molhado
Desperta em mim bela sintonia

Aconchego-me nos cobertores
criarei  sonhos impossíveis.
Mergulharei nesse momento
em mundos criados por pensamentos.

Aqui dentro tudo está bem
Sinto-me protegido
Não quero sair pra fora
Viva aqui uma realidade eufórica.

Essas gotas d’água são ricas
Trazem vida a minha terra
A grama antes seca e degradada
Agora está verde e iluminada

Essa chuva dança num bom ritmo
Cria novos horizontes
Sim, tudo está renovado
Para mim e para todo o povo

SOBRE O AUTOR

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