"Não há pessoas nem sociedades livres, sem liberdade de expressão e de imprensa”.

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COLUNA UM OLHAR LITERÁRIO DE BURITI: Altair Martins, poetisa romântica em Buriti (MA)

O blog iniciou no domingo passado, 17 de março, esta série especial, onde serão publicados textos sobre a vida de poetas, escritores, críticas de livros referentes à Buriti de Inácia Vaz, através do escritor e poeta Francisco Carlos Machado,  autor de sete livros já publicados. Para confira o primeiro texto da série CLIQUE AQUI. 

Na COLUNA UM OLHAR LITERÁRIO DE BURITI de hoje você vai conhecer uma poetisa lírica. Veja abaixo.

ALTAIR MARTINS, POETISA ROMÂNTICA EM BURITI
Poetisa Altair Martins. Foto/crédito: Francisco Carlos.
*Por Francisco Carlos Machado
 Altair Martins Coelho, também conhecida pela alcunha de Senhorinha, é uma poetisa alegre e gentil. Com a altura de 1,50 m, espírito jovem, sorridente, ganha a vida como professora primária. É uma poeta que cultiva na alma  um romantismo amoroso, sofrido  e imaginário.
Nascida em fevereiro de 1956, em Cajapió, sendo a terceira filha de Airton de Sousa Carvalho e de Odinéia de Jesus Martins. Seu pai trabalhava na SUDEPE como técnico, quando em estadia na cidade marítima de Cajapió se enamora de Odinéia, logo se casando.
A itinerância do trabalho do pai da poetisa, os fizeram morar em diversas cidades maranhenses. Depois de deixarem Cajapió foram morar na cidade de Rosário, onde Senhorinha estudou o Ginásio em 1975, na Escola Dom Senhor Geraldo e o Normal na Escola Tomaz Brito Sales, em 1979. Aos 16 anos ela se casa com um homem mais velho, um pescador marítimo, que não a amou. Era rude e beberão, fazendo o casamento se desfazer.
Após a aposentadoria, seu pai conseguindo residência em São Luís leva a família para a capital. A saudade, as lembranças de seu Buriti, porém, pulsaram forte e ele decidiu em 1982 retornar a sua terra natal. E Altair Martins acompanhou seus pais.
Com vida nova em Buriti, Altair começou lecionar no jardim Moranguinho, tendo um sustento. Depois, em 1999, lecionou na Escola Mundo Infantil. O dom de poeta aflorara neste momento na vida de Altair, aos 39 anos. Deu-se quando ela passou sentir forte no seu interior uma necessidade de expor os sentimentos íntimos, então sufocados. Assim, vieram diversos versos e poemas (com temática romântica), escritos em cadernos pequenos, onde um amor do passado, estando longe, vivendo no mundo das emoções e das paixões do poeta era evocado.
Os poemas de Altair Martins são produzidos na quentura da inspiração, quando esta poetisa, nos afazeres domésticos ou na prática da docência com as crianças que educa, é envolvida pelo belo. Logo ela começa registrar suas obras, surgindo os poemas frescos, de singeleza lírica e romântica.
Estando solteira, morando sozinha numa aconchegante e organizada em seu Buriti, Altair Martins é das mais autênticas e sensíveis vozes poéticas buritienses femininas.

Encontro


Quando te encontrei
o dia estava lindo
o sol estava forte
o mar estava calmo.

Quando te encontrei
vieste para mim sorrindo
dando-me um abraço forte
dizendo: eu te amo.

Quando te encontrei
tudo se modificou.
A vida virou um mar de rosas
no nosso amor constante.

Só então lembrei
que tudo se passou.
A esperança e a alegria são gloriosas
quando moram no peito da gente.

  Nosso amor foi tudo
entre pesadelos e sonhos.
Mentiras e realidade,
tristeza e alegria.

Não podemos viver escondidos.
Vamos encontrar nossos caminhos
na pura realidade
do nosso amor em intensa orgia.                                          


 Solidão

Estar sozinho é sentir
falta de alguém,          
um aperto no coração,
andar numa estrada sem fim.

É a falta do teu carinho
O tempo passa, e tu vais e vem.
Uma triste canção.
A morte da rosa e do jasmim.

Solidão é ficar sem teus beijos
Ficar sem teus abraços.
E não achar nossos caminhos.
E o amor que se distancia.
                                     
Solidão é sentir desejos
Duas almas em embaraços
tentando achar seus caminhos
em triste demasia.

Solidão é saudade,
em um canto triste.
É a falta de seu calor,
uma eterna agonia.

Solidão é a ansiedade,
nossa alma ardente.
Vem mais forte o amor
na esperança de te ver um dia. 


 Sobre o autor

AÇÃO DA GUARDA MUNICIPAL RECUPERA MOTOCICLETA ROUBADA NA ZONA RURAL DE BURITI


Na manhã deste domingo 24, agentes de plantão da Guarda Civil Municipal (GCM) de Buriti, após denúncia anônima, conseguiram recuperar mais uma motocicleta com restrição de roubo/furto no povoado Saquinho, a 5 km da cidade.

O condutor do veículo, FRANCISCO ADAILTON CARDOSO DA SILVA, 24 anos de idade, vulgo “Braço Seco”, que é residente no interior Paramirim, foi preso e conduzido, junto com a moto, para Delegacia de Polícia Civil -  DPC  do município para tomada das medidas legais cabíveis.
Braço Seco, já conhecido da polícia, conduzia a moto no momento da apreensão.
Confira abaixo as características da motocicleta.


 Nesta apreensão que se soma há muitas outras, a Guarda Municipal de Buriti mostra à população buritiense sua importância na segurança pública local, com saldo positivo desde sua instituição, o que revela a necessidade do poder público em investir ainda mais nesta força policial municipal. Parabéns a toda GCM pelo excelente serviço prestado para o município.

16º BATALHÃO DE POLICIA MILITAR PROMOVE PALESTRAS EM ESCOLAS DA REDE MUNICIPAL EM CHAPADINHA E OUTRAS CIDADES

Ao centro, em destaque, o buritiense Tenente Alan Carter.

A Polícia Militar no município de Chapadinha/MA  e cidades que fazem parte do 16º BPM, iniciou o ano com Ciclo de palestras nas Escolas Municipais com o tema: “Indisciplina na sala de aula”. A sociedade tem acompanhado diversos problemas na área social e envolvendo a classe estudantil. Observa-se o crescimento da violência, desavenças entre alunos de escolas diferentes, consumo e venda de drogas. Essa é a realidade das escolas, não só em nosso município, mas em todo o Brasil.
Com o intuito de poder cooperar com a sociedade dentro da área social e reconhecendo o papel constitucional da Policia Militar, citado no Art. 144, parágrafo 5,  que cita as responsabilidades pelo Policiamento Ostensivo e Preventivo, a Polícia Militar tem o dever de orientar e zelar pelo bom andamento de nossas crianças e adolescentes.
As ações são feitas por policiais voluntários que trabalham até nos finais de semana em prol da inclusão social. Essa prática é um marco na história do 16° BPM, e conta com o apoio do Comandante do 16º BPM, Maj QOPM Wemerson Pinheiro Barbosa, o qual reconhece que a Unidade deve avançar muito com essas palestras criando fortes vínculos com as escolas e a sociedade.
O ciclo de palestras é realizado para todos os estudantes das escolas beneficiadas, sendo as primeiras realizadas na Unidade Escolar Augustinho Ribeiro, ministrada pelo 1° Ten QOPM Alan Cárter, no dia 08 de março, envolvendo o corpo docente e discente da escola, e na Unidade Escolar Nossa Senhora Aparecida, ministrada pelo 1° Sgt PM Lima Júnior, no dia 14 de março.

As palestras, além de abordarem o aspecto motivacional de que é possível vencer honestamente, também contemplam noções de civismo, respeito às autoridades constituídas, como professores e diretores, esclarecimento quanto aos malefícios do uso de drogas e a importância da segurança pública.
Com palestras voltadas para diversos setores e entidades, com objetivo de  cooperar, mostrar e contribuir com as causas sociais.  O Sd PM Da Costa, lotado no DPM em Milagres/MA, foi convidado pela Primeira Igreja  Batista na cidade de Batalha Piauí,  para proferir uma palestra sobre a Função do Policial Militar para crianças da ABA (Associação Beneficente Ágape) que atende cerca de 250 crianças no município. Na ocasião, foi falado sobre a missão  do Policial Militar, importância dos estudos e preparo físico para quem deseja seguir na carreira, obediência aos pais, professores e autoridades dentre outras coisas.  As crianças puderam fazer várias perguntas, deram suas opiniões e  disseram o quanto se sentem protegidas quando estão próximas dos policiais. "Foi um momento gratificante e emocionante poder repassar para as crianças aquilo que fazemos no dia a dia e perceber o carinho e admiração que elas têm por nossa profissão", frisou o Sd PM Da Costa.
O Comandante do 16º BPM, Maj. Wermeson,  frisou que a parceria entre as instituições público-privadas nos municípios e a Polícia Militar é de fundamental importância para a Segurança Pública da comunidade, acrescentando que o 16º Batalhão estará sempre à disposição para realizar projetos dessa natureza.
 Do site do 16º BPM

Operadora de telefonia CORREIOS CELULAR agora tem chamadas ilimitadas para qualquer operadora


A operadora Correios Celular reformulou seus planos nesta semana e adicionou chamadas ilimitadas para qualquer operadora e DDD. Essa vantagem está disponível para quem paga por qualquer um dos três planos mais caros, que custam R$ 40, R$ 60 e R$ 90. Além das ligações, ele dá direito a SMS ilimitados e 4 GB, 6 GB e 10 GB de internet, respectivamente.
Além desses, a empresa oferece planos de R$ 20 e R$ 30, que dão direito a 500 MB ou 1 GB de internet, embora não tenham as ligações ilimitadas. Em todos os casos, a operadora não desconta os dados utilizados pelo WhatsApp e não corta o acesso à rede quando o limite de consumo é atingido, apenas reduzindo a velocidade.
Planos oferecidos atualmente pela Correios Celular. Imagem: Correios/Divulgação
Com pouco mais de 350 mil chips vendidos, a Correios Celular deve investir nos planos pré-pagos ilimitados para atrair novos assinantes. Como utiliza a rede da TIM, a estatal também destaca o fato de ter a maior cobertura de 4G do país.
Você pode comprar o chip da operadora nas agências dos Correios ou direto pelo site da empresa.
 *Do Tecmundo

CONSPIRADOR E GOLPISTA, TEMER É PRESO E CHEGA À PF AOS GRITOS DE LADRÃO


O ex-presidente Michel Temer foi preso preventivamente, na manhã de hoje, quinta-feira 21, em São Paulo. Temer foi levado para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, de onde segue para o Rio de Janeiro. 
O ex-ministro de Minas e Energia da administração emedebista Moreira Franco também foi preso por agentes da PF nesta quinta-feira, no Aeroporto Internacional Tom Jobim - Galeão. Moreira chegava de um voo procedente de Brasília.
O ex-presidente Michel Temer e o ex-ministro Moreira Franco, junto com os demais presos nesta quinta-feira, foram responsáveis por movimentar, irregularmente, R$ 1,8 bilhão, envolvendo vários órgãos públicos e empresas estatais. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a organização atuava há 40 anos, tendo entre os envolvidos, Temer e o amigo dele João Baptista Lima Filho, conhecido como coronel Lima.
A procuradora Fabiana Schneider ressaltou que a organização começou quando Temer era secretário de Segurança de São Paulo e coronel Lima como auxiliar imediato. "Coronel Lima e Temer atuam desde a década de 80 juntos, quando Temer ocupou a Secretaria de Segurança de São Paulo. Lima passou a atuar na Argeplan (empresa e engenharia), com vários contratos públicos. Houve crescimento de contratações da Argeplan quando Temer ocupou cargos públicos. Uma planilha identifica pagamentos e promessas ao longo de 20 anos para MT, ou seja, Michel Temer”, disse a procuradora.
Segundo ela, o caso da mala de dinheiro apanhada por Rodrigo Rocha Loures, na época era assessor de Temer, propiciou a coleta de áudios, identificando que coronel Lima atuava na intermediação para entrega de dinheiro. A reforma na casa de Maristela Temer, filha do ex-presidente, segundo a procuradora, foi feita com dinheiro ilícito. “A reforma na casa de Maristela Temer não deixa dúvida de como o dinheiro entrava na Argeplan e saia em benefício da família Temer”, disse. De acordo com Fabiana Schneider, foi identificado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) uma tentativa de depósito de R$ 20 milhões na conta da Argeplan, em outubro de 2018.
O procurador regional da República, Eduardo El Hage, explicou que o valor de R$ 1,8 bilhão é fruto da soma de todos os crimes imputados ao grupo, nos últimos 40 anos. “Existe uma tabela discriminando todos os valores de propinas na peça do MPF. Eles vêm assaltando os órgãos públicos há décadas”, disse El Hage, acrescentando que a Lava Jato continuará as investigações.
A composição do valor bilionário também foi comentado pelo procurador da Lava Jato, Sérgio Pinel. “Este grupo criminoso adotava como modus operandi o parcelamento da propina por vários anos. Todas as propinas que identificamos ou que esteja em investigação, promessa ou paga, somamos e chegamos a esta cifra”, explicou.
 As prisões foram determinadas pelo juiz federal Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, responsável pelas ações de desdobramento da Operação Lava Jato.
A Operação Descontaminação investiga desvios na Eletronuclear. Ao todo, foram expedidos oito mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 24 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Paraná e Distrito Federal.
Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Temer assumiu a Presidência da República em maio de 2016, depois do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ao longo de sua trajetória política, Temer foi presidente da Câmara dos Deputados, secretário da Segurança Pública e procurador-geral do estado de São Paulo.
Veja o momento da prisão de Temer:

Veja o momento da prisão de Moreira Franco:
Ao ficar sem mandato, Temer perdeu a prerrogativa de foro perante o Supremo, e denúncias contra ele foram mandadas para a primeira instância da Justiça Federal.
Recentemente, o ministro Luís Roberto Barroso deferiu pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para que se abram cinco novas investigações sobre o emedebista, que tramitarão na primeira instância.
Um dos articuladores do golpe contra Dilma Rousseff, e portanto responsável pelo rompimento com a democracia, Michel Temer, preso nesta quinta-feira 21 pela Lava Jato, chegou à Polícia Federal do Rio de Janeiro aos gritos de 'ladrão' e outros xingamentos. 
O ex-presidente chegou à Superintendência da PF no Rio por volta das 18h38. Havia, na porta do prédio, um grupo de jornalistas e manifestantes com cartazes, que bateram no carro e gritaram.


* Com informações da Agência Brasil e Jornal do Brasil

Ex-prefeito de Apicum-Açu é condenado por não prestar contas de recursos do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil


O ex-prefeito de Apicum-Açu, Sebastião Lopes Monteiro, foi condenado a devolver R$ 22.500,00 ao município; a pagar multa civil de dez vezes o valor da remuneração recebida em dezembro/2003; à proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, pelo prazo de três anos e à suspensão dos direitos políticos pelo período de cinco anos.
A multa civil a ser paga pelo ex-gestor deverá ser revertida em favor do Município de Apicum-Açu, nos termos do que preceitua o art. 18 da Lei nº. 8.429/92. Após o trânsito em julgado da sentença, a condenação será incluída no Cadastro do Conselho Nacional de Justiça por atos de improbidade, conforme a Resolução nº 44 de 20 de novembro de 2007.
As penalidades foram aplicadas pelo juiz Alistelman Mendes Dias Filho, titular da comarca de Bacuri, em sentença publicada nesta terça-feira (19), no julgamento da Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa proposta pelo Município de Apicum-Açu, objetivando a condenação do réu às penalidades previstas no art. 12, inciso III, da Lei nº 8.429/92, tendo em vista a prática de ato de improbidade administrativa definido no artigo 11, inciso VI, dessa lei.
Consta na ação que o réu, enquanto Prefeito Municipal de Apicum-Açu deixou de prestar contas do Termo de Compromisso celebrado com o Ministério do Desenvolvimento Social eCombate a Fome para obtenção de recursos do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI, no ano de 2003, recebendo o valor de R$ 199.984,87. Mas não efetuou a prestação de contas na época, impossibilitando o Município de Apicum-Açu de celebrar novos convênios.
Na análise dos autos, o juiz constatou que o réu não prestou contas, no prazo previsto em lei, dos R$ 199.984,87. No caso, apresentou as contas apenas em 24/05/2006, com atraso sem e muito além do estipulado, aproximadamente dois anos depois e, somente após a distribuição da ação de improbidade. E, ainda, após analisada, a prestação de contas em referência foi considerada irregular.
PRESTAÇÃO DE CONTAS - Segundo a sentença, a Constituição Federal, em seu art. 70, fixa o dever genérico de prestação de contas a todo aquele, pessoa física ou jurídica, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiro, bens ou valores de natureza pública.
“E não há que se falar em desconhecimento desta obrigação, pois tal fato é de conhecimento público e notório. Aliás, qualquer homem médio sabe deste dever, quanto mais gestores públicos. Ademais, pode-se inferir que a apresentação de prestação de contas, no tempo exigido por lei, permite à Administração Pública aferir a legalidade dos atos praticados e comprovar o efetivo cumprimento do convênio firmado, ou seja, a regular aplicação dos recursos públicos”, ressaltou o juiz na sentença.
Ainda de acordo com o magistrado, a ausência de prestação de contas é tão grave que a lei a elevou à condição de ato de improbidade administrativa, em outras palavras, em ato que fere a moral e probidade da Administração pública, princípios constitucionais que devem ser seguidos por aqueles que representam o Poder Público.

Coluna SIM, É O BENEDITO - O Sapato e a dor dos calos


O SAPATO E A DOR DOS CALOS
         Por Benedito Ferreira Marques
         Com o vertiginoso avanço da tecnologia, sobretudo na área da comunicação de massa, é difícil imaginar que a grande maioria do povo brasileiro não esteja acompanhando, estupefato, o duelo verbal entre um Ministro do Supremo Tribunal Federal e os Procuradores da República, notadamente os que compõem o chamado “Grupo-Tarefa da Lava Jato”.
         Esse conflito ganhou dimensão beligerante, é dizer, “guerra de gente grande”, no julgamento de um processo naquela Corte Maior de Justiça do País, em sessões seguidas nas tardes dos dias 13 e 14 de março de 2019. Os ínclitos magistrados apreciavam um processo em que iriam decidir se os chamados crimes de “Caixa 2” e os demais delitos que lhes fossem conexos deveriam ser julgados na Justiça Eleitoral ou na Justiça Federal. O debate circunscrevia-se à melhor interpretação dos artigos 109 e 121 da Constituição Federal, pois este é o papel do STF: interpretar normas constitucionais. Em torno desses dois artigos se formaram duas correntes, que terminaram empatando com o placar de 5 a 5. Coube ao Ministro Presidente o desempate, votando no sentido de que os referidos casos devem ser julgados pela Justiça Eleitoral.
         Para além do impacto político desse julgamento, que foi imediatamente provocado, o espetáculo ficou por conta da verborreia de um dos Ministros que, em tom raivoso, chegou a tachar uma parte dos Procuradores Federais de “cretinos”. Esse linguajar rasteiro foi utilizado ao vivo e em cores, pois a sessão estava sendo transmitida pela TV-Justiça. Em discussões de bar, seja o assunto político ou de futebol, a palavra empregada, sem titubeios, pelo destemido magistrado, poderia gerar agressões verbais impublicáveis e, quiçá, terminaria em vias de fato e até mesmo com uso de armas letais.
         Mas, como já dito, o embate tem como protagonistas pessoas que, para chegarem até ali, tiveram que demonstrar notório saber jurídico e conduta ilibada, sejam os senhores Ministros, sejam os nobres Procuradores. Bem por essas razões, a sociedade que lhes paga os gordos salários não pode ter outra reação, que não seja a da perplexidade.
         Para quem caminha nas veredas forenses, com o olhar nas regras processuais, esses fatos propiciam indagações as mais variadas que não querem calar: 1. O Presidente do STF, baseado em preceito regimental, podia instaurar inquérito para investigar ataques morais disparados em redes sociais ou até mesmo na imprensa escrita, falada e televisada, contra os Senhores Ministros? 2. Se tais autoridades se consideram vítimas, quem oferecerá a denúncia? Quem julgará o processo? As próprias vítimas?  3.  A Ilustre Procuradora Geral da República terá coragem de denunciar o Ministro que malferiu a sua categoria, xingando de “cretinos” alguns Procuradores da República?  4. Na eventual hipótese de que tal iniciativa venha a ser tomada, como se comportarão os onze Ministros da mais alta instância judiciária do País?
         À luz dos ditames legais, essas indagações podem ser respondidas. Mas, no clarão do cenário político que, de algum tempo até aqui, se vem observando, tudo indica que o imbróglio terminará em togada pizza, vale dizer, com temperos de cor negra, tal como as vestes talares. E será servida na Praça dos Três voraz dos circunstantes.
         Não se pode tangenciar o comentário geral que se espalha na plebe rude, segundo o qual o comportamento dos atores de episódios desse jaez presta-se a reflexões que se projetam para o campo especulativo, inclusive sobre regras albergadas na Constituição Federal. Quais as causas de tanta ira, esboçada em atasques e acusações reciprocamente disparados sem escrúpulos? Disse o corajoso Ministro xingador que “se trata de disputa pelo poder”. Pode ser, pois a mídia já está noticiando  que a Procuradora Geral da República questiona a competência legal do Ministro-Presidente do STF para instaurar inquéritos contra Procuradores da República, sem declinar-lhes os nomes. Em outras palavras, cada lado geme as dores que lhe incomodam. Isso me faz lembrar um episódio de matiz semelhante, ocorrido há menos de uma década, em Goiás, no qual se envolveram um magistrado e um advogado, não em salas de audiências ou nos púlpitos do Tribunal, mas, sim, na imprensa escrita, onde tiveram generoso espaço para as suas escaramuças. Semanalmente, um prestigioso jornal abria suas páginas para os contendores derramarem suas lamúrias, numa porfia que parecia não ter fim. Curioso para assistir ao final do espetáculo, cheguei a alinhavar um texto – de resto não publicado -,   com um título que trazia aparente pitada filosófica: “O SAPATO NÃO É CULPADO PELA DOR DO CALO, MAS QUEM O CALÇA”. Este despretensioso registro vem ao encontro das semelhanças dos fatos comparados, até porque esses arroubos não servem à nação. Ao contrário, produzem desilusões e desesperanças. Não faz bem a ninguém qualquer embate entre instituições que compõem a estrutura organizacional do Estado. O Poder Judiciário e o Ministério Público, em todas as suas esferas, merecem respeito, e não podem ser achincalhados em disputas internas.
         Não padece nenhuma dúvida de que estamos assistindo a um lamentável espetáculo que beira aqueles apresentados em palcos circenses, felizmente ainda existentes em paragens longínquas do interior brasileiro.        E é nesse contexto desalentador por que passa a nossa combalida República que me coloco combativo, ao menos na palavra possível, sem medo de resistir ao de. Ouso sustentar que esses embates entre altas autoridades dos Três Poderes da República revelam fragilidades reprováveis, que horrorizam a opinião pública, à qual não escapa a conclusão inarredável de que os ataques reciprocamente trocados à luz do sol, entre os protagonistas de elevada estirpe resvalam para o campo de vaidades incontidas, como se os sapatos que calçam fossem culpados pelas dores dos calos.

                       
BENEDITO FERREIRA MARQUES nasceu no dia 11 de novembro de 1939, no povoado Barro Branco, no município de Buriti/MA. Começou seus estudos em escola pública e, com dedicação, foi galgando os degraus que o levariam à universidade. Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (1964), especialista em Direito Civil, Direito Agrário e Direito Comercial; mestre em Direito Agrário pela Universidade Federal de Goiás (1988); e doutor em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (2004).
Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Comercial, atuando principalmente nos seguintes temas: direito agrário, reforma agrária, função social, contratos agrários e princípios constitucionais.
NA Universidade Federal de Goiás, foi Vice-reitor, Coordenador do Curso de Mestrado em Direito Agrário e Diretor da Faculdade de Direito. Na Carreira de magistério, foi professor de Português no Ensino Médio; no Ensino Superior foi professor de Direito Civil, Direito Agrário e Direito Comercial, sendo que, de 1976 a 1984, foi professor de Direito Civil na PUC de Goiás.
Acompanhou pesquisas, participou de inúmeras bancas examinadoras de mestrado, autor de muitos artigos, textos em jornais, trabalhos publicados em anais de congressos, além de já ter publicado 12 livros, entre eles “A Guerra da Balaiada, à luz do direito”, “Marcas do Passado”, “Direito Agrário para Concursos”; e “Cambica de Buriti”; entre outros.



COLUNA UM OLHAR LITERÁRIO DE BURITI: Lili Lago, ilustre poeta e filho de Buriti


A partir deste domingo 17, na  COLUNA UM OLHAR LITERÁRIO DE BURITI, passaremos a publicar uma série  de textos sobre a vida de poetas, escritores, críticas de livros referentes à Buriti de Inácia Vaz, através do escritor e poeta Francisco Carlos Machado,  autor de sete livros já publicados. Confira abaixo o primeiro texto da série.

LILI LAGO, ILUSTRE POETA E FILHO DE BURITI

*Por Francisco Carlos Machado

Poeta Lili Lago. 
Aristotelino Carvalho Lago, vulgarmente Lili Lago, filho de Antônio Teixeira Lago e Laura Rosa de Carvalho Lago, estes oriundos de Brejo, de tradicionais famílias. O bisavô de Lili Lago, Luís Pereira Lago e o avô Luís Pereira do Lago Junior, foram deputados em diversas legislaturas no Estado do Maranhão. Nascido em 31 de Março 1911 em Buriti, fez as primeiras letras na sua terra, de onde partiu para Teresina-PI a cursar o ginásio no emérito Instituto Demóstenes Avelino, fazendo só até o 2º ano.

 Em Buriti, no exercer de ocupações, Lili Lago foi Tabelião Público do 2º Ofício e fundador da Escola Lili Lago, dedicando-se à formação educativa da juventude. Lili foi também o primeiro agente nos Correios de Buriti. Casa-se em Outubro de 1944 com Letícia Faria Costa Lago, que fora sua aluna na escola que fundou, tendo originado do consócio os filhos: Carlos Rogério, Adhemar Wallace, Josélia Maria, Getúlio Roosevett e Aristóteles Lincoln Lago, Aristotelino Carvalho Júnior e Allan Acácio.
 Desejando residir em São Luís, deixa sua terra no ano de 1948. Na capital ocupou os cargos de Secretário e Chefe de Gabinete de diversos prefeitos, chegando a ser um deles presidente da Comissão de Abastecimento de Preços do Maranhão.
 Desde jovem dedicou-se aos estudos de direito, adquirindo o status de advogado provincionado, tendo assim exercido o ofício nas Comarcas de Buriti, Coelho Neto e Chapadinha. Político foi getulista no Estado Novo, e sempre militando no PDT.
Em vida publicou no ano de 1990 o livro “Meu Baixo Sertão”, obra poética dividida em três partes, “Folclore de Salão”; “Miscelânea” e “Memórias de minha Infância”. No livro escrito com versos de rimas leves e transparentes, bastante humor, irreverência e saudosismo, o poeta Lili descreve as suas vivências buritienses: episódios da infância e juventude, o cotidiano e a cultura da gente simples de sua terra, as histórias e os causos; a natureza da chapada, os riachos e morros.
Lili Lago quando organizava em Buriti o lançamento de “Meu Baixo Sertão”, na noite de 30 de Março de 1990, foi acometida de um ataque cardíaco fulminante, que lhe ceifou a vida. Faltavam poucas horas para o poeta completar seus 79 anos, e dos convites para o lançamento já terem sido enviados aos amigos e conterrâneos. 
José Moura, amigo saudosista de Lili, também editor de “Meu Baixo Sertão”, pelo SIOGE, confidencia que Lili Lago era um amigo e uma figura humana formidável. Moura pretendia publicar outra obra poética de Lili, mas após sua morte devolveu o original para a família do poeta. Porém, como um legado cultural e literário para todos, temos em “Meu Baixo Sertão”, um testemunho autêntico de um bom poeta, que lutou por justiça e defendeu os pobres e trabalhadores, descrevendo em versos cândidos os sofrimentos e a vida do povo de seu torrão natal. Um poeta cujo viver intenso, apaixonante, se eternizou na poesia como um menino que nadou no riacho do Morro, catou pequi na chapada, fez grandes amigos, bebeu cachaça a fole e namorou as caboclas e mulatas da terra de Inácia Vaz.
Em 2014, na 3º Edição do Festival de Poesia de Buriti, organizado pela AMIB, Lili Lago foi o homenageado neste ano, tendo assim, partes de sua memória não somente de poeta relembrado e conhecida pelas novas antigas e novas gerações, como seu nome passa ser fixado como um dos ilustres filhos de Buriti.

Sobre o autor

Ex-Prefeita de Buriti Dra Elza Machado morre aos 89 anos


A  ex-prefeita de Buriti Dra Elza Maria Magaldi Machado, de 89 anos, morreu na noite desta quarta-feira 13, por volta das 20h30, em decorrência de Insuficiência Renal Crônica, no Hospital Português, em São Luís.
 Nascida em 19 de fevereiro de 1930, em Juiz de Fora/MG, Dra Elza, como era mais popular, morou no Rio de Janeiro, onde conheceu o buritiense Benedito Machado, ex-prefeito da cidade. Após três anos de namoro, ela passou a viver em Buriti,  a partir de 1964, ano em que se casou com o ex-prefeito. O casamento foi celebrado pelo padre Júlio em 29 de junho daquele ano.
Em 1983, já com o título de cidadã buritiense, Dra Elza era vice-prefeita de Benedito Machado, este renunciou após 11 meses da posse, e ela assume o cargo de prefeita de 1983 a 1988 e cumpre os cinco anos e um mês restante do mandato de seis. Em 1992, ela tentou um segundo mandato, mas perde o pleito eleitoral por uma pequena diferença.
Entre as principais obras de sua gestão estão: a construção do Balneário Piscina Nova, do Complexo Educacional Professora Carmem Costa, do Estádio Municipal, da Praça do Estudante e da Igreja do bairro Bacuri, entre outras.
Além de vice-prefeita e prefeita da cidade, Dra Elza, dentista de formação, foi diretora do Colégio Carmem Costa, diretora-geral do Hospital Smith Braz, referência na região, e secretária municipal de saúde por oito anos durante o mandato do ex-prefeito José Vilar (1997 – 2004).
Ela foi uma política local reconhecida por sua dedicação à saúde e educação do município. Gestora de pulso firme, tinha da população buritiense o respeito pelo cumprimento de suas promessas. “Era mulher de palavra”, assim todos a definiam.
O corpo da ex-prefeita segue nesta manhã, às 5h, da capital para Buriti, onde será sepultado.  O corpo será velado, primeiro, em sua residência, na Avenida Condoca Machado, em Buriti, e, depois, na Igreja Matriz, de lá vai para o enterro, previsto para as 17h,  no cemitério municipal São José
O atual prefeito Naldo Batista lamentou a perda da política local através de nota de pesar. “Neste momento de dor, a gestão municipal se solidariza com os familiares e amigos e expressa as mais sinceras condolências pela irreparável perda”, diz a nota.
Dra Elza Machado deixa uma filha, Patrícia Magaldi Machado.  

Governo edita decreto que cria possibilidades para cidadão usar CPF no lugar de outros documentos


CPF poderá ser usado em órgãos do Executivo Federal para, por exemplo, obtenção de benefícios do governo. Medida faz parte de preparação para adoção de documento digital único.

O governo publicou no "Diário Oficial da União" (DOU) da terça-feira 12 um decreto que permite ao cidadão usar o CPF para substituir outros documentos em situações específicas.
De acordo com o decreto, o CPF poderá ser usado no lugar de outros documentos em situações em que o cidadão tiver que apresentar, perante o poder público federal, dados para exercer obrigações ou direitos. Também valerá para recebimento de benefícios. O texto não dispensa, por exemplo, a obrigatoriedade de o motorista dirigir portando a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Os órgãos do governo federal terão três meses para adequar o atendimento ao cidadão com base no decreto. Terão ainda o prazo de um ano para unificar cadastros e as bases de dados a partir do número do CPF.
Os documentos que poderão ser substituídos nesses casos são:
·  Número de Identificação do Trabalhador (NIT)
·  Programa de Integração Social (PIS) ou o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep);
·  Carteira de Trabalho e Previdência Social;
·  Número da Permissão para Dirigir ou da Carteira Nacional de Habilitação;
·  Número de matrícula em instituições públicas federais de ensino superior;
·  Certificados de Alistamento Militar, de Reservista, de Dispensa de Incorporação e de Isenção;
·  Número de inscrição em conselho de fiscalização de profissão regulamentada;
·  Número de inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal - CadÚnico;
·  Demais números de inscrição existentes em bases de dados públicas federais.
De acordo com o governo, a medida faz parte de um processo preparatório para a adoção do Documento Nacional de Identidade, espécie de documento único digital. O projeto-piloto do documento único foi apresentado pelo governo no ano passado.

Do G1

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