"Não há pessoas nem sociedades livres, sem liberdade de expressão e de imprensa”.

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Secretário Estadual de Trabalho, Jowberth Alves, visita PA Canto do Ferreira, em Chapadinha (MA)


Na tarde da última quinta-feira 28/8, o secretário Jowberth Alves, da Secretaria de Estado do Trabalho e Economia Solidária - SETRES, esteve em agenda no município de Chapadinha-MA, visitando a Associação das Quebradeiras de Coco do P.A. Canto do Ferreira, que já recebeu acompanhamento do Programa Maranhão Mais Justo e Solidário (com foco na produção e autogestão a partir da Economia Solidária) e o Projeto SEPAB (para avaliar a cadeia produtiva do babaçu).

As visitas fazem parte do projeto #SetresEmAção, que visa aproximar a secretaria das demandas da população. Na oportunidade, o secretário Jowberth reforçou a continuidade da política de apoio do Governo do Maranhão à Economia Solidária. A exemplo, citou o Plano Emergencial de Empregos "Josué de Castro", que visa investir em obras, serviços públicos e compras governamentais até dezembro, injetando cerca de R$550 milhões. Para a Economia Solidária, Jowberth Alves anunciou também que em breve será publicado um edital para compras de produtos da Economia Solidária, no montante de R$1 milhão para todos os empreendimentos do Maranhão. Para dar mais suporte às atividades produtivas dos empreendimentos coletivos, o secretário informou que está finalizando uma licitação para a compra de insumos e equipamentos para grupos contemplados por meio do Programa Maranhão Mais Justo. Cerca de 3,5 milhões de reais serão investidos no setor no período de agosto a dezembro de 2020, como fomento e estímulo das atividades econômicas. 

Para o além das ações de fomento por todo o estado, o secretário também anunciou que a SETRES-MA estará realizando a compra de painéis solares para a doação a Associação, que possui duas Agroindústrias de Beneficiamento do Babaçu e que produzem diversos produtos a partir do fruto. Com a aquisição do sistema de energia solar, pretende-se reduzir significativamente o consumo de energia elétrica de fontes pagas, reduzindo assim o custo final de seus produtos. A presidente Gracilene Cardoso, agradeceu o secretário Jowbert pela conquista para o coletivo e destacou sua relevância para a produção: "É de muita importância que o governo nos enxergue e nos dê espaço para colocar nossas demandas. O secretário Jowbert Alves está de parabéns pela gestão e pela humildade de sempre estar disponível para ouvir e acolher as demandas do nosso grupo. Nossa atividade ficará mais barata para produzir, pois não pagaremos mais uma conta de luz com valores absurdos. Em nome de todas as nossas sócias, eu agradeço sua sensibilidade em atender nossa demanda". 

Até o final do de 2020 a SETRES produzirá um documentário com a participação de diversos grupos de economia solidária do estado, para promover a divulgação para novos mercados e consumidores. Um dos grupos a participar, será a Associação das Quebradeiras de Coco, onde mostrará um pouco da sua história e lida em defesa do babaçu e da agricultura familiar. 

Na comitiva do secretário, estavam também a secretária Palmira Lima, da Secretaria Municipal de Trabalho e Economia Solidária, Carlos Lima (engenheiro e responsável pelo setor de projetos da SETRES), Juvenal Neres (técnico da SEMED e militante da Articulação Semiárido Brasileiro-ASA) e Tiago Jansen (técnico da SETRES).

*Por Tiago Jansen/Secom

BURITI REGISTRA 06 NOVOS CASOS NESTA SEGUNDA-FEIRA (31) E 10 RECUPERAÇÕES DA COVID-19, INFORMA BOLETIM DIÁRIO

 No total, desde o início da pandemia o município registrou 641 pessoas infectadas, 51 povoados atingidos e tem 14 óbitos

O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde – Semus nesta segunda-feira 31/8 aponta que 06 (seis) casos novos da doença foram registrados nas últimas 24 horas em Buriti-MA. Em paralelo, outras 10 (dez) novas recuperações foram anotadas e total de curados chega a 582 pacientes, o que representa 90,8% do total de infectados com o coronavírus, que é de 641 pessoas. Destas, 44 (quarenta e quatro) pessoas continuam ativas com a doença e, infelizmente, 14 foram a óbito, o que representa cerca de 2,2% dos casos.

Quatro pacientes estão em tratamento hospitalar e 41 doentes ativos estão em isolamento domiciliar.

As notificações ao sistema de saúde somam 1183, com 540 descartados e dois casos suspeitos sob investigação, além dos 641 confirmados.

DISTRIBUIÇÃO DA DOENÇA NAS ÁREAS MUNICIPAIS

As localidades já notificadas com diagnósticos positivos de Covid-19 incluem o Centro, os bairros Santo Antônio, João Roberto, Bacuri e Alto da Moderação, e os povoados (51) Areia dos Brancos, Areia, Bacuri do Nestor, Baixa do Jatobá, Baixinha, Bananal, Barra Nova, Barro Branco, Barra do Domiciano, Bica, Boca da Mata, Bom Jesus, Brejão, Brejinho II, Buenos Aires, Cabeça do Cavalo, Cabeceiras, Campestre, Campo Comprido, Canto do Angico, Caraíbas II, Cipó, Conceição, Conceição II, Crioli, Fazenda Nova, Fazenda São Bernardo, Gamelos, Ingá, Laranjeiras, Macajuba, Matinha, Mocambinho, Mundo Novo, Olho D’Água, Pé da Ladeira, Pimenta, Pintadas, Poço do Cajueiro, Riacho Seco, Rio Preto, Santa Luzia, Santa Rosa, São Francisco, Saquinho, Sapucaia, Sítio dos Barros, Titaras, Urucuzeiro, Varginha e Vila Pitombeira.

 

Coluna SIM, É O BENEDITO - EM DEFESA DOS POVOS INDÍGENAS

 Homenagem ao ambientalista WASHINGTON NOVAES

*Benedito Ferreira Marques

                               EM DEFESA DOS POVOS INDÍGENAS

         Por mais de três décadas exerci o magistério superior, na área de Direito. Passei por diferentes disciplinas, mas a que mais me seduziu e me deu prazer foi o Direito Agrário, que abriga uma temática fascinante. Não que eu tenha trabalhado em lavouras, como fizera o meu pai, antes de casar-se. O fascínio talvez se explique na compreensão de que a nossa mesa, a mesa dos brasileiros (arroz, feijão, leite, hortifrutigranjeiras etc.) são produzidos pelos agricultores familiares, e não, por grandes produtores que sustentam a exportação. Talvez se justifique pela convicção de que o processo de distribuição de terras neste País-Continente tenha sido distorcido e injusto, gerando latifúndios e minifúndios improdutivos. Talvez se compreenda pela sensibilidade social que me aguça e que forjou a minha personalidade, a despeito das profissões que o destino me propiciou. O certo é que as questões sociais me tocam. Não sem razão, visitei acampamentos e assentamentos dos chamados “sem terra”, juntamente com meus alunos de graduação e de pós-graduação, para cruzarmos o teórico com o prático; a utopia com a realidade; para sentirmos a problemática agrária fora das quatro paredes. Entendi que o magistério devia e deve ser assim.

         Sustentando a máxima de que “quem ensina também aprende”, certa feita, numa aula empolgada de Direito Agrário, eu exaltava os índios, em função de suas atividades extrativistas e de agroindústria primária, tipicamente classificadas na doutrina como agrárias. Um aluno, da fila de trás – sempre da fila de trás -, quase me deixou de “calças curtas”: “Professor, o senhor já visitou alguma aldeia indígena”? Escapei por pouco de redondo zero na avaliação discente. Tinha visitado uma aleia, da tribo Canelas, em Barra do Corda (MA), por mera curiosidade, na década de 60 do século passado.  O nosso guia sugeriu-nos levar pacotes de sal, como “agrado” aos anfitriões.  Não que os índios fossem hostis, mas para sermos recebidos sem desconfiança. Ali, naquele momento, dei-me conta de que eles não tinham geladeiras para estocar os peixes fisgados nos rios e lagos. Foi um dia de aprendizado, na prática, e nem pensava que, um dia, iria dar aulas sobre as atividades dos índios. Também não imaginava que, anos depois, comporia um Conselho Consultivo da FUNAI, a convite de uma Professora antropóloga, da Universidade Federal de Goiás, para contribuir com a redação de um regimento interno daquele Conselho, para estabelecer critérios de concessões de licenciamentos. Foi por pouco tempo, em função de mudança de governo, mas o suficiente para assimilar certas questões que ferem os direitos indígenas, indubitavelmente humanos.  Suas culturas, culinárias e curas medicinais, além da preservação do meio ambiente, jamais podem ser relegadas a segundo plano, na crença equivocada de que “os índios são preguiçosos”. Não, isso não! 

         Agora, em meio a uma epidemia que já ceifou mais de uma centena de milhares de vidas, minha atenção se volta para os noticiários repetitivos e infindáveis sobre a tragédia que alcança as comunidades indígenas. Minhas reflexões vão para além do seu habitat natural, e se transportam para o externo; para os que invadem suas reservas, para a extração de madeira nobre, deixando capoeiras para alimentarem incêndios gigantescos; para os que – na maior das vezes, sem titularidade dominial legítima e legal -, extraem minérios; para “grileiros” insaciáveis que se apropriam de reservas indígenas – demarcadas ou  à espera de demarcações burocráticas -, para formarem pastagens de grandes áreas na exploração da pecuária extensiva; para os que matam índios em espreitas e arapucas armadas, confiados na impunidade protegida.  A esse triste quadro adicionam-se, agora, os efeitos trágicos da pandemia do COVID 19. E, aí, as lucubrações voltam-se para as autoridades responsáveis pelas políticas públicas. Não se vislumbram medidas efetivas; não se enxergam programas eficazes. O descaso, aparentemente proposital, produz a desagradável sensação de extermínio programado. Tem sido assim, desde quando o Brasil foi “inventado”, há mais de 520 anos! Segundo dados noticiados, eram cerca de cinco milhões de índios na chegada de Cabral. Dizem que, hoje, não chegam a um milhão, e já morreram mais de 700 pelo novo corona vírus.  Parece que oficializaram um duplo lema: mata as matas e chama as chamas! Vale a pena refletir sobre essa realidade, ao menos em homenagem a quantos se embrenharam no meio das selvas, por meses a fio, para estudarem os povos indígenas, como o fizera Washington Novaes, falecido em Goiás (25.8.2020), onde residia há anos.

SOBRE O AUTOR

BENEDITO FERREIRA MARQUES nasceu no dia 11 de novembro de 1939, no povoado Barro Branco, no município de Buriti/MA. Começou seus estudos em escola pública e, com dedicação, foi galgando os degraus que o levariam à universidade. Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (1964), especialista em Direito Civil, Direito Agrário e Direito Comercial; mestre em Direito Agrário pela Universidade Federal de Goiás (1988); e doutor em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (2004). Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Comercial, atuando principalmente nos seguintes temas: direito agrário, reforma agrária, função social, contratos agrários e princípios constitucionais.NA Universidade Federal de Goiás, foi Vice-reitor, Coordenador do Curso de Mestrado em Direito Agrário e Diretor da Faculdade de Direito. Na Carreira de magistério, foi professor de Português no Ensino Médio; no Ensino Superior foi professor de Direito Civil, Direito Agrário e Direito Comercial, sendo que, de 1976 a 1984, foi professor de Direito Civil na PUC de Goiás. Acompanhou pesquisas, participou de inúmeras bancas examinadoras de mestrado, autor de muitos artigos, textos em jornais, trabalhos publicados em anais de congressos, além de já ter publicado 12 livros, entre eles “A Guerra da Balaiada, à luz do direito”, “Marcas do Passado”, “Direito Agrário para Concursos”; e “Cambica de Buriti”; entre outros

Coluna ALÉM DO DIVÃ - Educar é um espantar para despertar e um despertar para transformar

A educação é um típico “que-fazer” humano, ou seja, um tipo de atividade que se caracteriza fundamentalmente por preocupação, por uma finalidade a ser atingida. A educação dentro de uma sociedade não se manifesta como o fim em si mesmo, mas sim como um instrumento de manutenção ou transformação social. Assim sendo, ela necessita de pressupostos, de conceitos que fundamentam e orientem os seus caminhos. A sociedade dentro da qual ela está deve possuir alguns valores norteadores de sua prática. Não é nem pode ser a prática educacional que estabelece os seus fins, quem o faz é a reflexão filosófica sobre a educação dentro de uma dada sociedade. A relação entre educação e filosofia parece ser quase “naturais”.

Enquanto a educação trabalha com os desenvolvimentos dos jovens e das novas gerações de uma sociedade que está “mutante”, a filosofia é a reflexão sobre o que e como devem ser esses jovens e esta sociedade. Ao estudarmos a história da filosofia percebemos que educação e filosofia estão estritamente ligadas. Deve-se mesmo observar que os primeiros filósofos do ocidente, na quase totalidade, tiveram uma “preocupar” com o aspecto educacional. Dentre eles, está o filósofo Sócrates que foi um grande intérprete das aspirações de seus respectivos tempos que se apresentou sempre como educador. Sócrates foi um homem que morreu em função do seu ideal de educar os jovens e estabelecer uma moralização do ambiente grego-ateniense. Platão foi o que pretendeu dar ao filósofo o posto de rei, a fim de que este viesse a imprimir na juventude as ideias do bem, da justiça e da honestidade.

As histórias da filosofia e dos filósofos verificam-se que todos eles tiveram uma preocupação com definição de uma cosmovisão que deveria ser divulgada através dos processos educacionais. Filosofia e educação são dois fenômenos que estão presente em todas as sociedades, uma como interpretação teórica das aspirações, desejos e anseios de um grupo humano, a outra, como instrumento de veiculação dessa interpretação. A filosofia fornece uma reflexão sobre a sociedade na qual está situada, sobre o educando, o educador e para onde esses elementos podem caminhar.

 Nas relações entre filosofia e educação só existem duas opções: ou se pensa e se reflete sobre o que se faz e assim se realiza uma ação educativa consciente; ou não se reflete criticamente e se executa uma ação pedagógica a partir de uma concepção mais ou menos obscura e opaca existente na cultura dia-a-dia e assim se realiza uma educação de baixo nível de consciência. O educando, quem é, o que deve ser, qual o seu papel no mundo; o educador, quem é, qual o seu papel no mundo; a sociedade, o que é, o que pretende; qual deve ser a finalidade da ação pedagógica dos povos para a reflexão filosófica, no sentindo de que está estabeleça pressupostos para aquela.

Assim sendo, não há como se processar uma ação pedagógica sem uma correspondência reflexiva e filosófica. Quando se reflete sobre a educação, ela se processa dentro de uma cultura engessada e perenizada. Isso significa admitir que nada mais há para ser descoberto em termo de interpretação do mundo. Por tanto, segundo este filósofo Josealdo, “educar é um espantar para despertar, e um despertar para transformar.”

Filosofia e educação estão vinculadas no tempo e no espaço não há como fugir dessa a essa “fatalidade” da nossa existência. Assim sendo, parece nos ser mais válido e mais rico, para nós e para vida humana, fazer esta junção de uma maneira consciente como um bem que cabe a qualquer ser humano. É a liberdade no seio da necessidade.

SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVAnatural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão

POLICIA CIVIL E GCM APREENDEM DROGAS EM RESIDÊNCIA NA RUA SOL, CENTRO DE BURITI (MA)

Segundo a polícia, maconha, crack e cocaína, parte já acondicionada em embalagens e parte à granel, foram achadas, entre outros objetos usados no preparo.


Há vários dias, a Delegacia de Polícia Civil de Buriti/MA vinha recebendo informes de pessoas que residem nas proximidades da Rua do Sol, região central da cidade, denunciando a grande movimentação de usuários de drogas em uma determinada residência, possivelmente comercializando entorpecente com o proprietário da casa, um homem de 24 anos, já investigado pela prática do crime de tráfico de drogas. Na sexta-feira 21/8, os informes se intensificaram, ocasião em que a Autoridade Policial local e a Guarda Municipal de Buriti/MA, em ação conjunto, montaram campana na via de acesso à Rua do Sol, oportunidade em que observaram o movimento de usuários rumando para a casa do investigado.

Após um tempo observando a movimentação, os Agentes de Segurança Pública abordaram a residência do investigado que conseguiu se desvencilhar da abordagem e fugir do local. No interior da residência foi encontrado espalhado pela cozinha e pelo quarto substância entorpecente, possivelmente maconha, crack e cocaína, parte já acondicionada em embalagens e parte à granel. Também foi localizado uma balança eletrônica de precisão, vários sacos plásticos transparentes, lâminas de estilete e giletes, facas e dinheiro, em moedas, principalmente. Esse material foi apreendido e fará parte de um novo Inquérito instaurado para apurar esse fato.






Os Órgãos de Segurança Pública pedem a população buritiense que continue denunciando todo e qualquer tipo de crime.


Anatel manda Claro, Oi, Sky, TIM e Vivo disponibilizarem ouvidorias

A partir desta segunda-feira, 24, consumidores que não conseguirem resolver seus problemas no call center, nas lojas, em aplicativos ou portais das prestadoras de serviços de telecomunicações poderão recorrer a um canal de atendimento, mais especializado e efetivo, no qual poderão reapresentar seus pedidos: as ouvidorias das próprias operadoras.

A medida foi estabelecida pela Anatel por meio do Regulamento Geral de Diretos dos Consumidores. As novas estruturas seguem a mesma prática já vista em iniciativas de outros setores regulados, como o bancário e o de distribuição de energia elétrica.

As cinco maiores operadoras com participação mercado – Claro, Oi, Sky, TIM e Vivo – a partir de agora terão ouvidorias como mais um canal para solucionar problemas que não foram resolvidos corretamente em contato anterior. Cada empresa designará um ouvidor, ligado diretamente à direção da empresa, para a função. Entre suas obrigações estão as de avaliar a qualidade do atendimento e de enviar relatórios sobre suas atividades à Anatel. As prestadoras terão de criar um canal telefônico específico para suas ouvidorias, que funcionará nos dias úteis, das 8 às 18 horas. Além disso, elas poderão criar, de modo adicional, canais digitais para o mesmo fim.

Avaliação negativa

O atendimento e a capacidade de as operadoras endereçarem as demandas dos consumidores são, historicamente, os aspectos com mais baixa avaliação nas pesquisas de satisfação e qualidade percebida realizadas pela Anatel. Segundo Elisa Leonel, superintendente de Relações com Consumidores Finais da Anatel, "as prestadoras precisarão melhorar seus processos e atender o consumidor com mais eficiência, ou correm o risco de sobrecarregarem suas ouvidorias, que são instâncias que serão monitoradas muito de perto pela agência".

Dados do portal Anatel Consumidor apontaram que apenas no primeiro semestre de 2020 foram registradas 1,5 milhão de reclamações. Tais queixas, além de serem direcionadas pela Agência às prestadoras, possibilitam a criação de indicadores de solução de problemas e a identificação de temas prioritários para a ação regulatória.

As operadoras deverão dar ampla divulgação aos meios de contato com suas ouvidorias inclusive, com informações nos seus sites. Conheça o contato das ouvidorias:

  • Claro:  Serviços Residenciais – 0800 701 0180 e Serviços Móveis – 0800 0200 200
  • Oi:  0800 031 7923
  • Sky: 0800 728 7160
  • TIM: 0800 882 0041
  • Vivo: 0800 775 1212

MAIS FORTE ALTA DA COVID-19 EM 24H: BURITI REGISTRA 23 NOVOS CASOS NESTA SEGUNDA-FEIRA (24); 66 PESSOAS AGORA SEGUEM ATIVAS COM A DOENÇA

No total, desde o início da pandemia o município registrou 608 pessoas infectadas, 50 povoados atingidos e tem 13 óbitos pela Covid-19

O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde – Semus nesta segunda-feira 24/8 voltou a apontar uma forte alta nos casos de covid-19 no município de Buriti-MA.  Foram 23 (vinte e três) casos novos da doença registrados nas últimas 24 horas em Buriti-MA. Em paralelo, outras 8(oito) novas recuperações foram anotadas e total de curados chega a 529 pacientes, o que representa 87% do total de infectados com o coronavírus, que é de 608 pessoas. Destas, 66 (sessenta e seis) pessoas continuam ativas com a doença e, infelizmente, 13 foram a óbito, o que representa cerca de 2,1% dos casos.

Quatro pacientes estão em tratamento hospitalar e 62 doentes ativos estão em isolamento domiciliar.

As notificações ao sistema de saúde somam 1131, com 521 descartados e dois casos suspeitos sob investigação, além dos 608 confirmados.

DISTRIBUIÇÃO DA DOENÇA NAS ÁREAS MUNICIPAIS

As localidades já notificadas com diagnósticos positivos de Covid-19 incluem o Centro, os bairros Santo Antônio, João Roberto, Bacuri e Alto da Moderação, e os povoados (50) Areia dos Brancos, Areia, Bacuri do Nestor, Baixa do Jatobá, Baixinha, Bananal, Barra Nova, Barro Branco, Barra do Domiciano, Bica, Boca da Mata, Bom Jesus, Brejão, Brejinho II, Buenos Aires, Cabeça do Cavalo, Cabeceiras, Campestre, Campo Comprido, Canto do Angico, Caraíbas II, Cipó, Conceição, Conceição II, Crioli, Fazenda Nova, Fazenda São Bernardo, Gamelos, Ingá, Laranjeiras, Macajuba, Matinha, Mocambinho, Mundo Novo, Olho D’Água, Pé da Ladeira, Pimenta, Pintadas, Poço do Cajueiro, Riacho Seco, Rio Preto, Santa Luzia, Santa Rosa, São Francisco, Saquinho, Sítio dos Barros, Titaras, Urucuzeiro, Varginha e Vila Pitombeira


Coluna SIM, É O BENEDITO - JOGOS DE FUTEBOL SEM TORCIDAS

 *Por Benedito Ferreira Marques

         JOGOS DE FUTEBOL SEM TORCIDAS

            Assisti a uma entrevista de um dos mais consagrados comentaristas de futebol, no Brasil, Juca Kfouri, e pasmei com uma resposta desconcertante à primeira pergunta: “Futebol sem torcida é como chupar uma bala sem retirar o invólucro”. Nada tão lógico! Depois da retomada de jogos transmitidos pelas TVs, incluí em minha programação de isolamento, sentar-me à frente de tela para alguns jogos de minha preferência. No primeiro jogo – confesso, sem vergonha – que não achei graça nessa invenção de torcida eletronicamente gravada e ligada em aparelhos adredemente instalados, para, de vez em quando, simular a presença maciça de torcedores das equipes rivais. Dizem que já é o “novo normal”! Não percebo vibração nos jogadores, que se empolgam apenas quando fazem gols. Aí vale tudo; abraços e até beijos não recomendados! No último jogo a que assisti, após a entrevista do famoso cronista de esportes,  revisitei um texto que escrevi, depois de minha aposentadorias compulsória na Universidade Federal de Goiás, o qual incluí num dos meus livros, a que intitulei “Vivências – Prosa e verso na sombra do ócio” (edição esgotada). O título que dei ao texto foi chamativo: “Óculos Escuros em Velórios”. Imaginei uma cena de perfil surrealista. Antes de começar o jogo, o árbitro sinaliza um minuto de silêncio, em homenagem a alguém importante, recentemente falecido. Todos os jogadores postados no centro do gramado sacam de seus uniformes um par de óculos escuro. O árbitro e auxiliares, também; até os técnicos e gandulas. De repetente, o Maracanã superlotado também se anima e os torcedores, inquietos e ansiosos, retiram de suas roupas vestidas (calça ou bermudas) os seus óculos escuros e os põem na cara, respeitosamente. Até se levantam, em sinal de respeito ao pranteado homenageado. Um silêncio sepulcral, por 60 segundos. Todos olham para o centro do gramado e vêem o “tapete verde” mais verde. Começa o jogo, e a cena se desfaz, rapidamente. A homenagem foi prestada e, agora, é guerra no campo. A personagem mais olhada e perseguida por chuteiras famintas passa a ser a bola, atriz principal do espetáculo. Não ganha cachê nem “bicho”, senão pontapés, mas é a principal estrela, protagonista de todas as cenas, até o fim do jogo, porque dela dependem os risos e choros ou resmungos lamuriantes. “Acabou” – grita o narrador. O juiz pega a “gorduchinha”, guarda o apito - às vezes até faz o sinal da cruz -, e a torcida fica alegre ou triste, a depender do resultado da peleja.

         Essa narrativa convida o leitor a refletir: por que as pessoas que comparecem a velórios usam óculos escuros? Não raro, até à noite. A primeira ilação que se retira é a de que o visitante “chorou”, copiosamente, e suas pálpebras podem revelar a ressaca da choradeira, à carpideira, causando, ainda mais, tristeza e sofrimento aos familiares que velam o corpo estendido dentro de um caixão. Mas, de repetente, outra especulação surge na mente do observador: “Ah! Pode ser a nova forma de luto”! A cerimônia corriqueira entrou na etiqueta do modismo social. Pode ser. O certo é que, ao observar a cerimônia de velórios pelos canais televisivos, o telespectador não consegue perceber se as pálpebras do visitante denunciam choros convulsivos, ao ponto de o obrigarem a colocar seus óculos escuros na cara. “Não, não pode ser “– repensa o curioso, em monólogo. Se for, isso se chama hipocrisia. Será?  O indagador responde para si mesmo, outra vez. “Se for hipocrisia, é uma tremenda “cara de pau”. E, nessas lucubrações efêmeras, conclui que tudo não passa de um modismo, facilmente assimilado pela sociedade.  Partindo dessa premissa, imagina que o cenário de um Maracanã inteiro, enfeitado de óculos escuros, por um minuto apenas, em homenagem a uma pessoa importante, não passa de uma imaginação infantil. Nada mais que isso! Na hora do gol (gritado ou berrado), os jogadores se abraçam e misturam suor e perdigotos cuspidos, combinação perfeita para o contágio inquerido. Fazer o quê?

         Volto à realidade, afastando-me da fantasia momentânea, e passo a pensar noutro cenário. Mais de 100 mil mortos estão merecendo um minuto de silêncio, antes do primeiro apito. Mas as arquibancadas estão vazias. Não há óculos escuros nos jogadores, nem no arbitro e nos seus auxiliares; nem   nos treinadores e reservas sentados em bancos separados; muito menos nos gandulas. Talvez fosse mais interessante que a bola fosse pintada de preto. Seria luto autêntico! Por que o minuto de silêncio em jogos sem torcida? Que homenagem é essa que não se sabe a quem é destinada?! Não se diga que a “cerimônia fúnebre” é para as famílias enlutadas, porque, se assim o é, faltam os óculos escuros no campo e nas arquibancadas, como se a homenagem fosse uma balinha chupada com embalagem e tudo, sem a doçura do caroço, na metáfora do Juca Kfouri. E continuará sendo assim, até dezembro/2020! - Alô, paraíbas! Quem vai querer? Teresinha! Roda, roda, roda...Lembranças do “Velho Guerreiro”!!!

SOBRE O AUTOR

BENEDITO FERREIRA MARQUES nasceu no dia 11 de novembro de 1939, no povoado Barro Branco, no município de Buriti/MA. Começou seus estudos em escola pública e, com dedicação, foi galgando os degraus que o levariam à universidade. Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (1964), especialista em Direito Civil, Direito Agrário e Direito Comercial; mestre em Direito Agrário pela Universidade Federal de Goiás (1988); e doutor em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (2004). Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Comercial, atuando principalmente nos seguintes temas: direito agrário, reforma agrária, função social, contratos agrários e princípios constitucionais.NA Universidade Federal de Goiás, foi Vice-reitor, Coordenador do Curso de Mestrado em Direito Agrário e Diretor da Faculdade de Direito. Na Carreira de magistério, foi professor de Português no Ensino Médio; no Ensino Superior foi professor de Direito Civil, Direito Agrário e Direito Comercial, sendo que, de 1976 a 1984, foi professor de Direito Civil na PUC de Goiás. Acompanhou pesquisas, participou de inúmeras bancas examinadoras de mestrado, autor de muitos artigos, textos em jornais, trabalhos publicados em anais de congressos, além de já ter publicado 12 livros, entre eles “A Guerra da Balaiada, à luz do direito”, “Marcas do Passado”, “Direito Agrário para Concursos”; e “Cambica de Buriti”; entre outros

Coluna ALÉM DO DIVÃ - Filosofia e Psicanálise – POR QUE AS DEPRESSÕES ESTÃO TÃO COMUNS HOJE?

 Por Josealdo - filósofo, psicólogo e psicanalista

POR QUE AS DEPRESSÕES ESTÃO TÃO COMUNS HOJE?

 As depressões são muito comuns hoje, principalmente as psicológicas, porque na sociedade pós-moderna, consumista, nós nos fixamos entre a categoria do ter. Segundo a metafísica do ter, valemos pelo o que temos e não pelo o que somos. Sob o signo da categoria do ter, a realidade deixa de ter vida, e alegria criadora, transformando-se em voragem de objetos que absorve inexoravelmente quem quer possui-los. Segundo o filósofo Max Horkheimer: "quanto mais intensa é a preocupação do indivíduo com o poder sobre as coisas, mas as coisas o dominarão, mais lhe faltarão os traços individuais e genuínos". Psicanaliticamente falando podemos dizer que isso pode estar relacionado com a tentativa de o sujeito preencher vazios existenciais decorrentes das primitivas angústias de separação, a qual, na imensa maioria das vezes, é consequência das sérias falhas ou faltas dos primitivos cuidados maternos ou paternos.

A sociedade que hoje estamos começou a cobrar das pessoas que o importante é "ter" que "ter” coisas, "ter" que " ter" sucesso, " ter" que ser bonito, ter que ser magro, aumentando assim o conteúdo do depressivo. Nem todo mundo é magro, nem todo mundo é bonito, nem todo mundo tem dinheiro, nem todo mundo tem sucesso.

Na sociedade do ““ter” de viver deixou de ser o princípio. Tem que ser: viver bonito, viver rico, viver feliz, viver cheio de prazer. Então muito desses adolescentes que começam nas drogas (excesso de álcool, maconha etc.) iniciam o uso delas como remédio para mascarar a depressão, porque não são felizes. Não conseguem ser os tops da escola, não vão conseguir a menina ou o menino que querem, porque ela ou ele está de olho em quem "tem" e não em quem "é". A depressão, portanto, aumenta e se mistura com a drogadição, porque o sofrimento hoje é muito maior do que já foi em toda a história da humanidade.

 É a dor de viver nesse contexto. Tenho que seguir alguns preceitos que não tenho. Eu não sou rico, não sou alto, não sou bonito, não sou forte, não sou loiro. Então, hoje na sociedade do "ter” há plásticas, as drogas que anestesiam a angústia, a violência. Como eu não tenho o que acho que tenho que "ter" para ser feliz, eu vou buscar. Vou buscar dinheiro para a droga, para o tênis, dinheiro para "ter poder", para ter festa, para ser reconhecido e admirado pelos os outros, muitas vezes roubando, matando, entrando em contextos patológicos, como vender drogas etc.

  Assim, a violência é uma marca do Estado depressivo porque as pessoas depressivas começam a ficar irritadas, a agredir, se agredir. O suicídio, embora não seja a principal consequência da depressão pode acontecer, mas nem todo depressivo é um suicida.

SOBRE O AUTOR

JOSEALDO SOUSA SILVAnatural de Chapadinha/MA, é formado em Filosofia (UEMA), com licenciatura em Filosofia Cristã pela Faculdade Filadélfia (CE), e graduado em Psicologia (Faculdade Pitágoras), pós-graduado em Psicopedagogia Clínica (Faculdade FAMEP/IESF) e psicanalista praticante, membro da OrLa-Centro Psicanalítico do Maranhão


TCE/MA reprova contas de Fundeb e condena gestores a devolver mais de R$ 4,6 milhões

 

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/MA), em sessão plenária realizada quarta-feira 19/8 julgou irregulares as contas anuais dos gestores do Fundeb de Pedreiras (MA), exercício financeiro de 2011, de responsabilidade de Lenoilson Passos da Silva, prefeito e ordenador de despesas, e de Maria Fátima Barros Santos, secretária municipal de Educação. O Pleno do TCE decidiu pela imputação de débito aos responsáveis no valor de R$ 4.646.350,15 e multa de R$ 464.635,01. 

O Ministério Público de Contas (MPC), por intermédio do procurador Jairo Cavalcanti Vieira, opinou no sentido de que as contas fossem jugadas irregulares, com imputação de débito e aplicação de multas, pois “no processo ficou evidente a prática de infração à norma legal e regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial”. 

O relator do processo, conselheiro Caldas Furtado, acolheu o parecer do Ministério Público de Contas, destacando em seu voto a ausência de documentos comprobatórios de despesas, ausência de folhas de pagamento, tomada de contas em desacordo com as Instruções Normativas, além dos gestores do Fundo não terem conseguido demonstrar a boa e regular aplicação dos recursos do Fundeb, ficando demonstradas as irregularidades das contas. 

Foi ainda aplicada aos responsáveis, Lenoilson Passos da Silva e Maria Fátima Barros Santos, a multa de R$ 20.000,00 pelo não envio de folhas de pagamento no valor de R$ 8.264.180,27. O relator determinou, também, o aumento de todas as multas se os pagamentos se realizarem após o vencimento, com base nos acréscimos legais.

 * Do TCE

NOTA DE PESAR PELO FALECIMENTO DO BURITIENSE AIDIL BOM DE CARVALHO

   
É com todo pesar que o CORREIO BURITIENSE comunica a notícia do falecimento do buritiense AIDIL BOM DE CARVALHO, 59 anos, ocorrido na manhã desta quarta-feira 19/8, em São Luís, vítima de infarto. AIDIL BOM, como também era conhecido, nasceu e cresceu em Buriti/MA e residia na capital maranhense nos últimos anos. Era funcionário público estadual com 40 anos de serviço. Ele partiu deixando a esposa Martha Maria Martha Maria Guterres Azevedo de Carvalho e um filho. O sepultamento foi no Cemitério Parque da Saudade, no Vinhais, em São Luís.

Nesse momento de dor e despedida, o redator deste blog, Aliandro Borges, deseja que o tempo traga alívio aos corações da Família Carvalho e dos amigos. Que a luz e o amor divinos consolem os que ficam e o conterrâneo que partiu encontre paz eterna. Prestamos assim as nossas condolências e deixamos os nossos mais sinceros pêsames.

COVID-19: BURITI REGISTRA MAIS 11 NOVOS CASOS NESTA TERÇA-FEIRA (12); 64 PESSOAS AGORA SEGUEM ATIVAS COM A DOENÇA

 No total, desde o início da pandemia o município registrou 560 pessoas infectadas e 13 óbitos

O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde – Semus nesta terça-feira 18/8 mostrou que 11 (onze) casos novos da doença foram registrados nas últimas 24 horas em Buriti-MA. Em paralelo, outras 9 (nove) novas recuperações foram anotadas e total de curados chega a 483 pacientes, o que representa 86,3% do total de infectados com o coronavírus, que é de 560 pessoas. Destas, 64 (setenta e quatro) pessoas continuam ativas com a doença e, infelizmente, 13 foram a óbito, o que representa cerca de 2,3% dos casos.

 Dois pacientes estão em tratamento hospitalar e 62 doentes ativos estão em isolamento domiciliar.

As notificações ao sistema de saúde somam 1057, com 495 descartados e dois casos suspeitos sob investigação, além dos 560 confirmados.

DISTRIBUIÇÃO DA DOENÇA NAS ÁREAS MUNICIPAIS

As localidades já notificadas com diagnósticos positivos de Covid-19 incluem o Centro, os bairros Santo Antônio, João Roberto, Bacuri e Alto da Moderação, e os povoados (46) Areia dos Brancos, Areia, Bacuri do Nestor, Baixa do Jatobá, Baixinha, Bananal, Barra Nova, Barro Branco, Bica, Boca da Mata, Bom Jesus, Brejão, Brejinho II, Buenos Aires, Cabeceiras, Campestre, Campo Comprido, Caraíbas II, Cipó, Conceição, Conceição II, Crioli, Fazenda Nova, Fazenda São Bernardo, Gamelos, Ingá, Laranjeiras, Macajuba, Matinha, Mocambinho, Mundo Novo, Olho D’Água, Pé da Ladeira, Pimenta, Pintadas, Riacho Seco, Rio Preto, Santa Luzia, Santa Rosa, São Francisco, Saquinho, Sítio dos Barros, Titaras, Urucuzeiro, Varginha e Vila Pitombeira

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Pesquisa aponta que popularidade de Bolsonaro cresce, assim como a expectativa para o restante do mandato

 Pesquisa XP/Ipespe foi divulgada na última segunda-feira 17/8 e mostra melhora da avaliação do presidente e dos rumos da economia

"Bolsonaro é recebido com festa no aeroporto de Aracaju nesta segunda-feira (17) para inauguração de uma termoelétrica - | Foto: Alan Santos/PR

*Por Estadão Conteúdo

A popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) avançou em agosto e atingiu 37% – em julho estava em 30% –, segundo pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta segunda-feira 17/8. É a maior proporção de pessoas que avaliam o governo como ótimo ou bom desde março de 2019.

No mesmo período, o grupo de pessoas que considera o governo de Bolsonaro ruim ou péssimo caiu de 45% para 37%, menor índice desde agosto de 2019. A proporção dos que classificam o governo como regular oscilou de 24% para 23%, dentro da margem de erro da pesquisa, de 3,2 pontos porcentuais para cima ou para baixo.

De acordo com a pesquisa, a melhora na avaliação do presidente foi puxada pela população com renda mensal de até cinco salários mínimos. Esse grupo é o principal beneficiário do auxílio emergencial. "Entre os mais pobres, com renda de até dois salários mínimos, a aprovação foi de 28% para 34% e entre os que têm renda de dois a cinco salários mínimos, de 32% para 44%", diz o relatório da XP.

De acordo com a pesquisa, 70% da população apoia a extensão do benefício com o valor atual, de R$ 600 por mês, até o fim de 2020. A proporção é de 79% entre os que recebem ou esperam receber o auxílio, mas também alta, de 64%, entre os que não esperam receber.

Na população geral, outros 14% são a favor da manutenção do programa até o fim do ano, mas com parcelas menores, e 11% acham que o auxílio não deveria ser estendido.

Em linha com os dados de aprovação, a expectativa para o restante do mandato de Bolsonaro também melhorou. Nesta categoria, a avaliação ótima ou boa passou de 33% para 37% entre julho e agosto. A proporção dos que tinham expectativa ruim ou péssima caiu de 43% para 36% e os que enxergavam o restante do mandato de Bolsonaro como regular oscilou de 20% para 22%.

A pesquisa também apurou melhora na avaliação da população acerca da economia. O porcentual de pessoas que consideravam que a economia está no caminho certo foi de 33% para 38% entre julho e agosto, enquanto a razão dos que enxergam a economia no caminho errado passou de 52% para 36%.

Também melhorou a avaliação acerca das chances de se manter o emprego nos próximos seis meses. Os que consideram chance grande ou muito grande foram de 46% para 52%. Já os que veem a chance como pequena ou muito pequena oscilaram de 46% para 40%.

Além disso, também aumentou a razão de pessoas que consideram que suas dívidas vão diminuir ou diminuir muito nos próximos seis meses, de 23% para 27%. Os que consideram que os débitos vão aumentar caíram de 32% para 24% e os que acham que as dívidas ficarão como estão passaram de 35% para 37%.

A pesquisa realizou 1.000 entrevistas telefônicas entre os dias 13 e 15 de agosto. A amostra considera sexo, tipo de cidade, região, idade, porte do município, religião, ocupação, renda e nível educacional dos entrevistados.


Leia mais em Gazeta do Povo

https://www.gazetadopovo.com.br/republica/pesquisa-xp-mostra-aumento-popularidade-bolsonaro/

Coluna SIM, É O BENEDITO - SUICÍDIO COLETIVO

                                      Genocídio e etnocídio em tempos de pandemia

*Por Benedito Ferreira Marques

 SUICÍDIO COLETIVO             

         Dias atrás, a mídia enfatizou, em tom apocalíptico, alarmantes comentários sobre duas palavrinhas perigosas: genocídio e etnocídio. A primeira, por conta de uma bombástica declaração do Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que considerou o comportamento absenteísta do Ministro interino da Saúde um genocídio, na medida em que a curva de mortes provocadas pelo contágio do COVID 19 estava num crescendo assustador, enquanto o Ministério mudava a metodologia de divulgação dos números de casos e   de óbitos. A curva subia - e continua subindo -, e ainda se diz que não chegamos ao pico, passados ao menos cinco meses de pandemia. Entrementes, as atenções se voltam para a mortandade de centenas de índios, desfalcando o já diminuto contingente dos primeiros habitantes do Brasil. Os motivos eram óbvios: a falta ou insuficiência de políticas públicas capazes de refrear a disseminação do vírus, exatamente onde os recursos de socorros são mínimos, dificuldades que se somavam com a distância das redes hospitalares. Isso é etnocídio – bradam os defensores dessas comunidades. As duas palavras foram replicadas nos meios políticos, empresariais e, com realce, nos segmentos mais sensíveis às questões sociais.   Mas, ao que parece, os vocábulos que traduzem extermínio de grupos humanos começam a ser banalizados, não por mudanças comportamentais dos governantes, senão pelo cansaço justificável e pelo desânimo induzido. Os veículos de comunicação de massa voltam-se para os incêndios no Pantanal, para o desmatamento desenfreado na Amazônia, para a gangorra do prende-e-solta do casal Queiroz, e até para as eleições presidenciais nos Estados Unidos.  É sempre assim; um fato encobre o outro.

As duas palavras que se somaram a outros “cídios” (homicídio, feminicídio, infanticídio, parricídio, fratricídio, suicídio e mais que queiram) deixaram de ser neologismos.  É uma linguagem nova com que todos passamos a conviver, sem nos darmos conta de que estamos falando de “mortes”, somente por causa do Corona vírus, que ainda assusta o mundo inteiro, à míngua de uma vacina segura e de remédios eficazes. As alternativas que se oferecem no combate à mortal doença continuam sendo o isolamento e o distanciamento sociais, a lavagem de mãos com sabão, o uso de álcool em gel e de máscaras.  Seguramente, há outras mortes, por causas diversas, que não se noticiam.

         Nesse contexto, há quem atribua o número crescente de óbitos de pessoas de todas as idades a posturas descoordenadas de autoridades ou ao stress decorrente das prisões domiciliares voluntárias, cuja intensidade começa a se esvaziar, com a abertura gradual das atividades econômicas. Também há os que atribuem a triste estatística de sepultamentos ou cremações de corpos, à   comorbidade, na maioria dos falecidos. Pode ser. O que me repugna é a avalanche de “receitas milagrosas” que se divulgam nas redes sociais, sem comprovação de sua eficácia pela Ciência. Se fosse assim tão fácil, pouquíssimas pessoas teriam deixado este mundo, às vezes, precocemente, incluindo profissionais da saúde, verdadeiros heróis que salvam vidas.  A esperança de vacinas e de remédios eficazes, cientificamente comprovados, continua sendo o alento de milhões que resistem em ficar em casa, adotando todos os protocolos recomendados. A sensatez não pode e não deve ser vencida pela irresponsabilidade dos incautos.

         Há pessoas que se alinham à corrente que sustenta ser o suicídio um momento de loucura. Outros há que afirmam, convictamente, que os suicidas sabem o que fazem e por que fazem. Não me atrevo a dar palpites, porque não é da minha área de conhecimento. Não consigo aceitar, no entanto,  que as aglomerações que vêm acontecendo em toda parte, mesmo antes das medidas de afrouxamento das restrições, se constituam motivos racionais para os ajuntamentos humanos em bares, restaurantes e praias, a não ser que aceitemos a ideia não científica de que  essas pessoas estão em  “momentos de loucura”.  Não consigo aceitar que a liberdade propiciada pelas tais flexibilizações sejam decisões sensatas, ainda que eu reconheça   a necessidade de milhões de pessoas que buscam o trabalho, os meios de ganhos para a sua sobrevivência e de sua família. É uma triste realidade, lastimavelmente!  Contudo, não cabe na minha compreensão a justificativa de que esses comportamentos sejam de natureza psicológica, apelos ideológicos, orientações religiosas e sectarismo político. Não entendo de psicologia, mas também não me apraz admitir que muitas dessas aglomerações decorram de fanatismos inconsequentes e pragmatismos eleitorais, estimulados por atitudes inconsequentes.  O que me parece é uma onda gigantesca de manifestações insanas que beiram à irresponsabilidade. Talvez essas pessoas estejam criando uma nova figura no vocabulário:  suicídio coletivo.

SOBRE O AUTOR

BENEDITO FERREIRA MARQUES nasceu no dia 11 de novembro de 1939, no povoado Barro Branco, no município de Buriti/MA. Começou seus estudos em escola pública e, com dedicação, foi galgando os degraus que o levariam à universidade. Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (1964), especialista em Direito Civil, Direito Agrário e Direito Comercial; mestre em Direito Agrário pela Universidade Federal de Goiás (1988); e doutor em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (2004). Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Comercial, atuando principalmente nos seguintes temas: direito agrário, reforma agrária, função social, contratos agrários e princípios constitucionais.NA Universidade Federal de Goiás, foi Vice-reitor, Coordenador do Curso de Mestrado em Direito Agrário e Diretor da Faculdade de Direito. Na Carreira de magistério, foi professor de Português no Ensino Médio; no Ensino Superior foi professor de Direito Civil, Direito Agrário e Direito Comercial, sendo que, de 1976 a 1984, foi professor de Direito Civil na PUC de Goiás. Acompanhou pesquisas, participou de inúmeras bancas examinadoras de mestrado, autor de muitos artigos, textos em jornais, trabalhos publicados em anais de congressos, além de já ter publicado 12 livros, entre eles “A Guerra da Balaiada, à luz do direito”, “Marcas do Passado”, “Direito Agrário para Concursos”; e “Cambica de Buriti”; entre outros

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