ULTIMAS NOTÍCIAS
Carregando...

 

A ALDEIA JERUSALÉM E O MUNICÍPIO DE SÍTIO NOVO

*Por Francisco Carlos Machado

No último mês de 2010, o líder indígena Lourenço Krikati, com o apoio e companhia de seu clã familiar,  diante de críticas duras e incompreensões ferinas lhes aplicadas por outros de sua etnia, decidiu fundar outra aldeia, onde pudessem viver com mais sossego. A atitude também do clã era motivada pela decisão planejada das lideranças Krikati de ocupar todos os limites de seu território ancestral, então demarcado em 1998.

 Diante disso, Lourenço Krikati escolheu um lugar da nova aldeia nos limites do município de Sitio Novo com Montes Altos, dentro do Território Indígena. Nascia assim a  Aldeia Jerusalém, fruto de lutas e de sonhos.

 Em outubro de 2012, antes da Aldeia Jerusalém completar dois anos, o missionário brasileiro Denis Bailey me levou para conhecer a Jerusalém e seu povo.  Nos anos de 2014 passei dias nesta aldeia e, em 2015, semanas desenvolvendo os trabalhos de campo do mestrado que havia iniciado entre os indígenas. Logo, a aldeia Jerusalém, a cidade de Sítio Novo e suas gentes passaram na convivência me cativar. Os seus habitantes eram hospitaleiros, gentis e nestes dez anos de amizades e vivências eles continuam comigo - gentis e hospitaleiros -  razão que me levou ficar boa parte do tempo no território Krikati, entre a aldeia Jerusalém e a cidade de Sítio Novo, no qual já tenho amizades felizes.

 Nesta relação, os indígenas Krikati da Jerusalém se sentem e são cidadãos de Sítio Novo. Eles votam nos representantes administrativos do município, tendo Lourenço Krikati como Secretário de Assuntos Indígenas da prefeitura local. A Secretária de Educação do município envia ônibus escolar manhã, tarde e noite para os estudantes irem  para  as escolas da cidade, mantendo duas professoras na escola da aldeia, educando as crianças menores. Em Sítio Novo nós consumimos bens industrializados e a cada dia as relações de amizade são fortalecidas. Observo que a população Sítio-Novense é esteticamente bonita,  trabalhadora, produtiva, empreendendo suas atividades socioculturais e negócios com bom nível de criatividade e  organização. 

 Os Krikati se sentem bem em Sítio Novo. São menos  descriminalizados por serem indígenas.

 Acontece que nestes dias, para surpresa das lideranças indígenas e brancas de Sítio Novo e seus moradores, o IBGE, para o Censo de 2022, concluiu que a aldeia Jerusalém não faz parte do território do município, ficando dentro do território municipal de Montes  Altos, distante 500 metro do sítio-novense.

 Porém, sendo e pertencendo de fato cidadãos de Sítio Novo, Lourenço Krikati, o cacique Edivaldo Cohhi questiona a decisão censitária, se baseando no entendimento constitucional de que cabe aos indígenas decidirem, estando em fronteira, ser ou não cidadãos da municipalidade que mais lhe é social e politicamente útil. Na ação que está sendo elaborada  pelos indígenas e seus advogados, os Krikati da Jerusalém reivindicam serem recenseados no IBGE  de 2022 como cidadãos plenos de Sítio Novo. Decisão  que todos os indígenas concordaram, com o  executivo e legislativo  local.

 Assim será, pois os habitantes da aldeia Jerusalém se sentem  sítio-novenses e os moradores de Sítio Novo aceitam e querem os indígenas Krikati da Jerusalém como seus cidadãos.


SOBRE O AUTOR- 

Francisco Carlos Machado - Escritor, poeta, professor, titular da cadeira nº 20 da Academia Buritiense de Artes Letras e Ciências (ABALC).

Na última quarta-feira 10/8, na Associação dos Amigos de Buriti (AMIB), foi realizado o evento literário SARAU NORDESTINO BURITIENSE por ocasião da I SEMANA DA CULTURA NORDESTINA, em Buriti-MA.

Evento realizado pela Secretaria Municipal de Cultura, com o apoio da Prefeitura Municipal de Buriti, juntamente com as Secretarias de Educação (Semed), de Comunicação (SECOM), além da AMIB e da Academia Buritiense de Artes, Letras e Ciências (ABALC).

O Sarau teve a  participação direta das escolas da rede de ensino. Os alunos dos 8° e 9° anos participaram  da DINÂMICA POÉTICA, onde foram premiados 1°, 2° e 3° lugar em uma cerimônia recheada de emoção, aplausos e orgulho.

Além disso, foi aberto espaço para o público presente declamar suas poesias e poemas.

A animação ficou por conta da banda RAÍZES BURITIENSES, da Secretaria Municipal de Cultura.

O grupo OS CANGUELOS arrancou sorrisos e transportou a plateia para singulares períodos em nossa história, com suas analogias e referências típicas de nosso município.

Sem dúvidas um passo importante foi dado na realização desse sarau. A valorização da nossa genuína cultura nordestina é muito importante e necessária.

MAIS IMAGENS




















(Da Secom)

Todos os filhos e filhas, geralmente afirmam : meu pai é um herói e o melhor PAI do mundo. Eu nunca discordei, nem fugi desta regra e reitero com veemência esta afirmação como verdadeira, porque o meu pai de fato foi um herói e o meu primeiro ídolo, insubstituível. Um homem de poucas letras, como se dizia, tinha apenas o TERCEIRO ANO PRIMÁRIO e com esse pequeno grau de escolaridade foi o responsável pelo desenvolvimento educacional de muitos cearenses dentre eles vários parentes meus durante os ONZE ANOS, que militou no estado do Ceará quando lá residiu. Obediente e amoroso a seus pais, a pedido destes, retornou ao Maranhão para administrar uma propriedade como seu dono e senhor, abandonando uma atividade que amava, pela rudeza de outra para a qual nunca se preparara. Estava prestes a assumir um emprego de Coletor Federal, cuja oferta decorreu da sua própria competência e do respeito que construiu graças à tenacidade empreendida em seu hábito de estudar sozinho, sem professores, sem cursinhos e sem qualquer outro recurso. Transformou-se num LAVRADOR, nos iniciou no exercício dessa árdua e desvalorizada arte, todavia sempre com a preocupação de nos informar que esse trabalho era somente um meio para que atingíssemos o ideal por ele sonhado para nós.

Continuou sendo professor em Laranjeiras e Carranca, tendo sido colega nesta Arte, da também vocacionada, respeitável e querida Professora SOFIA, segundo ela mesma me informou recentemente. E assim, mesmo útil a muitos, se anulou pessoalmente em relação aos seus primeiros IDEAIS, por amor e respeito ao seu pai e a sua mãe, a mim e aos meus irmãos, para que através da nossa vitória, ele enfim se sentisse vencedor e orgulhoso. Graças a Deus e a vontade ferrenha que empreendemos, conseguimos dar-lhe a alegria de alcançarmos a independência econômica e financeiras com a qual ele tanto sonhara para nós e, em agradecimento ao seu amor e a sua dedicação, conseguimos levá-lo, com a sua nova família, depois da morte prematura da nossa Mãe, já aposentado como empregador rural, para junto de nós na capital do Estado do Maranhão.

Após 18 anos em São Luís, partiu para o Jardim Celestial, com a consciência do dever cumprido nesta NAVE chamada VIDA Terrena, com os filhos do segundo matrimônio já encaminhados na estrada, na LUTA. No próximo Domingo, é o Dia consagrado aos Pais, e mais uma vez ainda com uma SAUDADE que me trás lembranças AMÁVEIS, mas também lágrimas sentidas, quero te homenagear meu PAI querido e amado, reafirmando que o senhor será sempre o meu PRIMEIRO HERÓI e ÍDOLO Insubstituível! Descanse na Paz dos Justos, porque o senhor Viveu sendo um JUSTO! AGRADECIDO ao Senhor e a nossa Trindade Divina, de CORAÇÃO e de ALMA, por tudo o que Sou e por tudo o que tenho!
SOBRE O AUTOR

É buritiense, ardoroso amante da sua terra, deu seus primeiros passos no velho Grupo Escolar Antônia Faria, cursou o Ginásio Industrial na Escola Técnica Federal do Maranhão e Científico no Liceu piauiense e no Liceu maranhense, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito/UFMA, é advogado inscrito na OAB/MA, ativo, Pós-graduado em Direito Civil, Direito Penal e Curso de Formação de Magistrado pela Escola de Magistrados do Maranhão, Delegado de Polícia Civil, Classe Especial, aposentado, exerceu todos os cargos de comando da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, incluindo o de Secretário. Detesta injustiça de qualquer natureza, principalmente contra os pobres e oprimidos, com trabalho realizado em favor destes, inclusive na Comarca de Buriti.

É com imenso pesar que informamos o falecimento do buritiense WILSON RICHELL BASTOS MOURÃO, aos 41 anos de idade, filho do senhor Mourãozinho e da professora Conceição Bastos, ocorrido nesta segunda-feira 08/8. Ele realizava tratamento de câncer há alguns anos, em Teresina, e faleceu por volta das 15h30 de hoje no Hospital Unimed Primavera.

O velório ocorre em sua residência, na Rua da Bandeira, a partir das 23h de hoje). Quem desejar prestar condolências terá sua presença bem-vinda. O sepultamento será feito no Cemitério São José, nesta terça-feira 09, às 16h.

Wilson Richel era empresário, casado com a professora Karina de Fátima, partiu deixando 02 filhos, um menino e uma menina.

PESAR DO REDATOR-CHEFE DO CORREIO BURITIENSE

Neste momento de dor e consternação, presto sinceras condolências e solidariedade aos familiares e amigos. Sabemos como Richel era uma pessoa admirável e, com certeza, deixará um grande vazio no coração de todos que tiveram a honra e o prazer de conhecê-lo. Rogo a Deus pela acolhida do amigo Richel em sua morada celestial e desejo que todos tenham forças para suportar cada momento de tristeza da ausência terrena, pois o tempo irá tratar de transformar a sua perda em saudade.

Em comemoração à Semana da Cultura Nordestina, que ocorre de 2 a 9 de agosto, a  Prefeitura Municipal de Buriti-MA, por meio da  Secretaria de Cultura, vai promover nesta terça-feira 9/8 um sarau literário. O objetivo é reunir escritores, artistas e poetas da cidade em um evento aberto ao público. O sarau será realizado no Largo Cultural da Igreja Matriz, centro da cidade, com início às 18h.

Buriti de Inácia Vaz é celeiro de Cultura e Arte. E com esta I SEMANA DA CULTURA NORDESTINA DE BURITI, o Palácio Bernardo Almeida busca resgatar essa riqueza que vem da nossa gente. A ideia do I Sarau Literário é, de fato, abrir espaço e valorizar os agentes culturais do município que contribuem para movimentar a cena artístico-cultural local.  A expectativa é de uma noite de muita entretenimento, música, apresentações, declamações de poesias e recitação de poemas.

O evento é organizado pela Secretaria de Cultura e tem como parceiros a Semed (Secretaria Municipal de Educação), AMIB(Associação dos Amigos de Buriti) e a ABALC (Academia Buritiense de Artes, Letras e Ciências).


SOBRE SEMANA DA CULTURA NORDESTINA

No dia  02 de agosto iniciou-se a Semana da Cultura Nordestina. A data é uma homenagem ao músico brasileiro Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, que faleceu neste mesmo dia, em 1989.

Símbolo da cultura do Nordeste, Luiz Gonzaga é tido como um dos nossos grandes porta-vozes não só por ter tocado melodias da região e cantado letras descrevendo os costumes do sertanejo, mas também por sempre trajar o chapéu e o gibão de couro, peças indispensáveis na vestimenta tradicional dos nordestinos. Luiz Gonzaga sempre mostrou ter orgulho da sua terra e fez questão de disseminar seus costumes por onde passou.

Artes, crenças, cultos religiosos, literatura popular e danças; são várias as manifestações culturais que se destacam na região Nordeste. Entre elas estão as festas juninas, o Reisado, a poesia popular, o artesanato, a capoeira, o frevo, o carnaval... E não podemos esquecer da culinária, um dos grandes patrimônios nordestinos, que se destaca por pratos como o baião de dois, buchada, sarapatel, canjica, feijão de corda e arroz de coco. Sem falar nas frutas que são típicas da região, como o cajá, o buriti, a cajarana, o umbu, a macaúba, as frutas maranhenses juçara, bacuri, cupuaçu, buriti, murici e a pitomba, entre outras.

A cultura nordestina é bastante diversificada, uma vez que foi influenciada por indígenas, africanos e europeus. Com características próprias, os costumes e tradições muitas vezes variam de estado para estado.

(Informações do Grupo Trino)

 


FLORES DE PEQUI E DE TODO MUNDO PARA O JÔ

*Por Francisco Carlos Machado

A primavera no cerrado da Terra Indígena Krikati neste 2022 começou cedo, já no limiar de agosto. No leste do Maranhão, na Unidade de Conservação APA dos Morros Garapenses, observo o desabrochar da primavera com o florir dos ipês, destacando o amarelo. Na Terra Indígena, especificamente, na aldeia Jerusalém, bem no meio dela, há uns cincos dias, me chamou atenção as flores de dois pés de pequi, caídas no chão de areia marrom. “Ah, os pequis estão chegando”! Deliciei–me no pensamento, encantado pela beleza sutil das pétalas das flores caídas, olhando também as flores dos galhos, resplandecentes pelo sol durante toda manhã e tarde.

Quando criança, entre os 9 e 11 anos, no Garapa, ao ver pessoas da minha cidade subindo caminhões para buscar pequi e bacuri nas Chapada do Buriti, sentia muita vontade de ir, mas minha mãe nunca deixava. Assim, alimentei um sonho extrativista de catar pequi na chapada. Algo que adulto poderia ter realizado, porém, nunca tomei a iniciativa, mesmo que nestes tempos os pequizeiros têm sido destruídos.

Para minha supressa, muito anos depois, em 2014, quando comecei a viajar constantemente para o território dos Krikati – inicialmente estudando sua língua e fortalecendo o contato – especificamente na aldeia de Jerusalém, Sitio Novo (MA), encontro num final do ano um pé abundante de pequi. Era noite, catei uns 30, cozinhei, comendo todos. Na madrugada, corri algumas vezes na matinha detrás da casa onde estava hospedado para as necessidades fisiológicas, pela diarreia sentida, devido excesso de cordura vegetal do fruto no estômago. Os meus anfitriões indígenas, nada disseram ao me verem saboreando tantos pequis, imaginando que tinha costume de os consumir muito, ainda salgados. No cardápio deles pequi é feito no açúcar, haviam me dito, diante da minha alegria expressada de catar no pé pequi, cozinhar e comer pela primeira vez na vida.

Aprendendo a medida certa do tanto que posso comer esse fruto símbolo do cerrado, das experiências de os catar nos pés no pátio da aldeia Jerusalém e também ao derredor dela, nunca mais isso sucedeu. Assim, a alegria desta semana era ver as flores amarelas claras no chão.

Então, na manhã da sexta, 5 de agosto, ao sair da labuta da Biblioteca da escola da aldeia, ao abrir o whatsapp da Associação dos Amigos de Buriti, recebi a triste notícia da morte do Jô Soares, no qual desde a adolescência sou fã. Ao ler a notícia no sítio, lágrimas brotaram nos olhos, sentindo a partida de Jô. Voltei pra casa, passei debaixo do pé de pequi, vendo muitas flores no chão. Eu que pensava em escrever sobre a alegria de ver flores de pequi, não sentia mais ela nos olhos e nem na alma.

Jô havia partido.

Escrevi no grupo digital dos amigos de Buriti:

- “Não acredito! O Jô!!!? Perdemos um brasileiro fantástico. Agora está alegre os Céus.”

O dia inteiro de sexta meus pensamentos se voltavam para o Jô, pois tudo no Brasil se noticiava seu falecimento aos 84 anos. Todos, como eu, que esperavam às 12 horas da noite para só dormir depois de sorrir do Jô com seus entrevistados em seu Programa, sentem comigo o que é perder Jô. De fato, o Brasil humano ficou menor, mais triste, sem Jô Soares. Assisti ao Jornal Nacional da sexta 5 e chorei a morte de Jô.

Na manhã deste sábado, ao caminhar ao centro do pátio da aldeia, vendo as flores do pé de pequi juntei nas mãos algumas delas, tirei foto e as soltei no ar, ofertando–as para o Jô, em sua homenagem, que não merece só flores de pequi, mas do bacuri, de rosas e violetas.

Ele merece todas as flores do mundo pela felicidade que em vida distribui para humanidade do Brasil.

SOBRE O AUTOR

Francisco Carlos Machado - Escritor, poeta, professor, titular da cadeira nº 20 da Academia Buritiense de Artes Letras e Ciências (ABALC).

 Medida também amplia margem desse crédito a segurados da Previdência

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei nº 14.431/2022 que libera o crédito consignado a beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de programas federais de transferência de renda, como o Auxílio Brasil. A medida também amplia a margem de crédito consignado aos empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e aos segurados da Previdência Social.

A lei foi publicada nessa quinta-feira 4/8 no Diário Oficial da União e teve origem na Medida Provisória 1.106/2022, editada em março deste ano.

O texto foi aprovado no Congresso em julho. O empréstimo consignado é aquele concedido com desconto automático das parcelas em folha de pagamento ou benefício.

Os beneficiários do Auxílio Brasil poderão fazer empréstimos de até 40% do valor do benefício e autorizar a União a descontar o valor da parcela dos repasses mensais. De acordo com o texto, a responsabilidade sobre a dívida “será direta e exclusiva do beneficiário. A União não poderá ser responsabilizada, ainda que subsidiariamente, em qualquer hipótese”, determina a lei.

Em nota, a Secretária-geral da Presidência explicou que a medida visa “atenuar os efeitos da crise econômica que atingiu as famílias brasileiras durante o período de pandemia, uma vez que o benefício previdenciário ou assistencial é, muitas vezes, a única fonte de renda familiar”.

A partir deste mês, até dezembro, o valor do Auxílio Brasil passará de R$ 400 para R$ 600.

ALERTA

O economista e professor de Mercado Financeiro da Universidade de Brasília César Bergo alerta para que as pessoas fiquem atentas ao assédio das instituições financeiras e para não cair em golpes, e ressalta a importância da educação financeira, principalmente para esse público de renda mais baixa. “É importante esse alerta para que as pessoas possam agir de maneira racional e não emocional [na aquisição de empréstimos]”, disse, em entrevista à Rádio Nacional.

“Muitas vezes, elas não têm noção do que é juros, do que é empréstimo”, explicou. “De repente ela assume uma dívida, depois o que ela recebe para poder se manter já é pouco e fica menor ainda. Porque o objetivo maior dessa ajuda [Auxílio Brasil] é [beneficiar as] pessoas que, muitas vezes, estão totalmente fora do mercado de trabalho e não têm outra renda”, acrescenta.

Ainda assim, para o economista, a medida é positiva e abre um mercado de crédito para esse público investir no seu bem-estar e na melhoria da qualidade de vida, como na aquisição de bens duráveis de maior valor, ou mesmo para pagamento de dívidas com juros mais altos. “Ela pode pegar o empréstimo e liquidar a dívida do cartão de crédito, por exemplo, e ficar com juros menores, pagando prestação mensal”, disse.

Aumento de crédito

A nova lei também ampliou a margem de crédito consignado, que é o limite máximo que poderá ser comprometido pelo desconto em folha, aos empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e aos segurados do Regime Geral de Previdência Social.

De acordo com o texto, aposentados e pensionistas da Previdência, incluindo os beneficiários do BPC, poderão comprometer até 45% do valor dos benefícios com consignados. Do total, 35% podem ser usados para empréstimos, financiamentos a arrendamentos mercantis; 5% para operações (de saques ou despesas) contraídas por meio de cartão de crédito consignado; e 5% para gastos com o cartão de benefícios.

Para os trabalhadores regidos pela CLT, o limite é de 40%, sendo 35% para empréstimos, financiamentos a arrendamentos mercantis e 5% para amortização de despesas e saques com o cartão de crédito consignado.

O cartão de crédito consignado funciona como um cartão de crédito na hora da compra, mas a dívida é descontada automaticamente do salário.
Vetos

O presidente Bolsonaro vetou o trecho que previa que o total de consignações facultativas para o servidor público não poderia exceder 40% da remuneração mensal, dos quais 35% exclusivos para empréstimos, financiamentos e arrendamentos mercantis e 5% para o cartão de crédito consignado.

Em mensagem encaminhada ao Congresso Nacional, o governo justificou que empréstimos, financiamentos e arrendamentos mercantis são apenas uma das modalidades passíveis de serem consignadas em folha pelo servidor.

“Desse modo, a proposição legislativa excluiria a possibilidade de consignar outras modalidades na margem facultativa, o que poderia caracterizar reserva de mercado, ao privilegiar instituições financeiras em detrimento de outras. Ademais, a proposição legislativa poderia favorecer o descumprimento de obrigações já assumidas pelos servidores perante as instituições consignatárias, na hipótese de exceder o limite de 70%”, justifica a mensagem.

Outro trecho vetado determina que, se não houver leis ou regulamentos locais definindo valores maiores, o limite do consignado será de 40% para militares e servidores públicos de qualquer ente da Federação, ativos ou inativos.

O Congresso tem 30 dias para analisar os vetos, podendo mantê-los ou derrubá-los.
(Agência Brasil )
Proposta inicial limitava o benefício, mas deputados o extinguiram

Congresso Nacional - Foto:  AGÊNCIA SENADO

A Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira 3/8 o projeto que acaba com saídas temporárias de presos dos estabelecimentos prisionais. A matéria segue para análise do Senado.

A proposta teve origem no Senado e previa apenas que as saídas temporárias fossem limitadas. No entanto, ao tramitar na Câmara, deputados decidiram extinguir o benefício. O texto aprovado prevê a revogação de todas as possibilidades de saída, que atualmente estão disponíveis para condenados em regime semiaberto, como visita à família durante feriados, frequência a cursos e participação em atividades.

Para o relator, Capitão Derrite (PL-SP), a existência do benefício da saída temporária burla a própria lei penal, ao frustrar a proporcionalidade no cumprimento da pena. Além disso, ele destacou que muitos presos não retornam ao sistema prisional após a saída.

“A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo informou que na passagem de 2021 para 2022, 1.628 presos que deixaram as penitenciárias do estado, durante a chamada ‘saidinha temporária de fim de ano’, não retornaram ao sistema prisional paulista”, argumentou o deputado. “Já existe a previsão legal de cumprimento de pena e progressão de regime de forma proporcional, a saída temporária causa a todos um sentimento de impunidade diante da percepção de que as pessoas condenadas não cumprem suas penas, e o pior, de que o crime compensa”, acrescentou.

O texto aprovado também obriga a realização de exame criminológico como requisito para a progressão de regime e para a autorização de regime semiaberto. A análise deverá comprovar que o detento tem condições de se adaptar ao novo regime com autodisciplina, baixa periculosidade e senso de responsabilidade.

“O exame criminológico consistente na emissão de um parecer técnico de uma equipe multidisciplinar, constitui ferramenta muito mais efetiva para aferir a capacidade do condenado de adaptar-se ou não a regime menos rigoroso do que uma constatação de boa conduta carcerária comprovada apenas pelo diretor do estabelecimento, tal qual é previsto pela legislação vigente”, argumentou o relator.
Ressocialização. 
(Agência Brasil)
Todas as minhas lembranças têm ligações com a minha infância ou meninice e no meu caminhar até hoje vividos na minha Buriti querida, haja vista que dela nunca me separei, ainda que morando em outras cidades, pois sempre, ano a ano eu a visitava e convivia com os meus familiares e amigos diletos. Os meus familiares e os meus amigos eram e são um misto de caboclos entre os quais estou incluído, brancos, negros e até mestiços como o fenomenal ciclista PACOTE, Raimundo Pacote, sobre quem já escrevi.


Os meus amigos NEGROS, eu os tratava carinhosa e respeitosamente por Meu Nego, Nego Velho ou meu Preto, seguindo meus Pais, meus Avós e os meus tios que assim tratavam os seus amigos e compadres. Hoje hipocritamente, no meu entendimento, se demoniza esse tratamento objetivando-se criminalizá-lo absurdamente na modalidade Crime de Racismo.


Tive e tenho muitos amigos NEGROS, embora eu sempre diga com convicção que em se tratando de gente, só temos uma Raça, a RAÇA HUMANA. Os Negros foram e são constantes na minha vida, desde colegas de Grupo Escolar em Buriti, Escola Técnica Federal do Maranhão, Liceu Maranhense e Universidade e entre colegas e amigos advogados e juízes. Em Buriti, destaco alguns dentre os muitos, todos merecedores do meu apreço. Assis Veras e Francisco Pereira saudosos colegas de turma do primário, ZEFULÔ, Caneco, Maria Paulino, Dona Catarina, seu Lourenço o melhor cozinheiro buritiense da época, Maria José Sousa dona do Hotel Pacaembu em Buriti e do Hotel Chapadinhense em Chapadinha onde hospedei-me muitas vezes e fui sempre tratado com CARINHO por ela e Thiago seu esposo e o seu filho Francisco.


Todas os citados eram queridos por todos os nossos conterrâneos, e nenhum deles se ofendia com o tratamento a que me refiro. Vejo com tristeza nos dias atuais, muitos Negros que conseguiram um grau de formação educacional e profissional elevado, perderem-se em discursos agressivos e desnecessários para contarem as suas Histórias vitoriosas, gritando que são Negros, que usarão os seus cabelos e as suas vestes, exageradamente extravagantes porque são INDEPENDENTES e PREPARADOS, atitude que tira o brilho das suas vitórias admiráveis.


Não DISCRIMINO e nem deprecio os nosso irmãos negros, os amo e LUTO para que sejamos verdadeiramente uma só RAÇA.
SOBRE O AUTOR

É buritiense, ardoroso amante da sua terra, deu seus primeiros passos no velho Grupo Escolar Antônia Faria, cursou o Ginásio Industrial na Escola Técnica Federal do Maranhão e Científico no Liceu piauiense e no Liceu maranhense, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito/UFMA, é advogado inscrito na OAB/MA, ativo, Pós-graduado em Direito Civil, Direito Penal e Curso de Formação de Magistrado pela Escola de Magistrados do Maranhão, Delegado de Polícia Civil, Classe Especial, aposentado, exerceu todos os cargos de comando da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, incluindo o de Secretário. Detesta injustiça de qualquer natureza, principalmente contra os pobres e oprimidos, com trabalho realizado em favor destes, inclusive na Comarca de Buriti.




Odonto Company Buriti - Rua da Bandeira, nº 25, salas 10 e 11, Centro.

BIOLAB - Rua Antônio Pereira Mourão, em frente ao HTB(Clínica)

PAINEL DO LEITOR - COMENTÁRIOS