"Não há pessoas nem sociedades livres, sem liberdade de expressão e de imprensa”.

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Piso dos professores será reajustado já em fevereiro, inclusive com pagamento do retroativo de janeiro, informou a Chefia de Gabinete do prefeito.
Os professores da rede municipal de ensino de Buriti conseguiram nesta quinta-feira 20/2 garantir o reajuste salarial em 13%, um pouquinho acima do reajuste de 12,84% do piso nacional da categoria. Com isso, um professor de 20h do município passa a receber R$ 2.586,94 (dois mil, quinhentos e oitenta e seis reais, e noventa e quatro centavos).
No último dia 10 de fevereiro, os docentes realizaram uma assembleia geral no Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Buriti (SINTASP/MB) e, devido a recusa do prefeito de Buriti em conceder o aumento salarial, a categoria tinha aprovado, unanimemente, uma paralisação de 24h e o ingresso de uma ação judicial para implantação imediata do reajuste determinado pelo MEC.
Sede do Sintasp/MB em Buriti.
Diante do imenso desgaste em ano eleitoral, o prefeito Naldo Batista recuou e decidiu, segundo sua assessoria jurídica, após um estudo técnico, arredondar o aumento estipulado pelo MEC e pagar 13% já agora em fevereiro, inclusive com pagamento do retroativo de janeiro.
A direção do Sintasp, presidido pelo professor licenciado Alex Borges, estava mantendo constante diálogo com a Secretaria de Administração para que o reajuste reivindicado fosse concedido conforme a Lei do Piso nacional. Esta foi mais uma vitória da categoria dos professores, numa demonstração da importância da união e da luta pelos seus direitos.

Patrícia Campos Mello é vítima de ataques após declarações falsas durante a CPMI das Fake News.
O presidente Jair Bolsonaro comentou, nesta terça-feira 18/2, sobre o caso da jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo. O ex-capitão fez insinuações sexistas contra a profissional. “Ela [repórter] queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim”, afirmou, seguido por risos dele e dos demais na saída do Palácio da Alvorada.
Na CPMI da Fake News, na Câmara dos Deputados, um ex-funcionário da Yacows, empresa de disparos em massa por WhatsApp, acusou a jornalista de ter se insinuado sexualmente para obter informações sobre o local em que ele trabalhou durante a campanha eleitoral de 2018.
A jornalista publicou uma reportagem em dezembro de 2018, juntamente com o repórter Artur Rodrigues, sobre o disparo de mensagens em massa via WhatsApp, no período eleitoral, a partir do uso fraudulento de nomes e CPFs de idosos registrados em chips de celulares. A apuração tomou como base documentos e relatos obtidos junto a Hans River, ex-funcionário da Yacows, empresa especializada em marketing digital e supostamente envolvida no esquema.
Segundo a reportagem, o entrevistado mudou de ideia sobre as declarações que fez à jornalista depois de ter fechado acordo com a ex-empregadora. A jornalista apresentou trechos de conversas com Hans River, bem como áudio dele explicando o esquema de envio de mensagens, que destoam das versões apresentadas por ele na CPMI das Fake News.
Hans foi convocado pelo deputado Rui Falcão (PT-SP) a prestar depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Congresso, formada por deputados e senadores, que investiga a disseminação de notícias falsas na eleição.
Após as declarações de Hans, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, também difundiu ofensas contra a repórter em suas redes sociais, além de insinuar sobre a sua conduta. “Eu não duvido que a senhora Patrícia Campos Mello, jornalista da Folha, possa ter se insinuado sexualmente, como disse o senhor Hans, em troca de informações para tentar prejudicar a campanha do presidente Jair Bolsonaro. Ou seja, é o que a Dilma Rousseff falava: fazer o diabo pelo poder”, publicou.
Associação Brasileira de Imprensa - ABI publicou uma nota assinada pelo seu presidente, Paulo Jerônimo Sousa. Nela, a ABI denuncia a quebra de decoro pelo presidente Jair Bolsonaro.
Confira a íntegra da nota assinada pelo presidente da ABI, Paulo Jeronimo de Sousa:
NOTA OFICIAL DA ABI

Nesta terça-feira, mais uma vez, para vergonha dos brasileiros, que têm o mínimo de educação e civilidade, o presidente da República, Jair Bolsonaro, é ofensivo e agride, de forma covarde, a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo.
Este comportamento misógino desmerece o cargo de Presidente da República e afronta a Constituição Federal. 
O que temos visto e ouvido, quase cotidianamente, não se trata de uma questão política ou ideológica. Cada dia mais, fica patente que o presidente precisa, urgentemente, de buscar um tratamento terapêutico.
A ABI conclama a sociedade brasileira a reagir às demonstrações do “Cavalão”, como era conhecido Bolsonaro na caserna, e requer à Procuradoria Geral da República a adoção das medidas cabíveis.
Paulo Jeronimo de Sousa
Presidente da Associação Brasileira de Imprensa

*Com informações do Brasil247/ABI/CartaCapital


Durante a madrugada da segunda-feira passada, 10 de fevereiro, uma equipe da PM, em Chapadinha-MA, interceptou um veículo suspeito, celta de cor Azul, ano 2004, placa HPS-57, e conseguiu desarticular uma ação de sequestro e tentativa de extorsão.
O veículo, que tinha dois homens e uma mulher, passou por abordagem dos policiais militares. Naquele momento constatou-se tratar de um sequestro, onde os dois indivíduos estavam mantendo a proprietária do veículo refém com uso de arma de fogo.
De imediato, os policiais fizeram as contenções dos elementos que, em seguida, se renderam, entregaram o armamento e libertaram a refém. A dupla recebeu voz de prisão e foi apresentada na Delegacia de Polícia para providências Cabíveis.
MATERIAL APREENDIDO:
- 01 Revólver cal.32
- 01 munição cal.32 intacta
- 01 Arma de fabricação caseira (tipo garrucha)
- 01 celular de cor branca, marca: Blue
- R$ 40,00 em dinheiro
- 01 Veículo Celta azul, ano 2004, placa HPS-570


 *Por Benedito Ferreira Marques
OS ESCORREGÕES DE FIGURÕES
  Seria respeitável o silêncio das autoridades públicas se, quando viessem a público para emitir opiniões sobre fatos políticos ou econômicos, tivessem o cuidado de não serem ambíguos e, não raro, preconceituosos em suas declarações. Comportava-se melhor o ex-Ministro Armando Falcão, que fora Ministro da Justiça em um dos governos do regime militar (1964 – 1985). Parecia mais sábio, pois, ao ser indagado pela imprensa sobre determinado fato político, escapava ileso: “Nada a declarar”.
Pois bem, em menos de uma semana, duas autoridades de maior expressão no cenário político brasileiro (“figurões”) foram protagonistas em declarações recheadas de ambiguidades e preconceitos. O primeiro foi o Deputado Federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), Presidente da Câmara dos Deputados, que, de olho nos holofotes, fez pesada crítica ao Ministro de Educação, a dizer que ele “tem um discurso ideológico de péssima qualidade”. Agora, em outra declaração, critica – a meu ver com razão -, o Ministro da Economia, por haver   comparado, sem ressalvas, os servidores públicos brasileiros a “parasitas”.  Mais uma vez, o Deputado carioca não perdeu tempo: “Todos os servidores públicos têm que ser tratados com muito respeito e o uso de termos pejorativos  nos atrapalha  no debate, mas há  uma concentração de renda que  a população  não concorda mais”. Parece induvidoso que essa declaração foi direcionada ao “guardião do cofre” da União, pois, valendo-se das redes sociais do dia 10 deste mês (10.02.2020), o popularmente conhecido “Posto Ipiranga” tentou demonstrar humildade (!?), e divulgou a seguinte nota: ”Eu me expressei muito mal, e peço desculpas não só a meus queridos familiares  e amigos, mas  a todos os exemplares funcionários públicos, a quem, descuidadamente,  eu possa  ter ofendido”. Mas, no dia 12.02.20, Sua Senhoria (não se pode mais tratá-lo de “Excelência”, por força de um decreto do Presidente da República, em 2018) voltou a dizer “besteira” – desta vez, com escancarado  tom preconceituoso. Ao festejar a cotação do dólar em alta, que chegou a R$4,35, a maior cotação desde o “Plano Real”, declarou que, quando o dólar estava baixo, “até empregada doméstica viajava para Disneylândia”. Que coisa!
  Todo e qualquer cidadão tem o direito de manifestar suas opiniões sobre este, esse ou aquele assunto, ainda mais quando são protagonistas que recebem seus alentados “tostões” recolhidos por todos os contribuintes, inclusive por “empregadas domésticas”, pois estas também consomem e, se consomem, pagam impostos indiretos. Com efeito, se o espaço desta coluna me foi franqueado para opinar sob minha responsabilidade, sinto-me no dever de comentar, ao menos com o propósito de chamar a atenção para certas nuances recolhidas nas falas de “figurões” da República brasileira. Afinal, sou cidadão e, sem falsa modéstia, politizado.
Na minha avaliação, as declarações transcritas acima embutem ambiguidades que as tornam ineficazes. Dizer que o Ministro da Educação tem “péssimo discurso ideológico” é admitir que a autoridade educacional tem um discurso ideológico. Não tenho dúvidas sobre isso. Ocorre que o “péssimo” com que qualificou o “discurso iderológico” soou mal, partindo de onde partiu o superlativo. Por outro lado, dizer que “todos os servidores merecem muito respeito”, mas, ao mesmo tempo, reconhecer  que “há concentração de renda”, sem explicitar em que segmento ou segmentos está essa “concentração de renda”, é aceitar, de bom grado, que a Câmara dos Deputados pode ser um desses segmentos concentradores de renda.  Ninguém ignora que a Câmara dos Deputados, com seus 513 parlamentares, consome uma boa “grana”; e ponha grana nisso!
  Quanto ao “pedido de desculpas” do Ministro da Economia, também se enxergam vieses escapatórios que tornam a sua nota ambígua. Dirigiu-se, primeiramente, aos seus “queridos familiares” e, depois, aos “exemplares funcionários públicos”. Vale dizer, se todos os servidores públicos (federais, estaduais ou municipais) se considerarem “exemplares”, todo mundo está desculpado e a “descuidada” declaração sobre os “parasitas” não passou de mais um desnecessário escorregão de uma autoridade pública brasileira. Faltou informar se, nos Estados Unidos, existe esse comportamento dos Ministros, pois, quando proferiu o impropério “parasita”, comparou com aquele poderoso país.
  O “Senhor” Ministro da Economia também precisa entender que “a população não concorda” com declarações preconceituosas, como a que fez com relação às empregadas domésticas, que são gente como toda gente, rico, pobre, preto ou branco, homem ou mulher. Todos temos direito de viajar para onde queremos ir, se temos condições. A fala de “Sua Senhoria” passou a impressão de que os pobres não têm direito a conhecer Disneylândia, senão apenas “Foz do Iguaçu” e as praias nordestinas. Foi o que aconselhou, debochadamente.
  O desfecho desta narrativa não ficaria completo, se não registrasse a raivosa entrevista do “Senhor Presidente”: “Quem é essa tal Greempeace? Uma porcaria; um lixo!” Aí está a dimensão do “apreço” do Presidente-Capitão pelo meio ambiente. E ainda há quem aplauda isso. Lastimavelmente!
  Escorregões de figurões não podem passar imunes a críticas, ainda mais em tempos de mídia livre. Cuidado!

SOBRE O AUTOR
BENEDITO FERREIRA MARQUES nasceu no dia 11 de novembro de 1939, no povoado Barro Branco, no município de Buriti/MA. Começou seus estudos em escola pública e, com dedicação, foi galgando os degraus que o levariam à universidade. Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (1964), especialista em Direito Civil, Direito Agrário e Direito Comercial; mestre em Direito Agrário pela Universidade Federal de Goiás (1988); e doutor em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (2004). Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Comercial, atuando principalmente nos seguintes temas: direito agrário, reforma agrária, função social, contratos agrários e princípios constitucionais.NA Universidade Federal de Goiás, foi Vice-reitor, Coordenador do Curso de Mestrado em Direito Agrário e Diretor da Faculdade de Direito. Na Carreira de magistério, foi professor de Português no Ensino Médio; no Ensino Superior foi professor de Direito Civil, Direito Agrário e Direito Comercial, sendo que, de 1976 a 1984, foi professor de Direito Civil na PUC de Goiás. Acompanhou pesquisas, participou de inúmeras bancas examinadoras de mestrado, autor de muitos artigos, textos em jornais, trabalhos publicados em anais de congressos, além de já ter publicado 12 livros, entre eles “A Guerra da Balaiada, à luz do direito”, “Marcas do Passado”, “Direito Agrário para Concursos”; e “Cambica de Buriti”; entre outros.







Benedito Ferreira Marques
                                A MOITA RESGATE DA CHAPADA
            Já ocupei o espaço desta coluna com vigorosos textos, verberando contra a destruição desenfreada das chapadas de Buriti (MA), para cederem lugar ao plantio intensivo de grãos, notadamente de soja. Acentuei que o desmatamento e a implantação de uma nova agricultura, com máquinas pesadas e uso de agrotóxicos, estavam – como ainda estão -, causando danos ambientais de elevadíssima escala. Bradei pelos mananciais daquele município, cujas águas estavam sendo contaminadas pela aplicação aérea de agrotóxicos, se já não bastassem os descuidos com as matas ciliares, mercê da desinformação.
            Com esse cenário dantesco, é inevitável a pergunta: fazer o quê? Há um desequilíbrio entre as forças que se digladiam. Não é o discurso do progresso e do desenvolvimento que convence; é o poderio capitalista da “mais valia” que se impõe. Percebe-se que as forças invencíveis dos grandes agricultores – que não são de lá -, também tolhem reações, gerando a apatia e o conformismo dos que não se aproveitam da colheita orgulhosamente festejada pelos exportadores de grãos. Muitos criticam e lamentam; outros se iludem, se rendem e cedem. Não duvido que haja quem se orgulhe dos campos verdes a perder de vista, cortados pela serpente negra do asfalto, que completa o cenário ilusório de mais um “polo de desenvolvimento na região.
            Mas há, também, os que não se conformam e não se deixam calar e reagem nos limites de suas forças frágeis. Ainda que se nutram de nostalgias inglórias; ainda que seus gritos não tenham eco, perdendo-se no vazio do silêncio conveniente, há os que relutam em aceitar, sem resmungos, a devastação impiedosa do cerrado, que transforma pequenos sítios em ilhas teimosas de cacimbas saciáveis da agonia derradeira e dos suspiros renitentes.
            É dessa maneira que a “Família Ferreira Marques” está reagindo. Numa pequena área, no povoado Barro Branco, de aproximadamente dez hectares, está implantando o Projeto “Moita Resgate da Chapada”, com a audaciosa proposta de plantar mudas das árvores frutíferas da chapada moribunda. Deseja-se legar, às gerações futuras, a ventura de saborearem pequis e bacuris, mangadas e muricis, guabirabas e cajuís, ingás e sapucaias, e até mesmo a água e a carne mole do espinhoso tucum. Quando essas mudas crescerem, florescerem e frutificarem, ter-se-á um pequeno pedaço de cerrado, onde se abrirão trilhas para andantes curiosos.  Será também o resgate da fauna quase extinta, ao som mavioso da passarinhada em festa.
            Esse é um grito solitário que ainda ecoa tímido, mas que tem a virtude do “tentar fazer alguma coisa”, e potencializar adesões voluntárias de outros sitiantes, fortalecendo a esperança.
SOBRE O AUTOR
BENEDITO FERREIRA MARQUES nasceu no dia 11 de novembro de 1939, no povoado Barro Branco, no município de Buriti/MA. Começou seus estudos em escola pública e, com dedicação, foi galgando os degraus que o levariam à universidade. Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (1964), especialista em Direito Civil, Direito Agrário e Direito Comercial; mestre em Direito Agrário pela Universidade Federal de Goiás (1988); e doutor em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (2004). Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Comercial, atuando principalmente nos seguintes temas: direito agrário, reforma agrária, função social, contratos agrários e princípios constitucionais.NA Universidade Federal de Goiás, foi Vice-reitor, Coordenador do Curso de Mestrado em Direito Agrário e Diretor da Faculdade de Direito. Na Carreira de magistério, foi professor de Português no Ensino Médio; no Ensino Superior foi professor de Direito Civil, Direito Agrário e Direito Comercial, sendo que, de 1976 a 1984, foi professor de Direito Civil na PUC de Goiás. Acompanhou pesquisas, participou de inúmeras bancas examinadoras de mestrado, autor de muitos artigos, textos em jornais, trabalhos publicados em anais de congressos, além de já ter publicado 12 livros, entre eles “A Guerra da Balaiada, à luz do direito”, “Marcas do Passado”, “Direito Agrário para Concursos”; e “Cambica de Buriti”; entre outros.

Capitão Adriano' era um dos criminosos mais procurados pela polícia do Rio; ele estava foragido desde o início do ano passado Foto: Reprodução
    O ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega foi morto na manhã deste domingo 9/2 durante uma troca de tiros com policiais de Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Bahia, com apoio do setor de inteligência da Polícia Civil do Rio. Apontado como autor de diversos homicídios, o ex-militar era um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro, inclusive com alerta vermelho da Interpol. O ex-policial militar foi localizado numa área rural do estado da Bahia, no município de Esplanada. A ação teve apoio da Secretaria de Estado de Segurança da Bahia. 
  De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, Adriano teria efetuado disparos com uma arma ao ser encontrado e, na troca de tiros, teria sido ferido. Foram encontradas com ele uma pistola austríaca calibre 9mm e outras três armas. Ainda segundo dados do governo, ele teria sido levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. 
Armas apreendidas com Adriano Nóbrega neste domingo Foto: Secretaria de Segurança Pública da Bahia / Divulgação
  Segundo a polícia, Adriano era o chefe de um grupo criminoso formado por matadores de aluguel, que ficou conhecido como Escritório do Crime — investigado por suspeita de envolvimento nas mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes. Ele era réu na Operação Intocáveis do Ministério Público do Rio (MP-RJ), que apura a milícia de Rio das Pedras. 
  Deflagrada em 22 de janeiro do ano passado, com base em investigações do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-RJ, a Operação Intocáveis revelou que o ex-capitão comandava um esquema de agiotagem, grilagem de terras e construções ilegais, com o pagamento de propina a agentes públicos, a fim de manter seus negócios ilícitos, “sempre de forma violenta e por meio de ameaças”. Adriano era o único foragido da "Intocáveis". Os outros 12 integrantes da milícia de Rio das Pedras estão presos. 
  Foragido há mais de um ano, o ex-PM é citado na investigação que apura a prática de “rachadinha” no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). 
  No comunicado sobre o ocorrido, o governo baiano coloca Adriano como “envolvido na morte de Marielle Franco”. 
  Até agora, o Ministério Público acusa o policial reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz de terem participado da morte da vereadora e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. Élcio é suspeito de dirigir o Cobalt prata usado na emboscada contra Marielle. Já Lessa seria o autor dos disparos. 
  Lessa é um policial militar reformado e Élcio foi expulso da PM por envolvimento com contravenção. A polícia investiga possível relação de Lessa com uma quadrilha de matadores da qual faz parte o ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado de chefiar uma milícia. 
  De acordo com o Ministério Público, contas bancárias controladas por Adriano foram usadas para abastecer Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, que é suspeito de ser o operador do esquema no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro. Queiroz é amigo do presidente da República
  Adriano teve duas parentes nomeadas no antigo gabinete do senador Flávio. Mensagens interceptadas com autorização judicial mostram ele discutindo a exoneração da mulher, Danielle da Nóbrega, do cargo. 

Flávio Bolsonaro com Jair Bolsonaro, em Brasília. (Foto: Adriano Machado/Reuters)
  Ele também foi defendido pelo presidente Jair Bolsonaro em discurso na Câmara dos Deputados, em 2005, quando foi condenado por um homicídio. O ex-capitão seria absolvido depois em novo julgamento. 
  Enquanto estava preso preventivamente pelo crime, foi condecorado por Flávio com a Medalha Tiradentes. 

HOMENAGEADO POR FLÁVIO BOLSONARO 
 ‌ Adriano, segundo investigações do Ministério Público, era amigo do ex-PM Fabrício Queiroz, ex-funcionário do gabinete de Flávio Bolsonaro. A mulher e a mãe de Adriano, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega e Raimunda Veras Magalhães, trabalharam no gabinete de Flávio. 
  Além disso, em 2003, Adriano foi homenageado por Flávio Bolsonaro na Alerj enquanto deputado estadual. 
  O MP suspeita que Adriano era sócio oculto dos dois restaurantes. Formalmente, o ex-policial não aparece no quadro societário das empresas. Quem aparece é a sua mãe, Raimunda. 
 ‌‌ Os promotores investigam se um saque de R$ 202 mil das contas de Danielle e Raimunda foram entregues em mãos a Fabrício Queiroz, evitando assim qualquer rastro dos repasses. 

EXCLUÍDO DA LISTA POR MORO 
 ‌‌ Adriano da Nóbrega foi excluído, no final de janeiro, pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, da lista dos criminosos mais procurados do país. 
  A lista foi divulgada por Moro pelo Twitter, que citou “critérios técnicos”, seguindo orientações de Jair Bolsonaro, para elaboração do rol dos criminosos mais procurados do Brasil.
*Com informações de O Globo/Folha/Revista Fórum

Na visita ao povoado Pé da Ladeira, onde um dos projetos Padrinho Rural é desenvolvido, a equipe da Secretaria de Agricultura de Buriti, acompanhada do prefeito Naldo Batista, entregou, na última quarta-feira 5/2, para as 21 famílias que fazem parte do projeto, 730 Kg de sementes de arroz para o plantio de um campo de 15 hectares.
Participaram de uma roda de conversa prefeito Naldo Batista, a equipe da secretaria de agricultura, o secretário de meio ambiente Laudelino Mendes, que vem dando todo o apoio ao projeto, o padrinho do grupo, o senhor Osias, da fazenda Pitombeira e as famílias que fazem parte do projeto.
Durante a conversa a secretária enalteceu a união e a coragem das famílias no trabalho de preparo na área que vem sendo feita como a primeira experiência do grupo e o apoio que sua equipe de trabalho vem dando aos mesmos.
O Secretário de Meio Ambiente destacou a importância desta iniciativa no que se refere a preservação ao meio ambiente e também das parcerias em prol da sustentabilidade.
Os representantes das famílias falaram de suas expectativas e agradeceram o apoio que vem recebendo tanto do poder público como da iniciativa privada no desenvolvimento do projeto.
Naldo Batista destacou a relevância do projeto para o desenvolvimento do município, bem como do apoio que a prefeitura municipal está dando para que os objetivos sejam alcançados.
O padrinho do grupo concluiu a roda, falando de sua alegria de poder ajudar seus vizinhos e de sua preocupação no avanço de suas atividades de conclusão no preparo da área e do plantio para um bom resultado.
Buriti, Novo Tempo, Nova História!
  *Publipost/SECOM



Que tal aprender a fabricar seu próprio sabonete? Sem lauril, sulfato, petrolato... E que ainda pode se tornar uma fonte de renda extra? Pois fique ligado nesta: Nos próximos dias 14 e 15 de fevereiro, a Associação dos Amigos de Buriti – AMIB vai promover a Oficina de Sabonetes Artesanais e Produtos de Limpeza, que terão como facilitadores acadêmicos da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA – Campus de São Luís e egressos de Química licenciatura e Química industrial. As inscrições estão abertas e podem ser feitas na sede da entidade, que se situa na Rua Coronel Lago Júnior, s/n, centro, próximo ao Centro de Apoio Pedagógico – CAP. A Oficina vai ocorrer das 9h às 13h, nos dois dias, e compreende um curso básico de sabonetes em barra e líquido. Uma das palestrantes será a acadêmica do curso de Química da UEMA, Valéria Bernarda, que contará ainda com o apoio de Mirlene Pereira (UEMA), Rafaela da Conceição (UEMA) e Iolanda Miranda (UFMA). Todo material usado na oficina, apostila e a produção experimental, poderá ser levada para casa. Os participantes ainda receberão um certificado de participação.
A oficina de "Sabonetes Artesanais e Produtos de Limpeza" tem o objetivo de ensinar como fazer diferentes tipos de sabões a partir da reutilização de gorduras de origens vegetal e animal, ótima forma de economizar e ainda diminuir a geração de resíduo, faz-se um sabão de qualidade criado a partir de uma fórmula mais amigável ao meio ambiente. Além disso, com intuito de estimular na geração de uma nova alternativa de emprego e renda.

Se você não sabe a diferença entre sabonetes tradicionais (aqueles vendidos em supermercados) e sabonetes orgânicos artesanais, e que produtos de beleza costumam ter grandes quantidades de substâncias sintéticas nocivas à saúde em sua composição, principalmente, aqueles que possuem muitas variações em sua fragrância, que inclusive, podem causar alergias na pele, NÃO PERCA ESTA OFICINA promovida pela AMIB em parceria com a UEMA.
MAIS INFORMAÇÕES:
Facilitadores: Alunos e Egressos de Química licenciatura e Química industrial.
Local: Sede da associação dos amigos de Buriti (AMIB)
Data: 14 e 15 de fevereiro
Horário: Das 8h às 13h
Realização: Associação dos Amigos de Buriti (AMIB)
Parceira: Universidade estadual do Maranhão -UEMA.
Valor das inscrições: R$10,00
Local: Sede da AMIB





É com EXTREMO pesar que o Correio Buritiense comunica o falecimento do ex-vereador BENEDITO CARDOSO ALVES, ocorrido na madrugada de hoje, segunda-feira 3/2. CABÉ, como era mais conhecido, tinha 61 anos e morreu no Hospital São Marcos, na capital Teresina - PI, às 2h55, em decorrência de uma falência múltipla dos órgãos, seguida de uma parada cardiorrespiratória.  Ele lutava contra um câncer de estômago.
O corpo chegou em Buriti agora a noite e o velório ocorre em sua residência, na Avenida Juiz de Fora, S/N, centro. Amanhã (4/2), uma missa de corpo presente será realizada, às 7h30, no auditório da Câmara Municipal de Buriti.
O sepultamento acontecerá nessa terça-feira 4/2 no seu povoado de nascença, Alazão, às 10h.

BENEDITO CARDOSO ALVES nasceu em 5 de outubro de 1958, no povoado Alazão, município de Buriti (MA). Atuou como dentista por muitos anos.  Entrou na carreira política e foi eleito três vezes pelo povo para exercer o cargo de vereador, presidindo a Câmara de 2001 a 2004. Ele deixa a esposa, a ex-vereadora Francisca de França Cardoso, três filhos, três netas e um netinho ainda na barriga.
Nesse momento de dor e saudades, o redator-chefe deste Blog, Aliandro Borges, manifesta aos familiares o mais sincero sentimento de solidariedade, pedindo a Deus que conforte seus corações.

*Por Benedito Ferreira Marques
                   ENTRE A LEI E A CONSCIÊNCIA JURÍDICA
Cabelos em desalinho, acabrunhado, com fisionomia carregada, calado, andando em passos lentos, um juiz adentra a sua casa, voltando do fórum. Sua esposa percebe que algo está errado. Busca ampará-lo e o ajuda a assentar-se num confortável sofá. Em atitude não costumeira, descalça-lhe os sapatos e as meias, sempre indagando o que acontecera. O marido/juiz mantém o silêncio incômodo e preocupante. A esposa oferece-lhe um drinque, ele não responde, mas ela providencia o trago. Insiste em perguntar-lhe o que houve em seu trabalho, para ele estar daquele jeito. O silêncio é sepulcral. Cabisbaixo, não encara a sua companheira de muitos anos. De vez em quando, levanta a cabeça e olha no horizonte, como se procurasse uma resposta para a sua aflição. Continua mudo e, talvez propositalmente, surdo às indagações pertinentes da sua amável mulher.  Meu Deus! O que houve? Ele nunca esteve assim! O magistrado não demonstra sentir qualquer dor física, nem ostenta sinais de pressão arterial desarticulada. A prudente companheira   resolve chamar um médico. Ao dirigir-se ao telefone em passos decididos, ele, enfim, decide falar, repelindo a providência do socorro médico. E explica: “Sabe, querida, estou assim porque acabei de proferir uma sentença, rigorosamente dentro da lei, mas em desacordo com a minha consciência jurídica”. Fica claro que o juiz não fez justiça.
   Esse enredo me anima a comentar, em linguagem menos jurídica possível, o que muitos leigos me indagam em encontros fortuitos: a lei é o direito? Sempre respondi aos meus alunos, quando me faziam tais perguntas, que a lei não é, em si mesma, o direito, senão apenas o retrato de um direito pertencente a determinada pessoa ou a um segmento social, em algum espaço e por determinado tempo, a depender das circunstâncias. Nessa linha, dessume-se que as circunstâncias são fatores determinantes na elaboração de uma lei, qualquer que seja a natureza do direito que ela pretenda refletir. Podem ser modificadas ou revogadas a qualquer tempo, desde que respeite o ato jurídico, o direito adquirido e a coisa julgada.  A lei é chamada de regra, que, juntamente com os princípios, constituem normas. A norma é, assim, o gênero de que são espécies os princípios e as regras. Não raro, há princípios inseridos dentro de uma lei, como soe acontecer em nossa Constituição Federal, em diversas disposições.                        
   A partir dessas noções teóricas, é possível enxergar o conflito que as leis podem provocar na consciência do seu aplicador (juiz, advogado, promotor ou qualquer operador da lei). Tudo vai depender da interpretação do texto legal, cuja técnica é chamada de hermenêutica. Essa técnica é tão exigente, que pode suscitar variadas percepções do texto escrito (lei), seja a Constituição, sejam as leis hierarquicamente inferiores. Ao hermeneuta cabe o difícil mister de auscultar a intenção do legislador. Cumpre-lhe buscar o sentido da lei, e é na interpretação da lei que o operador do direito pode se encontrar ou se perder. Pode entender que a regra confere ou nega o direito, direcionando a sua interpretação para a tese que pretende sustentar em determinada situação ou processo.
   Pode-se concluir, portanto, que o acontecido com o juiz, no enredo desta narrativa, foi um engano na interpretação da lei, que produziu um conflito em sua consciência jurídica. É dizer, o homem é falível.

SOBRE O AUTOR
BENEDITO FERREIRA MARQUES nasceu no dia 11 de novembro de 1939, no povoado Barro Branco, no município de Buriti/MA. Começou seus estudos em escola pública e, com dedicação, foi galgando os degraus que o levariam à universidade. Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (1964), especialista em Direito Civil, Direito Agrário e Direito Comercial; mestre em Direito Agrário pela Universidade Federal de Goiás (1988); e doutor em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (2004). Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Comercial, atuando principalmente nos seguintes temas: direito agrário, reforma agrária, função social, contratos agrários e princípios constitucionais.NA Universidade Federal de Goiás, foi Vice-reitor, Coordenador do Curso de Mestrado em Direito Agrário e Diretor da Faculdade de Direito. Na Carreira de magistério, foi professor de Português no Ensino Médio; no Ensino Superior foi professor de Direito Civil, Direito Agrário e Direito Comercial, sendo que, de 1976 a 1984, foi professor de Direito Civil na PUC de Goiás. Acompanhou pesquisas, participou de inúmeras bancas examinadoras de mestrado, autor de muitos artigos, textos em jornais, trabalhos publicados em anais de congressos, além de já ter publicado 12 livros, entre eles “A Guerra da Balaiada, à luz do direito”, “Marcas do Passado”, “Direito Agrário para Concursos”; e “Cambica de Buriti”; entre outros.