"Não há pessoas nem sociedades livres, sem liberdade de expressão e de imprensa”.

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 Do The Intercept Brasil
SUSPEITAVA-SE que a Lava Jato era um grupo político articulado entre membros do Ministério Público e o judiciário. Os indícios apontavam um conluio entre procuradores e um juiz que atuava para influenciar o jogo político-partidário e manipular a opinião pública. Faltava o batom na cueca. Não falta mais.
Os diálogos revelados pelo Intercept mostram que a Lava Jato desfilava como uma deusa grega da ética na sociedade, mas atuava à margem da lei na alcova. Em nome do combate à corrupção, o conluio atropelou princípios jurídicos básicos e arrombou o estado de direito. As provas são tão explícitas que não há mais espaço para divergências.
A Lava Jato usou indevidamente o aparato jurídico para atender interesses políticos. O Código de Ética do Ministério Público, o estatuto da magistratura e a Constituição foram todos burlados. É um caso claro de corrupção.
Durante o processo que levou um ex-presidente para a cadeia, o juiz orientou, recomendou alterações de estratégias, antecipou uma decisão e até indicou uma testemunha para acusação. A defesa, que reiteradamente pediu a suspeição do juiz, fazia papel de trouxa enquanto ele e o procurador combinavam estratégias de acusação pelos seus celulares.
No grupo do Telegram batizado de “Incendiários ROJ”, integrado por procuradores da Lava Jato, Dallagnol demonstrava preocupação com a principal prova da acusação. A convicção demonstrada em público contrastava com a insegurança no escurinho do Telegram. As conversas mostram a obsessão de Dallagnol em manter o caso de Lula nas mãos de Moro a qualquer custo. Os “incendiários” tinham plena consciência de que estavam ultrapassando os limites da irresponsabilidade.
Moro e Dallagnol enganavam a opinião pública quando em diversas oportunidades garantiram a lisura do processo. O réu não teve direito a um julgamento justo e imparcial. Os diálogos revelam uma articulação de estratégias para condená-lo mesmo antes da apresentação da denúncia. O processo foi corrompido, comprometendo o julgamento das instâncias superiores. Qualquer interpretação diferente dessa está fadada ao ridículo e cairá na lata do lixo da história.
O juiz e os procuradores se viam como heróis com uma missão: “limpar o congresso”. Mas essa limpeza era seletiva. A Lava Jato criaria aliados na política. O então deputado Onyx Lorenzoni dos Democratas se tornou um deles. Ele foi o principal apoiador das “Dez medidas contra a corrupção” — o projeto de lei criado pelos procuradores lavajatistas disfarçado de iniciativa popular.
Quando perguntado pelo Estadão sobre a intenção de “limpar o congresso”, Sergio Moro se mostrou inseguro. Primeiro não reconheceu a autenticidade da frase. Depois a justificou. E, por fim, afirmou não lembrar se é o autor.
Estadão: Em um diálogo que lhe é atribuído, o sr. fala em limpar o Congresso. O sr. reconhece essa fala como sua?
Moro: Não, não reconheço a autenticidade desse tipo de afirmação. Vamos dizer assim, em uma conversa coloquial, pode ser até algo que se diga “olha, tem um problema”. Vamos dizer que estamos falando de um Congresso que na época tinha o Eduardo Cunha como presidente (da Câmara), uma pessoa que comprovadamente cometeu crimes, tinha contas milionárias na Suíça, então era uma situação bastante diferente. Mas eu não tenho como recordar se há dois, três anos atrás eu tenha efetuado uma afirmação dessa espécie
O uso do poder do Estado para interferir nas eleições também está explícito nas conversas entre procuradores. Faltando 12 dias para a eleição, os lavajatistas traçaram estratégias para impedir a entrevista de Lula e dificultar a vitória de Haddad.
Moro chega a chamar réus de “inimigos” em uma conversa com Dallagnol. Está tudo ali, textualmente. Meses depois, a Lava Jato emplacou um ministro da Justiça no governo Bolsonaro. Onyx acabou virando colega de trabalho de Sergio Moro, que o perdoou publicamente pelos casos de caixa 2 (inclusive o da JBS, uma das empresas investigadas pela Lava Jato).
Haverá alguém capaz de continuar negando as intenções políticas da operação?
Acreditava-se que Moro trabalhava como linha auxiliar da acusação, mas ficou claro que ele era o chefe da Lava Jato. Ele dava broncas, cobrava ações e recomendou a Dallagnol que enquadrasse uma procuradora que apresentou mau desempenho nas audiências. Dallagnol prestava reverências a Moro, muitas vezes usando um tom messiânico: “A sociedade quer mudanças, quer um novo caminho, e espera líderes sérios e reconhecidos que apontem o caminho. Você é o cara”.
Em um dos trechos do vazamento, Dallagnol revela que teve uma conversa — “reservada, é claro” — com o ministro do STF Luiz Fux. Nessa época, Moro tinha sido duramente criticado pelo ministro Teori Zavascki, morto num acidente aéreo em 2017, que questionou sua imparcialidade após a divulgação ilegal do áudio da conversa entre Dilma e Lula.
Dallagnol conta para os procuradores que “Fux disse quase espontaneamente que Teori fez queda de braço com Moro e viu que se queimou”. Ou seja, segundo Fux, na queda de braço entre um juiz de primeira instância que cometeu ilegalidade e um juiz da suprema corte, venceu o primeiro. Esse é o tamanho do poder que Sergio Moro tem sobre o judiciário brasileiro.
Dallagnol revelou ainda que, segundo Fux, os procuradores da Lava Jato podiam contar com ele o que fosse preciso. A força-tarefa contava com um homem de confiança no STF. As palavras de Dallagnol deixam claro que Fux não se debruçaria sobre o mérito no caso, mas atuaria de acordo com o que foi combinado com o conluio lavajatista. Ao saber da conversa, Moro comemorou “In Fux we trust” (No Fux, a gente confia).
As primeiras reações de Moro e Dallagnol com a Vaza Jato foram reveladoras. Nenhum deles negou as conversas, o que sugere uma confissão indireta da autenticidade. Preferiram minimizar o conteúdo dos diálogos e investir na imagem de vítimas de violação de privacidade.
Sergio Moro, chamado de “russo” pelos procuradores, não viu “nada demais” na reportagem, mas considerou “bastante grave” a “invasão e a divulgação”. Em entrevista a Pedro Bial em abril, o ministro da Justiça deu uma opinião diametralmente oposta sobre o vazamento ilegal da conversa entre Lula e Dilma: “o problema ali não era a captação ilegal do diálogo e sua divulgação. O problema era o conteúdo do diálogo. ”
O desespero tomou conta da força-tarefa. Três notas foram emitidas após a publicação da reportagem, enfatizando a “ação criminosa de um hacker” — o que era apenas uma suposição. Sem ter como negar os fatos, a Lava Jato iniciou uma guerra de narrativas. Manchetes sobre hackers invadindo celulares de procuradores passaram a pipocar no noticiário, numa tentativa de jogar areia nos olhos da opinião pública. Relacionar essas invasões com o que foi publicado pelo Intercept não serve a outro objetivo senão embaçar a realidade.
Moro e Lava Jato mudaram a versão inicial. Passaram a dizer que os hackers poderiam ter adulterado os conteúdos, mesmo após não terem negado nem uma vírgula. Essa não vai colar. A força-tarefa teria totais condições de comprovar a adulteração. Bastaria resgatar os arquivos das conversas no Telegram e comparar com o que foi publicado. Curiosamente, a maioria dos procuradores que foram alvos de ataque cibernético, incluído Dallagnol, tem relutado em entregar seus celulares para a perícia da Polícia Federal.
A Globo, como tem sido costume da imprensa nos últimos anos, abraçou integralmente a versão lavajatista e atuou como gestora de redução de danos. Uma suposta invasão de hackers ganhou mais relevância no noticiário global que o hackeamento da ordem jurídica comandado pela Lava Jato. Minimizaram um fato e maximizaram uma suposição.
No dia seguinte à publicação da Vaza Jato, O Globo deu o mesmo peso de importância para as “conversas de Moro com procuradores” e para a “ação de hackers”. Diferentemente do que aconteceu em 2016, quando o jornal publicou a conversa entre Lula e Dilma na capa do jornal sem sequer citar a ilegalidade do vazamento. Sergio Moro e Globo estão sintonizados na mesma incoerência.
Capas do jornal O Globo em 17 de março de 2016 e 11 de junho de 2019.
Carlos Sardenberg, um dos principais colunistas do jornal, não viu nada demais nos diálogos. Em sua última coluna, chamou o conluio entre juiz e acusador de “coordenação formal de trabalho” e os métodos da Lava Jato de “inovação na investigação”. Parece que Sardenberg combinou só com o “russo”. Faltou combinar com a Constituição. Ele termina a coluna dizendo que o “pessoal do Intercept Brasil não faz jornalismo. É pura militância”. Isso me leva a crer que o jornalista não publicaria os diálogos se os tivesse recebido. Se dependesse desse tipo de jornalismo, a população não saberia que funcionários públicos atuaram à margem da lei.
Criou-se agora um falso debate sobre a publicação dos vazamentos. Mas não existe dilema ético quando se publica fatos de interesse público que os poderosos queriam esconder. Essa é a função principal e mais nobre do jornalismo.
É importante esclarecer que as revelações da Vaza Jato não provam a inocência de todos os acusados pela operação. Prova apenas que a Lava Jato não é inocente e que os processos comandados por ela estão contaminados por interesses políticos. Essa não é uma história de mocinhos contra bandidos.
A Lava Jato ganhou poderes imensos. Com apoio da imprensa e da população, conseguiu colocar um ex-presidente na cadeia com provas frágeis, peitou o STF e emplacou um ministro da Justiça. A força-tarefa chegou até a pleitear a administração de um fundo bilionário privado, que seria financiado pelas multas pagas pela Petrobrás.
Em nome de um bem maior, boa parte do jornalismo brasileiro abdicou de fiscalizar esse que hoje é o núcleo político mais poderoso do país. Preferiu atuar como porta-voz da República de Curitiba. A história se encarregará de separar os jornalistas que cumpriram o seu papel fiscalizador do poder dos que preferiram ignorar os fatos e surfar a onda fácil do lavajatismo.
O apoio popular estava ancorado na crença de que esses heróis trabalhavam com máxima transparência e rigor ético. O povo foi enganado. Não foi à toa que Sergio Moro perdeu 10 pontos de popularidade logo após à Vaza Jato.
Mas o ministro da Justiça de Bolsonaro ainda é a figura política mais popular do país. Mesmo com os fatos escancarados, ainda vai demorar para o mito se desfazer. Divindades não são desconstruídas do dia pra noite.
Sergio Moro sonhou entrar para a história como Giovanni Falcone, o juiz que enfrentou a máfia italiana. Mas pode acabar como o justiceiro “russo”, um miliciano jurídico que hackeou a ordem constitucional para combater seus “inimigos”.


O MOVIMENTO LITERÁRIO EM NOSSA REGIÃO
A coluna UM OLHAR LITERÁRIO DE BURITI traz uma entrevista com Francisco Carlos Machado, escritor, professor e poeta, especialista no Ensino de História e Geografia e Mestre em Ciências Ambientais. Trabalho com índios Krikati, na região sul do Maranhão, e em nossa região ele se dedica a desenvolver ações socioambientais em Duque Bacelar, Coelho Neto, Afonso Cunha e Buriti, onde além de já ter lecionado em faculdade, também é membro da AMIB há mais de 10 anos.
Nesta entrevista feita em São Luís discutiremos sobre a literatura em nossa região.
Correio Buritiense - Desde quando se interesso pela literatura em nossa região?
Francisco Carlos - Tudo começa pela APA dos Morros Garapenses. Antes dela ser criada passemos ter contato com os municípios que iria forma -lá, principalmente em Buriti, onde tivemos um grupo de professores, alunos e membros da AMIB. À medida que fomos criando mais laços e desenvolvendo ações nos municípios fomos conhecendo diversas pessoas, suas realidades e histórias. Porém em 2010 quando lancemos livros meus publicados em Buriti, Coelho Neto e Afonso Cunha, me foram apresentados diversos poetas e escritores locais (muitos eram pessoas que conhecia socialmente, mas jamais podia imaginar que escreviam), tendo até livros escritos, mas engavetados. Então, diante dessa realidade, tendo a grande necessidade de conhecer todos os aspectos culturais, ambientais, sociais e políticos da APA, propus estudar e descobrir sobre os literatos existem. E para minha surpresa, haviam dezenas deles, morando nas cidades paraenses, como fora delas. Outros haviam já falecidos, como Lili Lago, José Borges, bons poetas.
 CB - Diante das descobertas foi decidiu desenvolver ações?
 FC - Sim! A realidade cultural e social que precisa ser mudada. Tínhamos poetas e escritores em nossa região, eles não eram motivados a publicação de suas obras, desconhecidos, não estudados, sendo isso muito ruim para a educação e a cultura das cidades. Assim, em Coelho Neto organizemos um Sarau, depois em Duque uma feijoada, e em junho de 2011 o 1ºEncontro de Escritores da APA. Foi um sucesso de público e crítica. Trouxemos escritores de São Luís, Miguel Alves. Depois o Jornal Pequeno que nos deu cobertura passou publicar poemas de nossos poetas, criei um blog para falar de nossos escritores, você que sempre apoio crio uma Coluna Literária em seu Blog. Meu desafio maior foi então organizar um estudo dos poetas da região, no qual publiquemos gratuitamente em 2014 em e-book pela internet.

CB - Essas ações surtiram efeitos?
FC - Certamente. Em Coelho Neto eles organizavam um Salão de Livros que em 2012 homenagearam os literatos da cidade, depois em 2014 a prefeitura publicou uma pequena antologia de músicos, escritores e poetas da cidade. Neste ano nós viajemos para Rio +20, e você, Felipe Neres como literatos locais foram na caravana.  Em Buriti, comecei ser jurado e apoiar o Festival de Poesia desenvolvido pela Elizabeth Faria via AMIB. Quando essa ativista publicou a antologia do Festival em suas quartas edição a mesma usou como fonte a Antologia Vozes Poéticas dos Morros Garapenses para traçar o perfil de alguns jurados e poetas homenageados e que faziam o festival, o que foi uma grande alegria para mim. E em Duque Bacelar, devido meus livros e a antologia, tanto eu como os poucos poetas da cidade, passaram receber algumas homenagens em trabalhos de escolas. Uma acadêmica do curso de história até desenvolver um TCC sobre minha vida e poesia.

CB - No próximo final de semana estamos organizando o 2º Encontro Literário da APA dos Morros Garapenses aqui em Buriti, por que demorou mais de 7 anos para a segunda edição?
 FC - A partir de 2013 devido uma nova etapa de vida tive que ir morar em Brasília para estudar linguística, depois fiquei na cidade para fazer pós-graduação, ficando até 2017 no centro oeste, onde terminei o mestrado na cidade de Anápolis. Essas etapas de estudos e meus trabalhos com os índios krikati, faziam que não tivesse mais tempo e recursos maiores para as muitas das ações que antes fazia em nossa região. Agora, de volta ao Maranhão definitivo, podemos fazer algo a mais, como o 2º Encontro Literário em Buriti. E decidimos fazer na cidade, como esteve presente no dia da reunião do CONAMG, em Duque Bacelar, para motivar a criação da Academia de Letras de Buriti, homenageando a APA em seus 1 a cidade com esse grande evento, cuja expectativa será maior que o 1º Encontro.
 CB - Quais são as expectativas e atividades?
 FC - São as melhores planejadas e sentidas. Teremos a presença de mais de 20 escritores, poetas, jornalistas e blogueiros vindos de São Luís, Itapecuru, Caxias, Coelho Neto, Miguel Alves e de Buriti, a cidade que sediará o evento. Todos vêm voluntários objetivando a fortalecer as ações culturais literária da região e as ações feitas pelas diferentes pessoas no decorrer desses anos. Sobre as atividades teremos debates, palestras, oficinas e saraus feitos por esses escritores e artistas de Buriti e região. Tudo será aberto ao público, é essa a nossa maneira de contribuir com nossa gente, sua educação e cultura. Virão estudantes do curso de Letras da UEMA, do IFMA, estudantes de Duque Bacelar juntamente com os estudantes de Buriti.

CB - Será de fato um evento grande, tens conseguido apoio?
FC - Sim. E somos gratos a Secretária de Educação de Buriti, professora Rosinalva e sua equipe, o Prefeito da cidade, mais as Secretárias de Duque, Coelho Neto, além da Federação Maranhense de Academias de Letras, famílias que estão hospedando os escritores, e muitos voluntários do CONAMG e AMIB, (como Nunes, Elizabeth Faria, Raimundo Marques e você, Aliandro) que são, as duas, organizações organizadora do Encontro.

Parecer do deputado Samuel Moreira será votado por comissão especial.
Com economia prevista de R$ 1,13 trilhão em 10 anos, o relatório da reforma da Previdência, apresentado na quinta-feira 13/6 na comissão especial da Câmara dos Deputados, começará a ser debatido na próxima terça-feira 18/6. A data de votação na comissão ainda não está definida.
O relator da proposta de emenda à Constituição (PEC), deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) fez diversas mudanças em relação à proposta original enviada pela equipe econômica no fim de fevereiro. As alterações reduziriam a economia para R$ 913,4 bilhões até 2029. No entanto, o deputado decidiu propor a transferência de 40% de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para a Previdência Social e aumentar tributos sobre os bancos, o que reforçaria as receitas em R$ 217 bilhões, resultando na economia final de R$ 1,13 trilhão, próximo da economia inicial de R$ 1,23 trilhão estipulada pela área econômica.
A retirada de diversos pontos na comissão especial havia sido acertada quando o texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, como a antecipação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o aumento da idade mínima para trabalhadoras rurais.
Outros itens foram alterados após negociações com parlamentares, como a redução do tempo mínimo de contribuição para as mulheres, a retirada da capitalização (poupança individual de cada trabalhador) e a exclusão dos estados e dos municípios da reforma, com a possibilidade de reincluir os governos locais por meio de destaques.
CONFIRA AS PRINCIPAIS MUDANÇAS NO RELATÓRIO
IDADE MÍNIMA PARA TRABALHADOR URBANO
·  Proposta do governo: a idade mínima de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens após o período de transição, com tempo mínimo de contribuição de 20 anos para ambos os sexos.
·  Relatório: idades mínimas mantidas, com tempo de contribuição de 20 anos para homens e 15 anos para as mulheres.
REGRA DE TRANSIÇÃO
·  Proposta do governo: no Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que abrange os trabalhadores do setor privado, a PEC prevê três regras de transição para o setor privado: sistema de pontos por tempo de contribuição e por idade, aposentadoria por tempo de contribuição para quem tem pelo menos 35 anos de contribuição (homens) e 30 anos (mulheres) e pedágio de 50% sobre o tempo faltante pelas regras atuais, desde que restem menos de dois anos para a aposentadoria.
Para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), dos servidores públicos, o texto estipula um sistema de pontuação que permitiria a aposentadoria a partir dos 61 anos para homens e 56 anos para mulheres. A partir de 2022, as idades mínimas subiriam para 62 anos (homens) e 57 anos (mulheres). Nesse caso, no entanto, os servidores receberiam um valor mais baixo. Os trabalhadores públicos que entraram até 2003 precisariam trabalhar até 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) para terem direito à integralidade (último salário da ativa) e paridade (mesmos reajustes salariais dos ativos).

·  Relatório: o texto acrescentou uma regra de transição que valerá tanto para o serviço público como para a iniciativa privada. Os trabalhadores a mais de dois anos da aposentadoria terão um pedágio de 100% sobre o tempo faltante para terem direito ao benefício. No caso dos servidores públicos que entraram antes de 2003, o pedágio dará direito à integralidade e à paridade.
APOSENTADORIA RURAL
·  Proposta do governo: idade mínima de 60 anos para a aposentadoria de homens e mulheres, com 20 anos de tempo de contribuição para ambos os sexos.
·  Relatório: mantidas as regras atuais, com 55 anos para mulheres e 60 anos para homens, incluindo garimpeiros e pescadores artesanais. Apenas o tempo mínimo de contribuição para homens sobe para 20 anos, com a manutenção de 15 anos para mulheres.
PROFESSORES
·  Proposta do governo: idade mínima de 60 anos de idade para a aposentadoria de homens e mulheres, com 30 anos de tempo de contribuição.
·  Relatório: idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, com definição de novos critérios por lei complementar. Regra vale para professores do ensino infantil, fundamental e médio.
CAPITALIZAÇÃO
·  Proposta do governo: Constituição viria com autorização para lei complementar que instituirá o regime de capitalização.
·  Relatório: proposta retirada.
BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA (BPC)
·  Proposta do governo: idosos de baixa renda receberiam R$ 400 a partir dos 60 anos, alcançando um salário mínimo somente a partir dos 70.
·  Relatório: proposta retirada, com manutenção de um salário mínimo para idosos pobres a partir dos 65 anos.
ABONO SALARIAL
·  Proposta do governo: pagamento restrito aos trabalhadores formais que ganham um salário mínimo, contra dois salários mínimos pagos atualmente.
·  Relatório: pagamento aos trabalhadores de baixa renda (até R$ 1.364,43 em valores atuais).
PENSÃO POR MORTE
·  Proposta do governo: pensão por morte começaria em 60% do salário de contribuição, aumentando 10 pontos percentuais por dependente até chegar a 100% para cinco ou mais dependentes. Retirada da pensão de 100% para dependentes com deficiências intelectuais ou mentais. Apenas dependentes com deficiências físicas receberiam o valor máximo.
·  Relatório: mantém nova fórmula de cálculo, mas garante pensão de pelo menos um salário mínimo para beneficiários sem outra fonte de renda. Pagamento de 100% para beneficiários com dependentes inválidos (deficiência física, intelectual ou mental) e para dependentes de policiais e agentes penitenciários da União mortos em serviço.
SALÁRIO-FAMÍLIA E AUXÍLIO-RECLUSÃO
·  Proposta do governo: pagamento restrito a beneficiários com renda de um salário mínimo.
·  Relatório: pagamento a pessoas de baixa renda (até R$ 1.364,43 em valores atuais).
REAJUSTE DE BENEFÍCIOS
·  Proposta do governo: eliminava trecho da Constituição que preservava a reposição das perdas da inflação.
·  Relatório: manutenção do reajuste dos benefícios pela inflação.
ESTADOS E MUNICÍPIOS
·  Proposta do governo: PEC valeria automaticamente para servidores dos estados e dos municípios, sem necessidade de aprovação pelos Legislativos locais.
·  Relatório: retirada de estados e municípios da PEC, com a possibilidade de reinclusão dos governos locais por meio de emenda na comissão especial ou no Plenário da Câmara.
INCORPORAÇÃO DE ADICIONAIS
·  Proposta do governo: PEC não aborda assunto.
·  Relatório: extensão aos estados e municípios da proibição de incorporar adicionais por cargo de confiança ou em comissão ao salário dos servidores, vedação que existe em nível federal.
ACÚMULO DE BENEFÍCIOS
·  Proposta do governo: limite para acúmulo de benefícios a 100% do benefício de maior valor, somado a um percentual da soma dos demais, começando em adicional de 80% para um salário mínimo e caindo para 0% acima de benefícios de mais de quatro salários mínimos. Médicos, professores, aposentadorias do RPPS ou das Forças Armadas ficam fora do limite por terem exceções estabelecidas em lei.
·  Relatório: altera para 10% adicional para benefícios acima de quatro salários mínimos, mantendo os demais pontos.
ENCARGOS TRABALHISTAS
·  Proposta do governo: possibilidade de incidir desconto para a Previdência sobre vale alimentação, vale transporte e outros benefícios trabalhistas.
·  Relatório: proposta retirada.
APOSENTADORIA DE JUÍZES
·  Proposta do governo: PEC não abordava assunto.
·  Relatório: retirada da Constituição da possibilidade de pena disciplinar de aposentadoria compulsória para juízes.
FUNDO DE AMPARO AO TRABALHADOR (FAT)
·  Proposta do governo: PEC não abordava assunto.
·  Relatório: repasse de 40% das receitas do FAT para a Previdência Social, atualmente esses recursos vão para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
TRIBUTO PARA BANCOS
·  Proposta do governo: PEC não abordava assunto.
·  Relatório: elevar de 15% para 20% a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras, retomando a alíquota que vigorou de 2016 a 2018. 
Assista na TV Brasil: Começou hoje reunião para leitura de relatório da Previdência




No próximo domingo 16/6, mais uma superpartida de um dos maiores campeonatos da região Leste Maranhense, o Copa do Baixo Parnaíba 2019, vai agitar os fãs de futebol. O LAGOA BURITIENSE vai entrar em campo para enfrentar a equipe Ladeira de Santa Quitéria pelas oitavas de finais do Copão 2019.  O jogo será às 13h30 no município de Brejo/MA, sede do evento futebolístico.
Acima, Lagoa Buritiense; abaixo, Ladeira de Santa Quitéria.




Na terça-feira 11/6, por volta de 14h, a guarnição da Policia Militar na cidade de Buriti/MA recebeu uma informação relatando atitude suspeita de pessoas com peças de moto no povoado Fazendinha, e diante das informações a guarnição de serviço deslocou-se até o local, com apoio de um policial de folga e da Guarda Civil Municipal – GCM.  Com a aproximação dos agentes de segurança, os indivíduos suspeitos empreenderam fuga, evadindo-se do local e tomando destino ignorado em meio ao matagal. A PM então checou a veracidade da denúncia e, após busca minuciosa na casa, foi encontrado várias peças e comprovado o desmanche de moto no local. Todo o material apreendido foi entregue na delegacia para providencias.
MATERIAL APREENDIDO
• Honda Pop 100 laranja 13/13 - placa OUD-8097
• Honda Pop 100 preta 12/12 - placa OIS-0347
• Motor com n° KC15E5-125369 ( com registro de roubo/furto )
CG 150 Fan ESI amarela 10/10 - placa NIJ-8086
• Chassi n° CG125BR-1416876
• 02 Bicicletas
• 02 Tanques de motocicletas
• 02 Conjuntos de rodas de motocicletas
• 01 Notebook de cor preto e de marca positivo (quebrado)
• Peças variadas de desmanche


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