"Não há pessoas nem sociedades livres, sem liberdade de expressão e de imprensa”.

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Buriti-MA contabiliza 12 casos novos de covid-19 e total de confirmadas sobe para 138; cresce também o número de recuperados, que chega a 81 pacientes

Foram contabilizados nesta quinta-feira 4/6, mais 12 novos casos para o Covid-19 em Buriti (MA), de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.  O total de infectados com o novo coronavírus atinge agora 138 pessoas, só que a maior parte deles, 81 pacientes, já estão recuperados da doença.  Oito óbitos já foram registrados desde o mês de maio, quando o primeiro caso de coronavírus foi confirmado no município.
De acordo com boletim epidemiológico, as notificações ao sistema de saúde somam agora 255, com 111 (cento e onze) descartados e 6 (seis) casos suspeitos sendo investigado, além dos 138 confirmados. 
Dos pacientes diagnosticados com covid-19, apenas 49 pessoas permanecem ativas com a doença, uma está em tratamento hospitalar no HTB-Clínica e as outras 48, em isolamento domiciliar.
Para conter o avanço da pandemia em Buriti, o prefeito Naldo Batista publicou o Decreto nº 371/2020, que estabeleceu medidas mais rígidas de afastamento social, que começam a valer  na última quarta-feira 3/6 e se estenderão por 15 dias, podendo serem revistas, assim como também o prazo, a qualquer momento, de acordo com s situação epidemiológica do município.

Assembleia Legislativa promulga lei que suspende por 90 dias pagamento de empréstimos consignados para servidores públicos e iniciativa privada


Presidente da Alema, Othelino Neto, promulgou a Lei 11.274/20, que dispõe sobre a suspensão do desconto de empréstimos consignados. - Foto/credito: Agência Assembleia. 
O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), promulgou, nesta quinta-feira (4), a Lei 11.274/20 , referente ao Projeto de Lei 100/2020, de autoria da deputada Helena Duailibe (Solidariedade) e coautoria do deputado Adriano Sarney (PV), que dispõe sobre a suspensão, por 90 dias, do desconto salarial das parcelas de empréstimos consignados em folha de pagamento de aposentados, servidores públicos e empregados da iniciativa privada. A iniciativa contempla ainda parcelas de financiamentos, cartões de crédito e operações de arrendamento mercantil concedidos por instituições financeiras e descontados dos salários. A lei já está em vigor.
"Promulgamos hoje a lei que suspende o desconto dos empréstimos consignados em folha dos servidores públicos, aposentados e empregados da iniciativa privada. Importante iniciativa, que dará um fôlego para muitos trabalhadores neste momento delicado, economicamente, provocado pela pandemia do novo coronavírus", declarou Othelino Neto em suas redes sociais.

Após a promulgação, durante uma live em sua conta oficial no Instagram, o chefe do Legislativo estadual, esclareceu dúvidas dos internautas e destacou a importância da lei. "Muita gente nos cobrou porque é uma medida que tem realmente um impacto muito grande no equilíbrio das finanças das famílias. Neste momento no qual todos passam por dificuldade, essa lei é mais uma iniciativa da Assembleia, que usa sua prerrogativa de legislar para superarmos as dificuldades por conta dessa crise sanitária”, pontuou Othelino, acrescentando ainda que o Parlamento Estadual tem priorizado matérias voltadas ao enfrentamento da Covid-19, superando as diferenças político-partidárias em benefício do bem comum.
Segundo a deputada Helena Duailibe, a suspensão das parcelas ajudará muitas famílias neste momento de pandemia. "Sabemos o quanto é preciso gastar com alimentação e medicação para se ter uma saúde e equilíbrio para enfrentar esse vírus. A promulgação dessa lei mostra que nós, deputados, reconhecemos essa causa justa, que vai ao encontro dos anseios daqueles que estão precisando de um reforço financeiro para cobrir despesas extras ou para suprir alguém da família que foi demitido”, ressaltou.
Coautor do projeto que originou a lei, o deputado Adriano Sarney também destacou a relevância da iniciativa. "Fico feliz por ter contribuído com a elaboração desse projeto que vai ajudar muito aqueles que, de alguma forma, tiveram prejuízos com a pandemia. Com esta lei em vigor, muitas famílias irão passar por essa pandemia com um recurso a mais, diante dessa crise, não só de saúde, mas também socioeconômica”, ressaltou, agradecendo, ainda, ao presidente Othelino pelo ato de promulgação da lei.
Aprovada por unanimidade pelo plenário do Legislativo estadual, durante sessão remota, a lei conta com a emenda do deputado César Pires (PV), acrescentando o benefício para a iniciativa privada.  "É de extrema importância que os trabalhadores da iniciativa privada, tão afetados economicamente pela pandemia, possam contar com os benefícios dessa lei. Uma medida urgente que foi promulgada pelo presidente Othelino Neto, por reconhecer sua grande relevância”, declarou César Pires.

Desconto
 A lei trata da suspensão do desconto salarial das parcelas de empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e operações de arrendamento mercantil concedidos por instituições financeiras e sociedades de arrendamento mercantil, consignados em folha de pagamento de servidores públicos, empregados da iniciativa privada e aposentados pelo Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria.

Com a lei em vigor, o desconto valerá pelo período de três meses ou enquanto perdurar o estado de emergência pública, declarado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), em razão da pandemia causada pelo novo coronavírus no Maranhão.

Facilidade
A lei exige que, ao fim do estado emergência pública, as instituições financeiras conveniadas deverão oferecer condições facilitadas para o pagamento das parcelas vencidas durante o período de suspensão, assegurando o parcelamento do valor em atraso em, no mínimo, 12 meses.
A matéria estabelece ainda que, para fins de parcelamento do valor total das parcelas em atraso, o limite de comprometimento da renda do servidor ou empregado poderá ser ampliado em até 6%, na forma do regulamento. Prevê ainda que as instituições financeiras deverão abster-se de inscrever em cadastros negativos os nomes dos servidores, aposentados e empregados públicos ou privados beneficiados, pelo prazo de até um ano após o término do estado de emergência.
Em outro ponto, a lei assegura ao servidor ou empregado público ou privado a opção pela manutenção do desconto salarial, autorizado perante o respectivo órgão pagador. Caso opte por manter o desconto, deverá ratificar junto ao órgão pagador a autorização para manutenção do desconto em sua folha de pagamento.
Da Agência Assembleia

Com 126 casos confirmados, Buriti registra 8ª morte por Covid-19; pouco mais da metade dos pacientes já estão recuperados

Morreu na noite de ontem, terça-feira 2/6, mais uma vítima da covid-19 (coronavírus) em Buriti/MA. A confirmação do 8º óbito na cidade foi feita pela Secretaria Municipal de Saúde - Semus por meio do boletim epidemiológico. A vítima é um homem de 78 anos que apresentava comorbidade.
 De acordo com o último balanço divulgado nesta quarta-feira 3/6, Buriti tem 126 casos confirmados de contaminados pelo novo coronavírus. Destes, mais da metade dos infectados, 68 pessoas, já estão recuperadas, há 50 ativos com a doença e houve 8 óbitos de buritienses. Na rede hospitalar há 02 pacientes confirmados com Covid-19 internados no HTB – Clínica e os outros 48 estão em tratamento domiciliar.
Com a atualização da Semus, as notificações ao sistema de saúde totalizam 235, com 103 (cento e três) descartadas e outros 06 (seis) casos suspeitos que estão sendo investigados, além dos 126 já confirmados.
No boletim a Secretaria de Saúde publicou as áreas do município que já foram confirmados com casos positivos. São elas: Centro, ruas Inácia Vaz, Santa Helena, Santo Antônio, João Roberto e da Bandeira, bairros Bacuri e Alto da Moderação, e os povoados Matinha, Laranjeiras, Barro Branco, Gamelos, Baixinha, Boca da Mata, Cajueiro e Santa Rosa.



AOS 78 ANOS, MORRE O BURITIENSE VESPA DO DOMICIANO

Senhor Vespa do Domiciano, 8ª vítima da covid-19 em Buriti.

Morreu na noite de ontem, terça-feira 2/6), em Buriti (MA), aos 78 anos, o buritiense VESPASIANO DURO DE OLIVEIRA NETO, mais conhecido como VESPA DO DOMICIANO, vítima do novo coronavírus. Ele tinha a saúde debilitada, era diabético e já havia amputado uma perna, e por isso andava de cadeiras de roda.  Seu quadro de saúde foi agravado após contaminação pela COVID – 19. Sentiu-se mal ontem à noite e foi levado para o HTB- Clínica de Buriti, onde veio a óbito por volta das 22 horas. O sepultado foi no cemitério do bairro Alto da Moderação.
Vespa era da Barra do Domiciano, localidade com o mesmo nome de seu pai, povoado buritiense que fica a norte, ao migrar para Buriti se profissionalizou em alfaiataria, ofício que trabalhou por muitos anos, com o minguar da demanda, por competição das roupas prontas, Vespa muda de ramo e passa a vender redes para dormir, comércio que desenvolveu por um bom período, hoje era aposentado.
O seu Vespa era um cidadão correto e trabalhador, prestou relevantes serviços à comunidade buritiense, criou seus filhos com o suor do seu rosto.  Por fim, cumpriu com galhardia a sua missão na terra junto aos seus conterrâneos, agora passa da vida terrena para a celestial, deixa esposa, filhos e netos.
O CORREIO BURITIENSE lamenta profundamente mais essa perda e desejo que Deus e o tempo aliviem a dor e apascentem o coração dos parentes e amigos enlutados.
 *Com informações do Tubinews

Prefeito de Buriti (MA) divulga nota de esclarecimento sobre vídeo antigo dele que circula nas redes sociais como se fosse gravado recentemente em meio à pandemia


O prefeito de Buriti, Naldo Batista (PSC), por meio de NOTA DE ESCLARECIMENTO, rebateu o uso de um vídeo antigo, gravado em janeiro, onde ele aparece em um bar com outros vereadores e apoiadores tomando cervejas. A gravação foi compartilhada, exaustivamente, nas redes sociais, como Facebook e whatsapp, sugerindo o que seria um comportamento inadequado do prefeito em meio a pandemia do novo coronavírus.
De acordo com a NOTA, o vídeo foi gravado no Bar Recanto do Talarico no mês de janeiro deste ano quando não estávamos ainda passando por este problema da pandemia do Covid-19. “Este vídeo foi postado como se fosse um vídeo atual, em uma tentativa de macular não apenas a minha imagem como cidadão, mas a de todos que nele aparecem”, diz o texto de esclarecimento.

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA ABAIXO:

PANDEMIA DO CORONAVÍRUS: Vacina de Oxford para Covid-19 vai começar a ser testada em brasileiros

As análises contarão com voluntários soronegativos, ou seja, que não entraram em contato com a doença.
 vacina para Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, será testada em brasileiros. A análise terá apoio do Ministério da Saúde e começa ainda neste mês. Serão 2.000 voluntários ao todo, no Rio de Janeiro e em São Paulo. O Brasil fará parte do plano global de desenvolvimento da vacina e é o primeiro país, fora o Reino Unido, a ter acesso ao antídoto.
O procedimento foi aprovado pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na noite da terça-feira 2/6. Em São Paulo, os estudos serão comandados pelo Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). A infraestrutura médica e de equipamentos será financiada pela Fundação Lemann.
Caberá à Unifesp a tarefa de recrutar os primeiros 1.000 voluntários, que devem estar na linha de frente do combate à doença e, portanto, mais expostos ao contato com o vírus. Outras 1.000 pessoas farão parte do teste no Rio de Janeiro.
O país foi escolhido justamente por ainda enfrentar um momento de aceleração da pandemia, o que os especialistas chamam de curva de casos “ascendente”.
Outras nações também devem participar do trabalho de testagem da vacina. Os resultados serão fundamentais para que o antídoto consiga o registro oficial, previsto para o final deste ano.

Com mais nove casos, Buriti chega a 125 pessoas confirmadas com Covid-19, informa boletim epidêmico de terça-feira 2/6

Secretaria de Saúde de Buriti – Semus confirmou, por meio do boletim epidemiológico desta sexta-feira 29/5, mais nove casos de moradores com novo coronavírus. Com a atualização, o total de casos confirmados da Covid-19 subiu para 125 no município, sendo que 55 estão ativos com a doença, 63 recuperados e 7 pacientes morreram.
O informativo epidemiológico da Semus traz ainda que as notificações ao sistema de saúde somam agora 234, com 103 (cento e três) descartados e 6 (seis) casos suspeitos sendo investigado, além dos 125 confirmados. 

NOVO DECRETO: Medidas mais rígidas para conter avanço da Covid-19 no município de Buriti começam a valer nesta quarta-feira (3)

O prefeito de Buriti, Naldo Batista, publicou hoje, 2 de junho de 2020, o Decreto nº 371/2020, que estabelece medidas mais rígidas de afastamento social.  As medidas começam a valer a partir desta quarta-feira 3/6 e se estenderão por 15 dias, podendo serem revistas, assim como também o prazo, a qualquer momento, de acordo com s situação epidemiológica do município.
Entre as principais medidas adotadas estão:
1 – A suspensão completa do atendimento presencial ao público em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços não essenciais;
2 – A suspensão das atividades de comércio ambulante, independentemente do tipo de bem ou serviço oferecido por esta modalidade;
3 – Funcionamento das atividades essenciais limitado até às 18h de segunda a sábado; exceto, serviços bancários, de saúde, funerários e postos de gasolina que ficarão até às 20h;
4 - Fechamento total do comércio aos domingos, exceto os prestadores de serviços de saúde, postos de gasolina, farmácias e mercado público, este último funcionasomente até às 11h.
 5 – Restrição da circulação de pessoas e veículos no território municipal no período das 20h às 5h do dia subsequente; exceto os prestadores de serviços de segurança, saúde e eventuais moradores da cidade que estejam em trânsito, cuja a finalidade seja extremamente essencial;
6 – Aplicação de multa equivalente a 25% do salário mínimo vigente (R$ 261,25) para quem estiver em vias públicas ou locais de aglomeração sem máscaras;
7 - Os veículos de passeios só poderão conter, no máximo, três passageiros, e todos com uso de máscaras;
8 – As aulas presenciais seguem suspensas até o dia 17 de junho;
9 – Os serviços públicos não essenciais funcionarão das 8h às 12h, de segunda a sexta.
VEJA ABAIXO A ÍNTEGRA DO DECRETO N° 371/2020



BOMBA! VEREADORES OPOSICIONISTAS INICIAM A FISCALIZAÇÃO DAS UNIDADES DE ATENDIMENTO DA SAÚDE EM BURITI (MA)


 Diante dos fatos noticiados recentemente na área da saúde pública, os vereadores oposicionistas Francisco das Chagas S. Martins, popular ROSIM, e Valdiran Rodrigues da Silva, popular ENCHENTE, apresentaram um ofício conjunto ao Conselho Municipal de Saúde de Buriti – MA onde informaram que fiscalizariam as instalações das Unidades de Atendimento da Saúde no município.
Oficio de comunicação ao CMS

E já na tarde desta terça-feira 2/6, às 15h30, os vereadores Rosim e Enchente se deslocaram para o Hospital do Trabalhador Buritiense – HTB, popular Clínica,  com o objetivo de fiscalizar a administração da saúde pública, cuidando da aplicação do recurso, e observando o orçamento e de que forma está sendo revertido em melhorias para a saúde da população.
Os vereadores foram atendidos pela enfermeira do Plantão que, segundo eles, a princípio teria negado o direito dos edis em entrar e fiscalizar, e uma das suas justificativas seria de que eles não teriam o direito a intervenção proposta. A Polícia foi chamada para o local, segundo os vereadores, com o objetivo de barrá-los.
Após esse desentendimento inicial, o Diretor Geral do HTB, José Filho, os recebeu e acompanhou a inspeção. O primeiro local visitado foi a farmácia.  Questionada sobre a medicação, a funcionária responsável mostrou algumas medicações utilizada como protocolo no tratamento do Covid-19 (Azitromicina, Hidroxicloroquina, Ivermectina). Foram encontradas 01 caixa de Azitromicina, 04 frascos de hidroxicloroquina e não havia a Ivermectina. Os vereadores externaram preocupação e reforçaram que “parecia pouco aos pacientes do Município em Busca de tratamento”.  
Havia dois médicos de plantão, Dr Ernel e Dr Calado, observando que o Dr Calado estava na área de risco em virtude da sua idade! 
Os vereadores disseram que “todo processo foi oficializado e deixamos a população ciente que vamos fiscalizar.”
VÍDEO DO MOMENTO DA FISCALIZAÇÃO

CONSELHEIRO TUTELAR DE BURITI KELTON VERAS TESTA POSITIVO PARA COVID-19


O conselheiro tutelar de Buriti Kelton Veras, por meio de nota pública, comunicou nesta terça 2/6 que testou positivo para a Covid-19. Veja abaixo:

SERVIDORA LEONARDA LAGES, CUNHADA DO PREFEITO DE BURITI, TESTA POSITIVO PARA COVID-19


A funcionária pública LEONARDA LAGES, cunhada do prefeito de Buriti (MA), por meio de nota pública, comunicou nesta terça 2/6 que testou positivo para a Covid-19. Veja abaixo:
COMUNICADO
Com muito respeito a todos da minha família, amigos e a toda população buritiense, venho dizer que passei por momentos difíceis em relação a minha saúde, fiz o teste e infelizmente deu positivo para COVID-19, fiquei em isolamento domiciliar e cuidando para que os sintomas diminuíssem e procurando sempre proteger as outras pessoas com muita responsabilidade.
Por felicidade só apresentei sintomas leves, mas confesso que foram momentos de muito medo e insegurança, estou em casa cuidando de minha saúde, passo bem, agradeço a todos que neste momento de provação me deram força e muita oração.
Digo a todos que tenham muito cuidado, rogo a Deus que tudo isso passe logo para que possamos estar todos juntos com muita saúde e paz.
Buriti – MA, 02 de junho de 2020.
Leonarda Lages
Funcionária Pública

Presidente da Câmara Municipal cobra do Prefeito de Buriti medidas mais rígidas de enfrentamento à covid-19


O presidente da Câmara Municipal, vereador Josimar Alves Lima, popular Jorge do Sindicato, encaminhou ao Prefeito Naldo Batista, nesta terça-feira 2/6, um ofício para pressionar a gestão a adotar medidas mais contundentes com relação ao enfrentamento à Covid-19, doença do novo coronavírus, no âmbito do Município de Buriti/MA.
No Ofício nº 39/2020, em nome de toda Câmara Municipal, Jorge do Sindicato sugere várias medidas rígidas pelo prazo de 10 dias.  Veja abaixo quais são:
 1 - Toque de recolher das 18h às 4h do dia subsequente;
 2 - Horário de funcionamento das atividades tidas como essenciais das 7h às 17h, de segunda a sábado; aos domingos que todos os estabelecimentos sejam fechados, mesmo sendo de atividade essencial;
3 - Acesso aos estabelecimentos comerciais com grande porte de, no máximo, 10 pessoas; aos de pequeno porte, no máximo, 4 pessoas; e, em ambos, deve haver determinação de tempo hábil para cada grupo de pessoas, adentrar e realizar suas compras;
4 - Que as barreiras sanitárias sejam mais incisivas quanto a fiscalização de entrada e saída de veículos grandes e pequenos, incluindo, motocicletas. Que haja questionamentos, como: de onde vem? Pra onde vai? Vai parar? Está sentindo alguma coisa? Posso medir sua temperatura? E ainda, exigir o uso de máscara e porte de álcool em gel dentro dos veículos, mesmo que de passeio;
5 - Limite máximo de três passageiros por veículo;
A expectativa agora é que estas medidas e outras possam ser acatadas pela administração e um novo decreto seja publicado ainda hoje, inclusive, não está descartada a possibilidade de um lockdown (bloqueio total) para frear a disseminação do vírus no município.
LEIA ABAIXO A ÍNTEGRA DO OFÍCIO DA CÂMARA PARA PREFEITURA

No Brasil Império, chegada de vírus mortal provocou negacionismo e crítica a quarentenas


Da Agência Senado
Na virada de 1849 para 1850, a tranquilidade que o Brasil vivia sob o reinado de dom Pedro II foi abalada pela chegada de um vírus devastador. Velho conhecido no exterior, mas novidade no país, o vírus da febre amarela pegou o governo imperial de surpresa e avançou sem piedade sobre as grandes cidades do litoral, deixando um rastro de pânico e morte.
Documentos históricos guardados no Arquivo do Senado, em Brasília, mostram que, apesar da destruição que a doença produzia a olhos vistos no Império, houve políticos que negaram a realidade e procuraram minimizar a gravidade da epidemia.
Num discurso em abril de 1850, no Palácio Conde dos Arcos, a sede do Senado, no Rio de Janeiro, o senador e ex-ministro Bernardo Pereira de Vasconcellos (MG) garantiu que a doença não era assim tão perigosa e chegou a pôr em dúvida se seria mesmo a temida febre amarela:
— Eu estou convencido de que se tem apoderado da população do Rio de Janeiro um terror demasiado e que a epidemia não é tão danosa como se têm persuadido muitos. Talvez fosse mais conveniente que o governo não tivesse criado lazaretos [hospitais de isolamento] e feito tanto escarcéu. Julgo até conveniente que se institua um exame público a esse respeito, a fim de mostrar ao Brasil e ao mundo que não é a febre amarela o que reina hoje.
Para Vasconcellos, o poder público deveria rever a sua estratégia contra a epidemia. O senador sugeriu que o governo imperial parasse de gastar tanto dinheiro com médicos e enfermarias e deixasse os doentes livres para buscar os tratamentos que bem entendessem, ainda que contrários à medicina, inclusive com padres, curandeiros e charlatães.
— Entendo que, em um país livre como o nosso, não é até airoso ao legislador dar médico aos doentes. Quero ter a liberdade em minhas enfermidades de chamar a pessoa que julgar habilitada para curar-me, seja ela filha das escolas de medicina do Brasil, seja de nenhuma escola. Seria necessário demonstrar que quem não estuda nas nossas escolas não é capaz de curar e mata sempre. Entendo, pois, que, se o governo for um tanto frouxo em coibir a liberdade do cidadão a esse respeito, fará um serviço à saúde. Ao menos por mim, peço que me deixem curar com charlatães quando entender que me podem servir melhor do que os senhores doutores.
Apenas duas semanas após fazer esse discurso subestimando a gravidade da epidemia e questionando a autoridade dos médicos, o senador Vasconcellos morreu — justamente de febre amarela.
Jornais noticiam em 1850 a morte do senador Bernardo Pereira de Vasconcellos, vítima da febre amarela (imagens: Biblioteca Nacional Digital e Sébastien Auguste Sisson)


Ele não foi a única vítima da doença no Palácio Conde dos Arcos. Num curto espaço de dois meses, o Senado perdeu quatro parlamentares. Além de Vasconcellos, foram levados pela febre amarela os senadores Visconde de Macaé (BA), Manoel Antônio Galvão (BA) e José Thomaz Nabuco de Araújo (ES), avô do abolicionista Joaquim Nabuco.
Mesmo com essas mortes, os negacionistas do Senado não se renderam facilmente à realidade.
— Eu tenho algumas 22 pessoas na minha casa e não tive uma única delas doente — afirmou o senador Costa Ferreira (MA), em junho de 1850, referindo-se aos seus familiares e escravos.
— Infelizmente eu, na epidemia reinante, tive de ordenar dois enterros. Gostaria de me esquecer de todas as penas que então sofri — reagiu o senador Visconde de Abrantes (CE), indignado diante do comentário do colega negacionista.
— Se está tão apaixonado pelos defuntos que enterrou, então não está em estado de deliberar aqui no Senado — provocou, entre risadas, o senador Alves Branco (BA).
O senador Limpo de Abreu (MG) disse que aquela doença provavelmente não era a febre amarela, porque a mortalidade no Brasil, a seu ver, estava pequena demais em comparação com a que se via no exterior:
— Em Múrcia [Espanha], onde se declarou [epidemia] em 1804, de 134 pessoas que foram atacadas no princípio da invasão, apenas escaparam três ou quatro, sendo a mortalidade de 100% ou mais [sic]. Em Barcelona, em 1821, de 20 pessoas afetadas, escapava apenas uma. Em Gibraltar, em 1828, a mortalidade andou na mesma proporção. Aqui tenho estatísticas do Rio de Janeiro. Na enfermaria da Rua da Misericórdia, a mortalidade é de 18%. No lazareto estabelecido na Gamboa, pouco excede de 5%. A moléstia não é tão grave como se tem assoalhado. Não se justificam o terror e o pânico da população. Se a epidemia que se desenvolve em nosso país é em verdade o que se chama febre amarela, então o Senado há de permitir que eu diga que todos devemos dar graças a Deus por ter mandado, na sua cólera contra os nossos pecados, um castigo tão benigno.
Os números consolidados mostram que, ao contrário, a febre amarela não teve nada de benigna quando chegou ao Brasil. Apenas no Rio de Janeiro, capital de 200 mil habitantes, perto de 4 mil pessoas morreram em poucos meses na epidemia de 1849-1850. Transportando essa proporção para a atualidade, quando a cidade se aproxima dos 7 milhões de habitantes, é como se a doença hoje tirasse a vida de 130 mil cariocas.
Foi por causa dessa grande epidemia que o Brasil mudou um antigo hábito. Por lei, proibiram-se as sepulturas ao redor das igrejas e passou-se a abrir cemitérios longe do centro das cidades. A principal preocupação era evitar que os fiéis se infectassem.
Charge da Revista Ilustrada mostra febre amarela atacando foliões do Rio de Janeiro no Carnaval de 1876 (imagem: Biblioteca Nacional Digital)


Até então, excetuando-se alguma aparição episódica nos tempos da Colônia, o Brasil era um país livre da febre amarela. O vírus chegou primeiro a Salvador, em setembro de 1849, a bordo de um navio de bandeira americana que fizera escala em ilhas infectadas do Caribe.
A partir de Salvador, a doença se espalhou por toda a costa brasileira. Na capital do Império, os primeiros registros se deram em dezembro. Com variável intensidade, a febre amarela provocaria mortes no Brasil praticamente a cada verão pelos 60 anos seguintes.
Os negacionistas, apesar de barulhentos, não conseguiram prevalecer. Desde a primeira epidemia, o governo entendeu a gravidade da situação e ofereceu às populações atingidas os chamados socorros públicos, isto é, hospitais de isolamento, enfermarias, médicos, remédios e alimentos. O Senado e a Câmara sempre aprovaram a liberação das verbas necessárias. Em abril de 1850, por exemplo, o montante aprovado somou 100 contos de réis.
O próprio dom Pedro II manifestava publicamente preocupação com a febre amarela. O imperador mencionou a doença em diversas falas do trono, os discursos que ele proferia todo ano ao abrir os trabalhos do Senado e da Câmara.
— Os estragos da enfermidade afligem profundamente meu coração. O meu governo tem empregado todos os meios ao seu alcance para acudir aos enfermos necessitados — discursou dom Pedro II em maio de 1850. — Graças a Deus, vai diminuindo o mal. Espero de sua divina misericórdia que, ouvindo nossas preces, arrede para sempre do Brasil semelhante flagelo.
A cólera também apareceu com frequência nas falas do trono. A doença desembarcou no país cinco anos depois da febre amarela e, da mesma forma, provocou epidemias arrasadoras. As duas moléstias foram o grande gargalo sanitário do Império.
Todo fim de ano, dom Pedro II se mudava provisoriamente do Rio de Janeiro para Petrópolis, que se transformava numa espécie de capital de verão. No clima fresco da serra fluminense, a família imperial ficava a salvo das epidemias que brotavam na quentura úmida da Baía de Guanabara.
Trecho de livro de 1889 com estatísticas sobre as mortes por febre amarela no Rio de Janeiro (imagem: Biblioteca do Senado


Pintura de François-René Moreau mostra dom Pedro II visitando doentes de cólera em hospital no Rio de Janeiro (imagem: reprodução)

No século 19, não existia no Brasil uma rede pública de saúde. As pessoas com posses se tratavam em casa, com médicos particulares. Os pobres, por sua vez, recorriam a instituições de caridade, como as santas casas de misericórdia. Assim que uma das tantas epidemias de febre amarela se instalava no Rio de Janeiro, o governo destinava recursos financeiros extras à Santa Casa, que corria para abrir enfermarias pela capital.

Houve senadores incomodados com a estratégia. Um deles foi Leitão da Cunha (AM), que se queixou da abertura de uma enfermaria para os desvalidos em Laranjeiras, bairro nobre do Rio de Janeiro.
— Há bairros inteiros da cidade onde não se tem manifestado um único caso da epidemia reinante. Entre eles, o das Laranjeiras. Pois foi montada uma enfermaria à Rua das Laranjeiras. Deslocar as providências dos bairros afetados da epidemia para ir, por assim dizer, enxertá-las onde ela não existe é realmente uma ideia que é extravagante e não tem justificação. Ninguém creia que em mim atua medo, receio ou falta de humanidade para com os infelizes afetados pela doença. Estou convencido, como todos estarão, de que é mais conveniente que sejam tratados nos lugares em que adquirirem a moléstia.
O senador Visconde de Olinda (PE) discordou quando o colega Costa Ferreira (MA) afirmou que os pobres infectados precisavam, sim, ser tratados à custa do dinheiro público.
— Reconheço, como o nobre senador, a necessidade em que estamos de tomar providências contra a continuação do mal que ainda nos flagela — disse o Visconde de Olinda. — Como particular, concorrerei para que se façam dessas obras de caridade; mas, como homem público, rejeito essa doutrina do nobre senador, que aproxima-se um pouco do socialismo. É um dos pontos do socialismo sustentar os pobres, e o nobre senador, sem querer, vai cair nesse erro.
— A discussão foi tão longe que até se me deu a patente de socialista. Não me falta mais nada. Já posso morrer. No fim da minha vida, sou socialista e sem eu o saber — respondeu, gargalhando, Costa Ferreira. — E por quê? Porque advogo a causa dos pobres moribundos. Se eu advogasse a causa de vadios, se pedisse socorro para homens sãos, então, sim, poderia ser tachado de socialista. Mas advogar a causa de desgraçados que se acham no leito da morte e expostos a morrer por falta de meios de tratamento será tudo quanto se quiser, menos socialismo.
Porto do Rio de Janeiro no fim do século 19: doenças chegavam do exterior a bordo de navios (imagem: Arquivo Nacional)


Oferecendo socorros públicos, o governo aliviava o sofrimento de doentes e até evitava que parte deles morresse. No entanto, não conseguia impedir a repetição das epidemias de febre amarela ano após ano. As medidas de prevenção eram muito pouco eficazes. Não por incompetência, mas sim pelas limitações científicas da época. Não se sabia qual era o agente causador da doença nem como as pessoas ficavam infectadas.
Só muitos anos depois se descobriria que a febre amarela é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti (o mesmo que espalha a dengue). E ainda mais tarde se saberia que a febre amarela é provocada por um vírus.
No Brasil e no mundo, os médicos e cientistas se dividiam entre dois grupos na forma de encarar a febre amarela: os contagionistas, que acreditavam ser ela uma doença contagiosa, transmitida diretamente de uma pessoa infectada para uma saudável; e os anticontagionistas, defensores da ideia de que era o ar das cidades, pestilento por causa de pântanos repletos de lixo e esgoto, que fazia as pessoas adoecerem.
Para os contagionistas, a melhor medida de prevenção era retirar os doentes do convívio social, de modo a proteger os saudáveis. Isso incluía isolar os infectados (na própria casa ou em hospitais de isolamento) e impor quarentena aos navios procedentes do exterior, ou seja, deixá-los alguns dias parados a certa distância do porto, dando tempo para que a doença eventualmente se desenvolvesse, e só depois permitir o desembarque de mercadorias e passageiros.
Os anticontagionistas, por sua vez, afirmavam que o mais adequado era sanear as cidades, drenando pântanos, retirando o lixo de terrenos baldios e construindo sistemas de recolhimento de esgoto.
Perdido diante dessa falta de consenso, o governo adotava as medidas pregadas por ambas as correntes. As quarentenas impostas aos navios que chegavam aos portos do Império foram duramente criticadas por alguns senadores, que diziam que a exigência prejudicava a economia do Brasil. 
— O que sofre o comércio com as quarentenas? Senhores, sofre muito — discursou o senador Dantas (AL), que concordava com a linha anticontagionista. — Os portos da Espanha no Mediterrâneo ficaram vazios quando passaram a impor a estúpida quarentena. As companhias de vapores [navios a vapor] suspenderam essas viagens e tomaram outra direção. Quando saí de Lisboa, fomos obrigados a oito dias de quarentena em Cádiz. Sabem os nobres senadores o quanto isso custou ao vapor francês em que eu me achava? As quarentenas são vexatórias e absurdas, só inventadas para manter o aparato de repartições, empregados e dependências.
Por causa da febre amarela, navios que iam da Europa para o Uruguai e a Argentina pararam de fazer escala no Brasil. Além disso, os portos de Montevidéu e Buenos Aires, para se protegerem, passaram a impor quarentenas longas demais às embarcações procedentes do Rio de Janeiro, prejudicando os interesses comerciais do Império.
O senador Dantas ainda atacou os hospitais de isolamento, para onde também eram levados os passageiros que desenvolviam a febre amarela durante o período de quarentena:
— Para se conhecer a inutilidade das medidas de isolamento, basta ir a um lazareto e ver o ridículo cerimonial, as cautelas pantomímicas prescritas pelos médicos e indignas de homens ilustrados.
O senador Jobim (ES), que era médico e adepto da teoria contagionista, ficava indignado quando os colegas questionavam as medidas de isolamento:
— A conservação da vida dos cidadãos é a primeira obrigação de um governo. Como disse Washignton quando presidia os Estados Unidos: health is wealth, a saúde do cidadão é uma riqueza. Em Nova York, o estabelecimento de quarentenas tem sido origem de benefícios incalculáveis, repelindo a moléstia dessa importante cidade comercial. A Europa também adota as quarentenas.
Charge sobre a febre amarela publicada em 1876: o mosquito seria identificado como o transmissor da doença apenas muitos anos depois (imagem: Biblioteca Nacional Digital)


 Na mesma linha de dom Pedro II, os ministros do Império afirmavam que não podiam se omitir diante da calamidade pública provocada pelas epidemias.
— Distintos médicos têm feito conferências nesta corte afirmando ser imperioso dever do governo estabelecer quarentenas e dizendo mesmo que seria crime proceder de modo contrário. O governo, portanto, prefere ser acusado de excesso de rigores a bem da saúde pública a ser increpado de negligência que nos possa ser tão funesta — afirmou em 1884 o ministro dos Negócios do Império, Franco Sá.
Hoje se sabe que tanto as medidas de isolamento pregadas pelos contagionistas quanto as de limpeza urbana defendidas pelos anticontagionistas são importantes para combater a febre amarela. Não havendo o combate ao mosquito, porém, elas são insuficientes para impedir as epidemias.
A situação no Brasil só mudaria no início do século 20, já na República, quando o médico Oswaldo Cruz, nomeado pelo governo para comandar a Diretoria-Geral de Saúde Pública, se dedicou a combater o mosquito Aedes aegypti. Apenas em 1909 o Rio de Janeiro finalmente seria considerado livre da febre amarela.
Charge da revista A Vida Fluminense em 1874 ilustra a devastação provocada pelas epidemias de febre amarela (imagem: Biblioteca Nacional Digital)

Fonte: Agência Senado