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A partir desta segunda-feira, 24, consumidores que não conseguirem resolver seus problemas no call center, nas lojas, em aplicativos ou portais das prestadoras de serviços de telecomunicações poderão recorrer a um canal de atendimento, mais especializado e efetivo, no qual poderão reapresentar seus pedidos: as ouvidorias das próprias operadoras.

A medida foi estabelecida pela Anatel por meio do Regulamento Geral de Diretos dos Consumidores. As novas estruturas seguem a mesma prática já vista em iniciativas de outros setores regulados, como o bancário e o de distribuição de energia elétrica.

As cinco maiores operadoras com participação mercado – Claro, Oi, Sky, TIM e Vivo – a partir de agora terão ouvidorias como mais um canal para solucionar problemas que não foram resolvidos corretamente em contato anterior. Cada empresa designará um ouvidor, ligado diretamente à direção da empresa, para a função. Entre suas obrigações estão as de avaliar a qualidade do atendimento e de enviar relatórios sobre suas atividades à Anatel. As prestadoras terão de criar um canal telefônico específico para suas ouvidorias, que funcionará nos dias úteis, das 8 às 18 horas. Além disso, elas poderão criar, de modo adicional, canais digitais para o mesmo fim.

Avaliação negativa

O atendimento e a capacidade de as operadoras endereçarem as demandas dos consumidores são, historicamente, os aspectos com mais baixa avaliação nas pesquisas de satisfação e qualidade percebida realizadas pela Anatel. Segundo Elisa Leonel, superintendente de Relações com Consumidores Finais da Anatel, "as prestadoras precisarão melhorar seus processos e atender o consumidor com mais eficiência, ou correm o risco de sobrecarregarem suas ouvidorias, que são instâncias que serão monitoradas muito de perto pela agência".

Dados do portal Anatel Consumidor apontaram que apenas no primeiro semestre de 2020 foram registradas 1,5 milhão de reclamações. Tais queixas, além de serem direcionadas pela Agência às prestadoras, possibilitam a criação de indicadores de solução de problemas e a identificação de temas prioritários para a ação regulatória.

As operadoras deverão dar ampla divulgação aos meios de contato com suas ouvidorias inclusive, com informações nos seus sites. Conheça o contato das ouvidorias:

  • Claro:  Serviços Residenciais – 0800 701 0180 e Serviços Móveis – 0800 0200 200
  • Oi:  0800 031 7923
  • Sky: 0800 728 7160
  • TIM: 0800 882 0041
  • Vivo: 0800 775 1212

Companhia avaliava ofertas de concorrentes de telefonia móvel

 DA Agência Brasil

A operadora de telecomunicações Oi anunciou um acordo de exclusividade com a empresa de infraestrutura Highline Telecomunicações do Brasil para a negociação de sua área de telefonia móvel. Segundo a Oi, a companhia apresentou a melhor “oferta vinculante” para aquisição acima do preço mínimo definido.

O acordo não significa a conclusão da venda, mas um acerto de que a Oi seguirá as tratativas com a Highline. Até então, a telefônica estava avaliando possibilidades de venda com outras companhias do setor, como TIM, Vivo e Claro. O acordo é válido até 3 de agosto, mas pode ser prorrogado.

De acordo com o documento da Oi, o acordo visa “garantir segurança e celeridade às tratativas em curso entre as partes e permitir que, uma vez satisfatoriamente finalizadas as negociações dos documentos entre as partes, a Oi tenha condições de pré-qualificar a Highline para participação no processo competitivo de alienação da UPI [unidade que será vendida], garantindo assim o direito de cobrir outras propostas recebidas no referido processo”, explica o texto.

O anúncio marcou uma mudança na condução da reestruturação da Oi até o momento. A concessionária presta serviços de telecomunicações e explora infraestrutura originada do Sistema Telebrás em 26 Unidades da Federação, com exceção de São Paulo (onde a Telefônica Vivo opera a exploração).

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Quarta maior operadora móvel do país, a Oi foi resultado da fusão da Brasil Telecom com a Telemar. Diante de problemas de gestão, pediu recuperação judicial em 2016 e, desde então, tenta equacionar sua situação financeira.

As negociações de suas operações móveis com as demais operadoras – TIM, Vivo e Claro – indicavam que estas dividiriam a participação de mercado da Oi. Com o acordo de exclusividade da Highline, entra em cena uma provedora de infraestrutura a outras firmas, no lugar de uma empresa de serviços móveis ao usuário final.

Se a Highline concluir a aquisição da unidade móvel, uma possibilidade é que as redes da Oi, como estações rádio base e outras infraestruturas, sejam integradas. A Highline ainda não anunciou como será o modelo de exploração da infraestrutura nem quem poderá utilizá-la para fornecer conexão de telefonia celular ao usuário final.

CRÍTICAS

A Federação Interestadual dos Trabalhadores e Pesquisadores em Serviços de Telecomunicações (Fitratelp) é contrária ao fatiamento da Oi (venda de diferentes unidades a distintos compradores). Para a entidade, a empresa deveria manter-se como agente econômico que presta serviços em diversas modalidades.

“Como ela ainda está cumprindo recuperação judicial, e se isso precisa ser aprovado por um juiz, vamos votar contra a proposta de fatiamento. Isso não vai favorecer a população, mas é para favorecer os fundos abutre que adquiriram ações da Oi. Será que a Highline vai ter condição de competir com as demais? Ainda não está claro o que seria comprado”, pondera o presidente da entidade, João Moura Neto.

 


Após acordo estratégico fechado em março, a TIM e o C6 Bank anunciaram nesta sexta-feira, 10, que vão iniciar uma oferta conjunta com foco em clientes da modalidade controle da operadora. A direção da TIM também sinalizou que novos movimentos devem ser anunciados nos próximos meses no campo dos serviços financeiros, inclusive com chance de colaboração com concorrentes.

Novos e atuais usuários controle da empresa terão um bônus de 4 GB ao abrirem uma conta no C6 Bank e mais 4 GB toda vez que pagarem a conta da TIM pelo banco digital. Por outro lado, o C6 poderá oferecer aos consumidores um cartão de crédito sem anuidade (sujeito à análise de crédito), que garantirá o parcelamento de smartphones em até 18 vezes sem juros nas lojas TIM.

Também estarão disponíveis CDBs "com taxa exclusiva" e outros produtos financeiros do banco, como conta corrente gratuita, saques e transferências ilimitados e tags de pedágio. A dupla afirma que o cliente da TIM será imediatamente reconhecido no momento da abertura da conta no C6 Bank e, com isso, já terá acesso aos benefícios.

A oferta conjunta também é válida para clientes controle que já são correntistas do banco. Além disso, também a partir desta sexta-feira, clientes do plano pré-pago TIM Beta passam a contar com 4 GB de bônus ao realizarem recargas a partir de R$ 60 pelo app do C6 Bank.

Em maio, o banco digital contava com cerca de 2 milhões de contas abertas. Pelo acordo com a TIM, a depender da evolução dos resultados da parceria, a operadora pode se tornar acionista minoritária do C6, através de um mecanismo de remuneração baseado em objetivos.

COLABORAÇÃO

De acordo com a TIM, a empresa e o C6 Bank "acompanham atentamente a transformação do setor bancário no Brasil, como novas formas de pagamento e transações, para entregarem – em breve – facilidades que demonstrem uma total sinergia de telecomunicações e serviços financeiros".

Durante a abertura da Convenção de Vendas da operadora, o CEO da TIM, Pietro Labriola, abordou o tema. Segundo o executivo, uma oportunidade para o segmento de telecomunicações envolve pagamentos móveis via QR code. Sem entrar em maiores detalhes, Labriola afirmou que uma colaboração com Claro, Vivo e Oi pode ser necessária neste campo.

"Enquanto competimos com nossos concorrentes em muitas coisas, nessa parte é mais provável que vamos colaborar, e os quatro lançarmos esse serviço, para que faça diferença", pontuou o CEO.

 DO TELETIME

Municípios que têm baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nas regiões Norte e Nordeste, Centro Oeste e no estado de Minas Gerais serão beneficiados com acesso à internet banda larga móvel com tecnologia 4G até 2022. São 350 cidades contempladas com menos de 30 mil habitantes cada uma. Os recursos que garantirão a implantação da infraestrutura são fruto de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre a Anatel e a TIM na terça-feira 7/7.

A iniciativa pretende garantir o acesso à Internet para os moradores dessas localidades e é um compromisso adicional contemplado no TAC do Grupo TIM sobre os Direitos e Garantias dos Usuários, Qualidade e Ampliação do Acesso e Fiscalização. O TAC foi apreciado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em março deste ano, recebendo o aval em aspectos como legalidade, economicidade e eficiência. 

Mais pessoas conectadas

A expectativa é que o TAC celebrado entre a Anatel e a TIM permita conectar aproximadamente três milhões de brasileiros. Em dois anos, 80% da infraestrutura já estará instalada, de acordo com a previsão estabelecida no TAC. O restante será concluído no ano seguinte. O presidente da Anatel destacou s benefícios econômicos aos municípios contemplados com o 4G. "(Possibilitará) gerar mais negócios, mais renda e dinamizar a economia nesses locais", disse Euler durante a cerimônia.

Confira na projeção abaixo a progressão do atendimento da TIM nas localidades:

O TAC

Com valor de R$ 638 milhões, o conselho diretor da Anatel aprovou em reunião extraordinária no dia 18 de junho o termo de ajustamento de conduta da TIM. O valor inicial do Termo era de R$ 627 milhões, mas foi reajustado. O valor mínimo a ser aplicado é de R$ 385,098 milhões, considerando a atualização desse valor e a incidência dos percentuais de 80% para multas já aplicadas e de 40% para as estimadas. 

O TAC prevê, por meio de projetos estruturantes, levar 4G para 449 municípios ainda não atendidos por essa tecnologia; conectar 238 municípios com fibra ótica; e levar 4G, com 700 MHz, a 1.388 municípios.

  *DO TELETIME


A Claro anunciou na última quinta-feira 2/7 a implantação da primeira rede comercial com a tecnologia 5G no Brasil. Para tanto, a operadora utiliza frequências que já detinha nas gerações anteriores de redes de celular, aplicando o compartilhamento dinâmico de espectro (DSS, na sigla em inglês) para gerenciar a rede entre diferentes tecnologias. A fornecedora da tecnologia é a Ericsson.

A operadora não informou quais faixas estão sendo utilizadas, mas diz que a aquisição da Nextel foi importante porque permitiu contar com maior capacidade em frequências, conforme analisado pelo TELETIME. A empresa adquirida detinha espectro especialmente nas faixas de 850 MHz e 2,1 GHz (usadas no 3G) e 1,8 GHz (4G). 

Com essa maior quantidade de espectro, a Claro diz ter "condições únicas para fazer o compartilhamento da rede com o 5G DSS, garantindo mais qualidade de experiência e ainda contando com o 4,5G para complementar a cobertura onde o 5G DSS ainda não está disponível". Ainda assim, a empresa conta também com as futuras frequências que serão leiloadas pela Anatel.

A tecnologia do compartilhamento dinâmico de espectro já havia sido demonstrada pela Claro e os mesmos parceiros – Ericsson, Motorola e Qualcomm – em fevereiro deste ano, na sede da operadora em São Paulo. As condições para o lançamento foram proporcionadas por recentes avanços na Anatel, que já havia dito que as teles não precisariam esperar o leilão para lançar a tecnologia.

Primeiro celular

O anúncio da rede 5G é feito simultaneamente com o pré-lançamento do primeiro smartphone compatível com a tecnologia, o Motorola Edge. O aparelho é equipado com chipset Qualcomm Snapdragon 765, que é compatível com o recurso DSS, além de suporte a frequências sub-6 GHz e de ondas milimétricas no 5G e de compatibilidade com o WiFi6. 

Nos Estados Unidos, o celular é vendido com exclusividade na operadora Verizon por US$ 1 mil. Pelo menos no modelo norte-americano, o Motorola Edge é compatível com as bandas sub-6 GHz n2 (1.900 MHz / PCS), n5 (850 MHz) e n66 (1.700/2.100 MHz, ou a AWS-3).

Infraestrutura

A Claro diz que os investimentos feitos para implantar o 5G DSS com as frequências atuais serão "automaticamente aceleradores da implantação definitiva do 5G, com a posterior adição do espectro de 3,5 GHz e das faixas de onda milimétricas". Ou seja, com as frequências previstas no leilão de 5G, que deve ocorrer só em 2021. A operadora lembra que o espectro licitado terá bandas mais altas (3,5 GHz e 26 GHz) e, por isso, precisará de maior quantidade de antenas. 

A cobertura será focada em certas regiões neste plano inicial, mas a tele informa que a cobertura do 5G DSS "crescerá gradativamente nos próximos anos dentro do projeto de modernização e expansão de capacidade de rede móvel da operadora". De acordo com a Claro, a implantação da rede 5G DSS será detalhada na próxima semana, incluindo essa cobertura inicial e o início das vendas do aparelho. A capital São Paulo está nesta primeira etapa.

Para possibilitar o uso do 5G e compartilhamento dinâmico, a operadora está promovendo a virtualização das funções de rede (NFV), com a descentralização do core para data centers mais próximos dos clientes – ou seja, edge computing. "Esta é outra atividade atualmente em andamento no plano de modernização da rede da Claro", diz o comunicado, que ressalta que a "solução definitiva e esperada do 5G" ainda vai demandar tempo, investimento e trabalho.

Migração gradativa

Em comunicado, o presidente da Claro, José Félix, diz que a infraestrutura da operadora em 4,5G e os investimentos em outros elementos da rede permitem à empresa oferecer "uma migração gradativa e transparente para o 5G, antes mesmo das novas frequências dedicadas a essa nova tecnologia terem sido outorgadas no País". O executivo afirma que o lançamento reforça o compromisso com o Brasil, "apesar dos tempos difíceis que vivemos no momento".

Junto com as parceiras Ericsson, Motorola e Qualcomm, a operadora pretende trabalhar "em conjunto com a sociedade para usar o 5G como ferramenta de combate ao coronavírus e seus efeitos nocivos para a economia do País". Isso significa iniciativas ligadas à telemedicina e educação a distância, especialmente para a população mais vulnerável.

A Claro acredita que o 5G será veículo de uma "grande transformação" com as características de maior throughput e baixa latência, bem como a maior presença da conectividade. Assim, justifica que o uso do DSS vai ajudar a acelerar a implantação da tecnologia. "O 5G DSS revela-se uma forma de trazer evolução gradativa e que vem sendo utilizada como alternativa pelas maiores operadoras do mundo, inclusive em economias desenvolvidas, como Estados Unidos e Europa, e onde o espectro de 3,5GHz e de ondas milimétricas já foi alocado", disse o CEO da unidade de consumo e PME da Claro, Paulo Cesar Teixeira. 

 DO TELETIME


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