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Coluna MEMÓRIAS E VIVÊNCIAS - ALMOÇAR E JANTAR POR 1 REAL

ALMOÇAR E JANTAR  POR 1 REAL

 *Por Francisco Carlos Machado

     Em   fevereiro de 2015  estando no centro da capital Goiânia, após a prova escrita  para ingressar  no Mestrado de Ciências Ambientais, encontrei um Restaurante Popular, onde a comida era vendida por 1 real. Amante de lojas  de produtos importados, principalmente chineses, onde se vende muitas coisas de 10, 3, 2 e 1 real, comprei um ingresso no Restaurante para almoçar. Amei, além do valor do almoço, o cardápio, a boa qualidade dos alimentos servidos para a população, como a limpeza e organização do restaurante.


Sendo classificado em todas as etapas para o Mestrado na cidade de Anápolis (distante 50 km de Goiânia),  fui aceito para morar com três estudantes africanos (um moçambicano, um angolano e um senegalês – este refugiado muçulmano, convertido ao Cristianismo em seus país, devido, condenado a morte pela família dele).


Nos dias que antecederam o iniciou  das aulas do Mestrado na Universidade de Anápolis/UNIEvangélica, pus me a caminhar pelo centro dessa feliz cidade goiana e  alguns bairros, buscando conhecer a cidade que iria morar nos próximos dois anos. Dentre as descobertas em Anápolis, encontrei um Restaurante Popular, cuja comida também era vendida por 1 real. Alegrei -me. Iria economizar meu dinheiro, como o tempo no fazer comida em casa, tendo mais horas  para os estudos e leituras.


Como a casa dos estudantes africanos ficava nas adjacências da universidade e o Restaurante Popular  4 km, somente algumas vezes saia caminhando para almoçar por 1 real. Porém, estando no centro, era certo enfrentar umas das duas filas do Restaurante, degustando a boa comida ofertada.


 Dois meses depois, como era meu desejo morar no centro de Anápolis, aluguei uma Kitnet na rua Leopoldo de Bulhões, me mudei para lá com meu gatinho persa Anapolito (em memória e ainda saudades), estando feliz na cidade, fiquei contente devido o Restaurante Popular ficar 20 minutos da nova residência. Assim, sempre que não tinha tempo de fazer meu almoço, ou queria economizar o dinheiro da Bolsa de Estudos CAPES -  ganho com muita luta -  o Restaurante Popular  passou ser um dos lugares que me fazia feliz em Anápolis, pois a comida era boa, nutritiva, me ajudava nas economias como mestrando e nele encontrava cada figura humana,  frequentaste do restaurante. Eram velhos aposentados, doidos, trabalhadores de diferentes empresas, agricultores das fazendas e comunidades do interior Anapolito;  gente de tudo quanto era canto  do Brasil e outros países residentes em Anápolis, e muitos, muitos estudantes do médio ao universitário. 


Anápolis é  conhecida como uma das 10 cidades onde   se  pode ser mais feliz no Brasil. Escrevo aqui que muito fui feliz vivendo. E o Restaurante Popular, onde comíamos por 1 real, depois com a crise de 2016, se pagava 2 reais, mas valia o pequeno pagamento, devido a  comida ser  boa, tendo frutas como maçã, banana e doce de sobremesa,  no ambiente de simplicidade popular  ao  comer junto com tanta gente de origens e classes diversas.

Fui feliz em viver em Anápolis. Assim como sou feliz vivendo com os indígenas e gente de diferentes partes do planeta.


Nisto, voltando há uma semana da Terra Indígena Krikati, estando em Caxias,  Fabinho – motorista da Van que viajaríamos até Duque, falou que gostaria de chegar a  tempo de comer no Restaurante Popular. O mesmo foi  inaugurado um mês atrás  pelo Governo do Estado do Maranhão, estando fazendo sucesso na cidade. Gostei de saber a notícia e logo chegando em casa, cujo Restaurante  fica 300 metros, localizando no prédio do Antigo Teatro Municipal, fui  ao Restaurante.  Voltei a comer novamente por 1 real, após 5 anos , mas agora na minha terra.


Na fila, amigos e conterrâneos. Contente e feliz, rindo gargalhadas altas, fazendo outros sorrirem, contanto histórias dos dois meses na aldeia dos  Krikati e dos dias que almoçava em Anápolis por 1 real, sentia também saudades do Goiás.


Em Duque, assim como Anápolis - GO, constatei  todas as pessoas das classes sociais  B, C, D, E frequentam o restaurante popular. Com um diferencial,  muitas crianças frequentam em Duque  e  é servido jantar também por  1 real, pois no Modelo de RP do Maranhão, a segunda refeição (sopa, cachorro-quente, sucos etc.) são servidas para segurança alimentar do povo.


As  nutricionistas  Thaís Costa e Anastácia Almeida, ambas filhas do Garapa, recém-formadas no Piauí em conversa gentil comigo me notificaram  que o Restaurante da cidade tem capacidade de servir 500 refeições, chegando em média  ser servidas   450  refeições, numa cidade de 6 mil pessoas. Algumas comem até duas ou três vezes.  E no jantar, servindo 250 refeições leves se chega  vender 80% dos pratos.


Então, esse programa  de segurança alimentar é potencialmente  oportuno  para famílias carentes, bem como estudantes, aposentados idosos, funcionários públicos, trabalhadores rurais, pessoais de comunidades tradicionais estando na cidade na hora no rango; além de  visitantes e turistas sem muito dinheiro; mais pessoas que gostam  de  observar gente.


Tenho histórias pra contar de  almoços por 1 real em Restaurante Popular das cidades de  Goiânia, Anápolis, São Luís, Imperatriz e  agora no Garapa, garantindo  que os cardápios  degustados neles são  em  lugares limpos e higienizados;  cardápios  diversos, diferentes todo dia,  bem cozidos ; tendo  também a alegria  de  se economizar  muito tempo e dinheiro com gás de cozinha e outros encargos culinários; matar fome, tendo assim mais tempo para outras atividades  do viver de cada dia.


Que dure um bom tempo o comer por 1 real, até  mesmo por 2 reais.


SOBRE O AUTOR- 

Francisco Carlos Machado - Escritor, poeta, professor, titular da cadeira nº 20 da Academia Buritiense de Artes Letras e Ciências (ABALC).

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