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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

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Corrupção: Lava Jato coloca campanhas do PT no alvo

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A 23ª fase da operação investiga valores recebidos no exterior pelo marqueteiro João Santana, que comandou campanhas de Lula e Dilma.
* Da Revista Carta Capital
Em entrevista coletiva na manhã de ontem (22), em Curitiba, os integrantes da força tarefa da Operação Lava Jato se esforçaram para dizer que não estão investigando crimes eleitorais – uma prerrogativa que não têm –, mas os detalhes da apuração, bem como seus alvos, certamente ampliarão a tensão no PT e no governo.
O principal alvo da 23ª fase da Lava Jato é o marqueteiro João Santana. Ele assumiu as principais campanhas do PT após o afastamento de Duda Mendonça do partido e teve papel decisivo na reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, nas duas vitórias de Dilma Rousseff em 2010 e 2014 e também na conquista da Prefeitura de São Paulo por Fernando Haddad em 2012.
Santana também comandou campanhas fracassadas do PT, como as das senadoras Gleisi Hoffmann e Marta Suplicy (hoje no PMDB) para as prefeituras de Curitiba e São Paulo.
Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, Santana recebeu no exterior 7,5 milhões de dólares que teriam origem no esquema de corrupção na Petrobras investigado na Lava Jato.
A maior parte deste valor – 4,5 milhões de dólares – teriam sido depositados em contas no exterior pelo engenheiro e lobista Zwi Skornicki, representante do estaleiro Keppel Fels no Brasil. Preso na segunda-feira 22, Skornicki é considerado pela PF um dos operadores do esquema de corrupção na Petrobras e teria repassado valores a ex-funcionários da estatal como Renato Duque Pedro Barusco.
O resto do dinheiro, 3 milhões de dólares, foram depositados pelas offshores Klienfeld e Innovation a uma empresa sediada no Panamá e denominada Shellbill Finance SA. De acordo com a PF e o MPF, a Klienfeld e Innovation eram controladas pela construtora Odebrecht, enquanto a Shellbill pertencia a João Santana e a Monica Moura, sua mulher e parceira na Pólis Propaganda.
Foram expedidos mandados de prisão contra João Santana e Monica Moura, que já estão na carceragem da PF em Curitiba. Eles tiveram a prisão temporária decretada na 23ª fase da Operação Lava Jato, que investiga a relação de Santana com a empresa Odebrecht. A empreiteira também é alvo de investigações da Polícia Federal e teria feito repasses financeiros ao publicitário no exterior.
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas inquéritos da Operação Lava Jato, determinou ontem (22) o sequestro de um apartamento, localizado em São Paulo, registrado em nome de Santana e de sua mulher. Há suspeitas de que o imóvel teria sido pago com dinheiro retirado de uma conta secreta na Suíça.
 Por meio de advogados, o casal, que sempre negou irregularidades, informou à imprensa que se apresentará às autoridades brasileiras. 
Segundo a PF e o MPF, Santana e Moura são tratados como mais dois supostos recebedores de propina do esquema de corrupção na Petrobras ligados ao PT. A relação entre o dinheiro depositado no exterior e as campanhas eleitorais, entretanto, não está posta.
Causou estranheza aos investigadores, por exemplo, o fato de o dinheiro depositado no exterior supostamente em nome de João Santana ser uma pequena fração do recebido e declarado oficialmente por ele ao fisco brasileiro. Apenas em 2014, na campanha de Dilma Rousseff, a Pólis Propaganda levou ao menos 70 milhões de reais.
Para a PF e o MPF, entretanto, a 23ª fase da Lava Jato é encarada como um novo início do trabalho. Com os documentos apreendidos nas 38 buscas realizadas nesta segunda-feira, os investigadores vão buscar comprovar que o dinheiro era mesmo da corrupção na Petrobras, que João Santana de fato era o beneficiário e, também, o que motivou os depósitos.
A depender do que for descoberto, a Lava Jato pode municiar a oposição ao governo Dilma Rousseff, que mantém as esperanças de ver seu mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na suspeita de que a chapa Dilma-Michel Temer recebeu dinheiro de propina ligada a contratos da Petrobras. Dilma e Temer entregaram suas defesas à Justiça Eleitoral na semana passada, e o julgamento pode ocorrer ainda neste semestre.
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