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domingo, 29 de março de 2015

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COLUNA DOMINICAL - UM OLHAR LITERÁRIO DE BURITI

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A TRISTE SAGA DO TRABALHADOR
*Por Prof.º Francisco Luís (Lulu)

Êta! Vida miserável!
A vida do trabalhador.
Seja letrado, seja agricultor,
é doida. É lamentável.

O pobre coitado,
trabalha feito condenado.
De sol a pino, a sol a pino.
E ainda há quem diga: é coisa do destino.

Entra governo, sai governo.
Entra administração, sai administração.
Permanece o sufoco, a mesma situação.
O mesmo desespero, o mesmo inferno.

A precisão e a necessidade
parece estar colado em sua pele
que até sua alma fere
de tão amarga que é nessa triste realidade.

Ao voltar pra casa
no final do dia.
Sofre mais outra agonia.
Em seu fogão, só há cinzas, nenhuma brasa.

Senhor, será que isso é doença que não tem cura?
Trabalhar até morrer neste rio de amargura? Mais não desanime não sô,
somos filhos do mesmo Senhor.
Enquanto houver vida, há esperança.
Continue com a mesma perseverança.
Por que há sempre um lugar ao sol pra quem trabalha.
A justiça divina tarda, mas não falha.

*Francisco Luís das C. Rocha: mais conhecido por prof.º Lulu, é buritiense, graduado em Letras pela Universidade Federal do Amazonas e também em Física pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA. Já morou em vários Estados do Brasil, como PI, AM, RO, PA, AP, DF, MT e RJ e por essas andanças acumulou ampla cultura e assimilou os mais diversos costumes regionais sem nunca esquecer as raízes buritienses. Reside atualmente em Buriti-MA e se define como um apaixonado por poesias, em especial os sonetos das variadas escolas literárias, e destaca, entre eles, os parnasianos.
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2 COMENTÁRIOS:

  1. Leandro Raposa30/3/15 07:58

    Mais um belo poema .
    Meus parabéns, Lulu !

    ResponderExcluir
  2. Uma bela reflexão amenizada com a poesia e versos objetivos retratando uma verdade patente. Diferente do que seria ideal, as melhorias normalmente não beneficiam o verdadeiro trabalhador. O capitalismo selvagem implanta a modernidade e esquece de dar condição de trabalho ao lavrador da terra. Ele é substituído pela máquina que exige cada vez menos a participação humana.

    ResponderExcluir

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