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sábado, 28 de setembro de 2013

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MAIS DETALHES DO PROTESTO DE QUILOMBOLAS NA CIDADE DE BREJO-MA

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A sexta-feira (27/09/2013), na cidade de Brejo, ficou marcada pelo protesto dos líderes do Território Quilombola Saco das Almas. O evento contou com presença de representantes dos povoados Faveira, Almas, Forninho, Criolis, Carobinha e Alto Bonito.
A mobilização foi feita pela Rede Fórum da Cidadania, Núcleo de Brejo, sob a coordenação de Alex Sousa Reinaldo e locução de André Viana.
As principais reivindicações defendidas pelos manifestantes são: água potável, iluminação pública, alimentação escolar de qualidade, atendimento médico – PSF, transparência na aplicação dos recursos e segurança.
Nem a ameaça de blitz, espalhada pela cidade, como tentativa de intimidação impediu que os lavradores se deslocassem para a sede do município. A concentração aconteceu no pátio da Catedral de onde o grupo se dirigiu pelo centro da cidade. Houve uma parada na frente da Prefeitura e uma concentração na Câmara de Vereadores. Lá, os quilombolas foram recebidos pelos vereadores João Leriano, Zé Carlos e Cláudia Sousa. Os três proferiram a favor dos manifestantes. Os demais legisladores não compareceram ao seu local de trabalho e por isso não houve sessão.
A passeata foi conduzida para o Planalto Santo Antônio para reclamar melhorias na saúde. Houve pronunciamentos em frente ao auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, local em que acontecia a Conferência Municipal de Saúde. E teve encerramento na sede do Ministério Público.
Raimundo Nonato Pereira, 28 anos, dirigente da Comunidade Católica da Vila das Almas, demonstrou seu entusiasmo: “conseguimos através do Ministério Público tirar nossas crianças da noite pra estudar de dia e conseguimos melhorar o ensino médio, mas precisamos de água enquanto tem dois poços que não funciona e queremos iluminação pública, já que pagamos a taxa.”
Segundo Sebastião, 58 anos, Presidente da Associação da Faveira, falta estrada, iluminação pública, uma ponte, PSF (somente uma enfermeira vai lá, uma vez por mês) e tem dois poços que não funcionam porque a obra não foi concluída. “E queremos acompanhar a obra da estrada que o INCRA vai fazer. Ela precisa atender os interesses da comunidade”, declara o quilombola.
Valdemar de Araújo, 44 anos, líder da Comunidade Católica de Criolis, denuncia: “a água do poço público não serve para consumo humano, falta estrada, tem criança estudando à noite, o PSF não funciona, falta iluminação pública e os kits sanitários estão caindo”.
Rubem Ismael, 30 anos, Secretário da Associação Comunitária dos Agricultores de Alto Bonito, declara: “lutamos pela desapropriação da terra, poço com água potável e posto de saúde.”.

Chico do Zé Pedro, 60 anos, Presidente da Associação Comunitária dos Lavradores Quilombolas do Saco das Almas também esteve no evento e compartilha da pauta de reivindicações dos companheiros.
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