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sábado, 21 de janeiro de 2012

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Freud explica (e Welliton Resende traduz) a mente de um corrupto.

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Em mais um dos seus artigos brilhantes, o ex-analista do Tribunal de Contas do Estado (TCE/MA), educador popular e militante do Movimento de Controle Social e Combate à Corrupção do MA, Welliton Resende, faz uma análise bem elaborada sobre os Corruptos que assolam nosso País, e que em Buriti estão fazendo a festa, tal qual ratazanas em esgoto. Veja abaixo:
Na concepção freudiana todo homem veio ao mundo para cumprir duas premissas básicas: amar e ser amado. Sigmund Freud, indiscutivelmente um dos maiores gênios da humanidade, na primeira metade do século passado sintetizara bem a missão para qual os homens foram predestinados.
 Continuando com Sigmund, este estudou e descreveu os mecanismos de defesa inconsciente do ego, que são: recalque, repressão, negação, sublimação, racionalização, projeção, deslocamento e formação de reação. 
De posse dessas conclusões, observa-se que certo indivíduo no afã de ser amado e aceito por todos, apega-se ao poder como forma de proteção à sua autoimagem, ou seja, ele necessita estar exercendo o poder (e pra isso não tem limites) para se sentir amado e protegido. 
Assim, ele desenvolve neuroses e psicoses baseadas na crença de que somente será aceito se estiver no exercício do poder; e poder deriva, na mente deturpada de nosso personagem, de patrimônio; não importando a quem pertença… se for público melhor. Eis aqui o exemplo clássico de que o ter é mais importante que o ser. É a independência completa entre o poder em relação à moral - os fins justificam os meios empregados. 
Daí, nosso sujeito predisposto à corrupção, desenvolve uma série de atitudes que culminam com um comportamento constrangedor, doloroso e desorganizador que deságua na deformação da realidade: o poder acima de qualquer coisa.
Este personagem, normalmente dotado de baixa autoestima, apresenta frustração que o leva a uma desorganização de comportamento, agindo de acordo com os seus interesses e sem grandes considerações à palavra empenhada ou aos acordos estabelecidos; assim a necessidade e desejo de autorealização jamais serão supridos totalmente, faltar-lhe-á sempre algo. 
Aliados a esses fatores, os aspectos do capitalismo que inferem que o poder está vinculado ao dinheiro. Têm-se, portanto, a mistura para a realização dessa desastrosa combustão: a personalidade do corrupto. 
O que explica, por exemplo, um magistrado que tem um salário altíssimo receber propina para decidir a favor de fulano ou beltrano? 
- É a crença de que mais dinheiro, mais poder, mais amigos, mais felicidade… É O RELATIVISMO MORAL.

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