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quarta-feira, 29 de junho de 2011

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DESEMBARGADOR ACUSADO EM ESCÂNDALO DE ASSÉDIO SEXUAL FOI JUIZ DE BURITI

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A corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investiga um suposto crime de assédio sexual, que teria sido cometido pelo desembargador Jaime Ferreira de Araújo (leia  abaixo sua biografia) do Tribunal de Justiça do Maranhão contra uma candidata, durante uma prova oral do concurso para o cargo juiz de direito substituto da 1ª Entrância, ocorrido em 4 e 5 de abril de 2009. A candidata que teria sido assediada é Sheila Silva Cunha. O número da reclamação disciplinar contra o desembargador é 0002591-76.2011.2.00.0000.
A ministra Eliana Calmon, corregedora do CNJ, encaminhou à Superintendência da Polícia Federal do Maranhão uma carta de ordem (nº 056/2011-SPR), no dia 24 de maio, determinando a busca e apreensão dos discos rígidos (HDs) para realização de perícia técnica “com vistas à identificação de eventual manipulação dos dados existentes e à recuperação daqueles que possam ter sido apagados, tomando-se o cuidado de examinar todos os diálogos registrados durante a aplicação das provas, procedendo-se à degravação dos diálogos”. As gravações em áudio contidas nos HD´s das provas orais do concurso, que podem ou não confirmar o assédio.
A denúncia surgiu após um embate de desembargadores. Em abril, os desembargadores Jaime Ferreira de Araújo e Raimundo Nonato Magalhães Melo encaminharam ao Conselho Nacional de Justiça o pedido de providencias nº 0001381-87.2011.2.00.0000, acusando a desembargadora Nelma Celeste Sarney, cunhada do presidente do Senado José Sarney, de favorecer Sheila Silva Cunha – que é mulher de um procurador federal – no concurso para juiz substituto.
Nelma foi relatora do Mandado de Segurança nº 0008954-70.2009.8.10.0000, que determinou uma recorreção (a terceira) da prova da candidata. Jaime Araújo e Raimundo Nonato argumentaram que Sheila não obteve nota suficiente para aprovação, mesmo após o pedido de revisão, e requereram, liminarmente, a exclusão da candidata da lista dos aprovados no concurso.
Em documento assinado eletronicamente no dia 9 de junho, o desembargador Raimundo Melo requereu a desistência do pedido de providências nº 1381-87 no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que trata da apuração de ato do Tribunal de Justiça no Mandado de Segurança nº 0008954-70.2009.8.10.0000, em favor de Sheila Cunha. O conselheiro Paulo Tamburini, responsável pelo caso, deferiu o pedido de Melo. Agora que o Des. Raimundo Melo pediu para sair, deixou o colega Jaime Ferreira sozinho no front de batalha com a Des. Nelma Sarney.
Nelma Sarney se defendeu atacando. Comunicou ao TJ-MA – e este ao CNJ – que “em conversa reservada”, Sheila lhe teria relatado “fatos bastante graves ocorridos durante sua arguição pelo desembargador Jaime Araújo, por ocasião da realização da prova oral”.
Consta nos autos do processo do CNJ sobre o caso a seguinte declaração de Sheila: “Como não cedi ao assédio a que fui submetida nos dois dias de provas, passou o desembargador Jaime Ferreira a me perseguir de toda forma. Ele buscava impedir, de início, a minha aprovação, e depois a minha nomeação”.
O caso foi parar nas mãos do conselheiro do CNJ Paulo de Tarso Tamburini Souza, que em 27 de abril passado o remeteu à corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, com a observação de que “as informações trazidas aos autos exigem apuração detalhada do ocorrido”.
Nelma encaminhou ao CNJ um ofício relatando o problema. “Em conversa reservada, a senhora Sheila Silva narrou-me que o desembargador teria lhe convidado para saírem juntos de forma acintosa e inesperada”, escreveu a desembargadora. Ou seja, Sheila, de Salvador (BA), não só recebeu cantadas indecorosas do magistrado como, por não ter cedido aos galanteios, acabaria reprovada injustamente.
De acordo com a revista semanal Isto é na gravação, a candidata Sheila Silva explica que ficaria no Maranhão até o dia seguinte, para pegar o resultado da prova, enquanto o marido viajaria de volta para a Bahia. “Manda ele ir embora de manhã”, afirma o homem, em tom de gracejo. Em depoimento encaminhado à corregedoria do CNJ, Sheila dá sua versão. “Como não cedi ao assédio a que fui submetida nos dois dias de provas, passou o desembargador Jaime Ferreira a me perseguir de toda forma”, disse ela. Em sua defesa, Jaime de Araújo argumentou ao CNJ que Sheila não obteve nota suficiente para aprovação no concurso, mesmo após o pedido de revisão.
Fonte: Jornal Pequeno e Revista Isto é.
Desembargador Jaime Ferreira De Araújo:
JAIME FERREIRA DE ARAÚJO nasceu em 05 de janeiro de 1947. É natural de Cumã, distrito do município de Guimarães, na baixada maranhense. Divorciado, tem três filhos: a juíza Janaína de Araújo Carvalho e os advogados Janyr de Araújo Reis e Jaime Ferreira de Araújo Filho.
Formou-se em Direito no ano de 1974, pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e pós graduou-se em Direito Processual Civil (ICAT/AEDUF – Brasília – DF) e em Ciências Criminais (UNICEUMA) e em Direito Constitucional pela UNDB, ambas em São Luís – MA.
Iniciou os seus estudos primários no Colégio Tancredo Camargo, em Cumã – escola da qual chegou a ser professor e diretor, com apenas 18 anos. Concluiu  o Ginásio no Grupo Escolar Urbano Santos e na Escola Normal Nossa Senhora de Assunção, mantida por frades e freiras canadenses, em Guimarães. Cursou o 2º Grau, na modalidade Clássico, no Liceu Maranhense, na Capital.
Foi servidor concursado.da Divisão de Engenharia da Fundação Nacional de Saúde (FNS), antiga Fundação SESP,em São Luís, de 1974 a 1975, quando iniciou a sua carreira como advogado, na cidade de Caxias, onde permaneceu até 1981, advogando nas áreas Cível e Criminal. Ao mesmo tempo em que advogava em Caxias, em 1979, foi nomeado promotor em substituição na cidade de Guimarães.
Em 1981, prestou concurso para promotor e juiz, tendo alcançado aprovação  para ambos os cargos. Foi nomeado promotor na comarca de São Bernardo, mas nem chegou assumir, pois optou pelo cargo de juiz substituto da comarca  de Buriti (1ª entrância), sendo imediatamente titularizado pelo desembargador Moacir Sipaúba da Rocha, então presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, por estar vaga a referida comarca.
Chegou à 2ª entrância em 1986, atuando como juiz da comarca de Cururupu por três anos, até ser promovido para Timon (3ª entrância), em 1990, onde permaneceu por apenas 44 dias, após permutar com o então juiz Arthur Almada Lima para a para Caxias, lá permanecendo por dois anos. Nesta época, veio para São Luís, assumindo como juiz auxiliar da 4ª entrância. Em 13 de maio de 1992, após 15 anos de carreira, foi titularizado juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública.
Ingressou no Tribunal de Justiça do Maranhão, eleito por merecimento, no dia 26 de setembro de 2007, aos 26 anos de magistratura.
Entre outras atuações de destaque, Jaime Ferreira de Araújo, foi juiz eleitoral durante 7 anos, no período de1993 a 2001, na 3ª Zona Eleitoral; diretor do Fórum Eleitoral por dois mandatos e juiz auxiliar da Corregedoria nas gestões dos desembargadores Orville Almeida e Silva (1997 – 1998), Etelvina Luísa Ribeiro Gonçalves (2000 – 2001) e Augusto Galba Maranhão (2002 – 2003).
Recebeu o título de cidadão dos municípios de Buriti e Cururupu. É autor de duas obras jurídicas: “Decisões Administrativas”, em parceria com o juiz José Eulálio Figueiredo de Almeida e “Compêndio de Legislação para Concursos e Profissionais” – com anotações e comentários ao Regimento Interno do Tribunal de Justiça e ao Código de Divisão e Organização Judiciária do Maranhão – obra produzida em parceira com os magistrados Josemar Lopes Santos e Marcelo de Carvalho Silva.

Extraído do TJ/MA
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2 COMENTÁRIOS:

  1. Você só terá sucesso na vida
    quando perdoar os erros
    e as decepções do passado.

    jailson filho de amtonia!1

    ResponderExcluir
  2. meu nome:jota vou filho de antonia eu nasce em buriti ma mais eu sao luis,esse homen ai e meu pai mais ñ sou registado:como nome dele;

    ResponderExcluir

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