"Não há pessoas nem sociedades livres, sem liberdade de expressão e de imprensa”.

(1º Princípio da Declaração de Chapultepec)

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Charles Crispim na Balada Fight - Edição Tatto

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

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EDITORIAL 1 - 2ª EDIÇÃO

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Abuso e Intimidação

Há coisas em Buriti que devem ser reverberadas para que toda população saiba o tipo de mentalidade por trás de iniciativas prepotentes e grotescas que vem acontecendo recentemente.
A tentativa primária de intimidar o movimento sindical buritiense liderado pelos professores Alex Borges e Ricardo da Zeneide ganhou uma nova faceta, após o fracasso na tentativa dos métodos clássicos, como o deslocamento para povoados distantes da sede municipal. A dissimulação do secretário de educação ganhou novo capítulo ao enviar seus coordenadores e supervisores para convocar os professores, principalmente da EJA (educação de jovens e adultos) e outros servidores para uma assembleia que coroaria o triunfo da mediocridade de seus mentores: dar fôlego a um sindicato fajuto, que tem como bandeira principal atender aos interesses do prefeito em detrimento dos direitos dos servidores municipais. Ao agir de forma maquiavélica, o secretário afronta a Constituição Federal que em seu art.8, inciso I, diz “– É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: I – a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao poder público a interferência e a intervenção na organização sindical.
Como deixa claro o texto da Carta Magna, a ingerência do poder público na organização de sindicatos é inaceitável e muito melhor faria o secretário se na tal assembleia, em sua fala aos servidores, seguisse o exemplo do profeta Isaias que purificava seus lábios com carvão aceso para que eles não contaminassem a mensagem que transmitia.
O abuso em torno da criação desse sindicato extrapolou todos os limites da razoabilidade. O problema maior não está em reunir um grupelho de bajuladores, mas em pressionar, coagir e intimidar professores, exigindo a desfiliação dos servidores do Sindicato dos Trabalhadores Do Serviço Público Municipal SINTASP/subsede de Buriti, chegando ao ponto de enviar desfiliações via sedex. Essa tática utilizada para alavancar uma organização reflete a mesquinhez do projeto político do prefeito municipal e merece o repúdio da população buritiense, porque tais práticas não contam com a opinião daqueles a quem a organização diz representar.
Logicamente que para levar adiante seu projeto seria necessário que entre seus sectários houvesse algum capaz de revestir-se completamente da burrice contagiosa e de alto potencial nocivo aos servidores, que tomou conta desse governo municipal. Para esse papel principal de sabujo-mor designou-se o professor Gilson Lima, que se apresenta como presidente do sindicato do prefeito, mesmo estando ainda associado ao SINTASP, sindicato que de fato representa os servidores de Buriti. A iniciativa do prof. Gilson de desfiliar-se do SINTASP soa muito, mas muito estranho mesmo. Como alguém pode, de repente, mudar de opinião acerca da representatividade de um sindicato? Ou mesmo acreditar ingenuamente nas propostas de um sindicato criado por meio de intervenção do poder público? Certamente os fatores que levaram a sua mudança de posição estão contemplados em benesses que carecem de melhor explicação.
Para saber o interesse maior por trás da criação do sindicato do prefeito é importante salientar que o Ministério Público, no atributo de suas funções, não acatou, devido haver irregularidades, duas indicações de membros para o Conselho do Fundeb, colegiado responsável pela fiscalização das verbas federais para educação; exigindo que hajam novas indicações dos conselheiros representantes dos professores e dos agentes administrativos.
É compreensível, diante do fracasso na tentativa de controlar, em absoluto, o Conselho do Fundeb, que o secretário de educação e toda claque que compõe esse governo estimulasse filiações maciças, não instituindo forma alguma de limitação às falácias propaladas, como a de que o município já está pagando aos professores, praticamente, o piso salarial constitucional. É como diz o conhecido dito: quando se toma, de caso pensado, o caminho da mentira para fazer política, qualquer coisa pode acontecer.
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2 COMENTÁRIOS:

  1. E AS FAZENDO DO HOMEM CRESCEM A CADA DIA. SERÁ QUE NÃO É POR CONTA DESSE CONSELHO DO FUNDEB FORMADO APENAS POR PESSOAS DA PANELA QUE NEM MESMO SABEM QUAIS SUAS ATRIBUIÇÕES? NÃO SEI, SÓ SEI QUE QUEM INFELIZMENTE QUEM SAI PREJUDICADO DE VERDADE É O POVO. MAS VAI VER DAQUI HA ALGUNS MESES O SECRETARIA DE EDUCAÇÃO POSSA VER AS COISA COM OUTROS OLHARES E COBRAR UMA GESTÃO COM TRANSPARÊNCIA. POQUE ELE MESMO ENCHE A BOCA PRA FALAR DE GESTÃO DEMOCRÁTICA E TRANSPARENCIA, A REALIDADE É QUE OLHANDO PRA ELE SÓ SE V UMA SOMBRA ESCURA SEM NEM UMA LUZ. SEU SECRETÁRIO VC PODE ATÉ ESCAPAR DOS HOMEM AQUI NA TERRA, MAS SERÁ JULGADO PERANTE UMA GRANDE PLATÉIA E COM TRANSPARENCIA NA JUSTIÇA DAQUELE A QUEM TUDO PERTENCE DE VERDADE!

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  2. ADORARIA QUE HOUVESE UMA BOA FISCALIZACAO NO PROGRAMA EJA,PORQUE NA REALIDADE OS PROPRIOS PROFESSORE EM BURITI MORREM DE VERGONHA DE FALAR EM PUBLICO POR NAO TEREM UMA CULTURA AMPLA DO QUE REALMENTE E EDUCAR E MUITO MENOS DO QUE SEJA ALFABETIZAR. NA VERDADE ESSE PROGRAMA E SO MAIS UMA DESCULPA PARA QUE O PREFEITO ACUMULE UMA BOA GRANA, OS EDUCADORES SABEM MENOS QUE OS PROPRIOS ALUNOS. É UMA VERGONHA!!!!!!!! ASSINA A AMIGA DO BURITI.

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