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 Na eleição realizada logo após a posse dos novos vereadores, na manhã desta sexta-feira (1º), a chapa pró-governo foi eleita por 6 a 5. O resultado indica que três vereadores do grupo do ex-prefeito Naldo Batista pularam para lado governista.

A vereadora NAIRES MARQUES FREIRE, popular Profa Naires (PL), 38 anos, novata na casa legislativa, foi eleita a nova presidente da Câmara de Vereadores de Buriti-MA. Na eleição realizada logo após a posse dos novos vereadores, na manhã desta sexta-feira (1º), a chapa dela venceu a concorrente, encabeçada pelo vereador Laudelino Mendes (Republicanos), com 6 dos 11 votos dos vereadores que compõe a Casa Legislativa do município. A votação foi secreta e em cédula. Esse resultado evidencia que três dos vereadores do grupo do ex-prefeito derrotado Naldo Batista pularam para lado governista.

Ela é do mesmo partido do prefeito Arnaldo Cardoso, o partido Liberal – PL.

Presidente da Casa Legislativa, ladeada pelo prefeito Arnaldo e o vice Jenilson - Crédito/foto: Edson Fotografias.

A cerimônia solene que deu posse aos vereadores foi presidida pelo vereador mais votado da legislatura, Jorge do Sindicato (Republicanos).

Onze vereadores da Câmara, mais prefeito, vice e primeira-dama - Crédito/foto: Edson Fotografias.

Professora Naires permanece na Presidência da Câmara de Vereadores pelos próximos dois anos, 2021-2022.

 


Francisco das Chagas Miguel, conhecido desde a infância por CHIQUETA, nasceu no Povoado Espingarda, viveu e residiu nessa localidade e no povoado Laranjeiras, onde era muito admirado pelo seu trabalho como ruralista e também por ser muito engraçado com suas LOROTAS, termo usado na região da minha Buriti querida como sinônimo de estórias divertidas. Exímio pé de valsa, trabalhava normalmente de segunda a segunda, no entanto se havia Féxta no sábado, no domingo, ou até mesmo no mêi de semana como ele dizia, ninguém o convidasse para trabalhar pois ele não dispensava o saculeijo de uma saia por nada nesse mundo!

Assim era a vida do CHIQUETA, também apelidado de PAPÔCO, pois falava muito alto em qualquer ocasião, inclusive em velórios, eventos nos quais a sua presença era sempre esperada, porque ele era um animador de tristezas, contando passagens alegres da vida do falecido ou da falecida. Só faltava se estivesse muito doente, uma raridade pois era muito sadio.

Nos velórios onde normalmente havia muita cachaça e muitas comidas típicas da nossa região, CHIQUETA fazia a propaganda afirmando que fora uma Fextonaaaa!

Possuía uma Força Interior muito estranha que ele dizia ser uma CIENÇA, e nunca se descobriu mesmo o que era. Se ele olhasse para uma serpente, mesmo grande e da espécie venenosa seria a morte certa da bicha, sem nenhuma lesão produzida por qualquer instrumento material. Se alguma pessoa da redondeza se ferisse com faca, com facão, com foice, com machado ou com qualquer instrumento cortante ou perfurante e sangrasse, mandava-se avisar ao CHIQUETA imediatamente para não chegar sequer perto da  casa da vítima, porque se isso ocorresse, poderia o ferido ir a óbito, era assombroso! As mulheres que trabalhavam na produção de óleo do babaçu ou da mamona e no fabrico artesanal do sabão, avisavam antecipadamente ao nosso amigo, que não as visitasse no período em que estivessem trabalhando nessa área. Se ele passasse pelas Casas delas ou pelo menos gritasse próximo, o azeite, ou o sabão viravam borra. Ele gentilmente sorrindo, atendia aos pedidos nesse sentido. Era amigo mesmo e sabia que a sua CIENÇA prejudicava infalivelmente. Foi muito amigo do meu pai que sempre tinha serviço para ele, que era o Caboclo Bom de Serviço de Roça em geral, da derrubada, da queimada, do encoivaramento, da feitura da cerca, da plantação e da colheita. Eu também era seu amigo e compadre de Fogo, aquele Sacramento feito no período junino, diante das Fogueiras, através do juramento; " São João disse, São Pedro confirmou, que nós seremos compadres (ou comadres) porque Jesus Cristo mandou. Viva São João, Viva São Pedro e Viva Nós, meu Compadre".

Sacramento válido para sempre e assim fomos compadres verdadeiros durante todo o seu CAMINHAR terreno. Cresci e depois de Diplomado no Curso Primário, fui para São Luís estudar na Cidade Grande, assim dizia meu Compadre. Quando chegavam as férias e eu estava em Laranjeiras, ele me visitava e sempre se admirava do meu crescimento dizendo, Cumpadeeeee, Rocê tá um Pileiraaa de Homee, Siô, Êitaa!

Ríamos muito, ele contava-me as suas histórias e estórias e eu contava as minhas também para ele, até que um dia voltei Bacharel em Direito e ele passou a chamar-me Doutor Djalma. Dei-lhe um abraço e pedi-lhe que continuasse a tratar-me por Compadre, como de costume. Ele penitenciou-se e disse-me em reverência: pois tá bem, Cumpade doutor, seu Caboco Véi qué ir pun-a Féxta no sábu e num tem nem um Tustâo furado e eu vendo que RocêRicuuu, puriquê esse seu Cárru bunito deve valê umas mil lata de arêa! Entre sorrisos e abraços, dei-lhe o dinheiro da cota da festa e o suficiente para a pinga.

O Tempo seguiu o seu ritmo contínuo e muitos outros reencontros com o meu amigo e compadre CHIQUETA aconteceram, até que um dia cheguei em Laranjeiras e tive uma triste notícia de que ele, com 88 anos de idade estava doente, prostrado mesmo no dizer popular. Apressei-me em visitá-lo e o encontrei deitado em uma rede de pano, meio sonolento. Aproximei-me, peguei a sua mão e dei-lhe bom dia. Abriu os olhos rapidamente sorrindo e com o grito alegre de sempre disse, Graças a Deus meu Cumpade, eu ainda lhe !

Fiquei cheio de ESPERANÇA e disse-lhe: Você ainda vai viver muito, meu Compadre, eu estou aqui para ajudar-lhe, você vai ficar bom.

Chamei o filho dele de nome Tica e pedi-lhe que preparasse a sua sacola de viagens com algumas roupas, pois eu iria levá-lo para um hospital na cidade de Chapadinha imediatamente. Ele fitou-me, segurou a minha mão, colocou-a junto do seu coração dizendo-me: Cumpade doutor, discupe, Cumpade Dijalma, Rocê sempi foi homee e é meu amigo e eu feliz por Rocê tê vindo me vê, mar num gaste seu din-eiru não, não tem mais jeito, eu vivi mais da conta, muito gradicido pur tê sido meu amigo inté oje!

Começamos juntos um choro suave abraçados, dei-lhe uma quantia em dinheiro e ele agradecendo chamou seu filho Tica dizendo, é pras vela, pro café e pra cachaça dos cavador da sepultura meu.

Contive o pranto por um instante, tentando ser forte e despedi-me dele e da sua Família.

Três dias depois recebi a notícia do falecimento dele. Confirmava- se o Vaticínio do meu Compadre CHIQUETA, um Urumbeva Sábio e INESQUECÍVEL!


SOBRE O AUTOR

É buritiense, ardoroso amante da sua terra, deu seus primeiros passos no velho Grupo Escolar Antônia Faria, cursou o Ginásio Industrial na Escola Técnica Federal do Maranhão e Científico no Liceu piauiense e no Liceu maranhense, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito/UFMA, é advogado inscrito na OAB/MA, ativo, Pós-graduado em Direito Civil, Direito Penal e Curso de Formação de Magistrado pela Escola de Magistrados do Maranhão, Delegado de Polícia Civil, Classe Especial, aposentado, exerceu todos os cargos de comando da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, incluindo o de Secretário. Detesta injustiça de qualquer natureza, principalmente contra os pobres e oprimidos, com trabalho realizado em favor destes, inclusive na Comarca de Buriti. 


 

É com grande pesar que comunicamos o falecimento do senhor VICENTE TEIXEIRA NUNES, popular VICENTE AMARO, aos 94 anos, ocorrido nesta segunda-feira 28/12. Ele foi vítima de câncer de próstata e faleceu em sua residência, na Rua Juiz de Fora, n°187, Centro de Buriti-MA, por volta das 15h25min de hoje.

Vicente Amaro trabalhou como marceneiro e carpinteiro desde os seus 16 anos de idade e reside desde 1983 no endereço citado. Viúvo há cerca de seis meses da sua companheira Francisca Pereira Nunes do Nascimento - Dona Nenenzinha, ele partiu deixando   04 filhos, 19 netos e 14 bisnetos.  Ele teve como mestre Zuquinha Galvão.

O Velório ocorre em sua residência e o sepultamento está previsto para as 9h da manhã desta terça-feira 29/12 em Cemitério do povoado Fazendinha.

Este Correio Buritiense presta solidariedade aos amigos e familiares do Senhor Vicente Amaro por esta perda e rogamos para que Deus possa confortá-los neste momento de grande dor, em que as palavras se apequenam e o espírito busca amparo na Fé.

Veículos colididos com duas vítimas fatais. Foto/crédito: internet/redes sociais.

Um grave acidente, ocorrido por volta das 13h deste sábado 26/12, no município de Anapurus (MA), deixa duas vítimas fatais. Segundo as informações iniciais, as mortes aconteceram logo após a colisão grave entre dois veículos, uma caminhonete e um veículo de passeio, em perímetro da rodovia MA-034, no povoado Vila do Caju, zona rural daquela cidade, localizada a 44 km de Buriti. 

Veja o vídeo feito por populares no local próximo ao acidente.

Uma das vítimas é a buritiense Verônica, moradora do povoado Laranjeiras.
Buritiense Verônica, vítima fatal do acidente! 


Era o ano de 1959, quando o Pároco da minha Buriti querida era o Padre Manoel Prestes de Lima, muito trabalhador, conseguiu movimentar os professantes da Fé Cristã Católica da nossa cidade no sentido de uni-los espiritualmente e em esforços para angariar recursos destinados às melhorias da Igreja Matriz e da Casa Paroquial, residência dos padres, freiras e sede da Escola Paroquial. Foi na administração dele que compramos o primeiro Relógio da Matriz, que informava com suas badaladas o CAMINHAR do Tempo diuturnamente. Ele era um padre incansável e em quase todos os meses do ano realizava festejos dos Santos e Santas correspondentes. Nós os estudantes das três Escolas, Grupo Escolar Antônia Faria, Escolas Reunidas Municipais e Escola Paroquial, éramos convocados através das respectivas Diretoras, a participar desse trabalho comunitário religioso, na verdade os pedintes de joias para os leilões. Cada escola recebia a lista de povoados a serem visitados pelas equipes, um trabalho que realizávamos com muito boa vontade e com Alegria. Naquele ano dentre os povoados listados estava incluído o conhecido Campestre, onde eu tive uma das mais comoventes lições de Humanidade, de Humildade Cristã e de AMOR no verdadeiro sentido ensinado por Jesus Cristo, o Mestre dos Mestres. Depois de visitarmos quase todas as casas daquele povoado, com muitas joias já em nossos ombros cansados, paramos diante de uma casinha muito simples, e pedimos a joia final daquele dia. Gritamos o popular ÔH DE CASAA, e ouvimos aquela música linda e também muito popular: ARRUDIAA, meus Fíiis! 

Arrudiamos e chegamos ao quintal da casinha onde encontramos uma senhora simpaticíssima que nos recebeu com um belo boom díaaa meus FÍIIIIS e um llindo sorriso. Logo em seguida eu passei a esclarecer a ela o motivo da nossa visita ao cabo de que ela nos disse: meus FÍIIS ESPERA um instantim, queu vô alí buscá un-a joia pa Nossa Sin-óra Santana. Não demorou muito e ela retornou trazendo uma abóbora bastante Grande, e a entregou nas minhas mãos dizendo, essa é abóba de leite, maxtá madurin-a, meu FÍII. Recebi contente, coloquei a abóbora no chão e dei-lhe um abraço de agradecimento, gesto seguido por todos os componentes da nossa Equipe. Em seguida iniciei a despedida da bondosa senhora, sendo mais uma vez surpreendido por ela, que falou carinhosamente dizendo que esperássemos mais um instantim, enquanto ela iria preparar um cafezinho para nós. Eu quis dispensar o café pensando em poupar-lhe trabalho, porém ao fitar o semblante dela, não tive coragem porque percebi que ela não aceitaria a recusa. Aceitamos e nos sentamos num tronco de palmeira de babaçu sobre duas forquilhas de candeia, que era o sofá da casa. 

Ela preparou o café em uma panelinha de barro e nos serviu em dois copos de alumínio, nos dizendo com um sorriso nos olhos, que só dispunha daqueles dois copos, mas eram limpinhos e depois que cada um bebesse, ela os lavaria novamente na sequência, e assim procedeu e nos encantou ainda mais. Finalmente conseguimos fazer o agradecimento final e nos despedimos. As atitudes daquela senhora, que eu a chamarei apenas de dona Maria, marcaram-me indelevelmente pra toda a minha vida. 

Voltamos para a sede da cidade, levando as joias arrecadadas e, após efetuarmos a entrega da nossa contribuição, o Padre Prestes nos agradeceu e nos solicitou que avisássemos aos nossos pais, que comprassem um presente de acordo com as condições de cada um para serem distribuídos aos mais carentes na Noite de Natal. 

Ao chegar em casa pedi ao meu Pai que comprasse duas xícaras com pires para que eu levasse como o meu presente de Natal. Ele prometeu-me e eu o abracei em agradecimento. 

Chegou a noite esperada para homenagearmos o nosso DEUS MENIMO, símbolo central da festa natalina. Eu, naquele dia, fazia parte do coral da Igreja de SANT 'ANA e estava eufórico, iria subir com o meu grupo a escada, ocupar o Palco suspenso da Igreja e ficarmos à vista de toda a comunidade entoando o consagrado e tradicional Noite Feliz, e ainda agraciarmos os nossos irmãos e irmãs mais necessitados, uma benção! Tudo ocorreu como esperado. Entreguei o meu presente a uma senhora e recebi dela um abraço muito fraterno. No entanto isolei-me um pouco do meu grupo e o meu Pai percebendo, questionou-me a razão de não estar Alegre. Contei-lhe que estava FELIZ e agradecido a Deus por TUDO. Ele insistiu em saber por que eu não demonstrava esse estado d'alma. Confessei-lhe então, que esperava encontrar a dona Maria do Campestre, após contar-lhe a história dela. Ele puxou-me pelo braço e saímos um pouco do centro da Igreja e falou baixinho no meu ouvido: Eu vou comprar um conjunto de café e VOCÊ vai levar pra sua amiga Maria, está BEM? 

Não hesitei e dei-lhe um abraço e um beijo, quase gritando, Obrigado Papai!


No dia 27 de dezembro daquele ano eu fui ao povoado Campestre e após ARRUDIAR novamente a casa de dona Maria, entreguei a ela o meu presente, recebi dela um abraço caloroso e algumas lágrimas caídas no meu ombro. Foi o Natal mais inesquecível da minha Infância.




SOBRE O AUTOR

É buritiense, ardoroso amante da sua terra, deu seus primeiros passos no velho Grupo Escolar Antônia Faria, cursou o Ginásio Industrial na Escola Técnica Federal do Maranhão e Científico no Liceu piauiense e no Liceu maranhense, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito/UFMA, é advogado inscrito na OAB/MA, ativo, Pós-graduado em Direito Civil, Direito Penal e Curso de Formação de Magistrado pela Escola de Magistrados do Maranhão, Delegado de Polícia Civil, Classe Especial, aposentado, exerceu todos os cargos de comando da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, incluindo o de Secretário. Detesta injustiça de qualquer natureza, principalmente contra os pobres e oprimidos, com trabalho realizado em favor destes, inclusive na Comarca de Buriti. 


 Operação foi deflagrada nesta manhã (23) e cumpre seis mandados de busca e apreensão.

Polícia Federal está cumprindo seis mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão — Foto: Reprodução/TV Mirante

DO G1 MA


A Polícia Federal (PF) cumpriu seis mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta 23/12, em Morros, a 301 km de Buriti (MA), em uma operação contra corrupção eleitoral.

 

Segundo a PF, a investigação apontou que um dos candidatos a prefeito e um candidato a vereador teriam comprado votos na véspera e no dia da votação em Barreirinhas.

 

De acordo com a Polícia Federal, um eleitor chegou a filmar um candidato a vereador e a esposa de um dos candidatos a prefeito oferecendo dinheiro e um veículo em troca do apoio do eleitor e de sua família.

 

Os materiais apreendidos serão analisados e os investigados podem ser indiciados por crime de corrupção eleitoral com pena que pode chegar a quatro anos de prisão, além de multa.

 


Evento realizado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) na manhã desta terça-feira 22/12, no Centro de Apoio Pedagógico-CAP, celebra concretização da Proposta Curricular para escolas de Buriti-MA.  

A Proposta Pedagógica Curricular é um documento de caráter normativo que define a linha orientadora de todas as ações da escola, desde sua estrutura curricular até suas práticas pedagógicas e de gestão. Este é, portanto, um feito bastante significativo para o município, pois a proposta anterior já estava defasada, construída em 1999. Observa-se, desde então, que muita coisa na educação mudou, portanto, a concretização desta proposta se configura como um marco bastante relevante para o município de Buriti.

Numa perspectiva de construção coletiva, democrática, a referida elaboração da proposta se deu no início de 2020, quando foram rediscutidos e repensados os fundamentos teórico-metodológicos, bem como os conteúdos das diversas áreas do conhecimento, afim de atualizá-los considerando a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).



Em sua fala, a Secretária de Educação Rosinalva Cardoso revelou sua inquietação, enquanto professora e gestora, ao trabalhar com uma proposta defasada que não contemplava os anseios da comunidade escolar e agora se emociona com a concretização de uma proposta que visa contribuir para a construção de uma escola democrática, que garante o acesso, a permanência dos alunos e a qualidade do ensino na escola pública municipal, e, consequentemente, a socialização do conhecimento científico.

Secretária Municipal de Educação, Profª Ms. Rosinalva Cardoso.

A secretaria ainda agradeceu a todos que colaboraram para a construção da proposta, professores que integraram a Comissão Técnica e Pedagógica, demais professores da Rede Municipal de Ensino e fez um agradecimento especial à coordenadora geral da SEMED, Prof Rosilene Passos, e à Prof Nony Braga, ambas presentes no evento,  pois sem o apoio, esforço e dedicação delas, nada seria possível.

Prof.ª Nony Braga, gestora educacional e ex-secretária de educação do município.




Foi na cidade de ALHURES e Comarca de Vara Única logo no início da minha Carreira Advocatícia, confiante e com todo o Respeito e Crença nos ideais de Justiça que me haviam transmitido os meus professores da inesquecível Faculdade de Direito de São Luís, baseados na máxima de que “lute pelo Direito, mas quando este conflitar com a Justiça, lute por ela”.

Recebi no meu escritório o senhor Miguel, com um problema envolvendo turbação da sua propriedade por seu vizinho muito conhecido no seu povoado como invasor de terras. Depois de esclarecer ao meu futuro cliente os prós e os contras relacionados com os fatos por ele narrados, informei-o sobre os valores pecuniários dos meus honorários profissionais e das custas judiciais, assinamos o respectivo contrato de prestação de serviço jurídico. Ingressei incontinente com a Ação de Manutenção de Posse, na forma da legislação processual vigente. Protocolada a petição, fui informado que o novo juiz da Comarca havia tomado posse no Tribunal de Justiça Exatamente naquele dia e já comunicara que entraria em exercício das funções judicantes a dois dias da posse, uma excelente notícia.

A previsão se confirmou e realmente o magistrado chegou e assumiu a chefia da Comarca na data aprazada. Juiz novo, chegou mostrando serviço, muito ágil, assustou criminosos contumazes da região ao julgar, sentenciar e determinar as prisões todas dentro da legalidade. Um alívio para a população que se encontrava descrente do Poder Judiciário há bastante tempo. Eu também fiquei esperançoso de que daquele dia em diante tudo voltaria ao normal. Procurei de imediato a Secretaria judicial pedindo uns três processos pendentes nos quais eu era o advogado constituído e que eu fosse anunciado ao juiz recém-chegado. A Secretária atendeu prontamente o acesso aos processos solicitados, no entanto demonstrando uma certa arrogância, disse-me que o JUIIIIIIZ não gostava muito de atender advogados. Sempre cumpri o dever de urbanidade com juízes, promotores, colegas advogados e servidores do Judiciário, todavia também sempre reagi com altivez às tentativas de humilhação ou desrespeito de qualquer deles. Respondi de imediato à ilustre secretária, que não pretendia namorar o meritíssimo juiz, apenas exercer um direito que me era garantido pelo Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil e uma obrigação dele, segundo a lei que disciplina a carreira de magistrado.  Ela, mesmo de fronte fechada, disse, eu vou falar com o JUIIIIZ, e eu respondi, eu aguardo senhora.

Após exatos quinze minutos, ela volta com o semblante mais ameno e falou, o senhor pode entrar.

Adentrei no gabinete já preparado para a boa ou má recepção do juiz. Ele não me pareceu arrogante. Dei-lhe as boas vindas e disse-lhe das carências e anseios de Justiça da população alhurense. Muito promissor o primeiro contato com o JUIIIIIZ.

O Tempo seguiu seu ritmo e a atuação do magistrado também continuava agradando a todos os advogados, aos clientes e a toda a comunidade.

Finalmente depois de um tempo razoável, a causa do seu Miguel foi julgada procedente, com a sentença condenatória e determinação de expedição do mandado de manutenção de posse. Venci a demanda e ganhei mais um cliente e admirador que a partir de então passou a fazer propaganda do meu trabalho. Ocorre que esse cliente era muito amigo de um jovem servidor da Promotoria da Comarca, rapaz bem apessoado no linguajar interiorano. A Sentença foi publicada e o Mandado de Intimação do Vencido digitado, porém não cumprido até então. Procurei a Secretaria Judicial para saber o porquê da demora, e apresentou-se uma outra servidora informando que o processo estava com o Juiz, para assinar. Pedi gentilmente a ela que verificasse, com uma certa atenção, o assunto, pois era uma sentença e já estava prolatada há mais de dois meses. Ela comprometeu-se a atender o meu pedido. Decorrido uns quinze dias depois desse contato, o senhor Miguel me procura aflito perguntando-me: DOUTOR, eu Perdi a causa?

Respondi-lhe, não seu Miguel.

Quem falou para o senhor este ABSURDO?

Ele aparentando alívio, disse, o PEDIM meu amigo lá da Promotoria, “coisou com a namorada do Juiz aquela Secretaria dele e o Juiz se ZANGOU e mandou ela embora. Sem entender bem a história, eu perguntei ao senhor Miguel, que relação tinha com o processo e ele respondeu que sendo amigo do PEDIM, o Juiz poderia estar ZANGADO com ele também. Pensei sobre a preocupação do meu cliente e descobri que infelizmente ele tinha razão. Averiguei sobre a Secretária Judicial e descobri que ela de fato era AMANTE do Juiz e o traíra com o PEDIM. Resolvi questionar o douto magistrado sobre a citação do Vencido da CAUSA do Senhor Miguel e o encontrei taciturno, falando muito pausadamente e logicamente sem a habitual cordialidade. Indagado sobre o mandado de citação respondeu laconicamente que estava na sua mesa e que iria assiná-lo. Agradeci e retirei-me. Uma semana depois desse encontro, recebi a notícia de que o TRAÍDO Juiz, havia sido transferido a pedido para outra Comarca.

Deixou o mandado de citação assinado, e tristemente deixou também a sua Biografia Manchada pela INSENSATEZ, com respingos de DESONRA para o Judiciário maranhense, já tão desacreditado tanto quanto o Judiciário brasileiro, felizmente ainda contendo em ambas as esferas, as valiosas poucas Raríssimas Exceções.

Eu continuo decepcionado, e felizmente ATIVO.

 *Por Bruno do Amaral/Teletime

 A Claro assinou uma parceria com a companhia de maquinário agrícola e construção civil John Deere para ampliar a cobertura e a conectividade nas áreas rurais no País. A ideia da operadora é de que, por meio da iniciativa "Campo Conectado", possa adicionar com 4G uma área de 15 milhões de hectares em 2021 – a empresa afirma já cobrir 85 milhões atualmente, totalizando assim 100 milhões de hectares no ano que vem. 

Segundo o presidente da Claro, José Felix, a quantidade de hectares adicionais em 2021 dependerá da demanda. "Estamos dispostos e achamos que temos condições técnicas. O dinheiro está reservado", declara. O executivo lembra que é necessário ter a viabilidade econômica para que a empresa instale as antenas. "Cremos que somos capazes de implementar, para começar, 15 milhões de hectares ao longo de 2021. Tomara que isso aconteça."

O acordo divulgado nesta quarta-feira, 16, tem investimento total da Claro, que se compromete a instalar torres e estações radiobase, além de fornecer serviços de Internet das Coisas (IoT) e de um centro de gerenciamento dedicado (NOC, na sigla em inglês) para o agronegócio. A operadora afirma que a iniciativa está dentro do Capex planejado. Nos últimos três anos, a empresa investiu R$ 25 bilhões, mas a previsão da controladora América Móvil é de redução do total do grupo para este ano. Importante lembrar que a Claro desembolsará R$ 3,4 bilhões pela aquisição de parte da Oi Móvel.

Como parte do acordo, a Claro lança dois produtos: Agricultura Digital e Silos Conectados. Nestes dois, estação meteorológica com sensores capazes de medir NDVI de uma planta, (Normalized Difference Vegetation Index – que fornecem informações sobre a saúde da vegetação, evapotranspiração das plantas). Também permitirá verificar o nível de fósforo ou boro no solo. A gestão de máquinas e armazenamento de insumos também é parte da solução, que terá transmissão de dados em tempo real pela rede móvel.

ESPECTRO

Por conta do alcance e do ecossistema, a Claro utilizará (pelo menos de forma predominante) a faixa de 700 MHz para conectar as novas áreas. Felix explica que a faixa de 450 MHz teoricamente seria melhor por permitir maior alcance, mas que esbarra na falta de terminais. "Tem um problema seríssimo que a gente tem discutido que é a não existência de ecossistema robusto para o 450 MHz", diz. O executivo afirma que os aparelhos que existem são muito caros, ao ponto de inviabilizar a aplicação. "É uma injustiça, mas é o cenário mundial, não é só do Brasil."

Além da faixa de 700 MHz, a Claro também utilizará a tecnologia LTE Cat-M para maior propagação do sinal. O padrão é indicado para conexão de sensores com menor consumo de dados e de energia, podendo alcançar distância de até 100 km da antena. 

Como também vai oferecer serviço móvel regular pela antena, a Claro também pretende implantar a tecnologia 4,5G (LTE-Advanced Pro, com agregação de portadoras) e prevê a possibilidade de colocar o 5G DSS, que faz uso compartilhado de frequências do LTE.

 OPERAÇÃO

A Claro e a John Deere se aliaram a uma terceira empresa, a Sol, na qual afirmam não ter participação no capital. Ela será responsável pela operacionalização do sistema. "Quando for contratar o serviço, a empresa Sol entra em contato e acerta os detalhes e a conexão", explica o presidente da John Deere Brasil, Paulo Hermann. Ainda assim, os 270 pontos de atendimento da rede de concessionários da fabricante será utilizada para a venda. Os profissionais serão treinados para que, a partir do dia 15 de janeiro, já possam conduzir o processo. 

A variação da quantidade de hectares cobertos se dá também por conta da demanda à qual José Felix se refere. Será preciso haver uma quantidade mínima de hectare para assegurar a viabilidade da nova instalação, que naturalmente será feita de acordo com as regras locais de licenciamento. O serviço terá custo de uma assinatura de R$ 20 por hectare ao ano, além do plano normal por SIMcard. As máquinas da John Deere produzidas desde 2015 já têm modem para conectividade.

Será necessário fazer um estudo georreferenciado da propriedade para avaliar se já há alguma cobertura, mas a expectativa de Hermann é de poder atender até 70 mil hectares, a depender do relevo. "A Claro vai colocar a torre e o investimento necessário. A única contrapartida que pedimos é o comprometimento de utilização", explica o diretor de negócios de IoT da Embratel/Claro, Eduardo Polidoro.

"Nossos concessionários vão ajudar a conectar. Cada antena precisa ser economicamente viável, tem um investimento por parte da Claro e tem que haver uso da torre. Evidentemente, os funcionários vão organizar e trazer de forma pró-ativa clientes na região para a gente viabilizar o máximo de ERBs possível", complementa Rodrigo Bonato, da John Deere. 


Evento, restrito, foi realizado pela Justiça Eleitoral nesta quarta-feira 16/12. Veja quem deve assumir o mandato em 1º de janeiro de 2021.

O futuro prefeito Arnaldo Cardoso (PL), seu vice Jenilson Gouveia (Patriotas) e os 11 vereadores eleitos foram diplomados na manhã desta quarta-feira 16/12. A cerimônia restrita no Centro de Apoio Pedagógico -CAP oficializou os nomes dos políticos que estarão à frente do Executivo e Legislativo buritienses pelos próximos quatro anos.

A diplomação é a última etapa cumprida pela Justiça Eleitoral em ano de eleição. Ela atesta que o candidato foi efetivamente eleito pelo povo e, por isso, está apto a tomar posse no cargo, algo que ocorrerá no dia 1º de janeiro. O ato desta quarta-feira foi presidido pelo juiz Galtieri Mendes de Arruda e demorou pouco mais que 12min.

Arnaldo Cardoso agradeceu aos eleitores, desejou feliz natal e ano novo, falou sobre os trabalhos dos próximos anos e afirmou que o povo não vai se decepcionar com sua administração. Assista abaixo.

Por conta das restrições da pandemia do coronavírus, apenas os eleitos e dois convidados, no máximo, puderam participar do evento. Sentados com o devido distanciamento, eles receberam a diplomação diretamente, em cerimônia rápida, com a presença do magistrado e do Chefe de Cartório.

SOBRE A DIPLOMAÇÃO

Diplomação é o ato pelo qual a Justiça Eleitoral atesta que o candidato foi efetivamente eleito pelo povo e, por isso, está apto a tomar posse no cargo. Nessa ocasião, ocorre a entrega dos diplomas, que são assinados, conforme o caso, pelo juiz de Direito, presidente da Junta Totalizadora do município, representando o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Segundo o Código Eleitoral (art. 215, parágrafo único), no diploma devem constar o nome do candidato, a indicação da legenda sob a qual concorreu, o cargo para o qual foi eleito e, facultativamente, outros dados a critério do juiz.

VEJA A LISTA DOS VEREADORES ELEITOS:

1.    Jorge do Sindicato (Republicanos) – 1.245 votos

2.    Toinho Frances (PSC) – 788 votos

3.    Hélio Flora (PSC) – 752 votos

4.    Reginaldo da Van (Republicanos) – 717 votos

5.    Laudelino (PSC) - 585 votos

6.    Djailson o Vein (PSC) – 570 votos

7.    Didi do Mocambinho (Republicanos) - 518 votos

8.    Ednaldo Freitas (PL) - 513 votos

9.    Andrea Costa (Republicanos) - 465 votos

10. Professora Naíres (PL) - 369 votos

11. Matheus Lafaet (Patriotas) - 336 votos

IMAGENS DA DIPLOMAÇÃO

Arnaldo Cardoso(PL) sendo diplomado pelo Juiz Eleitoral de Buriti-MA

Arnaldo Cardoso e futura primeira-dama do município.

Vice-prefeito eleito Jenilson Gouveia (Patriotas) e sua esposa Shirly Gouveia..


Jenilson Gouveia sendo diplomado pelo Juiz Eleitoral de Buriti-MA

Eleitos para 2021-2024.

 

Eu tinha dez anos e três meses de idade na época, na minha Buriti querida, cidade que costumo chamá-la de Meu Torrão Sagrado. Havia uma Senhora aparentando seus trinta e cinco anos, com traços fisionômicos finos, apesar de claramente sofrida, conhecida por LAZARINA.

Todos os dias, muito cedo ela empreendia uma caminhada desde a sua casa na Rua Inácia Vaz, até o Mercado Público Municipal ainda hoje existente no extremo da cidade.

A praça da Matriz buritiense era permeada de Amendoeiras frondosas e carregas de frutos, que nós meninos, adorávamos muito, pela sombra e pelas GOSTOSAS amêndoas. Era o trecho ESPECIAL por onde também diariamente passava a protagonista principal desta história marcante na minha infância que só retorna na minha memória e daqueles com quem convivi feliz, apesar dos entreveros entre nós. Éramos o suplício da vida de LAZARINA, porque também diariamente subíamos nas amendoeiras para colhermos frutos, mas principalmente para esperarmos a passagem daquela criatura que para toda a cidade, era apenas uma LOUCA. Quando ela dava o primeiro passo na Praça, começávamos a Gritar em coro e bem forte: LAZARINAAAA, PÚL, PÚL, PÚL, ÊH LAZARINAAAA! Ela, que normalmente vinha CALMA cantando o Hino da Padroeira da cidade, Sant' Ana, no seu nan, nan, nan, nani, nan, nan, nan, nan, se desesperava e chorava convulsivamente chamando-nos Bando de Diabos, Vocês só fazem isto comigo por culpa do Osvaldo, que me tomou o Buriti que a minha Mãe me deu, Urubus dos Infernos! Para nós garotos, (urubus) era o máximo conseguirmos irritá-la e levá-la realmente à LOUCURA, enquanto ela continuava seguindo o seu caminho e culpando o Osvaldo, que na VERDADE era o senhor Osvaldo Faria, o prefeito da cidade, um prefeito muito humano e muito amigo, além de muito simples e pelo que conheci da sua história, muito honesto, no meu conceito.

Um determinado dia uma curiosidade tomou conta da minha mente e eu refleti sobre a minha atitude e dos meus colegas, uns mais velhos, outros da minha idade. Decidi pesquisar sobre a origem daquela mulher, nossa irmã, de pele negra, no entanto da nossa raça, a RAÇA HUMANA, e entendi que estávamos sendo muito maus e desumanos. Meditei por algumas horas por onde iniciar o meu trabalho investigativo. Depois de muito pensar, lembrei-me do Tabelião do 2° Ofício de Registro Civil de Buriti, o senhor Antonio Ferreira Campos, um gentleman, amigo do meu PAI e do meu avô e de todas as famílias da cidade. Parte do problema estava resolvido, pensei sozinho.

No dia seguinte, devidamente vestido na minha garbosa farda do Grupo Escolar Antonio Faria, fui a casa e cartório do seu Ferreira, como era chamado na intimidade, encontrando-o à janela, seu hábito matinal. Apressado, o cumprimentei e ele alegremente respondeu ao meu cumprimento e elogiou-me com uma interrogação: o quê que o meu doutorzinho deseja?

Contei-lhe do meu desejo de saber a origem e o nome de LAZARINA para que eu tentasse ajudá-la.

Ele mudou o semblante e senti-o entre admirado e contente, e novamente outra interrogação: ajudar a LAZARINA, como doutorzinho?

Respondi-lhe que ainda não sabia, no entanto eu iria ajudá-la.

Seu Ferreira, imediatamente se dirigiu à porta da sua casa e disse-me entre e sente-se.

Sentei-me atento e ansioso, e ele começou a responder a minha indagação.

O nome da LAZARINA é Maria Francisca da Silva, e a família dela é do município de Brejo, mas já mora em Buriti há muitos anos. Ela não é LOUCA, tem somente uma ilusão de que a mãe dela lhe deixou uma herança. Se não mexerem com ela, ela é uma pessoa muito calma.

Emocionado agradeci ao seu Ferreira e falei com voz trêmula, que já sabia como ajudar a nossa LAZARINA.

Ele sorriu e falou: Boa sorteeee doutorzinho!

Segui para a Escola, e em lá chegando comecei o meu trabalho de ajuda a nossa LAZARINA, iniciando a conversa com o colega Francisco Sousa de Sousa, o Chico Boca de Fogo, apelidado assim, porque o pai dele, um caminhoneiro era conhecido na cidade por esse nome. Em seguida fui conversando com os demais colegas, sempre isoladamente, pra não gerar discussão à toa e por em risco o meu trabalho cristão.  Encerrado o diálogo com todos os meus colegas de turma, pedi ao meu irmão Wilson para ajudar-me a convencer os colegas da turma dele. Surpreso ele respondeu com uma pergunta, ficou Doidoooo? E num segundo dizer brincando, que iria ajudar-me.

No dia seguinte o grande Dia. Às oito horas matinais, um sábado, sem aula, fui esperar a LAZARINA na calçada do CINE TEATRO BURITIENSE, e em cinco minutos ela apareceu cantando o Hino de sempre. Postei-me diante dela e cumprimentei-a com um suave e alegre BOOOOM DIAAA, dona Maria Francisca da Silva ao que ela retrucou, bom dia, MINIMO, quem te disse meu nome?

Não respondi e passei a falar sem dar-lhe tempo de interromper-me.

A partir de hoje NINGUÉM mais irá zangar a senhora, eu não vou deixar, com a ajuda de DEUS e da nossa Padroeira Sant ' Ana, está BEM?

Ela olhou-me sorrindo, puxou-me para um abraço, seus olhos começaram a lacrimejar e disse-me comovida:

MININO, tu tem um coração muito bom, tu já é um HOMEEEEEEE.

Tomei-a pelo braço, acompanhei-a até o início da Praça Matriz, esperei que ela subisse e desse os primeiros passos, ela voltou-se para uma olhada e recomeçou tranquila a cantarolar o Hino da Padroeira de Buriti.

Daquele dia em diante Ela NUNCA mais foi atormentada por nenhum de NÓS, durante o nosso tempo de convivência juntos.

Tenho a CERTEZA de que dona Maria Francisca da Silva, está Feliz no Jardim dos Eleitos por JESUS CRISTO, porque Ela mereceu e foi na Terra dos Humanos a LOUCA mais SÃ, que eu conheci.

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