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 DA FOLHA DE S. PAULO


O diretor-geral da Polícia Federal, delegado Rolando Alexandre de Souza, afirmou nesta sexta-feira 16/10 que a corporação vai cruzar dados nas eleições deste ano para identificar possíveis candidaturas laranjas.

Segundo disse Rolando, em evento de lançamento da Operação Integrada Eleições 2020 ao lado do ministro da Justiça, André Mendonça, e do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, o mapeamento de possíveis candidatos laranjas será uma das prioridades da PF no pleito, ao lado de ações para identificar a origem de fake news.

"Temos sistemas que estão cruzando os dados automaticamente e que já nos dão um indicativo das candidaturas laranjas. Através do cruzamento de dados eu tenho a identificação de possíveis laranjas, e assim permitir que a Polícia Federal seja mais assertiva", afirmou o diretor-geral da PF.

"Através dos recursos repassados e a forma que aconteceu a votação, eu consigo ter um painel de onde estão [os candidatos] nos estados e municípios e quem são as pessoas que provavelmente são laranjas. E que obviamente responderão a inquéritos e se, ao cabo se identificar responsabilidade, serão responsabilizadas para apreciação do Poder Judiciário."

De acordo com Rolando, parte do processo investigativo da PF se baseará no rastreamento de recursos públicos recebidos para as campanhas e os votos que efetivamente a pessoa recebeu.

"Tem uma parte em tempo real e outra parte que eu só vou conseguir identificar após a votação", disse. "Os sistemas estão todos otimizados para isso: fake news e candidaturas laranjas, além, claro, de boca de urna", complementou.

 Foram cumpridos mandados em Coelho Neto, São Luís, Barreirinhas, Santa Inês, Bacabal, São Luís Gonzaga, Lago Verde e Codó.

Operação investiga funcionários dos Correios que estariam simulando furtos para ficar com mercadorias no Maranhão — Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de ontem, quinta-feira 17/9, uma operação com a finalidade de desarticular grupo criminoso que se utiliza da estrutura dos Correios para o cometimento de diversas fraudes. Denominada "Mercancia Postal", a operação contou com informações da Coordenação de Segurança Coorporativa dos Correios e com apoio do Ministério Público Federal.

Segundo a PF, as investigações apontaram que funcionários dos Correios estariam simulando roubos e furtos para se apropriarem de valores das agências, cobrando propina para revalidação de senhas de benefícios previdenciários no procedimento de “prova de vida" e criando CPFs em nome de pessoas fictícias para o recebimento fraudulento de benefícios assistenciais do Governo Federal, entre eles o auxílio emergencial pago em razão da pandemia de COVID-19.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, seis mandados de prisão temporária e oito mandados de intimação. Além disso, foi determinado o sequestro de bens dos principais investigados no valor total de R$ 933.888,28.

A operação chegou a cidades como São Luís, Barreirinhas, Santa Inês, Bacabal, São Luís Gonzaga, Lago Verde, Codó e Coelho Neto. Ao todo, 74 policiais federais cumpriram as determinações judiciais.

Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder por roubo, furto, corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, peculato eletrônico, falsa comunicação de crime, estelionato majorado e associação criminosa.

Por meio de nota, os Correios afirmaram que a operação da Polícia Federal é uma ação conjunta, realizada entre os Correios e a PF, por meio de fornecimento de informações ao órgão de segurança.

Os Correios disseram, ainda, que a empresa continua colaborando com as autoridades e que ela considera inaceitável a conduta de empregados que venham a agir contra os padrões e valores defendidos pela empresa, que adota, de imediato, as medidas disciplinares que os casos requerem.

A empresa afirmou que esse tipo de conduta não condiz com as normas da instituição e não traduz o comportamento de seu quadro de pessoal.

DO G1 MA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nessa terça-feira 16/6 a quebra do sigilo bancário de 11 parlamentares apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Moraes atendeu pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) que também demandou a operação de busca e apreensão realizada contra 21 alvos em quatro estados do país no mesmo dia de manhã.

A ação conjunta foi batizada de Operação Lume. O objetivo é apurar se os parlamentares se somaram a empresários, blogueiros e outros ativistas digitais que foram alvos da busca e apreensão participaram de um esquema de financiamento dos atos de apoio ao presidente da República contra a democracia. Eles pediam o fechamento do STF e do Congresso Nacional.

Alexandre de Moraes também ordenou que as redes sociais apresentem relatórios sobre a chamada “monetização” de páginas bolsonaristas que promoveram os atos antidemocráticos. No jargão da internet, monetização é a forma de remunerar sites, blogueiros e youtubers através de publicidade, redirecionamento a outros sites e até a venda de informação de seus públicos.

Alguns dos principais deputados federais da base de apoio do presidente da República foram atingidos pela decisão do ministro Moraes. São eles: Carla Zambelli (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF), Cabo Junio Amaral (PSL-MG) e Otoni de Paula (PSC-RJ). Na segunda linha, também foram determinadas a quebra dos sigilos dos deputados federais Daniel Silveira (PSL-RJ), General Girão (PSL-RN),  Carolina de Toni (PSL-SC), Guiga Peixoto (PSL-SP), Alê Silva (PSL-MG), e Aline Sleutjes (PSL-PR). O senador da República Arolde de Oliveira (PSD-RJ) também teve a quebra do seu sigilo bancário determinado.

Deputados que tiveram sigilo quebrado

Senador bolsonarista que teve sugilo quebrado pelo STF

As quebras de sigilo bancário foram determinadas após a PGR constatar indícios de que os parlamentares manifestaram seu apoio aos atos antidemocráticos e a necessidade de aprofundar as investigações em relação a eles.

PRISÕES DE MAIS TRÊS INVESTIGADOS E APREENSÕES

Ainda na terça, segundo a colunista Bela Megale de O Globo, a PF prendeu outros três investigados que não foram encontrados na operação de segunda-feira, 15, que deteve a extremista de direita Sara Fernanda Geromini, autodenominada Sara Winter.

Sara Giromini se autodenomia Sara Winter, em redes sociais - Foto: Reprodução

O inquérito sobre os atos antidemocráticos foi uma solicitação do procurador-geral da República, Augusto Aras, em abril. A PGR objetiva investigar a organização dos movimentos e o possível cometimento de crimes previstos na Lei de Segurança Nacional.

BUSCA E APREENSÃO – O deputado Daniel Silveira foi um dos alvos da operação de busca e apreensão realizada em cinco Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão e Santa Catarina) e no Distrito Federal pela Polícia Federal, também por ordem de Alexandre de Moraes. Além dele, outros personagens notórios do bolsonarismo foram alvo da operação, casos do blogueiro Allan dos Santos, do empresário e advogado Luís Felipe Belmonte e do publicitário Sérgio Lima.

                                                                                 DO JORNAL EXTRA CLASSE

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