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Do blog Valdivan Alves  

Uma motocicleta roubada foi apreendida por agentes de trânsito na manhã desta quarta-feira 5/8 estacionada ao lado da agência da Caixa Econômica Federal na cidade de Chapadinha. 

Após consulta ao sistema de informação, os agentes constataram que se tratava de uma HONDA/NXR 150 BROS MIX ES 2010, de cor preta, Placa NNF- 2435, da cidade de Buriti/MA com registro de roubo/furto. 

O veículo foi encaminhado a Central de Flagrantes da Policia Civil de Chapadinha, para instauração de inquérito policial que vai apurar o crime.

Foto/divulgação: Agentes de Trânsito


O médico e ex-prefeito de Chapadinha (MA) Dr JOSÉ DA COSTA ALMEIDA, 81 anos, morreu na noite deste sábado 5/7, por volta das 20h30, vítima da Covid-19, no Hospital São Domingos, em São Luís.

Natural do povoado buritiense Mocambinho, Zé Almeida foi primeiro médico de Chapadinha (MA)

 Nascido em 31 de julho de 1938, no povoado Mocambinho de Buriti (MA), Zé Almeida, como era mais popular, viveu sua infância nesse interior e, na juventude, foi encaminhado pelo pai Raimundo Almeida (ex-prefeito por dois mandatos em Buriti) para o município de São Bernardo, junto com os irmãos Bernardo Almeida e Hélio Almeida, ambos já falecidos,  para estudar o primário; em seguida, a Parnaíba/PI para fazer o ginásio, no colégio interno São Luís Gonzaga, daí seguiu para Fortaleza, onde cursou medicina na Universidade Federal do Ceará.

A partir de 1967, já formado médico, passou a residir em Chapadinha, onde exerceu com muito zelo e carinho sua profissão e ganhou a admiração da comunidade chapadinhense da época, que, inclusive, trabalhou intensa e voluntariamente para elegê-lo prefeito daquela cidade para mandato de seis anos, de 1983 a 1988.

Zé Almeida também atuou como coordenador geral de saúde no governo João Castelo (1979-1982), diretor hospitalar e secretário de saúde em Chapadinha, cidade que, juntamente com Buriti, perde um homem público correto, médico conceituado e político de raiz com nome registrado na história dos dois municípios.

Ele partiu deixando a companheira Edilene Sousa Oliveira, três filhos e dois netos.  Com sua morte, dos quatro irmãos, filhos de Raimundo Nonato de Almeida e dona Hilda da Costa Almeida, saídos do Mocambinho, apenas Maria Telma Almeida Carvalho permanece viva.



NOTA DO EDITOR: O Correio Buritiense lamenta profundamente a morte do ilustre buritiense Zé Almeida, médico querido, homem público que deixa lições de amizade, profissionalismo e humanidade. Rogamos a Deus que conforte o coração dos familiares e amigos neste momento de dor e que o Espírito Divino console e lhes dê serenidade para atravessar esta tempestade. Assim prestamos aqui, muito respeitosamente, nossas condolências e deixamos os nossos mais sinceros pêsames.
O FÓRUM SOCIAL DE CHAPADINHA divulgou nesta sexta-feira 5/6 uma carta aberta à sociedade local e regional em que cobra e sugere publicamente que os governos coloquem de fato em prática ações sugeridas para enfrentamento à pandemia da Covid-19, doença do novo coronavírus.
A carta traz cinco tópicos com sugestões (ações de reforço educativo, ações de campo, monitoramento dos casos, resposta à população e valorização profissional) elaboradas após ampla discussão que analisou “um cenário preocupante, com uma aceleração rápida, ausência de medicamentos básicos para a população, principalmente para casos leves, ausência de medicação também em farmácia particulares, tudo isso somado à inócua atuação do poder público municipal no enfrentamento eficiente à COVID-19”, diz o documento que vai endossado por 16 entidades/movimentos.
Surgido em 2015, o Fórum Social de Chapadinha é um movimento de debate e mobilização da luta por direitos humanos no município de Chapadinha, de caráter apartidário, surgido das lutas por direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, bem como da participação de ativistas em movimentos, conselhos de direitos e campanhas em prol do bem social dos excluídos, perseguidos e discriminados.  Reúne representantes dos mais variados segmentos sociais.
Leia a carta abaixo na íntegra e  ACESSE AQUI EM PDF:

FÓRUM SOCIAL DE CHAPADINHA

CARTA À SOCIEDADE CHAPADINHENSE SOBRE O ENFRENTAMENTO À COVID 19
         A COVID-19 é uma enfermidade ocasionada pelo coronavírus denominado SARS-CoV-2, o qual apresenta em indivíduos acometidos, um quadro clínico que pode variar desde infecções assintomáticas a quadros respiratórios graves, com sintomas como: tosse, febre, coriza, dor de garganta, perda de olfato e paladar e dificuldade para respirar, o que tem levado muitos munícipes em busca de auxílio médico e, em alguns casos, à automedicação, o que neste último pode ocasionar danos severos à saúde do indivíduo.
No mundo inteiro já são mais de 371.000 mil mortos e o Brasil dentro deste cenário, já ocupa o quarto lugar com 30.058 pessoas que foram a óbito e o segundo lugar em número de casos confirmados de COVID-19, a situação decorrente da falta de um atendimento adequado, sobretudo nas regiões mais carentes, torna o quadro cada dia mais alarmante.
No estado do Maranhão, já foram confirmados aproximadamente 37.000 casos, com cerca de 12.000 recuperados e quase 1.000 óbitos, cenário em que Chapadinha tem sido mencionada como uma das cidades com maior número de casos no estado, atualmente com mais de 1.113 confirmados e com 19 óbitos registrados até o momento.
Desta forma em um cenário preocupante, com uma aceleração rápida, ausência de medicamentos básicos para a população, principalmente para casos leves, ausência de medicação também em farmácia particulares, tudo isso somado à inócua atuação do poder público municipal no enfrentamento eficiente à COVID-19, e preocupados com a saúde de nossa população, fazemos a seguintes sugestões:
Ações sugeridas ao enfrentamento da COVID 19 
1 Ações de reforço em educação sanitária
 1.1 – Publicação, via site da prefeitura, veículos de comunicação do município e redes sociais, de relatórios semanais sobre o cenário da COVID 19 no município (Boletim Técnico Semanal), constando informações sobre as ações de enfrentamento do período; compras de medicamentos e equipamentos previstos e efetivados; disponibilização financeira de créditos e recursos utilizados e em relação ao Boletim diário, divulgar ainda o número de leitos disponíveis naquele dia em relação ao número total;
1.2 – Parceria com Instituições de Ensino Superior, na modalidade “Colaboração Técnica”, no sentido da elaboração de estudos técnicos e científicos, bem como pareceres acerca das medidas tomadas;
1.3 – Monitoramento e interação com a mídia local e redes sociais, prevendo intervenções com comentários para possíveis correções de informações (evitando pânico e desinformações), pautando-se em bases de dados adequadas e dentro de parâmetros éticos;
1.4 – Implantação de um sistema de comunicação direto com a comunidade, por meio de “carro de som”, orientando sobre as medidas corretas de enfrentamento à virose, bem como atualizando o cenário do vírus naquele bairro, com atendimento ainda na zona rural.
2 Ações de campo
 2.1 – Implementar ações de fiscalização na área urbana e rural de Chapadinha, dando maior poder de ação aos órgãos competentes no sentido de punição do indivíduo que descumprir os decretos já estabelecidos em conformidade com a legislação vigente e a todos os agentes disponibilizados equipamentos de proteção individual;
2.2 – Implementar ações no sentido de determinar o toque de recolher no período entre as 21 horas e 5 horas do dia seguinte. Caso haja descumprimento, o cidadão receberá advertência e, em caso de desacato, conduzido à autoridade policial competente;
2.3 – Adiantar os feriados do restante do ano, evitando maiores perdas aos comerciantes, que deverão apresentar assessorado por técnicos da prefeitura um plano de retorno às atividades comerciais, a fim de que tenhamos mais segurança evitando ampliar a possibilidade de disseminação do vírus;
2.4 – Mercado municipal: monitorar os clientes e comerciantes no cumprimento das medidas sanitárias, com orientação básica sobre as principais medidas de prevenção à doença e aferição de temperatura, medidas de distanciamento não inferior a três metros. Intensificar esse trabalho aos sábados e domingos;
2.5 – Lotéricas e bancos: ampliação das tendas para melhoria de conforto térmico para a população que necessite destes serviços, manutenção do apoio dado neste momento pela Secretaria Municipal de Assistência Social até o final da pandemia e promoção do distanciamento entre um indivíduo e outro de três metros de distância.
2.6 – Implementar um sistema de barreiras móveis, seja nas entradas da cidade, seja entre regiões da cidade.
3 Monitoramento de casos
 3.1 - Fortalecer a ouvidoria COVID-19 para atendimento com maior celeridade às solicitações designadas pela população, seguindo-se rigorosamente as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do MS (Ministério da Saúde) do Brasil, inclusive no sentindo do monitoramento e cumprimento dos prazos de 24 ou 48 horas da ligação de retorno, como solicitação de que o paciente aponte sua localização via GPS do celular, ou um endereço exato, para visitas de acompanhamento in loco;
3.2 Capacitar profissionais voltados à área de saúde como Biólogos, Técnicos em Enfermagem e assim como Bombeiros Civis, para monitoramento in loco do paciente, respeitando-se os protocolos em relação a casos suspeitos ou COVID-19 positivo;
3.3 - Implementar ações de monitoramento dos bairros com surtos da doença, buscando-se com base em ferramentas científicas, identificar os possíveis fatores para que se possa dar uma reposta imediata à população;
3.4 – Acompanhar a incidência de casos de COVID-19 na população mais vulnerável economicamente, mães chefe de família, bem como nas populações negras, indígenas e quilombolas, assegurando o suporte necessário ao tratamento da doença.
3.5 – Dar apoio psicológico e de reforço alimentar às famílias acometidas pela virose, com estabelecimento de protocolos para atendimento ao indivíduo com a maior celeridade possível;
3.6 – Avaliar de forma mais rigorosa casos que necessitem de internação de forma imediata e tomar providências com a maior celeridade que o caso requeira;
3.7 – Apoiar as famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica, além dos alunos matriculados na rede de ensino com distribuição, além de cestas básicas também incluindo-se kits de higiene, fortalecendo ainda os programas de compras por parte das instituições com observância ao cumprimento de 30% reservados à produtos oriundos da agricultura familiar local.
3.8 - Caso a população não atenda às orientações e caso a resposta às proposições baseadas em ferramentas científicas seguras não sejam adequadas ou positivas, implementar o lockdown para 15 dias com possibilidades de prorrogação para mais 15 dias.
4 Resposta à população
 4.1 – Construir uma base de dados com todas as possíveis informações sobre a taxa de contágio, taxa de mortalidade, taxa de recuperação em função geral e do bairro, de acordo com as condições sócio econômicas, apresentando os avanços e retrocessos do processo se for o caso. Isso pode ser realizado por meio de Termos de Cooperação Técnica com Instituições de Ensino Superior;
4.2 – Abrir um portal de discussão direta com os diversos setores da sociedade, como por exemplo os sindicatos por meio de “live” pelo Zoom, Google meet de maneira sistemática os quais trariam um panorama de como cada setor da sociedade tem observado e sentido a doença em seu meio e de que forma poderiam contribuir no enfrentamento à COVID-19 de forma ampliada, participativa e colaborativa;
4.3 – Instalar pias com água e sabão disponíveis à população em locais estratégicos do município de Chapadinha - MA;
4.4 – Desinfecção de todos os espaços públicos utilizando-se as recomendações da OMS em um período não superior a 24 horas entre uma e outra ação, especialmente para aqueles onde haja um fluxo maior de pessoas;
4.5 – Disponibilização de informações sobre recursos advindos à prefeitura para tratamento da situação da COVID 19, bem como disponibilizar o arquivo do Plano de Enfrentamento por meio de redes sociais e/ou àqueles que demonstrarem interesse. Também o relatório quinzenal de execução do Plano e de aplicação dos recursos.

5 Valorização profissional
5.1 – Dar suporte aos profissionais considerados estratégicos no enfrentamento à COVID-19 como, por exemplo, àqueles atuantes na área de saúde, Guarda Civil Municipal e Agentes de Trânsito, disponibilizando equipamentos de proteção individual adequados, atendimento médico e psicológico quando for o caso com maior celeridade, para que caso acometido da doença possa retornar com maior segurança possível à suas atividades e aporte financeiro para cada categoria a que se faz jus durante o período de enfrentamento à pandemia.
Desta forma considerando o acima exposto e que a gravidade da situação no município de Chapadinha tem se tornado insustentável e de alta complexidade principalmente quando observado os dados que o município apresenta em sua página no Facebook em relação ao crescimento tanto no número de casos acumulados (1.113) tanto quanto em termos de óbitos (19) até o momento, solicitamos a maior celeridade possível em se dar uma resposta positiva à população, considerando ainda que nesse momento podemos ter uma alta demanda de leitos na UPA e no Hospital Regional o que vai colocar todo sistema de saúde local em colapso, deixando uma grande parcela da população desassistida e em um cenário muito difícil.
Assinam esta carta:
Articulação Semiárido (ASA)
Associação dos Professores da Universidade Federal do Maranhão (APRUMA)
Cáritas Diocesana de Brejo
Coordenação do Curso de Ciências Biológicas CCAA/UFMA
Faculdade do Baixo Parnaíba (FAP)
Fórum Balaiada
Juventude Manifesta
Levante Popular da Juventude
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
SIMPROESSEMA
SINDCHAP
Sociedade Esportiva Real Brasil
STIUMA
Quebradeiras de Coco do Canto do Ferreira
Quilombo Barro Vermelho
Reserva Extrativista Chapada Limpa

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