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A Secretária Municipal de Saúde de Buriti (MA), Shirley Gouveia, juntamente com o vice-prefeito Jenilson Gouveia e outros profissionais de Saúde receberam na noite desta terça-feira 19/1 o primeiro lote de vacina contra o COVID-19. Em breve, a Semus divulgará o cronograma de vacinação. 

Com a segunda onda do coronavírus assustando no Brasil, a chegada em Buriti/MA da vacina aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reaviva as esperanças na luta contra essa doença que já atingiu 762 buritienses e levou 16 deles à morte. 

De acordo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o potencial das vacinas contra a Covid-19 pode virar o jogo. Porém, sabe-se que a previsão é de ação limitada dos imunizantes nos estágios iniciais.

 Por Eudes Félix/ Jornal Fatos dos Municípios

O prefeito de Buriti (MA), Arnaldo Cardoso (PL), esteve presente na última quinta-feira 14/1, na sede da Federação dos municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) para participar da eleição para a escolha do novo presidente.

A disputa era entre o atual presidente Erlanio Xavier, PDT, prefeito de Igarapé Grande, e o prefeito de Caxias, Fábio Gentil, Republicanos, e com 12 votos de diferença Herlânio Xavier se reelegeu para o biênio 2021 e 2022 numa disputa acirrada.


O prefeito Arnaldo chegou à FAMEM, na Grande Ilha, por volta das 15h, acompanhado do seu vice-prefeito Jenilson Gouveia, a Primeira Dama Luziene Cardoso, dos filhos menores Daniel e Cristina e, ao seu lado, a prefeita de Anapurus Vanderly Monteles que se reelegeu para governar por mais quatro anos.

O novo gestor de Buriti de Inácia Vaz se sentiu à vontade e trocou ideias com prefeitos de variadas regiões maranhenses ganhando experiências e fortalecendo conhecimentos enquanto aguardavam o resultado oficial da apuração dos votos que só foi divulgado às 18;36h com a vitória de Herlânio Xavier com vantagem de 12 votos válidos.

Logo em seguida, Arnaldo Cardoso falou à reportagem do jornal Fatos dos Municípios; “Quero parabenizar o presidente reeleito Erlânio Xavier, desejando-lhe boa sorte e espero que a luta municipalista continue unificado na defesa dos municípios do Maranhão”, enfatizou.


 CONFIRA ABAIXO ABAIXO A ÍNTEGRA DA NOTA PÚBLICA DO CONSELHO TUTELAR DE BURITI:

“O Conselho Tutelar de Buriti de Inácia Vaz - MA no uso de suas atribuições vem publicamente por meio desta, alertar a população buritiense sobre os últimos acontecimentos ocorrido nos municípios de São José dos Basílios e Dom Pedro-MA. As informações sobre as tentativas de sequestro de crianças e adolescentes são verídicas, ocorrendo principalmente na Zona Rural, assim como na sede dos municípios citados

Seguindo a Nota Pública da ACECTMA Associação de  Conselheiros (as) e Ex-conselheiro (as) Tutelares do Estado do  Maranhão, o Conselho Tutelar de Buriti vem democratizar, socializar e informar a população, principalmente em face da aproximação do ano letivo para que haja compromisso e responsabilidade dos pais e responsáveis de acompanharem seus filhos até o estabelecimento de ensino, embora seja fato que muitos pais negligenciam esse dever, ocasionando danos irreparáveis.

Desta forma pedimos aos pais e responsáveis que tomem cuidado com suas crianças e adolescentes. Não os deixem a sós e não permitam que saiam desacompanhados. Pedimos ainda que todos orientem seus filhos sobre a situação. Qualquer suspeita, procure imediatamente o Conselho Tutelar, Delegacia de Polícia Civil e a Policia Militar. Estamos em alerta!

Desde já o Conselho Tutelar de Buriti-MA, agradece total atenção e os nossos protestos de estima e considerações.”

Atenciosamente,

CONSELHO TUTELAR DE BURITI-MA

O Informe Epidemiológico nº 05/2021, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde – Semus nesta segunda-feira 18/1, às 18h, registra 17 notificações sobre a covid-19, no período de 1º a 18 de janeiro de 2021, sendo 4 (quatro) casos positivos da doença e 8 (dois) suspeitos. Desde o início da pandemia, em março de 2020, um total de 762 casos foram confirmados, sendo 742 recuperados e 16 óbitos. Outros 775 casos foram descartados. 

Na distribuição dos casos positivos por zona municipal, a área urbana concentra o maior número, com 577, e, as localidades rurais, 187.

Morador da Localidade Cocal, a uma légua do Povoado Laranjeiras o lavrador Raimundo Pereira da Conceição, popularmente conhecido por João Bigode, era genitor de uma prole invejável composta de três filhos e cinco filhas, a saber: Raimundo, José, Francisco, Francinete, Maria Cristina, Alzemira, Marinete e Maria da Luz. Orgulhava-se de ser pai de treiz fíos ômi e cincu fías mué, a quem dedicava muito cuidado e zelo. Em um certo dia, chegou no pequeno comércio do meu pai, onde tinha crédito, o famoso Fiado, comprou uma escova dental, um tubo de pasta Colipe, meio quilo de café em grão, uma rapadura, um pedaço de fumo baiano e um pacote de papilina pa módi fazê os cigárrus. Papai o parabenizou por ter ele comprado a escova e a pasta dentais, dizendo-lhe que era muito saudável escovar os dentes e a boca diariamente. Ele respondeu afirmativamente, no entanto esclareceu que era pus meuz fíos e pás mín-as fías, pá ficárim paricídus fíos de brâncus. Papai riu e não mais comentou. Chegando a sua casa, João Bigode muito compenetrado, chamou os filhos pela ordem de idade e começou a orientação sobre saúde bucal com muita autoridade e muito carinho na forma seguinte: Raimundim, Cinete, Crixtina, Zezim, Zimirim-a, Nete, Chiquin, Maríin-a, de ôje invânti, maincêu u dia, bênça papai, bênça mamãi,  péguim a iscôva, u túbu de paxta i iscová os dêntis. Dispôís díço, todu múndu tumá café. Nem a pasta e nem a escova duraram mais do que vinte dias de uso. O pai cuidadoso alegando falta de economia por parte dos filhos e filhas, resolveu que a família toda usasse mesmo folhas de Juazeiro para a higienização que era produto da natureza e muito mais barato. Um caçador notável e único na região conhecia os hábitos de todos os animais da Localidade em que morava, acompanhava-os pelo rastro e pelo cheiro, conversava com eles e conseguia chamá-los com assobios e fungados, como ele mesmo dizia, e era VERDADE. O Cocal era uma propriedade da minha Tia Geninha, João Bigode era seu compadre e Morador responsável pela Terra, na verdade um senhor Administrador e amigo. Tinha tanto conhecimento da Terra, quanto de todas as espécies viventes, animais e vegetais, pelo nome e a utilidade de cada um. Quando descíamos para o brejal inundado de Juçara, de buriti, de bacaba, de buritirana e também de Sucurís e Jacarés de variados tamanhos e variadas idades, erados, segundo o nosso herói místico, ele seguia sempre a nossa frente. Ao primeiro vociferar dos animais raivosos, ele respondia: UUR, AAR, Pátraiz, Sucuruiú BEXTAAA, É Eu i úsmeuzamigus, vão drumííi!

 Assim procedia se fossem Jacarés ou Onças todos os bichos se acalmaram. Nós ficávamos todos impressionados com a sabedoria, a coragem e o modo como aquele homem analfabeto, conseguira ser tão íntimo da Natureza, das suas criaturas, e discipliná-los tal qual um especialista ou realmente um ser orientado por uma divindade.

Colhidos os frutos, era hora de pensarmos na volta para a Casinha simples do nosso amigo e hospitaleiro Caçador. Ele nos apontava o local seguro para nós ficarmos sem a presença dele e nos dizia com uma certeza absoluta: cêiz fícum AQUÍ e num Siafáxtim, que eu Rô arrumá um um bíxo pá NÓIZ almuçá !

Ficamos aguardando a volta do nosso amigo para sabermos que animal ele traria para o almoço, certos de que não falharia. Um tatu, um mambira, um veado, uma paca, uma cotia, um jacu, uma nambu, o almoço estava garantido. Uma vez ele pegou um Tatupeba grande e um Macaco vivo e perguntou-nos, para mim e para o meu irmão Wilson, quase sempre estávamos juntos:  cêiz quérim prová carne de Macaco, é múntu da bôa! Recusamos, assustados, ao sentirmos tristeza no semblante do macaco que parecia implorar socorro. Ele percebeu a nossa piedade com aquela vítima e fez uma segunda proposta, levarmos o macaco prego para criarmos. Aceitamos sem discutirmos e ele nos deu orientações valiosas para domarmos a criaturinha simpática. Imaginando que não poderíamos contar com a aprovação imediata de Papai e de Mamãe, mas mantivemos a confirmação do Aceite. Depois de saborearmos o Tatu preparado no leite de Coco babaçu pela dona Alzemira, mulher do nosso amigo, seguimos a viagem de volta a Laranjeiras, levando um pouco de farofa da caça para casa e o nosso futuro amigo acomodado num cofo de palhas de pindoba, fabricação de João Bigode, que era também artesão. O bichinho demonstrava ALEGRIA ao receber os nossos medrosos carinhos.

Chegamos a casa com Cocalino e tivemos uma grata surpresa, Papai e Mamãe não nos recriminaram, apenas observaram que teríamos dificuldades com a alimentação e a moradia dele. Informamos que João Bigode nos dera as instruções sobre todos os cuidados com o nosso engraçado vivente. Sobre a residência dele, imediatamente fomos falar com o seu Zacaria Cassiano, um artista artesão de mão cheia, como era conhecido, nosso vizinho e também amigo, esposo da nossa tia Diquinha e ele muito prestativo começou logo a construir a casa de Cocalino, de tábuas de pequizeiro bem trabalhadas, que depois de pronta recebeu uma cama de pano, aprovada sem reclamação pelo morador ilustre. Dormia cedo da noite e acordava cedo da manhã, junto com as galinhas, como nos alertara João Bigode, que todas as vezes que vinha fazer compras na Quitanda de Papai, sempre o visitava relembrando o episódio da sua aquisição, elogiava a nossa ação e recebia de agrado, um pedaço de fumo baiano e uma rapadura, que ele tanto gostava. Em uma dessas visitas nos convidou para irmos dormir uma noite em sua casa para ouvirmos suas ixtóras cantadas, cujo convite foi aceito com muito interesse. Marcamos a ida em uma sexta-feira com a aquiescência de Papai e de Mamãe e no dia combinado, fomos levando redes, lençóis, pijamas, o pedaço de fumo e a rapadura, o presente que ele mais gostava de receber. Naquele dia ele alertou a sua esposa Zimira para servir o jantar mais cedo, duas Nambus fritas no azeite de babaçu com baião de dois, uma delícia. Após o jantar, já às sete horas da noite, João Bigode inicia a sua apresentação cantada, sobre um Cavalo alforriado do trabalho pesado, por idade. Teria este recebido a missão de expulsar uma família de macacos que estava roubando milho, melancia, macaxeira e feijão da roça de um fazendeiro, tendo o Cavalo se transformado numa armadilha de cordas amarradas as suas patas e deixado no meio da roça fingindo-se de morto. Os macacos chegaram para praticarem o roubo no horário costumeiro e vendo o Cavalo deitado, inerte, pensaram que ele estava morto. Resolveram então, orientados pelo chefe da família se amarrarem nas cordas que serviam de armadilhas, para tirarem o morto de dentro das plantações. Todos amarrados, foram surpreendidos com o Cavalo se levantando e correndo com eles presos às cordas, um desespero para a macacada. Começa finalmente esta IXTÓRA cantada. João Bigode termina de fumar um cigarro, afina a voz com um gargarejo de tiquira e inicia assim:

Éra um Carrálo  réeee, Quí num prextava mais pá trabaiá Tirô cárta de furría, Pá matá a maxacaríia O Carrálo réeea cumeça Corrêeeee , Xóru macaco Juãou Pái cigura o Carrálo aí adiênti Quí um páu quebrô min-á mãoú Grita o macaco Juáquim Pái cigúru o Carrálo aí adiênti Quí um páu quebrô meu fucim...

Segue a ixtóra cantada e em poesia nessa rima de João Bigodi, até serem quebrados todos os macacos ladrões. O Cavalo se transformou em um herói dos Cavalos e do fazendeiro. Nós aplaudimos o amigo João Bigode lá pelo cantar do galo, às três horas da madrugada deixando-o satisfeito como contador de histórias cantadas em versos. Retornamos para Laranjeiras encantados com mais esta proeza do nosso amigo.

 Cocalino viveu conosco por dez anos e morreu saudável, um idoso, considerando-se que um Macaco vive, segundo estudiosos, em média trinta  anos. O nosso místico amigo João Bigode continuou morando na localidade Cocal e participando da nossa vida, nos nossos períodos de férias escolares até quando a minha Tia Geninha vendeu a propriedade, dando-lhe uma compensação financeira merecida pela sua honesta administração, com a qual, já viúvo, os filhos todos independentes e casados, comprou uma casa no Povoado Palestina, onde viveu seus últimos dias, falecendo há quinze anos, deixando-nos muita SAUDADE,  uma valiosa e inesquecível história, além de uma lição vida preciosa.

SOBRE O AUTOR

É buritiense, ardoroso amante da sua terra, deu seus primeiros passos no velho Grupo Escolar Antônia Faria, cursou o Ginásio Industrial na Escola Técnica Federal do Maranhão e Científico no Liceu piauiense e no Liceu maranhense, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito/UFMA, é advogado inscrito na OAB/MA, ativo, Pós-graduado em Direito Civil, Direito Penal e Curso de Formação de Magistrado pela Escola de Magistrados do Maranhão, Delegado de Polícia Civil, Classe Especial, aposentado, exerceu todos os cargos de comando da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, incluindo o de Secretário. Detesta injustiça de qualquer natureza, principalmente contra os pobres e oprimidos, com trabalho realizado em favor destes, inclusive na Comarca de Buriti. 

O Informe Epidemiológico nº 03/2021, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde – Semus nesta quinta-feira 14/1, às 21h, registrou seis notificações sobre a covid-19, sendo 4 (quatro) casos positivos da doença e 2 (dois) suspeitos. Desde o início da pandemia, em março de 2020, um total de 762 casos foram confirmados, sendo 742 recuperados e 16 óbitos. Outros 770 casos foram descartados. 

Na distribuição dos casos positivos por zona municipal, a área urbana concentra o maior número, com 577 (75,7%), e, as localidades rurais, 187 (24,3%).

 Apenas 4 casos ativos da doença foram registrados no boletim epidemiológico dessa terça 12/1

 A Secretaria Municipal de Saúde – Semus de Buriti-MA voltou a divulgar os dados sobre a covid-19, doença do novo coronavírus.  Desde o dia 4 de dezembro do ano passado não eram mais divulgados os boletins epidemiológicos. O CORREIO BURITIENSE abordou esse “apagão” de informações e cobrou explicações dos atuais gestores e ex-gestores da pasta (Clique aqui e relembre).

De acordo com o INFORME EPIDEMIOLÓGICO dessa terça-feira 12/1, lançado às 23h, há apenas 4 casos ativos da doença no município.  São informados um total de 760 casos confirmados, sendo 740 recuperados e 16 óbitos. Outros 761 casos foram descartados.

Na distribuição por zona, a área urbana concentra o maior número, com 573 (75%) e, na rural, 187 (25%).

Promotor de Justiça Laércio Ramos e o presidente do CMS Izael Vasconcelos

O presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Buriti (MA), Izael Vieira De Vasconcelos, juntamente com o também conselheiro Otamar Linhares da Silva estiveram na manhã desta quarta-feira 13/1 reunidos com o Promotor de Justiça Laércio Ramos do Vale, da Comarca do município. O objetivo da visita é buscar parcerias institucionais que visem o desenvolvimento de uma boa atuação do CMS, da secretaria de saúde e da prefeitura municipal à população buritiense, especialmente no tocante à aplicação dos recursos da saúde. 

Para o presidente Izael Vasconcelos é fundamental discutir as responsabilidades do município para implementar e prestar um serviço de qualidade no sistema público municipal de saúde e o CMS está focado em acompanhar os recursos investidos e os serviços prestados para comunidade. 
Promotor de Justiça Laércio Ramos e o conselheiro Otamar Linhares

Foto/divulgação: ilustração

A Justiça condenou um homem que estava sendo acusado de prática de calúnia em grupo do aplicativo "WhatsApp". Conforme sentença proferida na Comarca de Bacuri, ele terá que indenizar o ofendido no valor de 500 reais. Na ação, a parte autora alega ter sido caluniada pelo réu em grupo de Whatsapp e, para comprovar as ofensas, juntou ao processo um boletim de ocorrência e os 'prints' das conversas. A sentença enfatiza que foi realizada uma audiência de conciliação, mas as partes envolvidas não chegaram a um acordo.

"De início, via de regra a ausência da parte reclamada leva a que se produzam os efeitos da revelia, exonerando a parte autora de provar os fatos deduzidos como fundamento de seu pedido, ante a presunção da veracidade, conforme reza o artigo 344 do Código de Processo Civil (...) Contudo, a presunção não é absoluta. Portanto, conquanto revel o demandado, persiste o dever deste juízo em analisar o caso concreto em comparação com as provas presentes no processo (...) No caso em questão, a causa remete à ocorrência de calúnia perpetrada pelo réu em desfavor do autor", analisa a sentença, frisando que a calúnia consiste em imputar falsamente a pessoa fato definido como crime.

O Judiciário ressalta que, para fins de responsabilidade civil, pode-se caracterizar a ofensa moral como subjetiva ou objetiva, em que a primeira atinge o íntimo do ofendido, enquanto a segunda denigre a imagem da pessoa perante o meio social. "Analisando os fatos levantados e as provas anexadas ao processo pela parte autora, extrai-se que a dano em questão foi propagando em grupo de whatsapp, cuja mensagem descreve que um carro virou sucata (...) Conforme extraído do Boletim de Ocorrência anexado aos autos, verifica-se que o autor teria sido acusado pelo réu de ter retirado o motor de um determinado veículo para colocar em barco de sua propriedade, sem a correspondente contraprestação, acrescendo ainda que faz isso reiteradamente, assemelhando-se, portanto, ao crime de furto", destaca a sentença.

E segue: "Tais afirmações, por afetarem a imagem do autor perante terceiros, prejudicam a sua honra objetiva e merecem reparação. Para tanto, o Código Civil assevera que a indenização deverá ser adequada às circunstâncias do caso: A indenização por injúria, difamação ou calúnia consistirá na reparação do dano que delas resulte ao ofendido (...) Se o ofendido não puder provar prejuízo material, caberá ao juiz fixar, equitativamente, o valor da indenização, na conformidade das circunstâncias do caso (...) Dessa forma, considerando que a ofensa foi propagada em ambiente restrito (grupo de whatsapp), sendo, pois, presumivelmente limitado o seu alcance, que os fatos imputados não aparentam ter grande relevância social, e que o responsável por proferir as ofensas, diante das dificuldades de escrita, é pessoa de pouca instrução, o que faz supor sua baixa condição econômica, entende-se como razoável a fixação do dano moral no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais)".

A sentença judicial finaliza ressaltando que, com relação ao pedido da parte autora para que a retração dos fatos fosse feita pelos meios de comunicação presentes no Município de Apicum-Açú, termo judiciário da Comarca de Bacuri, entende-se como não razoável, tendo vista a ofensa ter ocorrido em ambiente restrito, alcançando provavelmente apenas os integrantes do grupo de WhatsApp.

 Da Asscom/CGJ

 


Levantamento do Blog do Neto Ferreira aponta que Buriti e Coelho Neto celebraram contratos públicos com a empresa investigada. Não se sabe de irregularidades sobre os contratos da cidade.

Localizada em Teresina (PI), a Distribuidora Saúde & Vida, que opera em várias Prefeituras do Maranhão, foi alvo de buscas durante a operação “Campanile” deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira 12/1, no Piauí.

A Saúde & Vida estaria envolvida em um esquema criminoso de fraude em licitações que resultou e contratos suspeitos da Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) com três empresas que não teriam condições técnicas de atender ao objeto contratado na quantidade, especificações, prazo especificado ou que forneceriam produtos com preços majorados, implicando em gastos excessivos pela Sesapi.

Os recursos eram voltados para o tratamento da Covid-19, incluindo a construção de hospitais de campanha, e envolvem R$ 33.725 milhões do Fundo Nacional de Saúde e Ministério da Saúde.

A Distribuidora vem sendo uma das empresas recordistas em vencer licitações milionárias em Prefeituras maranhenses. A dona dos contratos milionários é dos sócios Thiago Gomes Duarte e Douglas Henrique da Silva Macedo.

Levantamento realizado pelo Blog do Neto Ferreira no site do Tribunal de Contas do Estado mostra que a distribuidora fez fortuna entre os anos de 2016 a 2020. A empresa abocanhou mais de 100 contratos públicos que chegam ao total de R$ 59.849.793,62 milhões.

Entre as Prefeituras que contrataram os serviços da Saúde & Vida estão a de Raposa, Timon, São João dos Patos, São Raimundo das Mangabeiras, Matões, Barão de Grajaú, Bacabal, Imperatriz, Buriti, São Francisco do Maranhão, Feira Nova, Coelho Neto, São Bernardo, Sucupira do Riachão, Santa Quitéria e São Luís.

 

 


A guarnição de serviço diário, por volta das 9h desta terça-feira 12/1, durante rondas ostensivas, apreendeu uma motocicleta Yamaha YBR Factor 125k, vermelha, placa NXD-1185, no centro da cidade de Santa Quitéria do Maranhão, a 88km de Buriti (MA),  e, após consulta via infoseg/Denatran, foi constatado registro de Roubo/furto. O condutor e o veículo foram conduzidos à DPC de Santa Quitéria para as providências cabíveis. 

 DA FOLHA DE S.PAULO


O Banco do Brasil aprovou um conjunto de medidas que diminuem sua estrutura organizacional com fechamento de pontos de atendimento e programas de demissão voluntária. Serão encerradas 361 unidades, sendo 112 agências.

 As medidas foram anunciadas nesta segunda-feira 11/1 ao mercado. O banco estima que a economia anual com as medidas alcance R$ 353 milhões em 2021 e R$ 2,7 bilhões até 2025. A estratégia é rever a necessidade de atendimento físico e fortalecer os canais digitais, que já representam a maior parte das operações.

 De acordo com o banco, a Covid-19 acelerou esse movimento. A quantidade de transações em guichês de caixa no BB caiu 42% desde 2016, enquanto o uso digital dobrou no mesmo período e já responde por 86% das transações.

As medidas anunciadas nesta segunda envolverão, ao todo, 870 unidades pelo país. Além do encerramento de atividades de parte delas, outras 243 agências terão suas funções reduzidas ao serem transformadas em postos de atendimentos (que não têm gerente).

O banco também vai transformar 145 unidades de negócios em lojas. Elas possuem terminais, mas não guichês de caixa.

 Também serão criadas 28 unidades de negócios especializadas (sendo 14 agências voltadas a agronegócio e 14 escritórios para clientes que dão prioridade a serviços de forma digital), com aproveitamento de espaços já existentes.

 Segundo o Banco do Brasil, as mudanças nas agências acontecerão a partir de 22 de fevereiro e serão comunicadas aos clientes por SMS, aplicativo de celular, site na internet, terminais de autoatendimento, além de correspondências, e-mail e cartazes nas agências.

 A mudança de agência é automática. Os clientes não precisam fazer nenhum procedimento e podem manter seus cartões e senhas para transações, mesmo que haja alteração no número da conta.

 DEMISSÃO VOLUNTÁRIA

 Foram aprovadas pelo banco ainda duas modalidades de desligamento incentivado voluntário aos funcionários. A estimativa do BB é que cerca de 5.000 funcionários façam adesão aos dois programas.

 

O enxugamento de agências continua um movimento observado desde o governo do então presidente Michel Temer (de 2016 a 2018).

 Em 2017, houve uma reformulação significativa para eliminar 781 agências (14% do total da época), sendo que 379 seriam convertidas em postos de atendimentos e 402 unidades seriam encerradas, somando-se a outras 51 agências que tinham começado a ser fechadas em outubro de 2016.

 Do fim de 2016 até o fim de 2019, foram eliminadas 1.390 agências tradicionais (uma redução de 27%). No mesmo período, o banco desligou 7.432 funcionários (cerca de 7% do total inicial).

As demissões no setor bancário aumentaram durante a pandemia e aconteceram mesmo diante do lucro bilionário dessas instituições. Antes do Banco do Brasil, os outros quatro maiores bancos do país (Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander) já haviam promovido desligamentos ao longo de 2020.

 Um levantamento feito pelo Dieese aponta que nos primeiros dez meses do ano passado, o segmento contava com um saldo negativo de 8.086 vagas, sendo 13,7 mil contratados contra 21,8 mil desligados no período.

 Ainda de acordo com o Dieese, o mês com o pior saldo em 2020 foi outubro, que contabilizou mais de 6,8 mil demissões contra 1,3 mil novos contratos. O saldo negativo indicou que 5,6 mil postos de trabalho foram fechados no período.

Especialistas já haviam analisado que a maior digitalização no setor bancário seria o maior motor para o enxugamento das estruturas. Outro fator seria o menor juros básicos no país, em 2% ao ano, que também influencia por exigir um maior corte de custos no segmento.

 Ex-secretário de saúde e ex-chefe de vigilância sanitária do município disseram que o sistema online sempre foi alimentado com os dados, apenas os banners deixaram de ser divulgados, e que a gestão passada não suprimiu nenhuma informação.

Reportagem da Folha de São Paulo da semana passada aponta que, com tempos epidêmicos diferentes, os municípios com até 20 mil habitantes, inicialmente pouco afetados pela Covid-19, tiveram uma explosão de casos no segundo semestre de 2020 e registraram maior crescimento percentual de mortes no período.

Levantamento realizado pelo jornal mostra que enquanto o percentual de óbitos no Brasil cresceu 227% no segundo semestre em relação ao primeiro, nos 3.797 municípios com até 20 mil moradores houve um aumento médio de 503%.


O novo coronavírus já chegou a todos os municípios brasileiros e ultrapassou as 200 mil mortes no país.

Enquanto os números de infectados e mortos voltam a assustar cidades de pequeno e médio porte, a população de Buriti (MA), estimada em 28.798, desde de dezembro do ano passado não teve mais informações divulgadas sobre a situação epidemiológica da doença no município.  O último boletim recebido por este CORREIO BURITIENSE e divulgado pela equipe de comunicação da gestão anterior foi datado de 3 de dezembro. Nele, informa-se a existência de 19 casos ativos e 16 óbitos, num total de 754 confirmados, distribuídos em cerca de 51 povoados.  

É sabido que Buriti não possui estrutura para atender pacientes com casos graves, até mesmo o atendimento nos casos mais moderados já era precário, necessitando do auxílio de cidades maiores. Entretanto, a demora do diagnóstico e da internação, dependendo da gravidade do caso, pode colocar a vida de uma pessoa em risco. E com falta de informações claras sobre a epidemia na cidade, especialmente, após as aglomerações do período eleitoral e com festas recorrentes sem controle, o cenário da doença fica sombrio.  

O CORREIO entrou em contado com o ex-secretário de saúde Raí Pablo, na gestão Naldo Batista (PSC), cobrando explicações sobre o apagão nas informações e ele afirmou que apenas foi parado de divulgar os banners diários, mas que o sistema e-SUS Notifica covid, sistema federal de notificações de casos covid, e o Notifica MA estavam sendo alimentados normalmente. “Contudo, os casos estavam no que chamamos de platô de manutenção sempre na faixa de 10 a 17 ativos porque vão surgindo casos novos e outros entrando em cura. A partir do dia 01 a atual gestão já teria que solicitar um novo acesso a ambas as plataformas para notificação dos casos.”, disse ele.

O ex-secretário também informou que, inclusive, o caso de Buriti já foi estudado em artigo nacional (vejam links abaixo) e que uma das causas para a manutenção dos casos baixo teria sido o apoio das equipes de saúde da família e ACS na identificação acompanhamento dos casos ativos bem como sintomas que viessem a surgir na família.

ARTIGO DE OPINIÃO:

https://saudeempublico.blogfolha.uol.com.br/2020/12/21/do-combate-a-convivencia-respostas-de-municipios-a-pandemia-de-covid-19/

NOTA TÉCNICA:

https://ieps.org.br/wp-content/uploads/2020/12/IEPS_NT15.pdf

 A ex-chefe de vigilância sanitária do município, enfermeira Clenia Simões, também contatou o Blog para ratificar as informações dadas pelo ex-secretário, acrescentou que a gestão passada não suprimiu nenhuma informação e que alimentou o sistema online dos sistemas de notificação ligados à covid-19. Segundo ela, o último boletim divulgado foi em 11/12 e o último caso ativo da doença, em 1º de dezembro, a partir daí “o município entrou numa curva de declínio”. Ela disse ainda que a gestão atual já informada sobre quais os procedimentos de cadastro do novo coordenador de epidemiologia para dar prosseguimento no lançamento das informações.

O CORREIO também entrou em contato com a atual secretária de saúde, Shirley Gouveia, que informou existir um enfermeiro especialista na pasta para as intervenções sobre a covid-19 do município e estão trabalhando nas informações epidemiológicas sobre a doença, com possibilidade de já na semana que vem ter divulgação dos boletins.  

Pacovan, ex-prefeito, empresários e laranjas  vão levar de 8 e 10 anos de prisão

Foto/ilustração

A 1ª Vara Criminal da Comarca da Ilha condenou o empresário Josival Cavalcante da Silva, conhecido como “Pacovan” e mais 21 réus denunciados pelo Ministério Público estadual por crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa, que seriam praticados por meio de postos de gasolina em São Luís e no interior do Estado, da rede “Nosso Posto”. 

A sentença do juiz Ronaldo Maciel, titular da vara exclusiva de processamento e julgamento dos crimes de organização criminosa, com mais de 500 páginas, foi emitida na véspera do recesso judiciário, em 18 de dezembro, e acolheu, parcialmente, os pedidos do Ministério Público estadual de condenação dos 22 réus e reparação dos danos causados por suas condutas ilícitas e perda de bens e valores envolvidos nos crimes.

No julgamento do caso, o juiz constatou a existência dos elementos que configuram o crime de organização criminosa regulamentado na Lei nº 12.850/2013 (Define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal a ser aplicado), identificando os requisitos de “estrutura ordenada, divisão de tarefas, estabilidade e permanência” das práticas delituosas atribuídas ao grupo.

Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, identificado como líder do grupo, foi condenado a dez anos, oito meses e 15 dias de reclusão. Edna Maria Pereira (ex-companheira de Pacovan) e José Etelmar Carvalho Campelo (contador) foram condenados a oito anos e três meses de reclusão. Geraldo Valdônio Lima da Silva (o “Mamãe”), Francisco Xavier Serra Silva, Jean Paulo Carvalho Oliveira e Thamerson Damasceno Fontinele receberam oito anos de reclusão e sete meses de detenção.

Simone Silva Lima (Empresa “Serra Caminhões) e Renato Lisboa Campos (ex-prefeito de Bacabal) foram condenados a oito anos de reclusão, e um ano de detenção. Também foram penalizados com oito anos de reclusão os demais réus Rafaely de Jesus Souza Carvalho, Júnior de Andrade Silva, João Batista Pereira (o “JB”), Lourenço Bastos da Silva Neto (contador), Sâmia Lima Awad, Kellia Fernanda de Sousa Duailib, Manassés Martins de Sousa (o “Bob”). Receberam a mesma pena Ilzenir, Creudilene e Creudiane Souza Carvalho, Auriléia de Jesus Froz Moraes, Manuel Santos da Silva e Adriano Almeida Sotero – considerados “laranjas” no esquema. 

A INVESTIGAÇÃO

As investigações tiveram início em 2015 e demonstram a existência de movimentações atípicas praticadas pela organização criminosa desde o ano de 2012. Interceptações telefônicas realizadas até 2017 apontaram a existência das condutas praticadas pelos membros do grupo.

Foram esclarecidos na ação penal o funcionamento de esquema de agiotagem  e o modus operandi da organização criminosa, com recrutamento de pessoas para a constituição de empresas individuais ou em sociedade; branqueamento de capitais de origem ilícita por meio de uma atividade lícita (empresas de revenda de combustível,  material de construção e veículos) que movimentam vultosas quantias de origem ilegal;  revenda de mercadorias não declaradas ao fisco (sonegação fiscal) e atividades paralelas criminosas, como a prática de usura, com envolvimento de políticos ou candidatos a cargo eletivos.

O esquema contava com a atuação de profissionais de contabilidade voltada à constituição de empresas em nome de laranjas, que detinham o controle e o conhecimento das irregularidades financeiras ocorridas nas empresas. 

A DENÚNCIA

Segundo o Ministério Público, a empresa Nosso Posto Joyce II, constituída em 2014, com capital de 100 mil reais, administrada por PACOVAN e formalmente de propriedade dos denunciados Rafaely Carvalho e Júnior de Andrade Silva, registrou entre maio e dezembro de 2014 movimentação financeira típica, acima de sua capacidade financeira, com aplicações de R$ 11.558.000,00 e faturamento de R$ 8.715.952,26, demonstrando a prática de crimes contra a ordem tributária associado ao branqueamento de capitais. 

Consta ainda que a empresa participa dos grupos empresariais “Gasóleos Santa Teresinha” e “Comércio de Derivados de Petróleo Joyce”, os quais tiveram faturamento, no mesmo período, de R$ 3.672.585,18 e R$ 19.880.208,00, demonstrando inconsistência entre o fluxo regular de valores da referida atividade comercial – venda de combustível e derivados, com distorções de valores transitados e registrados nas contas bancárias da empresa.

Ainda de acordo com a denúncia, houve um fluxo intenso de valores em curto espaço de tempo, além de recebimento de recursos de diversas prefeituras do Maranhão, como Nova Olinda, Bela Vista, Pio XII, Afonso Cunha, Santa Rita, Serrano do Maranhão, Água Doce e Magalhães de Almeida. Além disso, ficou demonstrada a existência de transferência de dinheiro pela empresa a pessoas físicas ligadas a prefeituras municipais, como prefeitos, secretários e servidores em geral.

A denúncia também aponta inconsistências em relação a pessoas jurídicas identificadas nas movimentações financeiras mantidas com o “Nosso Posto Joyce II”, que comprovam o cometimento de crimes de lavagem de dinheiro, como as empresas BFX Construções e Comércio, PG Mineração e Engenharia, CS Oliveira e Comércio-ME e Lastro Engenharia e Incorporações.

As provas da materialidade e da autoria foram sustentadas em um conjunto de provas com informações do sistema INFOSEG, declarações prestadas na investigação policial, registros de ocorrências, laudo de perícia criminal, interceptações telefônicas, interrogatórios de acusados e declaração de testemunhas em juízo, relatório de análise fiscal e de levantamento de imóveis, dentre outros documentos.

A SENTENÇA

Na sentença, o juiz constata que o modus operandi empregado pelos denunciados revelou a existência de “uma forte organização criminosa, estável e permanente”, e a “estreita ligação entre seus integrantes com a finalidade de cometer diversos crimes, como lavagem de dinheiro, usura, crime tributário, e crimes contra a ordem econômica”.

Cada um dos integrantes do grupo criminoso exercia atividades específicas, de acordo com suas habilidades e aproveitamento, conforme as funções que exerciam nas respectivas empresas às quais estavam ligados, pertencentes ao grupo liderado por Pacovan, cooperando para o todo criminoso.

“...A organização criminosa, em sua atuação, tinha como principal objetivo a obtenção de vantagem de qualquer natureza, tais como dinheiro, imóveis, gados, veículos, dentre outros”, declarou o juiz na sentença.

Ronaldo Maciel esclareceu que, embora havendo “necessidade e urgência”, deixou de decretar a prisão preventiva de Pacovan para impedir a continuidade das condutas criminosas, por falta de requerimento do Ministério Público, nas alegações finais da ação. O juiz explicou que a falta do pedido não se deve à inércia do MP, mas pelo fato de a prisão do empresário, por crimes semelhantes (pela polícia federal, em 03/12/20) ter ocorrido somente depois da conclusão do processo para sentença, e, embora existindo o fato novo (a prisão dele) - o que justificaria a decretação, por ser fato público e notório, mesmo não existindo nos autos  - deixou de decretar a prisão de Pacovan devido ao impedimento de natureza processual.

O Código de Processo Penal, com as alterações realizadas pelo pacote anticrime (Lei 13.964/2019), passou a exigir, em seu artigo 311, o requerimento do Ministério Público ou representação da autoridade policial, mesmo na fase judicial, impedindo a decretação de prisão de ofício pelo magistrado.

Quanto aos demais réus, que se encontram respondendo à ação penal em liberdade, o juiz também não viu motivos para a decretação da prisão preventiva na sentença condenatória, porque essa ordem decorreria apenas da fase processual, o que configuraria prisão decorrente de sentença condenatória recorrível, já eliminada do ordenamento jurídico.

Com relação aos bens sequestrados/apreendidos, inclusive os veículos que se encontram na posse dos acusados, o juiz decretou o perdimento desses bens e, após o trânsito em julgado da sentença, que sejam entregues no depositário público do Estado, para que sejam avaliados e vendidos em hasta pública.

O juiz determinou, ainda, o envio de cópia da sentença à Agência Nacional do Petróleo – ANP, órgão regulador das atividades que integram as indústrias de petróleo e responsável pela fiscalização das empresas concessionárias de venda de petróleo.

 Assessoria de Comunicação – Asscom/CGJMA

 

Era o ano de 1963, igual a todos os Anos Novos, permeado de Alegrias, de agradecimentos ao Senhor DEUS dos Cristãos, de ESPERANÇAS de um porvir de Lutas e de CONQUISTAS. Eu estava muito otimista, considerando que havia conseguido o meu primeiro Diploma de Formatura, Doutor do CURSO PRIMÁRIO, com uma excelente aprovação que me garantira o Primeiro Lugar nas cinco séries, e confirmada a excelência do ensino da época, com a minha classificação no temido Exame de Admissão da Escola Técnica Federal do Maranhão, em Décimo Lugar, com direito ao Internato na própria Instituição, tão sonhado, desejado pelos estudantes do interior e por seus Pais, principalmente os pobres. A notícia da minha Classificação foi publicada através do Correio da Amizade nos quadrantes da minha Buriti querida. No meu Amado Povoado Laranjeiras soou como um canto divinal, na minha casa, no seio da minha família e entre os meus  Caboclos, Caboclas, meus iguais e amigos diletos. A minha Mãe Laudelina Pessoa Passos, desde a conquista do CURSO Primário criou o hábito de nos estimular, eu e o meu irmão Wilson, nos chamando de Doutores. Ele também, no ano anterior havia sido aprovado para ingresso na saudosa Escola Técnica. Exultantes de Alegria, a minha Mãe e o meu Pai, começaram a providenciar o meu Enxoval, com todas as peças em pares, no mínimo, exigência da Escola. Chegou o último dia das férias, tudo pronto, enxoval providenciado, duzentos cruzeiros ou duzentos contos no bolso, mala fechada para a viagem e as últimas recomendações de Papai e de Mamãe, dentre elas a de dormirmos mais cedo, para acordarmos às duas horas matinais e iniciarmos a nossa viagem em lombos de um cavalo, eu e Wilson, e em um burro e um jumento, para o nosso acompanhante e amigo Luís Macenas e as bagagens, para Chapadinha, onde iríamos luxar, viajando num Caminhão carregado de sacos de babaçu para São Luís, cuja viagem, com muita sorte seria em torno de doze horas.

Naquela noite, logo depois de nos deitar, começou a chover muito forte e elevou a água do velho Rio Preto. Na hora aprazada o meu Papai nos acordou e Mamãe já havia preparado o nosso Café bem reforçado, o Frito da viagem, uma Galinha caipira à moda Laranjeiras. Era chegada a hora dos abraços de até julho. Minha Mãe nos abraçou chorando convulsivamente, como nunca acontecera antes, dizendo “vão com Deus e a Virgem Maria, meus doutores queridos!”.

Sem entender a razão daquelas lágrimas tão docemente tristes, nos despedimos dela e acompanhados por Papai começamos a viagem. Ao chegarmos à beira do Rio Preto, o primeiro obstáculo da viagem, ele estava cheio transbordando pelas margens. Papai e o amigo Luís Macenas, transportaram nos ombros, as bagagens, as celas e a cangalha, depois puxaram os animais que os acompanharam a nado, um espetáculo, que por um instante me fizeram esquecer das lágrimas da minha Mãe. Logo em seguida meu Papai me pôs no ombro, o amigo Luís Macenas tomou a mesma atitude com o Wilson e atravessamos o Rio.

Seguimos finalmente a caminhada até Chapadinha onde chegamos às quatro horas da tarde, e graças a DEUS, conseguimos vaga no Caminhão carregado de babaçu, do Senhor Nêgo Carreto, como já previsto, uma BENÇÃO.

Em São Luís, tudo transcorria em plena normalidade. Na Escola Técnica eu estava acima das minhas próprias expectativas em termos das minhas atividades estudantis. Já integrava a Banda Marcial da Escola, uma grande referência, de cuja Banda um ano depois o meu irmão Wilson se tornou o Corneteiro-Mor, um orgulho. Na última semana do mês de abril daquele ano, a professora de Português Maria Alice, promoveu um Concurso de Redação em todas as suas turmas, cujo tema era Homenagem às Mães. Lembrei-me das Lágrimas da minha Mãe na nossa despedida e, pensando em substituí-las por Alegria, busquei nelas a minha inspiração. Venci o certame, com direito a publicação do Trabalho no Quadro Mural Geral da Escola. Recebi um CARTÃO especial dedicado a minha Mãe, cuja premiação emocionou-me como jamais imaginei emocionar-me, porque era muita coincidência acontecer aquela VITÓRIA exatamente às vésperas do Dia das Mães e o meu desejo sincero de levar o Acalanto para a minha Mãe e fazê-la Sorrir depois daquele pranto tão dolorido. Agradeci a Deus e à Virgem Maria, tão fervorosamente amados por ela. Em seguida preparei uma Surpresa para a Senhora LAUDELINA, a minha Lutadora, a mulher que amou o meu Pai, os seus filhos e filhas com um AMOR VERDADEIRAMENTE DIVINAL, sem limites. Pus o Cartão prêmio em um envelope, dirigindo-me em seguida à agência Central do DCT, Departamento de Correios e Telégrafos de então, na Praça João Lisboa em São Luís, registrei a correspondência para a cidade de Buriti de Inácia Vaz, postagem endereçada a ela, na certeza de que chegaria antes do segundo domingo de maio.

Três dias após, recebemos a trágica e dolorosa notícia via telegrama de Papai, a correspondência mais rápida naquele tempo, nos seguintes termos: Laudelina me deixou hoje aos cinquenta anos, entregando-me a sua aliança.

Desesperado.

Desde aquele dia, a Festa dedicada às Mães, tornou-se, no meu caminhar, um misto de Alegria, com nuvens carregadas de tristeza, de lembranças maravilhosas da minha Mãe viva, que retornam nas ASAS da SAUDADE

Conforta-me saber que ela está onde sempre mereceu, no Jardim Celestial, junta aos JUSTOS.

Continuarei amando-a e reverenciando-a até o meu último dia nesta NAVE chamada Tempo, minha Mãe Laudelina!

SOBRE O AUTOR

É buritiense, ardoroso amante da sua terra, deu seus primeiros passos no velho Grupo Escolar Antônia Faria, cursou o Ginásio Industrial na Escola Técnica Federal do Maranhão e Científico no Liceu piauiense e no Liceu maranhense, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito/UFMA, é advogado inscrito na OAB/MA, ativo, Pós-graduado em Direito Civil, Direito Penal e Curso de Formação de Magistrado pela Escola de Magistrados do Maranhão, Delegado de Polícia Civil, Classe Especial, aposentado, exerceu todos os cargos de comando da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, incluindo o de Secretário. Detesta injustiça de qualquer natureza, principalmente contra os pobres e oprimidos, com trabalho realizado em favor destes, inclusive na Comarca de Buriti. 


Odonto Company Buriti - Rua da Bandeira, nº 25, salas 10 e 11, Centro.

BIOLAB - Rua Antônio Pereira Mourão, em frente ao HTB(Clínica)

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