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EMPRESÁRIO NETO BORGES E ESPOSA SÃO VÍTIMAS DE SEQUESTRO RELÂMPAGO E ROUBO EM BURITI-MA

Empresário Neto Borges, vitima de sequestro e roubo - Foto: Arquivo


Cinco homens fortemente armados invadem residência e fizeram sequestro relâmpago do empresário Neto Borges e esposa, na manhã desta segunda-feira 29/8 em Buriti-MA.

Segundo informações da própria vítima ao CORREIO BURITIENSE, os homens armados ficaram acampados durante o final de semana no fundo da minha residência, e durante a madrugada de domingo 28/8 eles tentaram invadir a residência pelo lado de uma casa vizinha, mas não tiveram êxito na ação. O empresário estava em Teresina e veio à Buriti e acionou seguranças privados, porém não comunicou a polícia.

Já hoje pela manhã, segundo a vítima, logo após um funcionário pegar as chaves do seu estabelecimento comercial, Neto Borges vai ao quintal para aguar um pomar e é surpreendido pelos criminosos armados que exigiram dinheiro do comerciante. Neto Borges informou que não guardava dinheiro em casa, mas que tinha no comércio. Então ele e esposa foram levados sequestrados, na própria picape, até o estabelecimento. Os bandidos mantiveram a esposa dele dentro do carro e aguardaram enquanto ele foi buscar o dinheiro. Ele colocou tudo numa sacola e entregou aos bandidos, que estavam parados em frente à casa do seu avô Abraão. Os criminosos então saíram, levaram a esposa refém e a soltaram mais à frente.

Ainda de acordo com Neto Borges, os homens disseram que faziam parte de uma gangue forte e que não fariam mal a ele, pois quem teria mandado executar a ação criminosa disse que o empresário era uma pessoa do bem. Os bandidos também disseram, segundo a vítima, que o empresário precisava largar a vida dos políticos de Buriti.

Os sequestradores conseguiram fugir. Até agora nenhum dos suspeitos foram presos.

Coluna SEGUNDA ANÁLISE - O MITO DO FALSO HEROI

*Por Anaximandro S. Cavalcanti

 O MITO DO FALSO HEROI 

Seria possível encontrar o ponto de mutação entre o super secretário e o deputado? Entre um traidor e um homem que ressurge? Para esse fim, devemos retornar ao início da criação do mito destes falsos heróis.

Na urgência de seus anseios, eles inventaram o mito heroico, disfarçando a verdade em uma mentira consoante; um exalta-se como articulador de todas as coisas, – e com justiça, porque conduzira todos os desgarrados e mesmo antigos inimigos ao primeiro escalão do governo. Outro, reivindica para se as maiores conquistas de nosso povo, gaba-se de proezas acrobáticas que o livram a séculos de ser inelegível. Formaram uma comunidade totêmica de fieis para lhe exaltarem de dia e de noite, todos unidos em prol destes falsos heróis.

Porém, essas realizações são como contos de fadas, facilmente desmentidas, porque nelas amiúde descobrimos que, eles só podem realizar suas missões com a ajuda de uma multidão de prestáveis, diligentes e obsequiadores que enfeitam e engrandecem seus atos em cordel. Esses seriam os “irmãos”, da mesma forma que no simbolismo onírico insetos ou animais nocivos significam irmãos e irmãs.

Assim, a mentira do mito elevaria suas imagens a de heróis, o passo com o qual um sonha em libertar-se do poder e da influência daquela que quer ser a “mãe de todos os sonhos, a rainha, a imperatriz”, e ter seu próprio reino; e o outro devaneia com uma sala de estar de um belíssimo apartamento na asa sul.

Mas no fundo, eles próprios sabem que esse herói não é real. Ele só existe fora da realidade ou quando levam seus ouvintes ao nível da imaginação.

Psicólogo com 15 anos de clínica. Escritor e entusiasta.

Coluna MEMÓRIAS E VIVÊNCIAS - ARBITRAGEM NOS CAMPOS DA VIDA

ARBITRAGEM NOS CAMPOS DA VIDA

*Por Francisco Carlos Machado

Quando criança joguei muito futebol com os amigos da minha geração infantil. Depois dos 10 anos, vivendo a experiência de conversão ao protestantismo em uma Igreja tradicionalmente pentecostal, cheia de dogmas de usos e costumes, eu deixei de jogar futebol, pois essa Igreja era contra o jogo. Os pastores e demais irmão doutrinadores, categóricos, afirmavam que jogar bola era coisa do mundo, uma invenção do diabo. Logo, eu, que não queria mais pertencer ao mundo e nem praticar algo vindo da mente do diabo, convicto deixei de jogar futebol, como nem assisti qualquer partida, até mesmo a seleção brasileira nas copas do mundo. Além desses motivos, se o pastor soubesse que qualquer de suas ovelhas jogou bola, em pleno culto, em público diante das outras ovelhas, você poderia ser chamado atenção ou disciplinado, ou seja, impedido de participar da Ceia em Memória de Cristo; proibido de cantar no vocal dominical e outros irmãos radicais, deixavam de falar com você, não lhe saudando com “a paz do Senhor”.

Eu, nunca fui disciplinado por jogar futebol. Acreditava mesmo que era coisa diabólica, assim me mantinha longe. Entretanto, à medida que fui crescendo, estudando a Bíblia; as teologias protestantes e suas diversas cosmovisões e facções eclesiásticas, me libertei da enganosa e danosa mentira que futebol é coisa do mundo e do príncipe das trevas. Na copa do mundo de 1994, ao ver o evangélico e goleiro Tavareu ficar de joelhos e erguer os dois dedos indicadores para os altos, em ação de graça ao mesmo Deus meu, após defender o pênalti que consagrou o Brasil Tetracampeão Mundial de Futebol, àquele ato não somente se tornou histórico, como foi uma bolada dentro da trave do meu preconceito e crença que se opunha ao futebol, começando assim uma mudança de pensamento em mim. Hoje, e já há muitos anos, futebol para mim é uma das coisas mais bonitas da cultura esportiva brasileira. Um esporte saudável que uni as pessoas; nos dar identidade como nação e faz muito bem ao corpo físico. Todavia, devido anos sem jogar, eu desaprendi os passos, e em algumas poucas vezes que joguei, nestes mais de vintes e cinco anos livre da mentira religiosa e enganosa sobre o futebol, fui um fiasco no campo. Assim, eu gosto mais de assistir, principalmente, nas Copas do Mundo.

A vida, cujo o bonito são os momentos, nos presenteiam com tantos emocionantes e legais, sendo valioso narra – lós.

Dito, estando eu começo da noite de quarta – feira, mentalmente apreensivo para concluir uma defesa escrita para o juízo da Comarca de Coelho Neto, saindo de dentro de casa, na avenida central de Duque Bacelar, observo alguns amigos vestidos de ternos, outros socialmente bem vestidos, defronte o Auditório da Secretária Municipal de Educação. Curioso, caminhei os 30 metros que me separava dos conterrâneos, indagando ao Carlos Anselmo Mesquita, que evento era esse que os faziam está todos de ternos?

– “1º Pré – Temporada 2022 de Arbitragem e Assistentes de Futebol de Duque Bacelar”, me informou Anselmo.

- Meu irmão, faço outra pergunta a Anselmo: - “O que significa arbitragem mesmo em futebol?”.

- Como eu não jogo, pouco sei sobre. Então, Anselmo muito educado, bem elegante em seu terno, me convidou para participar do evento, assim entenderia melhor. Aceitei. Fui em casa, molhei os cabelos, vesti calça e camisa social, calçando também um sapato, se fazendo presente no 1º do gênero da minha cidade. Gosto de participar dos eventos pioneiros do Garapa. Logo, já estava bem à vontade, mesmo sendo o último convidado, e mais, estava era feliz, no observar a bela organização, a elegância de todos, em saber que os palestrantes eram todos jovens da cidade, técnicos em sua área: Carlos Anselmo ( Técnico em Arbitragem, com grande currículo na área); Neto Bispo ( articulador do vôlei na cidade e acadêmico de Educação Física) e Rosaina Borges ( psicóloga que atua na Saúde local).

A ouvir Neto Bispo, como palestrante, muito me alegrei, pois sempre acreditei em seu potencial. Anselmo também é um ótimo comunicador e a psicóloga Rosaina Borges, ao discutir sobre a Saúde emocional dos Jogadores, com uma palestra participativa, deu-me oportunidade que não planejava de jeito nenhum está em tal momento discutindo arbitragem, que eu nem sabia o que era no futebol ( é o juiz, disseram), pois, confidenciei, “ desde os dez anos eu não jogava mais futebol, devido a Igreja pentecostal que frequentava ensinava quem jogasse iria para o fogo do inferno. Era pecado a pelada. Todos os presentes riram! Com razão. É cômico mesmo. Ser condenado ao inferno por jogar futebol!

Em dado momento da palestra de Rosaina, contei quer o que me ajudou superar a ansiedade nas coisas empreendidas no dia a dia foram duas máximas: “ O que será, será” e “ Estejamos dispostos a viver não a vida que planejamos, mas a vida que nos espera”; afirmando que quando não tenho mais controle de algumas situações, deixo a Vida e o Arbitro Maior dela tomar a decisão, controlar tudo, evitando que eu me desespere.

Rosaina gostou, e acredito todos os presentes, dessa fala, pois a mesma a usou duas vezes no continuar de sua palestra sobre a ansiedade nos campos de futebol. Algo, que jogo no campo da vida. Não tenho controle dela. Aceito um jogo vitorioso, como perder outro. Aceito com maturidade as vitorias e as perdas dos campos verdes do futebol da seleção brasileira ( lembrei dos 7X1 da Alemanha em 2014), como dos campos da vida, onde já paguei por tantas faltas; recebi cartões amarelos, alguns vermelhos e levantei medalhas e taças de vitórias. Sim, nos campos de futebol e da vida precisamos de bons árbitros, aceitando suas decisões.

SOBRE O AUTOR- 

Francisco Carlos Machado - Escritor, poeta, professor, titular da cadeira nº 20 da Academia Buritiense de Artes Letras e Ciências (ABALC).

Coluna SEXTA DE NARRATIVAS – A VOZ DA LIBERDADE E A VOZ PAROQUIAL, FONTES DE DESENVOLVIMENTO CULTURAL


Vivíamos a época do Rádio a pilha, da Geladeira a querosene, da Energia elétrica produzida por um Motor que chegava na Praça da Matriz buritiense e nas nossas casas às dezoito horas. Às vinte e uma e trinta o seu CÉSAR, responsável pelo funcionamento da nossa Central Elétrica desligava por um instante rápido, avisando que era hora de acenderem as lamparinas ou os Petromax, e quem estivesse na Praça procurasse o caminho de casa, pois as vinte e duas horas a cidade estaria no escuro. Ainda assim, para toda a população era uma maravilha, um avanço para quem morava na zona urbana da nossa Buriti querida.


Era também um avanço tecnológico a existência de dois Serviços radiofônicos, ou duas Amplificadoras, que enchiam de ALEGRIA a nossa Praça e alcançavam toda a zona central da cidade, que era praticamente do Riacho Tubi ao Cemitério público. Além de alegrarem, funcionavam como Serviço de Utilidade Pública, de CORREIO do CORAÇÃO, pois anunciavam os parabéns e os recados dos casais de Namorados oferecendo músicas entre si, na base do " De Alguém para Alguém com muito amor, que está na Praça de camisa ou de blusa vermelha. Era CHIQUEEEEEEEE!


Eu relembro que a minha primeira participação foi oferecendo a música Ninguém Gostou de Alguém, Como Eu Gosto de Ti, na voz de Orlando Dias, corajosamente de Djalma, para uma MORENA de Saia AZUL. Ela quase desmaia. Essas duas Emissoras de Alegria e prestadoras de Serviços de Utilidade Pública, eram A VOZ DA LIBERDADE do Seu Osvaldo Faria e a VOZ PAROQUIAL da Paróquia Buritiense, que se revezavam. A VOZ DA LIBERDADE no período de campanha eleitoral, fazia a propaganda política dos candidatos apoiados pelo Grupo do seu Osvaldo que era Prefeito de então. Recordo-me de uma campanha em que o Deputado Estadual conhecido por Bastinho (Raimundo Bastos ), um Rábula muito famoso, fazia um discurso inflamado e um grupo de oposicionistas começaram a circular de JEEP, na frente da casa do seu Osvaldo em sinal de intimidação, e esse deputado subiu ainda mais o tom, tendo o grupo entendendo o recado, se retratando do local.

Essas INESQUECÍVEIS Emissoras, algumas vezes ainda promoviam SHOW de Calouros e eu, meu COMPADRE, AMIGO e IRMÃO Chico Rêgo, José Aldir e outros participavam, com o meu irmão Wilson que tocava Violão muito bem e era quem nos acompanhava nesses shows. Hoje eu estava chegando em casa e coincidentemente passava na Rua um Carro de Som anunciando uma festa no interior, com realização de KARAOKÊ e sendo a minha Buriti e a minha Gente Linda a minha principal fonte de inspiração, sentindo SAUDADE da minha infância AQUÍ, no meu TORRÃO SAGRADO, decidi escrever este texto, para mais uma vez Homenagear o meu Amigo e IRMÃO Osvaldo Freire de Faria e o inesquecível Padre Manoel Prestes de Lima, que contribuíram com o desenvolvimento Cultural e Religioso da nossa Terra a quem dedico Simbolicamente o TÍTULO de VULTOS HISTÓRICOS DA CULTURA E DA RELIGIOSIDADE BURITIENSE.

SOBRE O AUTOR

É buritiense, ardoroso amante da sua terra, deu seus primeiros passos no velho Grupo Escolar Antônia Faria, cursou o Ginásio Industrial na Escola Técnica Federal do Maranhão e Científico no Liceu piauiense e no Liceu maranhense, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito/UFMA, é advogado inscrito na OAB/MA, ativo, Pós-graduado em Direito Civil, Direito Penal e Curso de Formação de Magistrado pela Escola de Magistrados do Maranhão, Delegado de Polícia Civil, Classe Especial, aposentado, exerceu todos os cargos de comando da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, incluindo o de Secretário. Detesta injustiça de qualquer natureza, principalmente contra os pobres e oprimidos, com trabalho realizado em favor destes, inclusive na Comarca de Buriti.

Coluna SEGUNDA ANÁLISE - MAGNO E ALUIZIO NA TERRA DO SOL

*Por Anaximandro S. Cavalcanti

MAGNO E ALUIZIO NA TERRA DO SOL

 Deveríamos saber que seria angustioso, deveríamos saber de um desespero. Magno e Aluizio protagonizam situações distintas na política local; enquanto Aluizio tenta arregimentar seguidores para sua luta, Magno vive uma odisseia pelo sonho de manter-se na disputa à Câmara Federal. As numerosas insinuações em que vimos o governo flertando com a base da oposição, parecia mostrar um outro cenário, bem menos conturbado para Magno Bacelar. Com a rejeição de suas contas pela câmara de vereadores, o caminho pareceria menos calvárico para Aluizio Santos; parecia...

As dificuldades começam a aparecer. A maioria dos eleitores de Magno é cravada por um sentimento de vergonha. Estão descrentes e buscando confirmação de algo que os justifique para abertamente confessarem sua fé. Porém, a fé que adotam, ou é a velha fé religiosa, empurrada para segundo plano pela incerteza de sucesso, ou então, outra mais próxima da realidade obscura da política.

Os eleitores de Aluizio Santos, por outro lado, não podem negar as inúmeras denúncias que seu governo sofreu, sofre e sofrerá. Movidos por uma extrema desconfiança, procuram alcançar algum fragmento de certeza objetiva, ainda buscam o brilhantismo deslumbrante de um super secretario impecável, a certeza exaltada de uma vitória incerta. Em lugar de tudo isso, contentam-se com pedaços fragmentários e com hipóteses básicas, carentes de exatidão e sempre abertas à revisão.

Magno, por outro lado, espera o momento em que poderá dar por encerrada de uma vez por todas, sua pendencias com a justiça, - sonhos de uma noite de verão –. Incorrigíveis e presunçosos; Magno e Aluizio, procuram evitar suas características bem conhecidas, da mesma forma como atribuem todo o mal de suas gestões a fenômenos ocultos, e esperam com isso, excluir por definitivo do inconsciente coletivo seus “desvios de conduta”.

Em vista dessas semelhanças, Magno e Aluizio oferecem poucas perspectivas de mudança. Aluizio quer escrever uma nova história com os mesmos ogros e cinderelas; enquanto Magno vende sua história, que constituiu um dos mais férteis e heroicos períodos de nossa história política apenas por vaidade própria.

Somente por uma reflexão ampla e profunda podemos defender-nos contra um perigo, o perigo de permitir que nossos anseios sejam arrastados para o esquecimento.

 É bastante duvidoso que, sendo a crítica dirigida para os dois, ela seja aceitável. Os mais atentos não discordarão tanto assim. Em caso de provável vitória, tanto Aluizio como Magno proclamarão seu triunfo próprio. Transformarão a vitória em arma e estenderão a crença que são imortais, refutarão quaisquer explicações mais fáceis e mais próximas da realidade, e empreenderão nova luta apenas como uma escada para elevá-los por sobre a cabeça daquele que os elegeram. O céu nos ajude se chegarem a tal altura!


SOBRE O AUTOR
Psicólogo com 15 anos de clínica. Escritor e entusiasta.

Coluna MEMÓRIAS E VIVÊNCIAS - ALMOÇAR E JANTAR POR 1 REAL

ALMOÇAR E JANTAR  POR 1 REAL

 *Por Francisco Carlos Machado

     Em   fevereiro de 2015  estando no centro da capital Goiânia, após a prova escrita  para ingressar  no Mestrado de Ciências Ambientais, encontrei um Restaurante Popular, onde a comida era vendida por 1 real. Amante de lojas  de produtos importados, principalmente chineses, onde se vende muitas coisas de 10, 3, 2 e 1 real, comprei um ingresso no Restaurante para almoçar. Amei, além do valor do almoço, o cardápio, a boa qualidade dos alimentos servidos para a população, como a limpeza e organização do restaurante.


Sendo classificado em todas as etapas para o Mestrado na cidade de Anápolis (distante 50 km de Goiânia),  fui aceito para morar com três estudantes africanos (um moçambicano, um angolano e um senegalês – este refugiado muçulmano, convertido ao Cristianismo em seus país, devido, condenado a morte pela família dele).


Nos dias que antecederam o iniciou  das aulas do Mestrado na Universidade de Anápolis/UNIEvangélica, pus me a caminhar pelo centro dessa feliz cidade goiana e  alguns bairros, buscando conhecer a cidade que iria morar nos próximos dois anos. Dentre as descobertas em Anápolis, encontrei um Restaurante Popular, cuja comida também era vendida por 1 real. Alegrei -me. Iria economizar meu dinheiro, como o tempo no fazer comida em casa, tendo mais horas  para os estudos e leituras.


Como a casa dos estudantes africanos ficava nas adjacências da universidade e o Restaurante Popular  4 km, somente algumas vezes saia caminhando para almoçar por 1 real. Porém, estando no centro, era certo enfrentar umas das duas filas do Restaurante, degustando a boa comida ofertada.


 Dois meses depois, como era meu desejo morar no centro de Anápolis, aluguei uma Kitnet na rua Leopoldo de Bulhões, me mudei para lá com meu gatinho persa Anapolito (em memória e ainda saudades), estando feliz na cidade, fiquei contente devido o Restaurante Popular ficar 20 minutos da nova residência. Assim, sempre que não tinha tempo de fazer meu almoço, ou queria economizar o dinheiro da Bolsa de Estudos CAPES -  ganho com muita luta -  o Restaurante Popular  passou ser um dos lugares que me fazia feliz em Anápolis, pois a comida era boa, nutritiva, me ajudava nas economias como mestrando e nele encontrava cada figura humana,  frequentaste do restaurante. Eram velhos aposentados, doidos, trabalhadores de diferentes empresas, agricultores das fazendas e comunidades do interior Anapolito;  gente de tudo quanto era canto  do Brasil e outros países residentes em Anápolis, e muitos, muitos estudantes do médio ao universitário. 


Anápolis é  conhecida como uma das 10 cidades onde   se  pode ser mais feliz no Brasil. Escrevo aqui que muito fui feliz vivendo. E o Restaurante Popular, onde comíamos por 1 real, depois com a crise de 2016, se pagava 2 reais, mas valia o pequeno pagamento, devido a  comida ser  boa, tendo frutas como maçã, banana e doce de sobremesa,  no ambiente de simplicidade popular  ao  comer junto com tanta gente de origens e classes diversas.

Fui feliz em viver em Anápolis. Assim como sou feliz vivendo com os indígenas e gente de diferentes partes do planeta.


Nisto, voltando há uma semana da Terra Indígena Krikati, estando em Caxias,  Fabinho – motorista da Van que viajaríamos até Duque, falou que gostaria de chegar a  tempo de comer no Restaurante Popular. O mesmo foi  inaugurado um mês atrás  pelo Governo do Estado do Maranhão, estando fazendo sucesso na cidade. Gostei de saber a notícia e logo chegando em casa, cujo Restaurante  fica 300 metros, localizando no prédio do Antigo Teatro Municipal, fui  ao Restaurante.  Voltei a comer novamente por 1 real, após 5 anos , mas agora na minha terra.


Na fila, amigos e conterrâneos. Contente e feliz, rindo gargalhadas altas, fazendo outros sorrirem, contanto histórias dos dois meses na aldeia dos  Krikati e dos dias que almoçava em Anápolis por 1 real, sentia também saudades do Goiás.


Em Duque, assim como Anápolis - GO, constatei  todas as pessoas das classes sociais  B, C, D, E frequentam o restaurante popular. Com um diferencial,  muitas crianças frequentam em Duque  e  é servido jantar também por  1 real, pois no Modelo de RP do Maranhão, a segunda refeição (sopa, cachorro-quente, sucos etc.) são servidas para segurança alimentar do povo.


As  nutricionistas  Thaís Costa e Anastácia Almeida, ambas filhas do Garapa, recém-formadas no Piauí em conversa gentil comigo me notificaram  que o Restaurante da cidade tem capacidade de servir 500 refeições, chegando em média  ser servidas   450  refeições, numa cidade de 6 mil pessoas. Algumas comem até duas ou três vezes.  E no jantar, servindo 250 refeições leves se chega  vender 80% dos pratos.


Então, esse programa  de segurança alimentar é potencialmente  oportuno  para famílias carentes, bem como estudantes, aposentados idosos, funcionários públicos, trabalhadores rurais, pessoais de comunidades tradicionais estando na cidade na hora no rango; além de  visitantes e turistas sem muito dinheiro; mais pessoas que gostam  de  observar gente.


Tenho histórias pra contar de  almoços por 1 real em Restaurante Popular das cidades de  Goiânia, Anápolis, São Luís, Imperatriz e  agora no Garapa, garantindo  que os cardápios  degustados neles são  em  lugares limpos e higienizados;  cardápios  diversos, diferentes todo dia,  bem cozidos ; tendo  também a alegria  de  se economizar  muito tempo e dinheiro com gás de cozinha e outros encargos culinários; matar fome, tendo assim mais tempo para outras atividades  do viver de cada dia.


Que dure um bom tempo o comer por 1 real, até  mesmo por 2 reais.


SOBRE O AUTOR- 

Francisco Carlos Machado - Escritor, poeta, professor, titular da cadeira nº 20 da Academia Buritiense de Artes Letras e Ciências (ABALC).

EM BELA VISTA DO MARANHÃO, ELEITORES TESTAM NOVA URNA ELETRÔNICA NESTE DOMINGO (21)

Eleição simulada conta com a participação de 11 colégios eleitorais e testa vários dados num ambiente simulado ao real do dia da votação.

Os 10.338 eleitores da cidade de Bela Vista do Maranhão, a 357 km de Buriti-MA, estão testando, neste domingo (21), a nova urna eletrônica que será usada nas eleições deste ano no país. Com a participação de 11 colégios eleitorais, a eleição simulada no município testa vários dados num ambiente simulado ao real do dia da votação, só que com candidatos fictícios.

Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), Gualter Gonçalves, a nova urna eletrônica em comparação ao velho modelo tem vida útil mais longa, o que diminui custos de manutenção. Ele diz que o novo modelo, entre suas modificações, preza pela acessibilidade.

"Nessa eleição propriamente dita a maior inovação é a nova urna eletrônica. Nós estamos com foco neste teste na nova urna eletrônica vendo como vai ser este comportamento do mesário com essa interação com essa nova urna, do próprio eleitor com a nova urna e também em relação ao software, já que houve algumas modificações do software, principalmente no sentido de melhorar as questões relacionadas a acessibilidade", afirma Gualter Gonçalves.

O segurança Naldo Antônio Silva Sousa, de 24 anos, que é morador da cidade, disse que participar da eleição simulada foi gratificante porque deu notoriedade para Bela Vista do Maranhão.

Ele acrescenta que a testagem da nova urna também foi um exercício para as eleições deste ano. "Vai ajudar porque a gente já está fazendo um teste e com este simulado no dia da eleição a gente está mais preparado para votar nos candidatos que escolhermos", conclui.

(G1 MA)

Coluna SEXTA DE NARRATIVAS – MARIA JOSÉ BRAGA, PRIMEIRA MULHER COMERCIANTE

Dona Maria José Braga, conhecida da maioria dos buritienses, pela simpatia e o bom tratamento dispensado aos seus amigos e fregueses da sua Empresa Comercial, composta de uma Loja de Material de Construção e outra de VARIEDADES, localizadas na Rua Santa Helena, Centro da cidade de Buriti é reconhecida como a primeira Mulher Comerciante da nossa cidade, atividade que exerce desde os seus DESESSEIS ANOS, quando ainda era estudante do Curso Primário no tradicional GRUPO ESCOLAR ANTONIO FARIA, onde eu também conclui o Curso Primário.

A sua história de Vida e de Empresária é entremeada de belezas, de surpresas e de Luta renhida, pois viveu sob a égide dos costumes de uma época em que o namoro de jovens era cercado de uma série de restrições e cuidados, visando preservar principalmente a virgindade e evitar comentários maldosos, que prejudicavam o bom conceito especialmente das mocinhas tidas como donzelas. Cercada desses cuidados MARIA JOSÉ BRAGA, nascida no Povoado Roçado, município de Buriti, foi surpreendida pelas circunstâncias, numa festa de aniversário do senhor Osvaldo Faria, na casa deste, em que ela acompanhada de familiares, conheceu o jovem ANTONIO DE SOUSA LIMA, de trinta anos de idade, que depois de vários olhares e bichinhos - piscadas de olhos, do seu já quase futuro príncipe, todos correspondidos, tornou-se sua namorada.

A notícia a partir do dia seguinte daquela festa, foi um espanto geral para a família de Maria José Braga e para os amigos, considerando a diferença de idade entre eles, quatorze anos ela, ele tinha TRINTA. Para os dois enamorados não era um obstáculo intransponível, mesmo tendo de enfrentarem uma Vigilância cerrada de uma pessoa maior de idade, da família dela, quando quisessem ir a uma festa. Em pouco tempo de namoro, já falavam em casamento. Antonio era um pequeno Comerciante, tinha uma Budeguinha, portanto um jovem que no dizer popular, TINHA AS COISAS e então, poderia seguramente pedir a Mão da jovem Estudante Maria José Braga em casamento. Pedido feito, com relutância dos pais e parentes, Pedido concedido. Casaram.

Após o casamento, Ela disse para o já Esposo, que teria de continuar estudando até concluir o seu Curso Primário, recebendo dele a concordância sem qualquer exigência e, pacientemente perguntou-a se ela aceitava tomar conta da Budeguinha, pois ele precisava aumentar as vendas e teria de conseguir mais mercadorias, precisando viajar para comprar produtos mais baratos fora dos comércios da cidade. Maria José Braga ficou inicialmente assustada com a proposta, pois não tinha a menor noção de comércio, sequer sabia embrulhar um quilo de açúcar ou qualquer outro produto, entretanto aceitou o desafio.

Ela sem esquecer o sonho de ter o diploma do Primário, pediu e conseguiu transferir-se para o turno noturno e iniciou a sua atividade comercial, descobrindo que a Budeguinha não tinha a documentação legal e, então começou a pedir orientação de amigos, como conseguir documentar o pequeno comércio do casal. Recorreu à representação do antigo INPS, da Secretária de Fazenda estadual, Prefeitura e depois de muita luta, conseguiu o registro do Comércio nos respectivos órgãos, recebendo do esposo e companheiro, o agradecimento pelo grande feito.

Concluído o Curso Primário, conseguiu também a nomeação para o cargo de professora e dobrou a sua Luta nas duas áreas até que o Comércio passou a render uma maior receita e em face disso, definitivamente tornou-se COMERCIANTE, aliás, a PRIMEIRA MULHER deste ramo em Buriti. Sempre uma professante da FÉ Católica, entende ter sido abençoada por DEUS, pela Virgem Maria e por SANT'ANA em todos os sentidos, sendo feliz no Casamento do qual nasceram sete filhos, estando vivos dois homens e quatro mulheres.

Ficando viúva, continuou a sua dedicação com o mesmo entusiasmo do início, agora já a EXPERIENTE, sempre zelosa incansável Comerciante. No local da antiga Budeguinha, hoje uma Loja de Material de Construções espetacular e também a residência da família. Na frente a Loja de VARIEDADES da mesma empresária que com a outra Loja, são procuradas por usuários de todo o município de Buriti. Dona Maria José Braga é conhecida com uma Comerciante séria e cumpridora dos seus deveres e mantém o seu Comércio em dia com os impostos e taxas cobradas pelo Poder Público. Aos SETENTA E SETE ANOS, diz sentir-se Feliz por estar VIVA e ATIVA e com vontade de continuar VIVENDO, trabalhando e sendo útil. Adora praticar uma Caminhada e participar de uma diversão festiva para atualizar o Corpo e a Alma.

Senhora MARIA JOSÉ LIMA BRAGA, tenho muita gratidão e orgulho por ser seu Amigo e nesta condição, sendo filho deste município, HOMENAGEIO-A com o Título Honorífico de MARIA JOSÉ LIMA BRAGA, a PRIMEIRA MULHER COMERCIANTE DE BURITI.
SOBRE O AUTOR

É buritiense, ardoroso amante da sua terra, deu seus primeiros passos no velho Grupo Escolar Antônia Faria, cursou o Ginásio Industrial na Escola Técnica Federal do Maranhão e Científico no Liceu piauiense e no Liceu maranhense, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito/UFMA, é advogado inscrito na OAB/MA, ativo, Pós-graduado em Direito Civil, Direito Penal e Curso de Formação de Magistrado pela Escola de Magistrados do Maranhão, Delegado de Polícia Civil, Classe Especial, aposentado, exerceu todos os cargos de comando da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, incluindo o de Secretário. Detesta injustiça de qualquer natureza, principalmente contra os pobres e oprimidos, com trabalho realizado em favor destes, inclusive na Comarca de Buriti.

BURITI-MA E REGIÃO - Inscrições para 6ª edição do Festival Buritiense de Poesia estão abertas até o próximo dia 30 de agosto

Os poetas e poetisas de Buriti e da Região do Baixo Parnaíba  interessados em participar do VI Festival Buritiense de Poesia têm o próximo dia 30 de agosto  para efetuarem suas inscrições na edição deste ano do concurso regional. O Regulamento está disponível no link:

https://drive.google.com/file/d/1_NdqaFKlMwqfCkJ5Jgppr3s4-yJOPH26/view?usp=sharing

Os trabalhos inscritos devem ser entregues no Centro Cultural Adélia Moreira Martins Ferreira, sede da AMIB, no Centro de Buriti, preferencialmente em uma cópia em CD – Room, ou enviado através dos e-mails contatoamibburiti@gmail.com ou festivalburitiensedepoesia@gmail.com, digitado em fonte Arial ou Times New Roman, tamanho nº 12, em formato PDF.

Baixe a ficha de inscrição pelo link:

https://drive.google.com/file/d/1HIgMUuhQYBZ3vwUGRz9wxD2apJfqKJMd/view?usp=sharing

As modalidades de participação no Festival são Autoria de poemas – os interessados, poetas e poetisas, podem participar na condição de autores - e de Declamação e/ou Dramatização de poemas – os autores podem defender e/ou dramatizar seus poemas ou indicar intérpretes.

 No ato da inscrição, o candidato deverá preencher uma ficha contendo os dados pessoais, título do poema, seu pseudônimo, o nome do intérprete do poema, bem como endereço residencial e contato telefônico e whatsapp, se houver. As inscrições presenciais deverão ser realizadas no horário das 8h às 11h30 e das 14h às 17 horas.

Podem participar do Festival pessoas residentes nas microrregiões de Chapadinha, de Coelho Neto e Baixo Parnaíba Maranhense, especial em Buriti, além de buritienses residentes em qualquer localidade do Brasil, de qualquer idade.

Os participantes serão agrupados nas seguintes categorias:

I – Infantil – de 08 até 11 anos idade;

II – Juvenil – de 12 a 25 anos;

III – Adulta – de 26 anos a 59 anos;

IV – Sênior – de 60 anos a mais.

O relançamento do VI Festival Buritiense de Poesia aconteceu no dia 21 de maio, em Buriti, no prédio da Amib, com a participação de poetas locais, artistas convidados e lideranças sociais no município. Oferecendo prêmios em dinheiro e certificados de participação, em sua 6ª edição, o Festival Buritiense de Poesia terá sua apresentação final e premiação no dia 03 de dezembro de 2022.

Os autores das obras habilitadas serão informados até o dia 18 de outubro através do mural do Centro Cultural Adélia Moreira Martins Ferreira, dos contatos fornecidos na ficha de inscrição, ou das Rádios Alto FM 91.3MHz e Barra Nova FM 98,1MHz Buriti MA. E ainda nos meios de comunicação parceiros do festival, como este CORREIO BURITIENSE.

Serão  12  premiados da modalidade Autoria de poemas:

 1º lugar - medalha, um livro de poesia e R$300,00(trezentos reais) em espécie;

2º lugar - medalha, um livro de poesia e R$250,00(duzentos e cinquenta reais) em espécie;

3º lugar - medalha, um livro de poesia e R$200,0(duzentos reais) em espécie.

Os professores orientadores dos alunos premiados na modalidade autoria de poemas serão agraciados com um livro, um certificado e uma medalha de honra ao mérito.

Já na modalidade Declamação e/ou Dramatização de poemas será premiado o melhor em cada categoria (Infantil, Juvenil, Adulta e Sênior) com medalha, um livro de poesia e R$300,00(trezentos reais) em espécie.

Um prêmio especial será oferecido para a melhor produção literária de Literatura de Cordel: medalha, um livro de poesia e R$300,00(trezentos reais) em espécie;

 SOBRE O V FESTIVAL BURITIENSE DE POESIA 

O Festival Buritiense de Poesia é um concurso bienal, promovido pela AMIB, que este ano tem como parceira a Academia Buritiense de Artes, Letras e Ciências (ABALC). Em decorrência da pandemia de coronavírus de 2020, esta 6ª edição vai acontecer  4 anos após a última, em 2018.

O Festival é ocasião para homenagear poetas buritienses e/ou residentes em Buriti. Na primeira edição, em 2010, o homenageado foi o poeta JOSÉ BORGES; na segunda, em 2012, o poeta e artista BILL DE JESUS; em 2014, o poeta LILI LAGO; em 2016, a professora CARMEM COSTA; em 2018, FRANCISCO ALVES FERREIRA, o popular “MESTRE”, e agora, nesta versão de 2022, a homenageada é a saudosa Profa Dóris (Maria das Dores de Jesus Costa). 

Coluna MEMÓRIAS E VIVÊNCIAS - A ALDEIA JERUSALÉM E O MUNICÍPIO DE SÍTIO NOVO

 

A ALDEIA JERUSALÉM E O MUNICÍPIO DE SÍTIO NOVO

*Por Francisco Carlos Machado

No último mês de 2010, o líder indígena Lourenço Krikati, com o apoio e companhia de seu clã familiar,  diante de críticas duras e incompreensões ferinas lhes aplicadas por outros de sua etnia, decidiu fundar outra aldeia, onde pudessem viver com mais sossego. A atitude também do clã era motivada pela decisão planejada das lideranças Krikati de ocupar todos os limites de seu território ancestral, então demarcado em 1998.

 Diante disso, Lourenço Krikati escolheu um lugar da nova aldeia nos limites do município de Sitio Novo com Montes Altos, dentro do Território Indígena. Nascia assim a  Aldeia Jerusalém, fruto de lutas e de sonhos.

 Em outubro de 2012, antes da Aldeia Jerusalém completar dois anos, o missionário brasileiro Denis Bailey me levou para conhecer a Jerusalém e seu povo.  Nos anos de 2014 passei dias nesta aldeia e, em 2015, semanas desenvolvendo os trabalhos de campo do mestrado que havia iniciado entre os indígenas. Logo, a aldeia Jerusalém, a cidade de Sítio Novo e suas gentes passaram na convivência me cativar. Os seus habitantes eram hospitaleiros, gentis e nestes dez anos de amizades e vivências eles continuam comigo - gentis e hospitaleiros -  razão que me levou ficar boa parte do tempo no território Krikati, entre a aldeia Jerusalém e a cidade de Sítio Novo, no qual já tenho amizades felizes.

 Nesta relação, os indígenas Krikati da Jerusalém se sentem e são cidadãos de Sítio Novo. Eles votam nos representantes administrativos do município, tendo Lourenço Krikati como Secretário de Assuntos Indígenas da prefeitura local. A Secretária de Educação do município envia ônibus escolar manhã, tarde e noite para os estudantes irem  para  as escolas da cidade, mantendo duas professoras na escola da aldeia, educando as crianças menores. Em Sítio Novo nós consumimos bens industrializados e a cada dia as relações de amizade são fortalecidas. Observo que a população Sítio-Novense é esteticamente bonita,  trabalhadora, produtiva, empreendendo suas atividades socioculturais e negócios com bom nível de criatividade e  organização. 

 Os Krikati se sentem bem em Sítio Novo. São menos  descriminalizados por serem indígenas.

 Acontece que nestes dias, para surpresa das lideranças indígenas e brancas de Sítio Novo e seus moradores, o IBGE, para o Censo de 2022, concluiu que a aldeia Jerusalém não faz parte do território do município, ficando dentro do território municipal de Montes  Altos, distante 500 metro do sítio-novense.

 Porém, sendo e pertencendo de fato cidadãos de Sítio Novo, Lourenço Krikati, o cacique Edivaldo Cohhi questiona a decisão censitária, se baseando no entendimento constitucional de que cabe aos indígenas decidirem, estando em fronteira, ser ou não cidadãos da municipalidade que mais lhe é social e politicamente útil. Na ação que está sendo elaborada  pelos indígenas e seus advogados, os Krikati da Jerusalém reivindicam serem recenseados no IBGE  de 2022 como cidadãos plenos de Sítio Novo. Decisão  que todos os indígenas concordaram, com o  executivo e legislativo  local.

 Assim será, pois os habitantes da aldeia Jerusalém se sentem  sítio-novenses e os moradores de Sítio Novo aceitam e querem os indígenas Krikati da Jerusalém como seus cidadãos.


SOBRE O AUTOR- 

Francisco Carlos Machado - Escritor, poeta, professor, titular da cadeira nº 20 da Academia Buritiense de Artes Letras e Ciências (ABALC).


BIOLAB - Rua Antônio Pereira Mourão, em frente ao HTB(Clínica)

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