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Coluna SEXTA DE NARRATIVAS - EU E SÃO BENEDITO DO RIO PRETO, UMA HISTÓRIA DE AMOR

Francisco Cândido Xavier afirmava que “Quando plantares a alegria de viver nos corações que te cercam, em breve as flores e os frutos de tua sementeira te enriquecerão o caminho”.

Eu era um Jovem Professor de Crianças, de Adolescentes, de Homens, de Mulheres, de Adultos (senhores e senhoras vestibulandos) na minha São Luís, ILHA DOS AMORES e das LETRAS, em 1972.
Era também um vestibulando sonhando em bacharelar-me em Direito.

O meu amigo José Costa Mesquita, cunhado do meu irmão Wilson, era comerciante e político na cidade de São Benedito do Rio Preto, candidato a prefeito naquele ano e desde o registro da sua candidatura, avisou-me que se eleito, exigiria que eu fosse trabalhar com ele na sua cidade.

Manifestei o meu agradecimento por prestigiar-me com o HONROSO convite, no entanto não poderia aceitar, em decorrência do meu compromisso comigo mesmo em ingressar na Universidade Federal do Maranhão.

Ele sorriu e disse que sabia, mas precisava que eu adiasse aquele sonho por, pelo menos, mais um ano, e na condição de AMIGO determinou: se eu for eleito, virei buscar Você, estamos entendidos? Assenti sem muita certeza de que atenderia o seu apelo.

Chegou o período eleitoral e eu, embora torcendo pelo meu amigo ZUZU, como era conhecido, preocupava-me com o compromisso que ele me forçara, por AMIZADE e confiança, a cumprir. O resultado da Eleição apontou JOSÉ COSTA MESQUITA, o ZUZU, eleito Prefeito com uma larga margem de vantagem sobre o seu opositor.

Festa na cidade, no seio da Família e da comunidade. Eu também fiquei feliz, todavia muito preocupado em cumprir o pactuado.

ZUZU Veio imediatamente a São Luís e convocou-me a arrumar os meus bregueços, mais livros do que outros objetos pessoais. A viagem em um Jeep Antigo, lotado, foi uma aventura, com dormida no Povoado Fazendinha, propriedade dos primos de ZUZU, os irmãos BAZ e BIDÉ. Tudo era novidade para mim.

Após jantarmos na casa do amigo BAZ, dormimos em Redes Sol a Sol, novinha, um sono aconchegante e só ao amanhecer enfrentamos 40 quilômetros de estrada de LAMA e de água, era período chuvoso.
Chegamos à casa de ZUZU, onde fui recebido e acolhido com carinho pelos seus familiares que eu já conhecia e pelo padre Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges, a quem ZUZU me apresentou como sendo o Professor que ele havia prometido para o COLÉGIO DOMINGOS MESQUITA, por ele dirigido.

Na noite daquele mesmo dia, o meu Amigo senhor Marcos Carlos de Mesquita, PAI de ZUZU, foi mostrar-me a Cidade e apresentar-me aos seus familiares e amigos.

Fiquei MARAVILHADO com a calorosa recepção e, por alguns instantes, esqueci o Vestibular, dele me lembrando somente mais tarde, quando recebi as chaves do meu QUARTO à beira do Lindo e Cheio Rio Preto e comecei a arrumar as minhas coisas, os meus Livros.

No dia seguinte a minha apresentação e posse na Prefeitura, como Auxiliar Administrativo e Presidente da Comissão Municipal do MOBRAL.

À tarde do mesmo dia, apresentação e posse também no COLÉGIO DOMINGOS MESQUITA. Muitas emoções fortes e preciosas que me tocaram profundamente o Corpo e a Alma.

A noite chegou, eu me recolho ao meu APARTAMENTO, e passei a organizar-me mentalmente, visando adequar-me ao meu novo trabalho na Cidade e a minha linha de estudo objetivando vencer o Vestibular.
Estava calmo, compromissado e contente com a luta para ter sucesso nas duas realidades, a partir daquele dia.

Depois da primeira semana de Trabalho, eu era Muito Feliz de Verdade, diante da visível aceitação da minha pessoa e do meu desempenho profissional nas duas áreas de atuação.

Descobri a existência de um Jornal adormecido há muito tempo, fundado por um filho da terra, o saudoso Irmão Juventino Magalhães. JORNAL O PROBO, era o seu nome, circulara semanalmente. Com a colaboração VALIOSA das minhas duas amigas, colegas de serviço e alunas, Cacilda Mesquita e Lucilene Magalhães REATIVAMOS O PROBO.

EU era o Redator Chefe e ao mesmo tempo o Jornaleiro.
A clientela esperava a minha passagem nas suas casas para entrega do hebdomadário, nas manhãs de domingo.

A minha passagem por São Benedito do Rio Preto dará um Romance, no entanto em resumo, posso afirmar que tudo o que nela VIVI, foi enriquecedor. As amizades construídas, o Amor que recebi do meu amigo e PAI ZUZU, da Madrinha e MÃE PAULINHA, das suas filhas Conceição e Rosa, do filho José, que ainda hoje os trato por IRMÃOS, dos AMIGOS Padre Xavier, hoje Bispo, das amigas Zenaide Mesquita, Aparecida Erra, Cacilda Cassiopa, Lucilene, Lenita, dona Nazaré Matos, dona Zilda, das filhas de dona Zenaide, de todas as minhas alunas, de todos os meus alunos, dos meus amigos Marcos Carlos de Mesquita, Creomar Costa, Amílcar, Ribamar Araújo, Jovemar, Josemar, ZEPSULO  Carlindo, Dario, Raimundo Erre, Aquiles, Aurélio Matos, Antenor Fernandes, Raimundo da Cuba, Zé Soares e muitos outros que estão na minha mente e no meu Coração.

Recebi da Câmara de Vereadores desta cidade o do Presidente Thomaz Fernandes o Título Honrado de CIDADÃO SAMBENEDITENSE, que me dá muito ORGULHO e por esta razão, AGRADECIDO, elegi esta Terra à categoria de O Meu Segundo TORRÃO SAGRADO.

Relembrando tudo o que VIVI no teu solo, eu confirmo que EU e VOCÊ, minha SÃO BENEDITO DO RIO PRETO, Querida, somos UMA LINDA HISTÓRIA DE AMOR!

SOBRE O AUTOR

É buritiense, ardoroso amante da sua terra, deu seus primeiros passos no velho Grupo Escolar Antônia Faria, cursou o Ginásio Industrial na Escola Técnica Federal do Maranhão e Científico no Liceu piauiense e no Liceu maranhense, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito/UFMA, é advogado inscrito na OAB/MA, ativo, Pós-graduado em Direito Civil, Direito Penal e Curso de Formação de Magistrado pela Escola de Magistrados do Maranhão, Delegado de Polícia Civil, Classe Especial, aposentado, exerceu todos os cargos de comando da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, incluindo o de Secretário. Detesta injustiça de qualquer natureza, principalmente contra os pobres e oprimidos, com trabalho realizado em favor destes, inclusive na Comarca de Buriti.

Um comentário: Leave Your Comments

  1. a inaguraçao desse hospital foi so fachada do gonvernador e do prefeito so midia nao estar foncionando e quase nada as gertantes ja estao saindo para outro municipio que inaguraçao e essa se nao tem nada e uma vergonha para o municipio.

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