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Coluna SEXTA DE NARRATIVAS - UMA FEIJOADA SABOROSA E SETE ALIVIADAS DESASTROSAS

Esta história VERDADEIRA, ocorrida na minha AMADA Ilha do AMOR, cantada e contada por poetas, escritores e trovadores e menestréis do AMOR, foi um presente do meu HERÓI da Imprensa Antiga e Séria, também da capital Gonçalvina, meu amigo dileto DOUGLAS CUNHA, a quem AGRADEÇO sensibilizadamente. Modifiquei o título de chamada e o final, mantendo a essência do enredo maravilhoso.

ANA TERESA era uma das belas filhas do comendador Gomes da Silva. Moça requintada e de beleza ímpar, era muito cortejada pelos varões das mais tradicionais famílias de São Luís, no tempo em que a capital do Maranhão era a “Athenas Brasileira”. Época em que a cultura era levada a sério, principalmente a erudita. Todas as moças de família tinham que saber tocar piano. Assim era Ana Tereza.

Nos saraus de fim de semana, ela sempre executava peças de Catulo da Paixão, Villa Lobos e até mesmo de Chiquinha Gonzaga, que não era bem vista pelas famílias, por ter ousado em lançar-se artista em uma época em que isto não era permitido às mulheres.

Diariamente, sempre no início da noite, enquanto aguardava Francisco de Assis Peçanha, seu namorado, Aninha ficava na saleta, ao piano, tocando Mozart, Chopin e outros.

Quando Francisco chegava, iam para a sala onde sempre estavam o comendador e a esposa Dona Gertrudes e demais membros da família, conversando sobre políticas ou comentando os preços dos produtos chegados da Europa ou do eixo Rio-São Paulo, no navio Raul Soares, e outras amenidades.

Num belo sábado de verão ludovicense, a família almoçou uma feijoada preparada por Maria Preta, cozinheira de “mão cheia”, que preparava os melhores quitutes da cidade. Ana Teresa adorava feijoada e comeu sem restrições. O pecado da gula não ficou sem castigo. Desde o meio da tarde, a bela Ana Teresa passou a soltar gases de odor insuportável. Diante disto, ela foi para a saleta, onde passou a tocar o seu piano.

 De vez em quando, suspendia o seu belo bumbum do acento e soltava os gases que enchiam a saleta de forte fedentina e ela exclamava com sua vozinha doce e terna:

 - “Aaaah, Que alívio"...

Assim Ana Tereza soltou cerca de seis “foguetes” e, ao desprender o sétimo da série, observou um vulto na soleira da porta.

 Virou-se e viu o que não desejava. Ali estava Francisco de Assis, um jovem bem apessoado, dentro de um terno de casimira azul marinho, barba bem feita e bigodes aparados, constituindo-se em um exemplar da espécie masculina da melhor estirpe da cidade, que a olhava com grandes olhos castanhos e um sorriso maroto nos lábios.

Preocupada, Ana Tereza se apressou em perguntar:

 - “Oh! Amor, estás aí há muito tempo?"

Francisco respondeu, sorrindo:

 - “Desde o primeiro alívio, meu amor”.

Ana Teresa saiu correndo para o seu quarto e trancou-se, permanecendo ali até o dia seguinte, sem querer falar com ninguém.

No início da tarde enviou por Mariquinha, a negrinha que trabalhava em sua casa, um bilhete para Francisco de Assis, acabando com o namoro, e daí passou a evitá-lo. Deixou, até mesmo, de assistir às missas dominicais da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, no Largo dos Amores, somente para não “dar de cara” com Francisco.

Bela Senhorita ANA TERESA, com todo o Respeito a sua Beleza e aos seus requintados dotes, eu, lamentando, a Homenageio com o TITULO de A RAINHA DAS ALIVIADAS MAIS INFELIZES!


SOBRE O AUTOR

É buritiense, ardoroso amante da sua terra, deu seus primeiros passos no velho Grupo Escolar Antônia Faria, cursou o Ginásio Industrial na Escola Técnica Federal do Maranhão e Científico no Liceu piauiense e no Liceu maranhense, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito/UFMA, é advogado inscrito na OAB/MA, ativo, Pós-graduado em Direito Civil, Direito Penal e Curso de Formação de Magistrado pela Escola de Magistrados do Maranhão, Delegado de Polícia Civil, Classe Especial, aposentado, exerceu todos os cargos de comando da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, incluindo o de Secretário. Detesta injustiça de qualquer natureza, principalmente contra os pobres e oprimidos, com trabalho realizado em favor destes, inclusive na Comarca de Buriti.

3 comentários: Leave Your Comments

  1. Falaram tanto mal da educação na gestão passada, mas nunca aconteceu o que está acontecendo agora, escola que nunca funcionou um dia, nunca recebeu um kit de merenda, nunca recebeu um kit de material de limpeza, kit covid então, esse nem se fala, formações de faz de conta, chegou o final do ano e nunca chegou um diário de classe nas escolas....Queriam mudança, mudou. O engraçado é que o sindicato só briga por dinheiro, qualidade na educação não precisa, já tá muito bom. Uma pena tudo isso que está acontecendo em Buriti. A saúde é até vergonhoso se falar da saúde de Buriti. Ninguém faz nada. Vereadores, cadê vocês???

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  2. PASSANDO PARA FALAR UM POUCO DA INDIGUINSCAO REVOLTANTE POR SER FILHO DESTE POBRE BURITI QUE DIAS A DIAS FICANDO PIOR, ASSISTIR ONTEM O SENHOR GENILSON GOVEIA MOSTRAR AO POVO BURITIENSE E A OUTROS MUNICÍPIO UM ESCANDALO NA ADMINISTRAÇÃO ATUAL E EU ME PERGUNTO ONDE ESTÃO OS 11 VEREADORES DESTA CIDADE QUE ESTÃO DE MÃOS AMARRADAS E AINDA BRINCANDO DE CABACEGO, ONDE ESTAR O MINISTERIO PÚBLICO E PRA FINALIZAR ONDE ESTÃO O POVO DESTA CIDADE QUE DEIXAM ESTA ATUAL ADMINISTRAÇÃO DESTRUINDO OS SONHOS DE NOSSOS FILHOS NA EDUCAÇÃO PARADA, NA SAÚDE FALIDA ENFIM EM UM TOTAL ABONDONO.
    AQUI SO TENHO A PARABENIZAR ESTE HERÓI VICE PREFEITO GENILSON GOVEIA QUE TEVE CORAGEM DE DENUNCIAR TANTAS INRREGULALIDADES QUE É DESVIOS DE DINHEIRO PÚBLICO, SOU FILHO DE BURITI E SO LAMENTO O SILÊNCIO DOS VEREADORES E AUTORIDADES COMPETENTES

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  3. TOINHO FRANCÊS, HELIO FLORA E JORGEM DO SINDICATO SAIAM DA TOCA MACHOS E AJUDEM O SEU GENILSON ACABAR COM ESSA ROUBALHEIRA, SE REUNAM E VÃO ATÉ A PROMOORIIA COM ESSAS PROVAS CITADAS E MOSTRADAS PELO SEU GENILSON COM MUITA CLAREZA E EXPLICAÇÕES DE COMO FUNCIONAM, VÃO LÁ SE UNAM AO PROMOTOR E VAMOS VÊ SE TIRAMOS NOSSA CIDADE DO SUFOCO PORQUE OS OUTROS VEREADORES SAO IGUAL PÉ DE COBRA NÃO SE VÊ FAZER NADA

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