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Coluna SEXTA DE NARRATIVAS - RIACHO DO MORRO, ALEGRIA DE GERAÇÕES

Numa etapa da minha vida, da vida de várias crianças da minha faixa etária, de jovens e de adultos, de uma Era que eu costumo denominar de ÉPOCA DE OURO, aos Domingos, Dias Santos ou Feriados, depois da missa matinal na Igreja Matriz da minha Buriti querida, nós, as crianças principalmente, ficávamos ansiosamente aguardando a movimentação ao lado da Praça Matriz, em frente da casa do seu Osvaldo Faria, observando se o caminhão dele, dirigido pelo  motorista Adonias ou o do seu Yoyô Faria, dirigido pelo motorista Lautenaide, já estava ali postado para nos levar para o gostoso banho no RIACHO DO MORRO, um milagre maravilhoso da Natureza, nascido do alto de um Morro,  daí a origem do nome, e que se transformara numa corrente caudalosa de água límpida, fria e gostosa, que nos aplacava as tristezas e dores comuns, através dos mergulhos, dos cangapés(mergulhos e levantada de perna esticada na superfície da água), pulos mortais, nados e outras invenções dentro daquela beleza de Mar buritiense!

 Ao som da buzina do caminhão, identificávamos quem era o condutor, o do seu Osvaldo, era um GMC de cor verde, então, seria o seu Adonias, o do seu Yoyô, um Ford Roquet de cor amarela, por conseguinte, seria o Lautenaide, e logo corríamos para educadamente, disputarmos um lugar ao nosso gosto individual com muito cuidado, considerando que normalmente fazia parte da comitiva, uma professora, que mesmo fora da Escola, merecia respeito e obediência, e era LINDO esse padrão comportamental, hoje em desuso e, que tanta falta nos faz!

Chegávamos ao Riacho do Morro, estávamos no nosso recanto paradisíaco e tudo se transformava em alegria. Quem tinha frito, petas, rabos de tatu, bolos de tapioca e até beijus, na hora do descanso das brincadeiras, trocava as saborosas iguarias, com os colegas e em seguida voltávamos à movimentação naquela água pura e santificante, não sem antes recolhermos os restos das merendas nas mesmas vasilhas que as levávamos, uma noção valiosa de respeito e preservação da Natureza naquele Tempo, era o fruto de uma Excelente Educação recebida e praticada.

Recomeçava a segunda etapa do nosso Passeio/Recreio com as repetidas brincadeiras no leito do nosso Bondoso Riacho que nos abrigava e sabia que nenhum galho e nenhuma folha seriam arrancados das árvores que lhe cercavam, que protegiam as suas margens e por consequência a sua VIDA e as nossas VIDAS!

Continuávamos envolvidos nas nossas divertidas e sadias brincadeiras, que não deixavam espaços para qualquer tipo de desentendimentos, sempre atentos ao momento em que um dos nossos heróis motoristas desse o sinal de que estava chegando ao fim a nossa liberdade.

Em geral um grito uniforme soava no seio da mata verde, que com seu manto protetor da nossa fonte, a sua folhagem acenava para nós como se falasse dizendo, Voltem SEMPRE meus filhoooos e nós respondendo, “Obrigado QUERIDO Riacho do Morro, só mais um pouquinho seu Adoniaaaaaas, ou agora nãoooooo, Latenaideeeeeee”, ele era mais novo e, nós tínhamos mais intimidade! Nunca, no entanto, nenhum dos dois deixou de atender o nosso apelo. Contávamos confiantes, com a aquiescência dos dois. 

Então apressadamente repetíamos, naquele prazo, agora exíguo, todas as aventuras antes praticadas!  Era muito agradável e muito valioso, pra todos nós! Que lembranças e que SAUDADE MARAVILHOSA!

Hoje, aquele Riacho do Morro, da minha infância, da minha geração e de tantas outras, agoniza, por culpa da insensibilidade, da insensatez de desatentos administradores da nossa cidade, que não querem conhecer a origem histórica daquela fonte de VIDA, nem mesmo os hábitos sadios e as tradições da sua gente, que mesmo possuindo atualmente em seu meio alguns desvios de condutas por parte de uns poucos, ainda é tão bonita, tão pacata e tão esperançosa!

Constatei choroso, visitando recentemente o nosso Amado Monje Riacho do Morro, um presente de DEUS para Buriti e para a nossa população, que ele hoje está Agonizante e Sufocado por uma Serraria e por muito lixo de variadas espécies, degradando toda a sua extensão, cujos dejetos são produzidos por ela e por ações nefastas de alguns maus buritienses, que não se dão conta do seu pedido de SOCORRO, para poder continuar VIVO e benevolente para todos NÓS.

Saudosos senhores Osvaldo Faria e senhor Yoyô Faria, fui e serei sempre grato por aqueles passeios belíssimos e inesquecíveis, que os senhores nos proporcionaram, sem exigirem nada em troca e talvez nunca imaginaram o quê eles representaram para todos nós!  Descansem em Paz!

Meus caros senhor Adonias e Lautenaide, sem saberem que com aqueles gestos de atenção e carinho que nos deram, mesmo sem serem os proprietários daqueles maravilhosos caminhões que nos levaram tantas vezes ao nosso Paraíso Encantador, vocês foram eleitos nossos Ídolos e parte significativa do nosso passado, das nossas vidas, da história da nossa Buriti!

Recebam os Títulos de CIDADÃOS BENFEITORES BURITIENSES, e continuem gozando o repouso dos JUSTOS!

Santíssima Trindade, Mãe Maria Santíssima e Senhora Sant'Ana, em quem tanto CREIO e CONFIO, Abençoai e Protegei o nosso Amado Riacho do Morro, a nossa Buriti querida e dai sabedoria, dignidade e sensatez aos dirigentes do nosso Município, para que cuidem com responsabilidade e zelo, da nossa cidade e da nossa Gente!

SOBRE O AUTOR

É buritiense, ardoroso amante da sua terra, deu seus primeiros passos no velho Grupo Escolar Antônia Faria, cursou o Ginásio Industrial na Escola Técnica Federal do Maranhão e Científico no Liceu piauiense e no Liceu maranhense, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito/UFMA, é advogado inscrito na OAB/MA, ativo, Pós-graduado em Direito Civil, Direito Penal e Curso de Formação de Magistrado pela Escola de Magistrados do Maranhão, Delegado de Polícia Civil, Classe Especial, aposentado, exerceu todos os cargos de comando da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, incluindo o de Secretário. Detesta injustiça de qualquer natureza, principalmente contra os pobres e oprimidos, com trabalho realizado em favor destes, inclusive na Comarca de Buriti

7 comentários: Leave Your Comments

  1. Mais um gol em narrativa do Djalma. Rádio ABC Voz de Ouro ligado. Vaaaaldir Amaral. Deeeeixa comigo. Lá vai o craque Djalma, com ginga e hablidade no primeieo parágrafo fala da época de ouro, das histórias de infância 18 quilates em Buriti, vence os outros parágrafos, até parece que se inspira em uma tabela imaginária com o saudoso zagueirão-artilheiro Zé Chaves das Laranjeiras, entra na área com lembranças dos banhos no Riacho do Morro e de personalidades marcantes da cidade, o visual do texto é bom, tem fumaça de gol, ajeitou, apontou a caneta-teclado é goooooooool. Estão desfraldadas as bandeiras dos apreciadores de uma boa leitura. Tem peixe na rede do Correio Buritiense. Choveu na horta dos leitores. Agora o placaaaaaar no estádio Correio Buritiense: Narrativa do Djalma CINCO, pobreza extrema e violência em Buriti ZERO.

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  2. Riacho do Morro,alegria de gerações!Valeuuu Djalma!show de bola!

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  3. Boa noite, meu amigo Aliandro, nossa educação precisa urgente de pessoas capacitadas para elevar nossa educação pra frente, educação essa q já teve pessoas preparadas, equipe competentes, como professora Nonin, Júnior, a própria Josinalva, pq o q eu vir hoje, essa equipe q está hoje a frente de nossa Educação, estamos pertido, até as próprias pessoas do governo que a lhe faziam presente, na apresentação do calendário escolar, pra no de ação de 2021, pessoas mal preparada, pessoas q só fala a palavra acho, nunca a palavra certeza, totalmente errado o calendário, resumindo uma vergonha para as pessoas que a -lhe estavam, ajunde nos, pq se não é fim

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    1. Júnior e rosinalva foram uma vergolna para a educação de Buriti. Uma era só para desfilando na Semed o outro gostava era mesmo de ouvir um fuxico. Jovem , sem falar da quantidade de ataetado que ela tinha quando era professora vamos vê agora o trabalho dela na sala de aula e o outro que nem aula sabem dá. ainda bem que vazaram . Bota eles na sala de aula para vê o trabalho deles. E um calendário não mede a competência de ninguém pra os dois quem faziam não era eles.kkkklkkk

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  4. Sem palavras, é um ótimo escritor. Meu amigo Djalma Passos me identifico com seu amor por nossa amada Buriti.

    aqui quem lhes fala sou eu, Vinícius Martins.

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  5. Tenho fé que a professora Gabriela faça um bom trabalho, saiba cumprir com suas atribuições como secretaria, pois os ex-secretarios de educação eram incompetentes, despreparados, não sabiam resolver problemas crônicos na educação do município, deixando um legado de analfabetismo e abandono aos desprovidos de oportunidades sociais. O Buriti precisa virar essa página triste e miserável na educação. Que venha melhorias radicais professora Gabriela, não se venda, tenha postura, tenha ética, coisa que nenhum dos seus antecessores tiveram. As crianças e jovens buritienses tem esperança no seu trabalho.

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    1. Disse tudo esse daí. O Júnior e a outra que sair são dois que só acabaram a educação . Hoje a educação aumentou o número de alunos que não sabem ler e escrever uma vergonha uma pena essa pessoas só pensaram em se dá bem. Nenhum compromisso e sem falar da incompetencia. Jovens vcs tem contas a acertarem com seus atos vil.

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