"Não há pessoas nem sociedades livres, sem liberdade de expressão e de imprensa”.

ULTIMAS NOTÍCIAS
Carregando...

DEFENDIDA POR BOLSONARO, HIDROXICLOROQUINA ESTÁ LIGADA À MAIOR TAXA DE MORTES, DIZ ESTUDO COM 96 MIL PACIENTES


Pesquisa foi realizada com pacientes em todo o mundo e concluiu que, mesmo combinado com outros remédios, medicamento pode agravar a taxa de mortalidade em até 45%.
 Um estudo realizado com mais de 96 mil pacientes internados concluiu que o uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina em pacientes com o novo coronavírus, mesmo quando associados a outros antibióticos, aumenta o risco de morte e de arritmia cardíaca nos infectados pela covid-19. Esta é a maior pesquisa realizada até o momento sobre os efeitos que essas substâncias têm no tratamento do vírus. A cloroquina é defendida pelo governo Jair Bolsonaro como primeira opção de tratamento, inclusive para pacientes sem gravidade.
"Nós fomos incapazes de confirmar qualquer benefício da cloroquina ou da hidroxicloroquina em resultados de internação pela covid-19. Ambas as drogas foram associadas à diminuição de sobrevivência dos pacientes internados e a um aumento da frequência de arritmia ventricular quando usadas no tratamento da covid-19", conclui o estudo liderado pelo professor Mandeep Mehra, da Escola de Medicina de Harvard, e publicado nesta sexta-feira 22/5 na revista The Lancet.
A pesquisa foi realizada com pacientes de 671 hospitais em seis continentes, internados entre 20 de dezembro de 2019 e 14 de abril deste ano. Das 96.032 pessoas analisadas, 14.888 foram tratadas com alguma variação ou combinação da cloroquina nas primeiras 48 horas de internação.
Entre os pacientes do grupo controle, ou seja, que não tomaram nenhuma das drogas, a mortalidade foi de 9,3%. Entre os que tomaram a hidroxicloroquina sozinha ou combinada com um antibiótico, o porcentual de mortos foi de 18% e 23,8%, respectivamente. Já entre os que tomaram a cloroquina, a mortalidade foi de 16,4% e, nos casos em que o remédio foi administrado com antibióticos, o índice subiu para 22,2%.
"Este é o primeiro estudo em larga escala que encontra evidências estatisticamente sólidas de que o tratamento com cloroquina ou hidroxicloroquina não beneficia pacientes com covid-19", afirma Mandeep Mehra, principal autor do estudo e diretor executivo do Centro de Doenças Cardíacas Avançadas do Hospital da Mulher, em Boston.
Caixa do remedio Sulfato de Hidroxicloroquina, mais conhecido como Plaquinol. 
Diversos estudos anteriores a este já demonstraram que não há eficácia comprovada da droga no combate ao novo coronavírus. Somente neste mês de maio, alguma das mais importantes revistas médicas do mundo - New England Journal of Medicine (NEJM), o Journal of the American Medical Association (Jama) e o British Medical Journal (BMJ) - publicaram estudos com resultados nada promissores.
 Brasil libera o uso da hidroxicloroquina
Os resultados deste estudo corroboram com pesquisas anteriores sobre o tema. No entanto, os pesquisadores afirmam que mais análises seriam necessárias para criar uma relação direta entre essas substâncias e doenças no coração. Nesse sentido, vale destacar que essas substâncias sequer apresentaram evidências de que causam efeitos positivos em pacientes com covid-19.
Apesar disso, o Ministério da Saúde divulgou um novo protocolo nesta quarta-feira (20) que libera o uso de ambos medicamentos em casos mais leves da doença. O documento recomenda a prescrição de doses diárias de 450 mg de cloroquina com o antibiótico azitromicina assim que surgirem os primeiros sintomas da doença.
Os pesquisadores alertam para os riscos desta prática: combinar essa substância com um antibiótico aumenta consideravelmente as chances de ir a óbito ou desenvolver doenças cardiovasculares graves.
*DO ESTADÃO E TECMUNDO

3 comentários: Leave Your Comments

  1. Kkkk kkkk kkkk o áudio do ex prefeito, ex presidiário e a maior liderança política do mundo me deixou sem fôlego de tanto rir... Kkkk kkkk kkkk

    ResponderExcluir
  2. NÃO DOU CREDIBILIDADE AO *ESTADÃO * FONTES QUE FAZEM APOLOGIA AO PT .

    ResponderExcluir

O comentário não representa a opinião do blog; a responsabilidade é do autor da mensagem. Ofensas pessoais, mensagens preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, ou ainda acusações levianas não serão aceitas. O objetivo do painel de comentários é promover o debate mais livre possível, respeitando o mínimo de bom senso e civilidade. O Redator-Chefe deste CORREIO poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

PAINEL DO LEITOR - COMENTÁRIOS RECENTES