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EX-CAPITÃO ADRIANO DA NÓBREGA, MILICIANO LIGADO A FLÁVIO BOLSONARO E SUSPEITO NO ASSASSINATO DE MARIELLE, É MORTO PELA POLÍCIA NA BAHIA

Capitão Adriano' era um dos criminosos mais procurados pela polícia do Rio; ele estava foragido desde o início do ano passado Foto: Reprodução
    O ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega foi morto na manhã deste domingo 9/2 durante uma troca de tiros com policiais de Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Bahia, com apoio do setor de inteligência da Polícia Civil do Rio. Apontado como autor de diversos homicídios, o ex-militar era um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro, inclusive com alerta vermelho da Interpol. O ex-policial militar foi localizado numa área rural do estado da Bahia, no município de Esplanada. A ação teve apoio da Secretaria de Estado de Segurança da Bahia. 
  De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, Adriano teria efetuado disparos com uma arma ao ser encontrado e, na troca de tiros, teria sido ferido. Foram encontradas com ele uma pistola austríaca calibre 9mm e outras três armas. Ainda segundo dados do governo, ele teria sido levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. 
Armas apreendidas com Adriano Nóbrega neste domingo Foto: Secretaria de Segurança Pública da Bahia / Divulgação
  Segundo a polícia, Adriano era o chefe de um grupo criminoso formado por matadores de aluguel, que ficou conhecido como Escritório do Crime — investigado por suspeita de envolvimento nas mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes. Ele era réu na Operação Intocáveis do Ministério Público do Rio (MP-RJ), que apura a milícia de Rio das Pedras. 
  Deflagrada em 22 de janeiro do ano passado, com base em investigações do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-RJ, a Operação Intocáveis revelou que o ex-capitão comandava um esquema de agiotagem, grilagem de terras e construções ilegais, com o pagamento de propina a agentes públicos, a fim de manter seus negócios ilícitos, “sempre de forma violenta e por meio de ameaças”. Adriano era o único foragido da "Intocáveis". Os outros 12 integrantes da milícia de Rio das Pedras estão presos. 
  Foragido há mais de um ano, o ex-PM é citado na investigação que apura a prática de “rachadinha” no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). 
  No comunicado sobre o ocorrido, o governo baiano coloca Adriano como “envolvido na morte de Marielle Franco”. 
  Até agora, o Ministério Público acusa o policial reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz de terem participado da morte da vereadora e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. Élcio é suspeito de dirigir o Cobalt prata usado na emboscada contra Marielle. Já Lessa seria o autor dos disparos. 
  Lessa é um policial militar reformado e Élcio foi expulso da PM por envolvimento com contravenção. A polícia investiga possível relação de Lessa com uma quadrilha de matadores da qual faz parte o ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado de chefiar uma milícia. 
  De acordo com o Ministério Público, contas bancárias controladas por Adriano foram usadas para abastecer Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, que é suspeito de ser o operador do esquema no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro. Queiroz é amigo do presidente da República
  Adriano teve duas parentes nomeadas no antigo gabinete do senador Flávio. Mensagens interceptadas com autorização judicial mostram ele discutindo a exoneração da mulher, Danielle da Nóbrega, do cargo. 

Flávio Bolsonaro com Jair Bolsonaro, em Brasília. (Foto: Adriano Machado/Reuters)
  Ele também foi defendido pelo presidente Jair Bolsonaro em discurso na Câmara dos Deputados, em 2005, quando foi condenado por um homicídio. O ex-capitão seria absolvido depois em novo julgamento. 
  Enquanto estava preso preventivamente pelo crime, foi condecorado por Flávio com a Medalha Tiradentes. 

HOMENAGEADO POR FLÁVIO BOLSONARO 
 ‌ Adriano, segundo investigações do Ministério Público, era amigo do ex-PM Fabrício Queiroz, ex-funcionário do gabinete de Flávio Bolsonaro. A mulher e a mãe de Adriano, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega e Raimunda Veras Magalhães, trabalharam no gabinete de Flávio. 
  Além disso, em 2003, Adriano foi homenageado por Flávio Bolsonaro na Alerj enquanto deputado estadual. 
  O MP suspeita que Adriano era sócio oculto dos dois restaurantes. Formalmente, o ex-policial não aparece no quadro societário das empresas. Quem aparece é a sua mãe, Raimunda. 
 ‌‌ Os promotores investigam se um saque de R$ 202 mil das contas de Danielle e Raimunda foram entregues em mãos a Fabrício Queiroz, evitando assim qualquer rastro dos repasses. 

EXCLUÍDO DA LISTA POR MORO 
 ‌‌ Adriano da Nóbrega foi excluído, no final de janeiro, pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, da lista dos criminosos mais procurados do país. 
  A lista foi divulgada por Moro pelo Twitter, que citou “critérios técnicos”, seguindo orientações de Jair Bolsonaro, para elaboração do rol dos criminosos mais procurados do Brasil.
*Com informações de O Globo/Folha/Revista Fórum

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