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BOLSONARO QUEBRA O DECORO E FAZ ACUSAÇÕES SEXISTAS CONTRA JORNALISTA: “QUERIA DAR O FURO CONTRA MIM”

Patrícia Campos Mello é vítima de ataques após declarações falsas durante a CPMI das Fake News.
O presidente Jair Bolsonaro comentou, nesta terça-feira 18/2, sobre o caso da jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo. O ex-capitão fez insinuações sexistas contra a profissional. “Ela [repórter] queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim”, afirmou, seguido por risos dele e dos demais na saída do Palácio da Alvorada.
Na CPMI da Fake News, na Câmara dos Deputados, um ex-funcionário da Yacows, empresa de disparos em massa por WhatsApp, acusou a jornalista de ter se insinuado sexualmente para obter informações sobre o local em que ele trabalhou durante a campanha eleitoral de 2018.
A jornalista publicou uma reportagem em dezembro de 2018, juntamente com o repórter Artur Rodrigues, sobre o disparo de mensagens em massa via WhatsApp, no período eleitoral, a partir do uso fraudulento de nomes e CPFs de idosos registrados em chips de celulares. A apuração tomou como base documentos e relatos obtidos junto a Hans River, ex-funcionário da Yacows, empresa especializada em marketing digital e supostamente envolvida no esquema.
Segundo a reportagem, o entrevistado mudou de ideia sobre as declarações que fez à jornalista depois de ter fechado acordo com a ex-empregadora. A jornalista apresentou trechos de conversas com Hans River, bem como áudio dele explicando o esquema de envio de mensagens, que destoam das versões apresentadas por ele na CPMI das Fake News.
Hans foi convocado pelo deputado Rui Falcão (PT-SP) a prestar depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Congresso, formada por deputados e senadores, que investiga a disseminação de notícias falsas na eleição.
Após as declarações de Hans, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, também difundiu ofensas contra a repórter em suas redes sociais, além de insinuar sobre a sua conduta. “Eu não duvido que a senhora Patrícia Campos Mello, jornalista da Folha, possa ter se insinuado sexualmente, como disse o senhor Hans, em troca de informações para tentar prejudicar a campanha do presidente Jair Bolsonaro. Ou seja, é o que a Dilma Rousseff falava: fazer o diabo pelo poder”, publicou.
Associação Brasileira de Imprensa - ABI publicou uma nota assinada pelo seu presidente, Paulo Jerônimo Sousa. Nela, a ABI denuncia a quebra de decoro pelo presidente Jair Bolsonaro.
Confira a íntegra da nota assinada pelo presidente da ABI, Paulo Jeronimo de Sousa:
NOTA OFICIAL DA ABI

Nesta terça-feira, mais uma vez, para vergonha dos brasileiros, que têm o mínimo de educação e civilidade, o presidente da República, Jair Bolsonaro, é ofensivo e agride, de forma covarde, a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo.
Este comportamento misógino desmerece o cargo de Presidente da República e afronta a Constituição Federal. 
O que temos visto e ouvido, quase cotidianamente, não se trata de uma questão política ou ideológica. Cada dia mais, fica patente que o presidente precisa, urgentemente, de buscar um tratamento terapêutico.
A ABI conclama a sociedade brasileira a reagir às demonstrações do “Cavalão”, como era conhecido Bolsonaro na caserna, e requer à Procuradoria Geral da República a adoção das medidas cabíveis.
Paulo Jeronimo de Sousa
Presidente da Associação Brasileira de Imprensa

*Com informações do Brasil247/ABI/CartaCapital

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