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Notícias falsas espalhadas via WhatsApp levam à morte 8 pessoas


Não é de hoje que o WhatsApp se tornou um campo fértil para a proliferação de notícias falsas, mas, às vezes, a situação gerada por um simples compartilhamento irresponsável de informação resulta em tragédia. E isso tem sido cada vez mais comum na Índia, país onde pelo menos 30 assassinatos ao longo do último estiveram ligados a boatos viralizados no app de mensagens.
Algumas regiões da Índia passam por uma espécie de pânico coletivo relacionado ao sequestro de crianças. Informações falsas e manipuladas compartilhadas pelo WhatsApp colaboram para o cenário, inclusive com um vídeo paquistanês de uma campanha de prevenção ao sequestro infantil sendo editado e compartilhado como se fosse o registro de um “sequestro ao vivo” em alguma rua da Índia.
Apenas nos últimos dias, oito mortes foram ligadas a notícias falsas sobre sequestros de crianças espalhadas pelo WhatsApp, aumentando ainda mais as preocupações por parte do governo indiano. No último domingo (1º), cinco pessoas de uma comunidade nômade foram linchadas por mais de 35 pessoas, incluindo crianças, após serem acusadas de tentarem raptar uma garota.
Na semana passada, o estado de Tripura, no nordeste da Índia, chegou a ter as conexões de internet suspensas por 48 horas após três pessoas serem assassinadas. Uma delas, inclusive, havia sido contratada pelo governo para andar de vilarejo em vilarejo com um carro de som para alertar a população sobre a proliferação de notícias falsas pela internet. Apesar disso, ela também foi vítima de rumores espalhados pelo WhatsApp, informaram as autoridades locais.
No Brasil
A Índia alcançou uma situação extrema de algo que já vivemos aqui no Brasil. Em 2014, a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, foi linchada e morta por dezenas de pessoas na cidade de Guarujá, litoral de São Paulo. O caso aconteceu após Fabiane ser confundida com o retrato-falado de uma suposta sequestradora de crianças.
Depois do episódio, a Câmara dos Deputados começou a discutir o Projeto de Lei 7544/14, de autoria de Ricardo Izar (PSD/SP), que institui no Brasil a criminalização da incitação virtual ao crime. O PL recebeu parecer positivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e aguarda a sua votação no plenário da Casa.
(Do site Tecmundo)

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