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terça-feira, 11 de julho de 2017

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SEM PROVAS, MPF PEDE ARQUIVAMENTO DE INVESTIGAÇÃO CONTRA LULA POR SUPOSTA OBSTRUÇÃO DA LAVA JATO E QUESTIONA CREDIBILIDADE DE SENADOR DELATOR

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O Ministério Público Federal (MPF) pediu hoje (11) à Justiça o arquivamento da investigação interna aberta para apurar a suposta tentativa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de obstruir o andamento da Operação Lava Jato. O procedimento foi aberto com base na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral.
No pedido, o procurador Ivan Marx sustenta que não há provas da "existência de real tentativa de embaraço às investigações". Para o procurador, o ex-senador teria usado o nome do ex-presidente para fechar acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
 “Ressalte-se não se estar aqui adiantando a responsabilidade ou não do ex-presidente Lula naquele processo, mas apenas demonstrar o quanto a citação de seu nome, ainda que desprovida de provas em determinados casos, pode ter importado para o fechamento do acordo de Delcídio do Amaral, inclusive no que se refere à amplitude dos benefícios recebidos”, disse Marx.
Nos depoimentos de delação, Delcídio declarou que teria participado de uma reunião, convocada por Lula, em 2015, juntamente com os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Edison Lobão (PMDB-MA), para traçar estratégias para barrar as investigações da Lava Jato.
Ao analisar o caso, o procurador entendeu que não foram encontradas provas da suposta reunião, mesmo após a oitiva dos senadores que teriam participado dela.
“No presente caso, não havendo nenhuma corroboração para a versão apresentada pelo delator, e nem mesmo a possibilidade de buscá-la por outros meios, o arquivamento dos autos é medida que se impõe. No caso, não há que se falar na prática de crime ou de ato de improbidade”, entendeu o procurador.
O MPF também apresentará em breve suas alegações finais relativas à acusação de Delcídio de que Lula era o "chefe do esquema" para comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, com o suposto objetivo de impedir o executivo de firmar um acordo de colaboração. Segundo Marx, a participação de "lula só surgiu através do relato de Delcídio, não tendo sido confirmada por nenhuma outra testemunha ou corréu no processo". O procurador foi inclusive o responsável por apresentar uma denúncia contra Lula relativa à acusação envolvendo Cerveró.
O procurador afirma não estar adiantando a responsabilidade ou não do ex-presidente na compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras, mas lembra o caso com o objetivo de "demonstrar o quanto a citação de seu nome (Lula), ainda que desprovida de provas em determinados casos, pode ter importado para o fechamento do acordo de Delcídio do Amaral, inclusive no que se refere à amplitude dos benefícios recebidos". 
Para Marx, a denúncia sobre a suposta reunião do "gabinete da crise" "era sim do interesse de Delcídio". Segundo o procurador, a palavra do ex-senador "perde credibilidade".
Divulgada na íntegra em 15 de março de 2016, a delação de Delcídio foi um dos catalisadores da crise política que resultou no impeachment de Dilma Rousseff. Lula foi nomeado chefe da Casa-Civil no dia seguinte, mas acabou impedido de assumir o cargo pelo STF após o juiz Sergio Moro divulgar áudios gravados irregularmente nos quais a então presidenta discutia a entrega de um termo de posse ao seu novo ministro.
O arquivamento será decidido pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília.

CLIQUE NO LINK ABAIXO E LEIA O PEDIDO DE ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO:
https://drive.google.com/file/d/0BzuqMfbpwX4wcXVwTl9pN3EtQ1E/view
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