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domingo, 1 de março de 2015

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COLUNA DOMINICAL - UM OLHAR LITERÁRIO DE BURITI

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SEMPRE É CARNAVAL/SEMPRE É CARNAVAL/VAMOS EMBORA, PESSOAL...
*Por Lázaro Albuquerque Matos
No domingo passado não fiz crônica. Por ser carnaval, eu estava dentro dele em Duque Bacelar, preparando, por observação, a de hoje. Coloquei nela o título acima, tirando-o da marchinha de Joel de Almeida, para o carnaval de 1965, porque vi que o carnaval vai ser sempre carnaval. Muita alegria, pessoal...
Caetano Veloso compôs uma música de carnaval com o título de “Deus e o Diabo”. Caetano não foi muito feliz com sua marcha carnavalesca. A música não pegou. Mas Gilberto Gil disse, com irreverência de letrado que é, sobre a música do conterrâneo e amigo baiano, que: “O carnaval é uma invenção do diabo que Deus abençoou”. É bom não misturar Deus com o diabo no carnaval, pois o carnaval só é uma brincadeira do povo, por ele inventada.
Duque Bacelar prestigia muito o compositor Joel de Almeida com o seu “sempre é carnaval”. Este ano, não foi diferente: as marchinhas dele e de outros compositores fizeram sucesso. No domingo, coloquei um bloco nas ruas só com elas. O carnaval saudosista, de marchas antigas, é sempre bem visto e aplaudido. Observei isso acompanhando o bloco nas ruas de Duque Bacelar. Estava nascendo ali o resgate do bloco “BR-TRADIÇÃO”, que, no carnaval de 2016, já vai estar pronto para encantar os foliões e a população de Duque Bacelar como um todo, com o tema “Carnaval de todos os tempos”.
Na terça-feira, observei um trio elétrico puxando um bloco no circuito do carnaval de Duque Bacelar, organizado pela primeira dama de Duque Bacelar, Gilmara. No trio, estavam o prefeito de Duque Bacelar, Flávio e o de Buriti, Rafael. Tudo estava dentro do que o carnaval de rua exige, ou seja, muita descontração, com muitos foliões acompanhando.
A passagem do prefeito de Buriti pelo carnaval de Duque Bacelar, este ano, fez lembra-me novamente dos velhos carnavais entre Buriti e Duque Bacelar, quando eram prefeitos dessas cidades Antônio Dutra e Pedro Oliveira, respectivamente. Era uma parceria gostosa entre as duas cidades para que o carnaval fosse feito em intercâmbio cultural entre os dois municípios. No domingo, os foliões de Duque Bacelar iam para Buriti; na terça, os de lá vinha para Duque Bacelar. 
E foi num domingo desses de carnaval, ainda na gestão do prefeito Pedro Oliveira, em Duque Bacelar e na de Antônio Dutra, em Buriti, que foi organizada uma caravana de foliões de Duque Bacelar para um grande baile de carnaval em Buriti. Isso mesmo: baile. Assim eram os carnavais: feitos em ambientes fechados. Carnaval em praças, não havia. Só nas ruas, à tarde, com blocos desfilando; à noite, nos clubes. Pela manhã, fazia-se “assalto carnavalesco” nas residências. A casa do Sr. Vicente Vilar estava sempre aberta pra isso, pois ele era um grande folião de carnaval. Francisco Benevides, que morava perto do Sr. Vicente, puxava os amigos para os famosos assaltos.
E como em Duque Bacelar não havia carros tipo ônibus, a parceria perfeita entre Duque Bacelar e Buriti fez com que o prefeito Antônio Dutra mandasse buscar os foliões em Duque Bacelar no domingo. E lá vem, ainda cedo, naquele domingo de carnaval, um ônibus de madeira, conhecido como jardineira, de um senhor chamado Antero, morador de Buriti. Uma beleza para festa de carnaval, o ônibus. Sem portas e de bancos de madeira bem longos, onde se podia brincar bastante dentro do carro. E encima, também. E assim foi a viagem: uma verdadeira festa de carnaval por dentro e por cima do “jardineira” do senhor Antero.
O bar do Gonzalez, em Duque Bacelar, serviu de concentração dos rapazes para a viagem carnavalesca a Buriti. Por lá, estava uma turma boa: João Lisboa, Jorjão Oliveira, José Pereira (filho do Zé Chagas), José Neto, Chico do Laurentino, Britinho e Josimar (filhos do seu Brito), Zete, e, entre outros, eu, como não poderia deixar de ser. Dada a partida para a viagem, essa turma preferiu ir encima do ônibus. Antes, porém, o Lisboa pede parada na porta do bar do tio dele, Aimery Oliveira, e, no bar, pega quatro litros de montilla para o carnaval ambulante no trajeto, que foi longo: saímos de Duque Bacelar às 15 horas para chegarmos a Buriti somente às 19. Muitos atoleiros na estrada fizeram a demora da viagem.
Quando chegamos a Buriti já estavam lá o prefeito Pedro Oliveira e seu irmão Lino, secretário da Prefeitura, que passaram por nós em outro carro. E sob os auspícios do prefeito Antônio Dutra, nós já encontramos em Buriti tudo na santa perfeita ordem para o banho e o jantar dos foliões bacelarenses, antes do baile. Foram distribuídos foliões na casa do prefeito, na do irmão dele, José Dutra e na do senhor Oswaldo Farias. O baile foi realizado no cine-teatro da cidade. E o Faquinha dava conta da animação do baile, com pratos musicais tinindo e o seu sax tocando:
Linda morena que está comigo,
Não fique triste...
Porque sempre é carnaval!


* Lázaro Albuquerque Matos: bacelarenseque adoro escrever crônicas e faz com frequência aos domingos em sua linha do tempo do facebook. No último dia 22 de fevereiro, ele escreveu sobre o carnaval das décadas de 60 e 70, quando os prefeitos de Duque e de Buriti compartilhavam os bailes carnavalescos. 
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